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Pastor Marcelo Augusto de Carvalho

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        Curiosidades - Arautos

O novo quarteto Arautos do Rei - 2008

CD - Vale à Pena Esperar!

1 Tenor - Oséias Reis

2 Tenor - Társis Iraídes

Barítono - Elson Golub

Baixo - Milton Andrade

Pianista - Ricardo Martins

 

O CD Vale à Pena Esperar estará nas lojas a partir de outubro, com 11 faixas, todas brasileiras, inclusive com um novo Prefixo. Confira alguns dos títulos:

Prefixo 2008

Eu vou para o céu

Maior amor

Santa unção

Se a mão de Deus

Um pouco mais

Vale a pena esperar

Vaso de alabastro

Você nunca está sozinho

Vencer por você.

Eu já escutei, e garanto: valerá a pena esperar, só um pouquinho mais!!!

Oséias Reis - natural de Raposos MG, estudou no IPAE, Petrópolis RJ na década de 90, onde desenvolveu sua apreciação musical e principalmente sua paixão por quartetos. Por 10 anos morou em Poços de caldas, onde lecionou música, cantou em diversos eventos municipais, e dirigiu corais na igreja local. Em 2006 veio integrar a equipe da escola de Artes da FADMINAS sendo professor de canto, dirigente do louvor e diretor do grupo musical de adolescente da instituição. Na última semana de fevereiro foi convidado para ser o novo 1 tenor dos Arautos do Rei. Como seu pastor, pode descrevê-lo como consagrado, comprometido com a causa de Deus, disposto a encarar todas as aventuras, sem perder o humor e a classe. Não tenho dúvida de que a equipe de A Voz da Profecia está muito bem servida. É casado com a Vanessa, também excelente cantora, e tem uma filha, a inteligente Cindy. "Sucesso, querido amigo".

OS ARAUTOS DO REI, AQUI NA FADMINAS 1/12/2007

 

CD 2006 The King´s Heralds - I Just Can´t

WAYNE HOOPER 1920-2007

O mais qualificado arranjador de quartetos do século XX - O homem que compôs o cântico-sinônimo da crença da Igreja Adventista do Sétimo Dia na segunda vinda de Cristo, Wayne Hooper, morreu em 28 de fevereiro em sua casa em Thousand Oaks, Califórnia, EUA. Ele tinha 86 anos. O cântico "Nós Temos Esta Esperança" era a sua composição musical mais conhecida e foi criado como hino temático para a Assembléia da Associação Geral em São Francisco, no ano de 1962. O cântico foi usado novamente como hino temático das sessões da Associação Geral de 1966, 1975, 1995 e 2000.
Por demanda popular, o cântico foi incorporado em hinários adventistas e traduzido para dezenas de línguas.
Hooper, que escreveu tanto as palavras quanto a melodia, disse mais tarde a respeito de sua experiência: "Esta é a vez única em minha vida em que sinto muito certeza de que 'recebi' idéias musicais do Senhor".
Hooper trabalhou com a Voz da Profecia, um ministério de música de apoio ao evangelismo ASD, por cerca de 65 anos. Ele uniu-se ao quarteto Arautos do Rei, da Voz da Profecia, em 1943, cantando barítono por quatro anos até mudar-se para Nebraska a fim de completar sua faculdade de música. Ele reassumiu o seu lugar no quarteto de 1949 a 1962, então prosseguiu servindo à Voz da Profecia como diretor de música, produtor das transmissões de rádio dos programas dominicais e diretor de serviços de patrimônio. Ele recebeu o grau de Mestrado em música em 1957 do Occidental College, de Los Angeles.
Após aposentar-se oficialmente em 1980, Hooper coordenou a produção do atual Hinário Adventista do Sétimo Dia e um volume acompanhando com a história de 695 seleções e compositores. O hinário teve mais de um milhão de exemplares vendidos.
Sua prolífica carreira incluiu centenas de composições e arranjos para solistas, quartetos, corais e orquestras.
Hooper deixa a esposa Harriet, e quatro filhos e famílias: Jim Hooper, Mrs. Jan (Lind), David Hooper, and Dan Hooper.

HENRY FEYERABEND 1931-2006

assista aqui seu serviço fúnebre

Morreu em 12 de dezembro de 2006 o querido pastor Henry Feyerabend.

Pr. Henry Feyerabend nasceu na cidade de Jersey City, EUA e foi criado no Canadá. Estudou na Escola Superior de Waldhein, em Saskatchewan e no Colégio Adventista de Alberta, Canadá. Bacharelou-se em Teologia pelo Atlantic Union College e obteve o Mestrado pela Andrews University. Entrou para o ministério em 1952 na província de Saskatchewan, Canadá.
Trabalhou como obreiro no Estado de Massachussetts, EUA, de 1953 a 1958. Daí até 1969, trabalhou como missionário no Brasil. Integrou o
Quarteto Arautos do Rei da Voz da Profecia. Participou do evangelismo pelo rádio e televisão e dirigiu inúmeras campanhas de evangelismo público nas principais cidades do Brasil. Voltou para o Canadá em 1969 e tornou-se orador associado do programa de televisão “It Is Written”.
No Brasil os primeiros Camporis foram realizados em Santa Catarina (1962), sob a liderança do Pr. Henry Feyerabend, em São Paulo (1970), sob a liderança do Pr. José Silvestre e no Rio Grande do Sul (1975), sob a liderança do Pr. José Maria Barbosa. Em anos diferentes, com propostas semelhantes, eles deram origem aos Camporis como conhecemos hoje em todo o país.
Desde 1972, quando fundou um programa de televisão em língua portuguesa na cidade de Toronto, o Pr. Feyerabend tem-se dedicado ao evangelismo pela televisão. Construiu um estúdio na cidade de
London, Ontário, Canadá, lançou um novo programa em inglês que, hoje, atinge todo o Canadá e grande parte dos Estados Unidos, o qual tem sido transmitido via satélite.
Nos últimos anos, tem dirigido campanhas evangelísticas em diversas cidades do
Canadá, Estados Unidos, Ilhas Filipinas, Portugal, Rússia e, mais, recentemente, dirigiu a campanha NET 2000, que foi transmitida de São Paulo para o mundo.
Autor de mais de um dúzia de livros, entre eles, os comentários de
Daniel, Apocalipse e Gálatas. O Pr. Feyerabend é casado com Emma Martin. Gosta de Arqueologia e ama muito o Brasil
. Recentemente lançou uma autobiografia - Nascido para pregar. Deixa a esposa, Emma, e a filha Judy. Sinceramente, esperamos em Cristo para vê-lo naquela belíssima ALVORADA!

Esta semana (Outubro, 2006) tive a oportunidade de visitar o Pastor Fayerabend. Quando eu o chamei dizendo que ia visitá-lo sentir que aquela voz tão conhecida já não era a mesma. Um cansaço na pronuncia das palavras denunciava que o incansável e vitorioso guerreiro estava enfrentando tempos difíceis.
Quando cheguei lá o encontrei sentado na sala, assistido pela irmã Emma. Ambos demonstraram aquela simpatia de sempre, que apesar de toda luta, especialmente nesses últimos dois anos, ainda conseguem sorrir.
          Infelizmente o quadro médico do Pastor Feyrabend tem se agravado bastante nos últimos meses. Ele tem sentido muitas dores, controladas apenas por remédios muito fortes que cobram um preço alto com os efeitos colaterais.
          Com tristeza o Pastor Feyerabend disse que já não conseguia mais ler a Bíblia ou usar o computador para escrever. Ele disse também que os remédios têm lhe afetado a mente, causando algumas alucinações. Para ser honesto, sentir que ele já não está mais fazendo planos futuros. Ele estava tentando escrever um último livro com mil ilustrações para sermões, mas já desistiu acreditando que já não há mais tempo.
        Aliás, ele ainda tem um plano: Fazer de seu funeral um acontecimento evangelístico em  sua querida Saskatchewan, entre os Menonitas de sua cidade natal. Eu briquei com ele e disse que ele seria como Sansão. Mostrando o bom-humor de sempre ele disse: “Você está dizendo que eu matarei mais com a minha morte do que o fiz em minha vida?”  Brincadeira à parte, ele compreendeu que mesmo na morte ele ainda poderia realizar a Obra do Senhor, talvez com resultados ainda maiores do que fez em vida. Quando eu me preparava para sair ele disse: “Você gostaria de ouvir um conselho de um velho pastor, talvez o último que eu lhe dou?”  Com os olhos umedecidos eu disse que sim. Então ele o deu com apenas quatro palavras: “Mantenha o sino tocando”.
           
Um conselho tão curto mas ao mesmo tempo tão profundo.
         A seguir, eu e a irmã Emma nos ajoelhamos diante dele e combinamos que eu faria uma oração e que ele faria outra.
        Em um determinado momento de sua oração o Pastor Feyerabend disse: “Eu e o Gilvan vamos agora nos despedir e provavelmente só nos encontraremos de novo em Teu reino. Por favor, venha logo Senhor Jesus.
         Após a oração enquanto nos despedíamos ele pediu para eu dizer algo à igreja. Ele nos pede com tristeza para não visitá-lo. Ele já não pode falar muito e se cansa com facilidade. Ele disse que tem dias em que recebe até 50 visitas, o que o deixa muito exausto.
         Vamos continuar tendo-o em nossa lembrança e em nossa oração. Ele está nas melhores mãos que alguém poderia está. Ele está nas mãos do Senhor Jesus Cristo a Quem ele tanto ama e por Quem ele sempre foi muito amado.
O Pr. Henry Feyerabend terminou morrendo no dia 12 de Dezembro, e foi sepultado, como ele desejava, na pequena Waldheim, em sua querida  Saskatchewan.
     O testemunho dos amigos menonitas presentes demostraram que o Pr. Feyerabend terá boas surpresas no dia da ressurreição. Como Sansão, mesmo na morte ele ainda continuou realizando a obra do Senhor.

OS ARAUTOS 2007

LANÇAMENTO DO CD AQUI É SEU LUGAR 18/08/2006

1. ANOS 70

Eu, ALEXANDRE REICHERT FILHO, tive o privilégio de ser chamado para trabalhar na VP como pianista, em 1972, dez anos depois da formação do primeiro grupo. Em 1973, quando cheguei para iniciar meus trabalhos no Rio de Janeiro, os componentes eram: Eclair Cruz, Melchiades Soares, Wilson Almeida e Roberto Conrad F°. Foi nessa época que começamos a deixar um pouco os arranjos americanos de Wayne Hooper, e partir para algo mais nosso, e graças a Deus, a fórmula deu certo.. Foi ai que gravamos a cantata O Filho Pródigo e Os Arautos do Rei cantam para as Crianças.

Outra inovação deste tempo, era nos programas que fazíamos ao vivo. Na primeira parte do programa, o quarteto interpretava músicas folclóricas e outras...era algo diferente. Eu guardo a sete chaves uma gravação do quarteto cantando: Na Bahia tem, Meu boi barroso, O Alfabeto, O Mosquito, A Noviça Rebelde e O Brasil Merece o Nosso Amor. Também interpretávamos algumas musicas clássicas, e foi dai que surgiu a idéia do LP Arautos do Rei especial. Uma curiosidade: O LP Aqui Chegamos pela Fé, era para ser chamado, No Grande Mar, mas ao vermos as fotos que tiramos para a capa do disco, descobrimos que em todas elas, aparecia a ponte Rio-Niterói; como poderia ser em alto mar....Dai, a mudança do nome para Aqui Chegamos pela Fé, que foi outro hino marcante do quarteto.

Em 1975, as "forças ocultas" terminaram com o quarteto, e voltamos 3 anos depois, com uma nova formação: Josué Navarrete, Ademar Penteado, Francisco Gonçalves e Roberto Conrad F°. Este foi o primeiro quarteto brasileiro a participar de uma Conferencia Geral da IASD. (Veja na seção Histórias). Nós viajávamos 250 dias por ano, de Kombi, de Van (raramente de avião), mas alegres e felizes por poder levar a todas as partes do país a mensagem de que Cristo em breve virá.

Problemas familiares fizeram com que eu pedisse para me desligar do quarteto em 1982, e mudei-me para o IAP, em Ivatuba, PR onde estava mais perto de minha família.

2. OS ARAUTOS DO REI PELA 1° VEZ NUMA CONFERENCIA GERAL

Outro dia recebí um e-mail onde um amigo me pedia que contasse como foi a 1° apresentação do Quarteto Arautos do Rei numa reunião da Conferencia Geral. Resolvi atender o seu pedido, e obrigado pela idéia.

Isto foi em 1980, nas reuniões da Conferencia Geral, realizada em Dallas, Texas. A expectativa era enorme: primeira viagem do quarteto aos Estados Unidos, participar da Conferencia Geral e além disso, uma turnê por todo o país.

Começamos a preparar o repertório, mandamos fazer dois ternos novos, fizemos um cassete especial para vendermos lá, passagens, passaportes, enfim, tudo estava em ordem. Nossa equipe era formada por: Josué Navarette, Ademar Penteado, Francisco Gonçalves, Roberto Conrad, P. José Bellezi e eu.

Antes de sair, já sabiamos que nossa estréia seria em um programa do Departamento de Comunicações da C.G., junto com o quarteto The King's Heralds. Na hora do programa, usamos um terno preto muito chic (veja a capa do disco Jesus vem Logo) e êles com um terninho marrom, bem batido...já fiquei feliz - ganhamos na roupa. Nossa apresentação foi um sucesso, graças a Deus.

Na Conferencia Geral, cada solista ou grupo é convidado a ter uma participação especial, devido ao grande número de irmãos de todas as partes que querem participar. O querteto ia ter duas participações...mas, depois de nossa primeira atuação, acabamos cantando cinco vezes. Que benção. Nos tornamos tão conhecidos que, ao nos reconhecerem dentro de um super-mercado, lá mesmo tivemos que cantar.

A turnê foi um sucesso total. Onde seja que nos apresentávamos, os irmãos saim encantados com a qualidade do programa, com a harmonia do quarteto e com a variedade do repertório.

Para mim, o ponto alto da viagem foi nossa última apresentação na igreja de Sligo, em Washington D.C. Esta igreja, com 4.000 membros, é uma das mais fortes em música, entre as igrejas adventistas do mundo todo.; para se ter uma idéia, o orçamento do Departamento de Música era assim em torno de $100.000 dólares por ano.

Quando nos convidaram para cantar lá, realmente trememos. Cantar em Sligo, é o máximo para qualquer músico adventista. Eles tem um ou dois concertos por semana, com os melhores solistas, melhores corais e orquestras, e por essa razão já nos avisaram que se tivessemos 400 pessoas no concerto já seria uma vitória. Mas, eles se equivocaram, pois encontramos mais de 1000 pessoas para nos assistir.

Ao chegarmos sexta-feira anoite para o ensaio, encontramos o boletim da igreja que dizia: Hoje a tarde, venha ouvir o melhor quarteto masculino do mundo. Que responsabilidade.

Ao dar as boas-vindas, o pastor da igreja disse que o diretor musical de lá foi a Conferencia Geral para contratar os melhores musicos para um concerto em Sligo,e que ele havia dito ao pastor que o melhor grupo que êle ouviu lá foi o quarteto brasileiro. Em seguida, o pastor dos jovens disse que, quando era estudante, os alunos ficavam discutindo se o melhor quarteto do mundo era os King's Heralds ou o Faith for Today...e aí completou: só perdemos tempo, pois o melhor quarteto do mundo temos aqui nesta tarde.

A apresentação foi uma benção para nós e para os irmãos; quase uma hora e meia de concerto, o público encantado com nosso quarteto. Apresentamos algumas composições de compositores brasileiros, enfim, terminamos nossa viagem de quase dois meses, 11 mil milhas percorridas, com chave de ouro.

Tenho um cassete com a gravação deste concerto, o qual guardo com muito carinho. Infelizmente, não tenho fotos; se alguém possui alguma, por favor, envie-me para que outros também possam desfruta-las.

3. A CANTATA DO FILHO PRÓDIGO

A cantata do Filho Pródigo tem uma historia interessante. Tudo começou em 1949, quando o pastor Siegfried Hoffman teve a idéia de escrever um texto sobre esta parábola, para ser musicado. Terminando de escrever ele pediu ao compositor Frederico Gerling, Jr. que fizesse a música. Parece-me que o professor Gerling compôs duas músicas, mas como não foram de agrado do pastor Hoffman, ele, basicamente, cancelou o projeto.

Em 1967, sendo eu diretor do Coral do IAP, e o pastor Hoffman, pastor da igreja do colégio, ele me contou que, há dezoito anos, havia escrito um texto, etc… etc… E, então, perguntou-me se eu não estaria interessado em compor a música para uma cantata, usando seu texto como letra para as canções. Eu disse que nunca havia feito nada desta envergadura, mas poderia tentar.

Ele entregou-me o texto, dando-me plena liberdade de alterá-lo, se necessário. Algumas frases eram muito repetitivas (estilo pastor Hoffman) e eu resolvi "enxugar" o texto.

Chegou a hora de começar a compor e não vinha nada à minha cabeça; e isso já levava mais de uma semana. Num domingo, resolvi fugir do colégio e ir comer num restaurante próximo. Na volta, enquanto caminhava os quatro quilômetros entre o restaurante e o colégio, ainda com o estômago cheio, começaram a soar as notas que tanto procurava para começar a compor a cantata. Resumindo: em uma semana a cantata estava pronta.

Escrevi-a para coral e solistas, mas sem narrador - eram 45 minutos de música. Alguns me perguntam porque não escrevi a parte do filho para tenor e sim para barítono. Respondo: porque no colégio, naquele ano, não tínhamos um bom tenor mas, sim, um bom barítono.

Isto foi em agosto de 1967 e no final de outubro a obra teve sua estréia, atendendo à expectativa do Pr. Hofmann e contando uma das mais belas e impressionantes histórias bíblicas sobre o amor de Deus.

A cantata do Filho Pródigo foi apresentada muitas vezes, em diferentes locais e igrejas, sempre por Coral, e tornou-se quase que uma marca registrada nossa.

Em 1972, aceitei um convite para trabalhar na Voz da Profecía, no Rio de Janeiro, como pianista do Quarteto Arautos do Rei. Os componentes do quarteto, na época, já tinham ouvido falar da cantata e estavam curiosos para conhecê-la.

Numa sexta-feira à noite, tive a idéia de reescrever o arranjo vocal original, que como já foi dito, era para coral de vozes mistas, transformando o arranjo para quarteto masculino, e no domingo seguinte à noite o projeto já estava concluído.

Pensando já em gravação, e na possibilidade de usar o Pr. Roberto Rabello na narração, reduzi a cantata de seus 45 minutos originais para 30 minutos, substituindo algumas das partes cantadas por texto narrado. Na segunda-feira seguinte, quando mostrei o trabalho ao quarteto, a alegria foi geral. Isto foi em fins de fevereiro, e no mês de abril já estávamos com a gravação concluída, tornando-se a cantata conhecida em todo o território nacional.

Era emocionante ver, nas apresentações, a reação das pessoas chorando na platéia, comovendo-se com aquela bela história do amor divino. A mensagem atingia, assim, o seu objetivo. O Quarteto Arautos do Rei apresentou esta cantata mais de 200 vezes, cumprindo a missão de ajudar a trazer muitos filhos pródigos de volta ao lar paterno.

Quando mudei-me para os Estados Unidos em 1984, resolví traduzí-la para o espanhol, em sua versão original para coral. A reação favorável dos ouvintes foi a mesma do Brasil. A cantata foi gravada pelo coral da Igreja Hispana de Glendale, California, tendo como solistas Ronald Karpiuk e Armando Cordero.

Em 1989, a cantata foi filmada e apresentada na TV Bandeirantes repetidas vezes. Aliás, se alguém tiver uma cópia deste video, peço que se comunique comigo.

Nesse mesmo ano, regressei ao Brasil para apresentar dois concertos no Rio de Janeiro. O ponto alto do programa foi a apresentação da Cantata do Filho Pródigo interpretada por um coral masculino formado por 18 componentes de várias versões do Quarteto Arautos do Rei, membros do Grupo VP, e alguns convidados especiais de quartetos masculinos de diversas igrejas evangélicas. Nunca esquecerei esta noite e não sei se algum dia conseguirão reunir tanto talento como naquela ocasião. No instrumental de teclados participavam nada menos que Lineu Soares, Jader Santos e Flávio Santos.

Entre os anos de 1989 e 1992, esta cantata foi apresentada dezenas de vezes, de Norte a Sul do Brasil, pelo Quarteto Reencontro, então formado por dois componentes do último Quarteto Arautos do Rei que eu dirigi, e dois componentes do primeiro Quarteto Arautos do Rei. Isso aconteceu sob a direção de Mário Jorge Lima.

Recentemente a cantata foi gravada pelo quarteto Ministry, de São Paulo, e temos um plano de preparar uma versão mais atual, que se chamará "O Jovem Filho Pródigo."

Agradeço a Deus pelos 34 anos desta cantata e oro para que a mesma continue sendo uma benção para todos que a escutarem pelos anos que virão. E deixo registrada minha mais sincera gratidão ao Pastor Hoffmann, por haver confiado seu texto a mim, então um músico ainda tão jovem. Somente no Céu poderemos conhecer todos os frutos deste trabalho, e agradecer de viva voz ao Pai por nos ter usado em tão maravilhoso projeto.

4. Morre James Blackwood

James Blackwood, o último membro original dos Blackwood Brothers Quartet morreu devido `a complicações de um derrame no dia 3 de Fevereiro. Ele estava hospitalizado no Methodist Healthcare-Central Hospital e tinha 82 anos

Os Blackwood Brothers Quartet gravaram mais de 200 albums e ajudaram a formar a Gospel Music Association em 1964. O quarteto era um dos favoritos de Elvis Presley, que cantou com o sobrinho de James, Cecil em um outro quarteto, o Songfellows, por um curto período de tempo.

5. AONDE ESTÃO OS EX-ARAUTOS DO REI?

Conforme prometi o mês passado, vou tentar contar para todos por onde andam os ex-componentes do Quarteto Arautos do Rei. Vamos lá:

P. Henry Fayerabend - falecido em dezembro de 2006

Luiz Mota - Mora em São Paulo e frequenta a Igreja Adventista do Brooklin.

P. Joel Sarli - Reside em Washington DC, e Lavras MG aposentado.

Samuel Campos - Mora em Hortolândia, SP e frequenta a Igreja do IASP.

Robert Benfield - Reside em Sacramento, Califórnia e é organista em uma igreja de lá.

Genoveva Bergold – Vive em La Paz, Baja Califórnia, México.

David Rocha - Advogado da Associação Rio de Janeiro, onde reside e frequenta a Igreja Central.

P. Walter Boger – falecido em 1998.

Nilo Ramos – Mora em Rolante, RS, perto de Taquara.

Iracy Botelho Bravo - Vive em Toronto, Canadá e trabalha para o programa Está Escrito.

Cibele Botelho de Castro – Também mora em Toronto, Canadá e é professora de música.

P. Malton Braff - É pastor, na Suiça.

Enis Rockel – Mora nas Ilhas Mauricio, Norte de Madagascar, Oceano Indico.

Wesley Blevins – professor Universitário de Medicina, em Tampa, Flórida.

Waldemar Wensel - Reside em Tenesse, Estados Unidos, onde é professor de música em um de nossos colégios.

Eclair da Cruz - Vive em Hortolândia, SP e tem seu ministério musical.

P. Melchiades Soares - Pastor aposentado, em Curitiba, PR.

Wilson Almeida - Vive em Tatui, SP, onde desenvolve, com sua esposa, um projeto de musicalização infantil para as prefeituras.

P. Roberto Conrad Filho - Reside em Petrópolis, RJ e continua seu ministério através de todo o Brasil e exterior.

Josué Navarrete - Médico anestesiologista, em São Paulo e frequenta a igreja de Moema.

Ademar Penteado – Aposentou-se e vive em Jaboticabal, SP.

Francisco Gonçalves - Mora em Volta Redonda, RJ e trabalha em Barra Mansa, RJ onde gerencia um departamento do governo.

Alexandre Reichert - Mora em Los Angeles, Califórnia onde desenvolve seu ministério musical e é Diretor musical na Igreja Brasileira.

Osmar Rosa - Vive em Santana do Livramento, RS.

P. Décio Borges - Pastor no Rio de Janeiro, RJ.

Sérgio Abud - Reside no Rio de Janeiro, RJ. Enfermeiro no Hospital Silvestre RJ.

P. Ivalter Souza - Vive em Curitiba, PR.

Pedro Carvalho – Médico, residindo em São Paulo, SP.

Eli Prates – Vive em São Paulo; professor no Unasp 1 SP e diretor do Grupo Prisma.

Evaldo Vicente – Mora no Canadá.

P. Josué de Castro - Pastor em São Paulo, Depto de Lar e Família, e canta no Quarteto Ministry.

P. Fernando Iglesias - atual orador do programa Está Escrito.

P. Erlo Braum - Secretário da Associação Paulista Leste e canta no Quarteto Ministry.

P. Dermival dos Reis - Pastor em São Paulo.

P. Costa Jr. – Reside nos EUA, trabalhando com mídia para a Associação Geral.

Juan Salazar - produtor musical, no Chile.

Denio Abreu - Vive em Washington DC, USA e é o diretor musical da Igreja Brasileira BR 1.

P. Jeferson Tavares - Pastor da igreja da Vila Carrão, em São Paulo e canta no Quarteto Ministry.

Jader Santos - professor de música no IAP, em Ivatuba, PR.

Alan Fernandes - Trabalha em SP no Colégio Adventista de Santo Amaro.

Flavio Santos – Vive em Friburgo, RJ e é produtor musical na TV ADSAT.

Társis Iraídes - professor de música no IABC - Goiás.

6. AONDE ESTÃO OS EX-KING'S HERALDS?

Continuando com a série: Aonde estão...e atendendo aos pedidos de alguns amigos, hoje veremos aonde estão e o que fazem alguns dos ex-integrantes do Quarteto King's Heralds.

26 cantores participaram do quarteto desde a sua fundação, em 1927. Já gravaram mais de 100 discos, em 28 idiomas diferentes. Não pude encontrar toda a informação sobre os 26 ex-cantores, mais aqui apresento algumas, principalmente dos mais recentes.

BOB EDWARDS - Primeiro tenor
Morreu em julho de 2003

JOHN RAMZEY - Primeiro tenor
Atualmente trabalha para uma grande companhia e mora no Estado do Texas.

BOB SEAMOUNT - Segundo tenor
Foi missionário e piloto de avião. Faleceu dia 10 de fevereiro de 1970, em um acidente, na Flórida.

JOHN THURBER - Segundo tenor
Jubilado, vive atualmente em Avon Park, na Flórida.

WAYNE HOOPER - Barítono
Faleceu no início de 2007.

JACK VEAZY - Barítono
Jack vive em Simi Valley, Califórnia. Ainda canta em ocasiões especiais, e passa a maior parte do tempo, jogando golfe.

JERRY DILL - Baixo
Faleceu em 2005, EUA.

JIM McCLINTOCK - Baixo
Reside em Thousand Oaks, Califórnia. Tem seu próprio ministério musical, chamado: Ministério da Cruz, e continua cantando em todas as partes. Criou o Quarteto The Ambassadors, do qual tambem participa John Ramzey, mas se reúnem para cantar esporádicamente.

BRAD BRALEY – Organista
Éramos quase vizinhos aqui em Glendale, CA e faleceu há alguns anos atrás.

7. SALADA DOS ARAUTOS

1. A era "classica ou erudita" dos AR começou com a ida do prof.. Waldemar Wensel (argentino) para a VP. Ele começou a ensaiar este tipo de música com o quarteto e usavam apenas em apresentações "ao vivo". Dai, tivemos a idéia de fazer um disco com esse tipo de música...e deu certo. Para esse projeto que compus As Bem-Aventuranças, algo meio estranho para a época.

2. No disco "AR cantam para crianças" foi usado pela primeira vez, no Brasil, "sintetizador" em uma produção evangélica. O Joel Luppi assim que recebeu na sua loja, nos emprestou um. (1973).

3. O CD "Aqui chegamos pela fé" foi realizado com a idéia de desligar-se um pouco do estilo Hooper, e como o estilo Gaither estava começando, dai a reviravolta. Foi um disco que mudou muita coisa e o povo aceitou muito bem. O problema da capa vc já leu no meu site.

4. No meu tempo a gente apresentava nos programas "ao vivo" uma primeira parte folclorica, e depois a religiosa. Também nunca ouvimos criticas e foi algo que nunca mais fizeram. Tenho uns "demos" de alguns deles no meu site (Curiosidades). Seria interessante tocar algum...

5. Uma vez, realizamos uma serie de conferencias com o quarteto em Teresina, Piaui. Como o calor era insurportavel, compramos umas camisas de manga curta nas Lojas Pernambucanas e usamos a serie toda. Nessa cidade, anunciaram pela TV que o quarteto se apresentaria na boate mais chic da cidade. Foi um rolo ter que desmintir isso, no meio de uma serie de conferencias. Dai, fomos a Fortaleza, onde nos encontramos com o P. Rabello. Quando ele nos viu com aquela camisa (uniforme), mandou a gente de volta ao hotel se trocar e colocar terno. Ele disse: "A VP nunca vai se rebaixar ao ponto de apresentar um programa com o quarteto usando uma camisa de manga curta."

6. No disco; Del Delker & Arautos do Rei, o país atravessava uma crise de petróleo e as fábricas de discos estavam no minimo da sua produção. Fizemos apenas 1500 discos. E todos os discos vieram com problemas e tivemos que mandar fazer outra vez. A capa era colorida, mas quando as capas chegaram da gráfica, o rosto do pessoal estava verde ou roxo. Como não tinhamos mais tempo ela saiu apenas em 2 cores (preto e vermelho).

7. O disco da capa branca, foi para comemorar os 35 anos da VP. Também foi a primeira vez que se fazia um disco com aquelas novidades de varias páginas, muitas fotos, e uma mini historia da VP em hinos.

*Apenas como curiosidade: Participei do primeiro disco de quarteto gravado em “stéreo” no Brasil. Foi com o Quarteto Hosanas, do IAP no LP: Canta Hosanas. Isso no dia 25 de janeiro de 1965, dia do aniversário da cidade de São Paulo. Nossa, 41 anos atrás

8. ECLAIR CRUZ

ECLAIR CRUZ: Nasci em Palmeira das Missões (RS). Comecei meus estudos no IACS em Taquara, vim para o IAE Campus I estudar Teologia. Fui cantar no Arautos do Rei por acidente. O Pr. Feyerabend saiu da Voz da Profecia para fazer um projeto de evangelismo na cidade de São Paulo. O Pr. Roberto Rabello veio consultar o então maestro do coral do IAE Prof. Flavio Garcia, a respeito de um cantor para substituir o Pr. Feyerabend. Fui indicado porque fazia aula de canto com o Prof. Flavio na Acarte. Não tinha interesse em cantar ou entrar na carreira musical. Deus estava preparando o meu caminho. Descobri isso depois que sai do Arautos do Rei. Ele conduziu a minha vida, fui para lá, e depois que sai da Voz da Profecia quis largar a música. Ele trouxe-me de volta.

Não conclui o curso de Teologia e fui chamado para o Ministério Musical, não interferiu em nada. Fui chamado para ser pastor e não aceitei. Atualmente, estou trabalhando com música. Minha esposa e eu estamos viajando pelo Brasil, fazendo trabalho de evangelismo e conscientização. Apresentamos os pontos básicos para uma vida cristã, falamos para todas as denominações, a principal coisa é a comunhão com Deus.

Devoção é a base das religiões orientais.

Estamos falando do assunto Relacionamento Devocional, e tem ajudado muito as pessoas. Descobri quando visitei a Ásia que a base das religiões orientais é a devoção. A comunhão individual ou seja, momento de devoção. Todas as religiões tem isso em comum. Vejo que nas igrejas protestantes, principalmente na adventista, isto não acontece. A vida moderna nos induz a deixar a comunhão de lado. Na Bíblia descobrimos este assunto, se observarmos as religiões orientais não enfraquecem. Existe um trabalho de fixação nestas religiões tornando-se um estilo de vida. Notei um fato curioso que entre os familiares destas religiões no qual exercem uma vigilância entre si. Com o objetivo de manter uma unidade, dificilmente um budista, sai do budismo. A família sabe como está a vida religiosa de cada um. É difícil um budista sair e entrar no cristianismo, a família persegue, muitos não saem para não sofrer perseguição. Apesar de tudo isso, alguns descobrem que no cristianismo existe um algo mais. Só o cristianismo principalmente a Bíblia tem as respostas para muitas perguntas deles. Depois, que um oriental abraça o crisitianismo, ele não volta mais.
A pergunta que eu sempre fazia: O que estou fazendo aqui ?

VIVALEGRE: Quando entrou na Voz da Profecia, imaginava o tipo de trabalho que ia fazer ?

ECLAIR CRUZ: Jamais tinha idéia do que seria... permaneci por lá durante 22 anos, que antes seria por um ano. Exercia uma tarefa como funcionário e outra como cantor. Porém estávamos condicionados a tarefa de cantar. Sai da Voz da Profecia, porque fiquei doente. Trabalhava excessivamente e não dei mais conta da minha função até adoecer. Na época tudo era mecânico, e os programas tinham que chegar nas emissoras nos dias certos. Atendíamos aos cinco continentes, por exemplo, a África em língua luso-brasileira, na Europa, França, Espanha, Portugal, Timor Leste, Alemanha, Ásia. Na década de 70, atendíamos todos estes lugares e também os Estados Unidos. Para atender toda está demanda, trabalhava no meu setor até vinte duas horas diárias. Não havia expectativa de mais funcionários. Estava ali para cumprir a minha tarefa de duplicação manual de toda está programação. A tecnologia do CD chegou, pra desbancar todo esse trabalho. É só duplicar e enviar. Na minha época era tudo muito braçal.

VIVALEGRE: O Sr. analisava o estilo de música quando cantava na Voz da Profecia? E hoje, pode comparar?

ECLAIR CRUZ: Sou bombardeado com estas perguntas toda hora. No meu caso por exemplo, descobri que não deveria gravar a música que satifaz o meu gosto pessoal. Gosto de música ritmada, mas gravo através de conhecimento bíblico música do estilo de reflexão. Aprendi que Deus não aceita qualquer tipo de louvor. Através da Bíblia descobri que comecei a produzir não a musica que eu queria e sim música para influenciar as pessoas. A minha esposa me ajuda neste trabalho de conscientização. Descobri que ela era a esposa que não imaginava. Ela me acompanha pelas viajens através do Brasil.

ÍRIA CRUZ: " Sinto que é um trabalho maravilhoso. No final , as pessoas vem agradecer o que fizemos por eles."

VIVALEGRE: Como a senhora reagiu quando o seu esposo lhe disse que iria largar da música?

IRIA CRUZ: Meu pai sempre foi cristão e sempre falava que poderíamos resolver nossos problemas com oração. Quando vi meu esposo Eclair, esmorecendo orei cada vez mais pra continuar está obra. Hoje, quando estamos na estrada, vemos a mão de Deus nos ajudando. Já faz algum tempo que não compramos roupas ou calçados, e tudo está resistindo. Percebi que podemos viver como no tempo de Israel. Temos um Chevete velho, e nos perguntam como vocês viajaram de São Paulo até Recife com um carro desses? Se não fosse Deus não teriamos chegado até lá.

VIVALEGRE: Como que o Sr. mantem esse projeto financeiramente ?

ECLAIR CRUZ: É uma questão de fé. Quando lançamos este desafio para nos mesmos achávamos que o nosso CD venderia, e isto não aconteceu. Depois das palestras evendemos os CD's mas não é grande venda. Vemos que não temos nem pra gasolina. E de repente, aparece alguém que nos leva para o posto de Gasolina para encher o nosso tanque. Deus providencia e nem sabemos de que forma. Isto já aconteceu no passado e acontece hoje. Vemos que a fidelidade vale a pena.

VIVALEGRE: Deixe um testemunho pra nós...

ECLAIR CRUZ: Estávamos em um programa numa igreja pequena, estava chovendo muito. Quem nos convidou veio nos buscar com um carro do ano, e ao olhar o nosso carro disse: "Com esse vocês não chegam la´!" Foi penosa a subida da montanha. Ao finalizar o programa, uma senhora forçou um abraço no meio do corredor. " Estou aqui por causa de vocês". Na saída me contou que o marido era industrial na cidade de São Paulo, perderam tudo e vieram morar naquele morro, na periferia. Disse ela "Um dia Dona Vera passou pela minha casa deixando uma fita para escutar dizendo para ouvir o lado A que já estava no ponto." Ouvi a música e não gostei. Ela teve corajem de dar uma porcaria dessas. Deixei a fita de lado. Comentei com ela que gostei e depois mudei de assunto. Estava mergulhada em problemas e peguei a fita para ouvir e percebi que tinha uma mensagem pra mim. E essa música me trouxe de volta para ouvi-lo pessoalmente. Deus trabalhou no meu coração para entender a mensagem da salvação. Hoje estou entrando na igreja e aceitando a Jesus.

 

9. TESTEMUNHOS SOBRE ECLAIR CRUZ

ROBERTO CONRAD FILHO

 Eclair Cruz
Meu companheiro

Tive o privilégio de conhecer Eclair da Cruz na minha infância. O pai dele, Eliazibe Cruz e o meu pai estudaram juntos no Ginásio Adventista de Taquara - RS, atual IACS.
Porém, somente mais tarde, já em São Paulo, no IAE é que pude conhecê-lo melhor, desde então desenvolvi respeito e admiração pelo seu grande dom de cantar e interpretar música sacra.
Fui convidado para cantar nos Arautos do Rei em 1966. No final de 1967, três elementos se retiraram do quarteto, e foi grande a responsabilidade formar o "novo quarteto" da VP para o aniversário de Prata, (em tempo tão curto) que seria comemorado em 1968, em grande estilo com o Pr. Richards, fundador mundial da Voz da Profecia.
Deus nos socorreu de modo maravilhoso; Malton Braff, 2º tenor estava na França e aceitou o convite; Wesley Blevins, missionário americano trabalhava em Mato Grosso, mas estava de férias nos EEUU, também aceitou o desafio; e, lembro-me do dia em que fui à Arujazinho - SP, conversar com o Eclair da Cruz. Ele também aceitou a missão desafio!
Este grupo formou um dos 'grandes quartetos' da VP e gravou, em destaque, o 1º LP com acompanhamento de orquestra, "O Pai Nosso". Em 1969 o pastor Wesley Blevins retornou aos EEUU e foi substituído por Enis Rockel. Com esta formação os Arautos do Rei gravaram mais de 240 hinos para pregar o evangelho.
Mas vamos ao mais importante: Tive o privilégio de cantar com o Eclair até o ano de 1975. Foram quase oito anos de muito trabalho! Ensaios, gravações, viagens e séries de conferências. (Lembro-me da série de Teresina - PI, e de nossa viagem de retorno: 71 dias ao todo, longe de casa!)
Trabalhar com o Eclair foi, para mim, um grande privilégio.
O que mais me impressiona no talento que ele possui, é sua capacidade natural, intuitiva e espontânea de interpretar uma música (Seria genética? Creio firmemente ser um dom precioso de Deus!). Seja qual for a música; toda música, qualquer estilo de música; TODAS AS MÚSICAS!
O ritmo e a interpretação brotam de suas veias, isto é de sua voz. Há dúvidas se ele nasceu com o ritmo, ou se o ritmo nasceu com ele, pois borbulha em suas "veias" musicais.
Eclair é um perfeccionista ao extremo, buscando sempre o melhor e o máximo que se possa extrair de uma música.
Possui uma voz belíssima cujo timbre impressiona a todos; sua técnica vocal natural e desenvolvida é de um grau muito elevado. A colocação, afinação perfeita, o controle de emissão dos sons, a extensão privilegiada (graves e agudos), a agilidade, a enunciação agradável e a pronúncia perfeita das palavras mesmo em notas agudas, impressionam à primeira vista. Porém, o mais importante ao somarmos todos estes fatores é que Eclair comunica de modo ideal a mensagem contida na música, sem buscar ser ele o 'astro', nem permitindo que o arranjo ou o acompanhamento sejam mais importantes. Sua preocupação sempre foi a de comunicar a mensagem do amor de Deus pela música.
Eclair decidiu desde muito jovem qual seria o lema de sua vida artística: "Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida." Salmo 104:33.
Em resumo: seus dons vocais e de interpretação já mencionados; o repertório, de músicas apropriadas e recomendáveis; o equilíbrio entre música, arranjo e acompanhamento, ritmo e intérprete; seu amor para com o Salvador Jesus e o seu zelo e ardor ao comunicar o Evangelho pela música, tornaram Eclair da Cruz, como solista, um dos melhores e maiores representantes da música que identifica a filosofia musical da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil.
Talvez ele seja um dos últimos remanescentes de uma geração de músicos e cantores que vivem pelo amor e ideal da música e não pelo marketing pessoal, fama e resultados econômicos.
Deus seja louvado pelo dom musical que Eclair da Cruz recebeu de Deus e dedicou para a honra e glória do Senhor Jesus.

Com muita estima, e grato pelo privilégio de ter trabalhado com ele por tantos anos, desejo-lhe muito sucesso e êxito em todos os seus empreendimentos.

Sou, o amigo e irmão em Cristo,

Roberto Conrad Filho

MÁRIO JORGE LIMA

Desculpem o saudosismo, mas falar do Eclair Cruz é fazer uma agradável viagem de volta a um passado, ainda recente, mas que para mim traz bonitas recordações, um tempo muito bom na minha vida. Conheci o Eclair no final dos anos 60, fazendo parte daquele que, para mim, foi um dos melhores quartetos que a Voz da Profecia no Brasil teve em todos os tempos, mas que, infelizmente, não nos deixou registros fonográficos com a qualidade da tecnologia de ponta: Eclair Cruz, Malton Braff, Ennis Rockel e Roberto Conrad Filho. Ao piano, lógico, Waldemar Wensell. Quantas vezes me locomovi por grandes distâncias, de ônibus, de trem e até a pé para ouvi-los e conversar com eles.

Era um tempo romântico na música evangélica, tempo de pureza mesmo, tempo em que se cantava pelo simples prazer de cantar. Não havia aparelhagens de som poderosas, microfones mágicos, teclados fantásticos e nem orquestrações mirabolantes. Não havia trejeitos, caras e bocas, e toda a mis-en-cene que se fazia era a pueril encenação do Rapaz Davi para as crianças. Tempo em que os Arautos faziam um evangelismo incansável, participando ininterruptamente de séries e mais séries de conferências por todo o Brasil, ficando longe de suas famílias e igrejas, cumprindo uma rotina que com certeza terá levado muitas almas ao pé da cruz.

Eclair com uma voz incrivelmente metalizada e singular, insólita mesmo, passou por várias formações dos Arautos do Rei e do Grupo VP, com sua simplicidade, sem nenhuma arrogância, dormindo no chão do estúdio, apenas para servir e nada mais.

Eclair, falo de você com muito prazer, e no céu é uma das pessoas de quem quero ser vizinho, lá eu também vou saber cantar e poderei entoar com você, entre outras canções, "Servir a Jesus, ó que Doce Prazer". Um grande abraço.

Mário Jorge Lima.

10. OS ARAUTOS DO REI LANÇAM SEU CD FOGO DIVINO

Domingo, dia 7 de novembro de 2004 em Curitiba PR, foi lançado oficialmente o novo cd dos Arautos do Rei, FOGO DIVINO.

 

As gravações aconteceram nos Estúdios Novo Tempo, com os Arautos

José Barbalho, Társis Iraídes, Elson Gollub e Ronaldo Fagundes,

sob a direção e regência do maestro Kleber Augusto.

 

O clima foi de harmonia e amizade entre os cantores,

que passam a maior parte do tempo juntos, viajando por todo o Brasil,

para levar a mensagem de que Jesus em breve vai voltar!

 

Fogo Divino é um trabalho ricamente orquestrado,

com mensagens atuais, profundas e inspiradoras!

 

Segundo Evaldo Vicente, diretor artístico da Gravadora Novo Tempo,

os Arautos do Rei continuam se superando, aliando qualidade musical,

bom gosto nos arranjos e vidas dedicadas a Jesus! 

VEJA AS FOTOS DA GRAVAÇÃO F1 F2 F3 F4 F5 F6

 

Os Arautos do Rei - Formações
    ANO 1 TENOR 2 TENOR  BARÍTONO BAIXO PIANISTA

1963-1965 junho

Henry Feyerabend

Luis Motta

Joel Sarli

Samuel Campos

Robert Benfield

1965 julho 1966

Henry Feyerabend

David Rocha

Walter Boger

Nilo Ramos

Cibele Botelho

1967-1968 junho

Henry Feyerabend

David Rocha

Walter Boger

Roberto Conrad

Iraci Botelho

1968 julho-1969

Eclair Cruz

Malton Braff

Wesley Blevins

Roberto Conrad

Waldemar Wenzell

1970-1971

Eclair Cruz

Malton Braff

Enis Rockel

Roberto Conrad

Waldemar Wenzell

1972-1975

Eclair Cruz

Melchiades Soares

Wilson de Almeida

Roberto Conrad

Alex Reichert

1979-1980 julho

Josué Navarrete

Ademar Penteado

Francisco Gonçalvez

Roberto Conrad

Alex Reichert

1980 setembro

Josué Navarrete

Ademar Penteado

Wilson Almeida

Roberto Conrad

Alex Reichert

1981 junho

Josué Navarrete

Ademar Penteado

Sérgio Abud

Ivalter Souza

Eli Prates

03-08 1982  

Osmar Rosa

Ademar Penteado

Sérgio Abud

Ivalter Souza

Pedro Carvalho

1983

Décio Borges

Ademar Penteado

Sérgio Abud

Ivalter Souza

Pedro Carvalho

1984

Décio Borges

Josué Castro

Sérgio Abud

Ivalter Souza

Jader Santos

1985-1987 julho

Eclair Cruz

Josué Castro

Evaldo Vicente

Erlo Braum

Jader Santos

1988-1990

Eclair Cruz

Josué Castro

Fernando Iglesias

Erlo Braum

Jader Santos

07 1991 - 02 1992

Dermival Reis

Josué Castro

Fernando Iglesias

Erlo Braum

Jader Santos

1993-1995

Dermival Reis

Josué Castro

Fernando Iglesias

Juan Salazar

Jader Santos

06 1996 - 05 2001

Dênio Abreu

Társis Iraídes

Jéferson Tavares

RonaldoFagundes

Jader Santos

06-11 2001

  José Barbalho

  Társis Iraídes

Jéferson Tavares

 RonaldoFagundes

  Flávio Santos

12 2001 - 02 2002

José Barbalho

Társis Iraídes

Elson Gollub

Alan Fernandes

Flávio Santos

03 2002  - 2004

José Barbalho

Társis Iraídes

Elson Gollub

RonaldoFagundes

 Kleber Augusto

2005 - 2006

Alexandre Lima

Jônatas Ferreira

Elson Gollub

Milton Andrade

Silmar Correia

2007 - 08 2007

Éverson Fuckner

Felipe Valente

Elson Gollub

Milton Andrade

Ricardo Martins

10 2007- 01 2008

Éverson Fuckner

Jairo Ribeiro

Elson Golub

Milton Andrade

Ricardo Martins

02 2008

Oséias Reis

Jairo Ribeiro

Elson Golub

Milton Andrade

Ricardo Martins

07 2008

Oséias Reis

Társis Iraídes

Elson Golub

Milton Andrade

Ricardo Martins

 

● DISCOGRAFIA  1963-2006  

 

1. HEI DE ESTAR NA ALVORADA 1963

 

 2. MÚSICA CELESTE 1964

3. O RAPAZ DAVI  1964

 4. CAMINHANDO  1966

 

5. JUBILEU DE PRATA – 25 ANOS   1968

6. Equipe 65-66

 

7. Equipe 67

8. Arautos 1968-1969

9. Organistas

 

FOTOS DA ÉPOCA DE 1969-1971

10. PAI NOSSO  09/1969

 

11. ARAUTOS DO REI EM SPIRITUALS  1969

 

12. OS ARAUTOS DO REI CANTAM PARA A MOCIDADE  1969

 

13. PENSANDO EM TI  1970

 

14. 1971 Cassete 001

15. REDESCOBRINDO 1969-1971

 

16. CANTATA DO FILHO PRÓDIGO   1973

17. ARAUTOS E DEL DELKER  1974

18. ARAUTOS DO REI CANTAM PARA AS CRIANÇAS  1974

19. AQUI CHEGAMOS PELA FÉ  1975

 

20. ARAUTOS DO REI ESPECIAL  1975

 

21. (chique em branco e preto)

22. PAZ  1979

 

23. NÃO DESISTIR  1979

 

24. JESUS VEM LOGO  1980

Foto tirada na IASD de Riacho Grande SP

 

40 ANOS DE A VOZ DA PROFECIA 1983

 

25. DEUS QUER ALGUÉM  1984

 

26. SOU UM MILAGRE  1987

 

27. HABITA EM MIM  1988

 

28. QUEM OS CRIOU?  1988

29. WE ARE JUST LIKE ONE – SINGAPURA 1990

 

30. FELICIDADE SEM FIM  1990

31. EM NOME DE JESUS  1991

32. CELEBRAÇÃO  1993

33. COMEÇANDO AQUI  1994

34. SE ELE NÃO FOR O PRIMEIRO  1996

 

35. A CAPELA  1998

36. EU NÃO SOU MAIS EU  1999

 

37. CHEGOU A HORA  2000

38. Espanhol POR QUE Ó PAI? 2002

PARA GRANDÕES E BAIXINHOS 2003

FOGO DIVINO 2004

39. AQUI É SEU LUGAR 2006