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A Teologia da Música Adventista
A controvérsia sobre o uso de música pop nos cultos religiosos é
fundamentalmente teológica, devido ao fato de que a música é
como um prisma de cristal através do qual brilham as verdades
eternas de Deus. A música divide essa luz em um espectro de
muitas verdades formosas. Os hinos cantados e os instrumentos
tocados no templo expressam o que a igreja crê a respeito de
Deus, Sua natureza e revelação para nossa vida presente e
futura.
A música define a natureza da experiência da adoração ao revelar
a maneira e o objeto de culto. Quando a música está orientada
para o gosto pessoal, então, a adoração reflete nosso
posicionamento cultural, como povo, sobre Deus. A tendência
hedonista de nossa idiossincrasia se percebe no incremento
popular de diversas formas de música rock utilizadas na igreja,
apenas porque proporcionam cômoda satisfação pessoal.
Muitos cristãos se queixam de que os hinos tradicionais da
igreja estão mortos, posto que já não lhes atraem. Pelo
contrário, a música religiosa contemporânea, como o rock,
brinda-lhes com essa "faísca" - uma sensação prazenteira.
Entretanto, aqueles que suplicam por música eclesiástica que
ofereça satisfação pessoal, ignoram que isso implica procurar
uma estimulação física egocêntrica em vez de uma celebração
espiritual teocêntrica das atividades criativas e redentivas
da divindade.
O crescente número do Igrejas cristãs, em geral, bem como
adventistas do sétimo dia, em particular, que estão adotando
novos estilos de adoração onde se incluem diversos estilos de
música rock, sofrem de uma condição que poderia diagnosticar-se
como um "empobrecimento teológico". A principal característica
de dita condição é a eleição de música sobre a base do gosto
pessoal e as tendências culturais, em vez de cimentar-se em
claras convicções teológicas.
A ênfase em muitas canções religiosas sobre o "a mim", "meu" e
"eu", reflete a teologia egocêntrica que prevalece em nosso
tempo. Do mesmo modo, reflete-se nas letras que contêm só vagas
e escuras referências aos assuntos espirituais.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia toma sua inspiração para
elaborar sua música de três principais doutrinas: 1) o sábado;
2) o sacrifício expiatório do Jesus e seu ministério no
Santuário celestial; e 3) a certeza e iminência do retorno do
Senhor. Tais crenças nos ajudam a definir a natureza da adoração
e da música adventista.
Infelizmente, o constante debate sobre o uso da música pop na
adoração adventista ignora notavelmente as pressuposições
teológicas que deveriam prevalecer na experiência cúltica dos
crentes adventistas. Alguns líderes adventistas em assuntos de
adoração, são pressionados a adotar música pop nos serviços de
culto, estritamente sobre a base do gosto pessoal e das
considerações culturais. Não obstante, o estilo da música e a
adoração da Igreja Adventista do Sétimo Dia não se pode cimentar
unicamente em gostos subjetivos nem tendências populares. A
missão profética e a mensagem da igreja deve refletir-se em seu
estilo de música e adoração.
O estilo da música e adoração da maioria das Igrejas adventistas
está apoiado em uma aceitação acrítica da forma de adorar de
outras denominações cristãs. Em seu livro And
Worship Him,
Norval Peace, meu antigo professor de adoração na Universidade
Andrews, declarou: "Somos adventistas, e devemos nos aproximar
da adoração como adventistas. Um serviço de culto que supre as
necessidades de metodistas, episcopais ou presbiterianos deveria
ser insatisfatório para nós".1
A resposta à renovação da adoração adventista não se encontra na
adoção de música rock religiosa, mas, sim, em um reexame da
forma em que nossas crenças adventistas distintivas devem
impactar as diversas partes do serviço eclesiástico, incluindo a
música. Um empreendimento tão ambicioso está além dos limites
deste artigo, o qual se enfoca principalmente nos aspectos
musicais do serviço de adoração.
O sábado oferece razões para adorar
Das três principais doutrinas que identificam à Igreja
Adventista do Sétimo Dia, osábado ocupa um lugar único, pois
provê a base da verdadeira adoração a Deus. Essa base se
localiza nas três verdades fundamentais que o sábado contém e
proclama, ou seja, que o Senhor nos criou perfeitamente, que nos
redimiu completamente, e que nos restaurará ao final do tempo.
Adorar significa reconhecer e elogiar a dignidade de Deus. Seria
o Senhor digno de louvor se não tivesse criado originalmente
este mundo e suas criaturas de maneira perfeita? O serviço de
adoração sabático é uma ocasião para celebrar e regozijar-se na
magnitude das ações divinas: sua maravilhosa criação, sua
bem-sucedida redenção da humanidade, suas multiformes
manifestações de amor e amparo. Estes são temas essenciais que
devessem inspirar a composição e a entonação de hinos de louvor
ao Senhor.
A celebração da bondade e a misericórdia divina constitui a base
para toda música e culto devotado ao Senhor em qualquer dia da
semana. Entretanto, no sábado, a música e a experiência da
adoração alcançam a máxima expressão, já que o dia provê tanto o
tempo como as razões para celebrar com gratidão e alegria o amor
criador e redentor de Deus.
Um antídoto para a adoração falsa
A missão da igreja neste tempo, como aparece efetivamente na
mensagem dos três anjos de Apocalipse, é promover a verdadeira
adoração do "que fez o céu e a terra, o mar e as fontes das
águas" (Apoc. 14:7). O sábado é um dos meios mais eficazes para
promover a restauração da verdadeira adoração, posto que chama
às pessoas a adorar a Aquele que em seis dias "fez o céu, a
terra e o mar, e tudo o que contêm" (Êxodo 20:11).
Como um santuário no tempo, o sábado desafia os crentes a
respeitar a diferença entre o sagrado e o secular, não
unicamente no tempo, mas também em tais áreas como a música e a
adoração. Acima de tudo, a música e a adoração constituem um
importante aspecto da observância do sábado.
A diferença entre o sagrado e o secular, que está inserida no
quarto mandamento, é estranha para aqueles cristãos que
consideram seu dia do Senhor como um dia festivo em vez de um
dia santo. A mescla de atividades sagradas com seculares
facilita a fusão de música sagrada com secular no serviço de
adoração. O fator que contribui mais é a perda do sentido do
sagrado -uma perda que afeta muitas aspectos da vida do cristão
contemporâneo.
A adoção de versões modificadas de música rock na adoração é um
sintoma de um problema maior, ou seja, a perda do sentido do
sagrado em nossa sociedade. O processo de secularização, o qual
alcançou novas alturas na atualidade, empanou gradualmente a
diferença entre o sagrado e o secular, o reto e o errôneo, o bom
e o mau.
O sábado desafia os crentes a fechar a porta à pressão
humanista do relativismo cultural, ao lhes recordar que a
diferença entre o sagrado e o secular se estende a todas as
facetas da vida cristã, incluindo a música e a adoração na
igreja. Utilizar música secular para o serviço da igreja em
sábado é tratar ao dia santo como um dia secular, e à igreja
como um lugar secular. Finalmente, não se oferece uma adoração
verdadeira a Deus, posto que um culto genuíno implica reconhecer
os limites entre o que é sagrado para o serviço do Senhor e o
que é secular para o uso pessoal.
A música no contexto do Santuário celestial
Para muitas Igrejas cristãs, o culto se centra no que Jesus já
cumpriu no passado através de sua vida perfeita, sua morte
expiatória e sua gloriosa ressurreição. Em contraste, a adoração
adventista do sétimo dia se centra não somente nestes
acontecimentos redentivos passados de nosso Salvador, mas também
em seu ministério presente no Santuário celestial e em sua
futura vinda para consumar sua redenção. Portanto, estas três
dimensões do ministério de Jesus Cristo - passado, presente e
futuro - estão implícitas na adoração adventista.
É notório que as três doutrinas adventistas distintivas - o
sábado, o Santuário e a segunda vinda - compartilham um comum
denominador, ou seja, a reunião com o Senhor. No sábado nos
reunimos com o invisível Senhor em tempo. No Santuário celestial
nos encontramos pela fé com o Salvador ministrando em um lugar.
Quando Jesus vier. nos reuniremos com o Senhor visível no
espaço.
Encontrar-se com o Senhor em tempo, em seu dia sábado, em um
lugar, em seu Santuário, e em espaço, em seu glorioso dia, devem
constituir os pontos focais da adoração adventista. Quando os
adventistas se reúnem para adorar, seu desejo deve se encontrar
com o Senhor. Pela fé devem desejar estar diante de Deus, não
somente na cruz do Calvário, onde ele pagou a pena de seus
pecados, mas também no trono celestial, onde ministra em seu
favor.
Do mesmo modo, a música e a adoração na igreja devem receber sua
inspiração daquela que se pratica no Santuário celestial, devido
ao fato de que ambos estão unidos pelo culto ao mesmo Criador e
Redentor. Que desafio para a igreja dos últimos dias permitir
que a glória e a majestade da adoração celestial resplandeça
através de sua música, suas orações e seu pregação!
Quando os raios da majestade e a glória do Salvador ressuscitado
e Supremo Sacerdote celestial chegarem através da música e a
adoração na igreja, então, não haverá necessidade de incursionar
pelo rock ou "aeróbica cristã" para reavivar o culto. A visão da
glória e majestade de Deus provê todos os ingredientes
dramáticos que os crentes poderiam desejar para uma experiência
emocionante de adoração.
No livro de Apocalipse, é-nos descrita uma visão do Santuário
celestial. Alguns eruditos contaram seis, sete ou até onze coros
ao longo deste livro profético. Entretanto, o número exato de
hinos e coros em Apocalipse não é tão relevante como seu
testemunho da importância da música na adoração escatológica ao
Senhor no Santuário celestial. Os três principais coros que
participam da adoração celestial são: (1) os vinte e quatro
anciãos (Apoc. 4:10-11; 5:8-9; 11:16-18; 19:4); (2) a incontável
multidão de anjos e redimidos (Apoc. 5:11-12; 7:9-12; 14:2-3;
19:1-3, 6-8); e (3) a companhia que inclui a toda criatura no
céu e a terra (Apoc. 5:13).
Um estudo cuidadoso de vários hinos do Apocalipse revela que
apesar de todas as referências ao sofrimento do povo de Deus, o
livro poderia provar ser uma das composições mais felizes jamais
escritas. A música vitoriosa do Apocalipse está inspirada, não
pelo tamborilar hipnótico dos instrumentos de percussão, mas sim
pela maravilhosa revelação das ações redentivas do Senhor para
com seu povo. Enquanto os adoradores no Santuário celestial têm
o privilégio de contemplar a maneira providencial como Jesus, o
Cordeiro imolado, resgatou a pessoas de diversas nações, cantam
com uma grande emoção uma doxologia em louvor à divindade.
Encarregados da adoração, que, às vezes, estão ávidos por
introduzir tambores, violões elétricos e ritmos agitados para
lhe dar um "clima roqueiro" à música na igreja, deveriam notar
que tanto no Templo de Jerusalém como no Santuário celestial não
se permitiam instrumentos de percussão. O único instrumento
usado pelos coros celestiais é um conjunto de harpas (Apoc. 5:8;
14:2). A razão, conforme a explica Thomas Seel, é que "...o
timbre distintivo da harpa se mescla harmoniosamente na adoração
com as vozes coletivas dos adoradores. Deve-se notar que o apoio
instrumental não suplanta a importância das palavras do texto
nem contém uma mescla de diferentes instrumentos. O conjunto de
instrumentos contém um tipo singular de instrumentos (a harpa)
que se harmoniza com a voz." 2
A diferença entre música sagrada e secular que aparece no
Santuário celestial também era evidente no Templo de Jerusalém.
Só um grupo seleto de levitas formava o coro do Templo. Eles
tocavam só quatro instrumentos em momentos específicos durante o
serviço: trombetas, címbalos, liras e harpas (1 Crônicas 15:16;
16:5-6). Dos quatro, só os últimos dois, a lira e as harpas
(ambos instrumentos de cordas que se harmonizam com as vozes
humanas), eram usados para acompanhar os cantos.
As trombetas eram utilizadas só para dar alguns acordes, como
quando a congregação se prostrava, ou quando o coro deveria
cantar durante a apresentação das oferendas acesas (2 Crônicas
29:27-29). Os címbalos se usavam para anunciar o início de uma
canção ou de uma nova estrofe. Ao contrário do que às vezes se
crê, estes instrumentos não eram utilizados para conduzir a
música dando ritmo aos hinos. A razão é que a música do antigo
Israel, como mostrou Anthony Sendrey, carecia de compasso
regular e estrutura métrica.
Quem acredita que a Bíblia lhes dá permissão para tocar qualquer
instrumento e música na igreja, ignoram que a música no Templo
não se apoiava no gosto pessoal ou nas preferências culturais.
Isto é evidente devido a outros instrumentos, como os tamborins,
a flauta e o órgão, um tipo de flauta, que não eram permitidos
no Templo, dada sua associação com o entretenimento secular.
Não obstante, é importante mencionar que não há nada moralmente
mau com o uso de instrumentos como o tamborim ou a flauta. A
razão por que eram excluídos da orquestra do Templo era devido
ao fato de que se usavam geralmente para o entretenimento. Essa
exclusão se estendia à participação das mulheres no ministério
da música do Santuário, posto que sua música consistia
principalmente em danças com tamborins - uma música que não era
adequada para a adoração.
A música era controlada rigidamente na adoração do Templo para
assegurar que estivesse em harmonia com a santidade do lugar.
Portanto, é possível tomar quatro lições quanto à música sobre o
modelo do Templo de Jerusalém assim como o Santuário celestial.
Primeiro,
a música na igreja deveria respeitar e refletir a santidade do
lugar de adoração. Isto significa que os instrumentos de
percussão e a música de entretenimento que estimula às pessoas
fisicamente devem ser banidos da igreja.
Segundo,
a música tanto dos Santuários terrestre como celestial nos
ensina que os acompanhamentos musicais devem usar-se para ajudar
à resposta vocal ao Senhor e não afogar o canto. Isto significa
que uma música rítmica e ruidosa que enfatiza o som sobre a
letra é inapropriada para adorar.
Terceiro,
a música na igreja devesse expressar o deleite e o gozo de estar
na presença de Deus. Além disso, deve existir equilíbrio entre a
parte emocional e intelectual da vida na religião e a adoração.
"A expressão musical na adoração deve ter um aspecto emocional e
intelectual devido a que assim é a natureza do homem, a natureza
da música e a natureza da religião. Em seu melhor momento, a
música deve demonstrar sua unidade entre vida-religião-música na
adoração através de uma aproximação à composição bem
proporcionado, raciocinado e sentimental." 3
Quarto,
a música na igreja deveria ser reverente, de acordo com a
natureza sagrada da adoração.
A música e a segunda vinda do Jesus
A crença no iminente retorno de Cristo é a principal motivação
da adoração e o estilo de vida adventista. Ser um cristão
adventista significa, primeiro de tudo, viver com o olhar posto
no glorioso dia da vinda do Senhor. O anterior significa
observar nossa vida presente como uma peregrinação para uma
terra melhor.
A espera da breve volta do Jesus lhe confere uma especial
textura à música e a adoração adventista. Através do culto,
derrubamos a barreira do tempo e o espaço, de modo que
experimentamos uma "amostra grátis" das bênçãos da futura
adoração celestial que nos aguarda quando Cristo venha.
A adoração com os crentes nos capacita para esquecer
temporalmente as realidades desagradáveis da vida presente, além
disso, permite-nos nos apropriar das bênçãos do mundo vindouro.
A música na igreja desempenha um papel vital no fortalecimento e
na nutrição da esperança na vinda do Jesus. Através dos cantos,
os crentes ensaiam para o dia no que verão e falarão com Cristo
cara a cara. Por isso, a gloriosa visão da volta do Senhor
inspirou a composição de muitos hinos que enriqueceram o culto
dos fiéis ao longo dos séculos. De modo que hoje, os adventistas
necessitam novos cantos que atraiam às gerações jovens, as quais
foram cativadas pelos sons movidos, rítmicos, ruidosos e
eletronicamente amplificados da música rock.
Atualmente, nosso desafio é ajudar a uma geração impregnada de
rock e outros ritmos a a capturar a visão do glorioso dia
quando poderão ser capazes de experimentar a emoção áudio-visual
maior que se imaginaram - a aparição da Rocha da eternidade! A
banda de anjos que o acompanhará produzirá tal estrondo que este
planeta jamais escutou. O esplendor de Sua presença e as
vibrações dos sons de sua voz serão tão poderosos que acabarão
com os incrédulos e trarão uma nova vida aos crentes.
Um evento tão glorioso pode entusiasmar a imaginação dos músicos
para compor novos louvores A. Aragón Glez
Referências:
1. Norval Peace.
And Worship Him.
Nashville, TN. 1967. pág. 8;
2. Thomas Allen Seel. A Theology of Music for Worship Derived
from the Book of Revelation. Metuchen, N.J. 1995. pág. 84;
3. Calvin M. Johansson. Music and Ministry: a Biblical
Counterpoint. Peabody, MA. 1986. pág. 67-68.
Música: Sacra ou Profana?
Antes de falar sobre um determinado assunto, é necessário saber
sobre ele e não ser apenas um curioso. Uma experiência
simplesmente prática também não dá muito fundamento para se
falar acertadamente sobre determinado assunto. Para se praticar
medicina por exemplo: No início dos séculos como não havia
escolas, praticava-se por certos conhecimentos rudimentares e as
vezes controvertidos. Com o passar dos anos foram criadas
instituições para regulamentar a profissão e ter conhecimentos
comprovados e se falar com certeza sobre assuntos relacionados
ao corpo humano.
Desde que se conhece humanidade, existe música. Música que
começou no Céu. Música se entende por uma ordenação lógica ou
supostamente lógica de sons - como esses sons se movimentam com
certo andamento. Música dos pássaros, animais e de todas as
criaturas feitas pelo Criador. A voz do homem não pode ser
considerada música por não ter sons ordenados - definidos. Logo
após a queda, o homem começou a notar que poderia produzir sons
a partir madeiras furadas ou qualquer outro material que viesse
a consegui-los. Ai criaram-se vários instrumentos que serviriam
para marcar tempos ou produzir sons.
Um som quando é produzido não soa sozinho. Vamos entender isso.
Imagina que sopres numa flauta um som qualquer. Que seja um som
grave. Junto com esse som grave soará vários sons em conjunto,
que as vezes podemos ouvir ou não. Vai depender do material do
instrumento e quanto mais grave mais audíveis esses sons se
tornarão. Chamamos isso de série harmônica.
Hoje sabemos que quando tocamos um som, soa a sua oitava,
quinta, quarta, terça, segunda, etc. Com base neste termos cada
povo, cada cultura, vez sua própria escala, instrumentos. A
escala que mais se ouve em todas as civilizações é a escala
pentatônica. Primeiro vamos entender o que é uma escala: É uma
sucessão de sons, ordenados do grave para o agudo - todos
provenientes da série harmônica - O primeiros homens aprenderam
isso intuitivamente. Construíram instrumentos e fizeram suas
composições baseados nisso. Como o ritmo já lhe é nato, pois
para andar precisamos ter ritmo, nosso coração tem seu modo de
andar; somos naturalmente ritmados.
Ele também descobriu que podia também tocas sons simultaneamente
e que cada combinação tinha uma característica própria. Essas
combinações de sons expressavam situações ou sentimentos. Ele
passou a verificar que as distancias melódicas - uma nota depois
da outra - também expressavam várias situações ou sentimentos.
Verificou-se, também, que as várias combinações rítmicas
expressavam situações ou emoções. O homem com o passar do tempo
foi construindo suas escalas e suas base rítmicas e harmônicas
de acordo com o que ele queria construir.
Com todo o material citado acima temos todos o ingredientes para
construirmos o que quisermos em termos musicais. Suponhamos que
eu queira expressar uma floresta. Primeiro observo o barulho do
vento - quais ritmos e sons expressam - ouço o cantar dos
pássaros - quais ritmos e sons expressam. Bom com todo esse
material em mãos. Preciso antes de mais nada, saber muito bem o
que cada instrumento musical expressa, saber harmonização,
contraponto e estruturação musical, etc. Aí vou procurar ao
máximo reproduzir essa floresta.
Temos algo parecido como as quatros estações de Antônio Vivaldi,
quadro de uma exposição de Mussorguisky, etc. Suponhamos que
agora eu queira produzir uma música que expressasse a vida de
boêmia, mulheres, vinho e nada para fazer. Escolheria os
intervalos musicais suspensivos, de Sexta menor e maior,
sétimas, quartas aumentados e diminutos, etc.; a rítmica bem
sincopada, deslocamentos dos tempos, a harmonia com acordes
suspensivos de sétima e nona sem resolução. Esta aí, então, uma
musica totalmente lânguida feita para boêmios.
E então? Se agora eu quiser fazer uma música para Deus?
Cada música que é composta tem uma finalidade específica. A sua
cara. O que ela quer mostrar. O que se quer fazer sentir. Dizer
como pessoas devem proceder - comer, falar, vestir, etc. - Não
digo a música em si, mas o que resultou desta construção.
O maior problema de hoje é que pessoas que só aprenderam a
construir casas de madeiras, queiram construir Catedrais.
Pessoas que vieram do mundo, como eu, que aprenderam por quase
toda vida, somente a ouvir construções do mundo, construir
coisas para o mundo. Quando aceitamos a Deus, nossa vida não
muda toda de uma vez. É uma mudança diária, conversão diária de
nossos hábitos que herdamos do mundo: quer seja comer, beber,
ouvir, etc.. Suponhamos que seja uma pessoa do mundo, que passei
grande parte da minha vida ouvindo música sertaneja e caipira.
Todas as minhas percepções musicais estão voltadas para tal
construção. E como, ainda, não ajustei meu viver - gosto, roupa,
ações, etc. - é lógico que o que me agradaria seria ouvir
músicas com estruturas sertanejas e caipiras na Igreja ou
musicas com influências nas suas estruturas que me lembrassem
tais.
Levando-se em consideração que a grande maioria - mais de
noventa por cento - das pessoas que trabalham com música nas
Igreja ou em quaisquer instituições religiosas; conseguiram tais
aptidões por simples repetição. Um determinado cristão que hoje
é cantor de tal igreja, pode ser muito famoso ou não,
apenasmente aprendeu a cantar e a formar seu gosto musical
ouvindo tal cantor ou tal grupo. Teve em alguns casos aulas de
canto. Estudou alguns rudimentos da música. Mais nada muito
profundo. Hoje se acha grande cantor, formador de opinião,
grande músico. A ponto de opinar os grandes conceitos da música.
Sem, no entanto, ter profundos conhecimentos sobre o assunto.
Levando em consideração que sua grande maioria, membro das
igreja, são totalmente leigos no assunto. Então....Isto é um
fato.
Se tais pessoas não tem sólidos conhecimentos, como podem dizer
se isto ou aquilo é sacro ou profano! O maior problema da música
num contexto geral, é que sua grande maioria aprendeu por
simples repetição. Vejam o caso de Leandro e Leonardo, Sandy e
Júnior, cantores e instrumentistas de Igrejas, em sua grande
maioria global. Aprenderam pelo ouvir e repetir. Estas coisas
não fazem de pessoas músicos. São muitos fatores que determinam
um músico: Ouvir, repetir, pesquisar, estudos nesta área, e tudo
mais correlacionados com música como um todo. Hoje, como
antigamente, para ser músico é necessário somente ler um pouco
de partitura, arranjar um professor de instrumento e pronto.
Esta formado o músico !!?
Retornando a parte de como se constrói músicas. Para ser um bom
construtor de casas, é necessário primeiramente saber
interpretar uma planta, saber dispor tijolos, fazer alicerce,
etc. Sabendo-se que cada construtor tem uma especialidade:
pequenas casas, mansões, prédios, castelos, etc.. Do mesmo modo
para se construir ou fazer música é necessário saber e ,não
apenas repetir, suas matérias básicas de construções e a função
de cada componente desempenha .
Bastaria um pouco disso para derrubarmos um bando de teorias sem
o menor sentido, que pessoas formulam sobre música. Além do
mais, que cada acorde, cada célula rítmica, cada instrumento,
cada intervalo, cada frase, e suas várias combinações.
Desempenham um papel importantíssimo nesta construção. Existem
pessoas que foram criadoras do samba, da bossa nova, da valsa. E
todos eles sabem que para se fazer valsa, por exemplo, é
necessário saber sua estrutura.
Um construtor de casas populares não saberá fazer um
arranha-céu, pelo fato de não possuir conhecimentos para tanto.
Somente a partir de conhecimentos teóricos práticos é que poderá
construir um arranha-céu. Assim como, como pode alguém que toda
a sua vida, tocou e ouviu bossa nova ou até mesmo compôs, fazer
música para Deus ? Primeiro não será necessário, conhecer a
Deus, e toda complexidade da estruturação musical? Saber o que
mais Lhe agrada? Se o louvor é para Deus, alguém já Lhe
perguntou o que o Senhor gostaria de ouvir ? Pois o louvor não é
para Ele, A quem mais deveríamos perguntar!? Ao pastor? Ao
ancião? ou ao membro? Deus é quem dever dizer o que Ele gostaria
de ouvir e não nós. Tenho que com certeza que não será bossa
nova, ou samba, ou rock, ou outra música mundana qualquer, pois
estas não foram feitas para Deus, se não foram feitas para Ele,
para que oferecermos coisas imundas à Ele. Porventura aceitara
isso de nossas mãos?
Não precisamos ir muito longe para fazermos música para Deus.
Ler a sua palavra, jejuar, falar com Ele, Ter um comprometimento
com sua causa, amar a Ele acima de todas as coisas e ao próximo
como a nós mesmos. Eis os subsídios textuais para um composição
para Deus. Não precisamos tomar nada emprestado do diabo,
influências do rock, samba, ou qualquer outra coisa que foi
inspirada por ele. Se temos sinceramente Deus em nossos
corações, Ele nos mostrará o caminho. A nossa parte precisa ser
feita antes, como falei anteriormente, saber os materiais de se
construir músicas e suas funções e expressões.
Usando a escrita eu posso expressar dizendo: Eu amo você -
dentro de certo contexto - que a pessoa entenderá o que eu quero
dizer ou expressar. Na música é a mesma coisa. Se quero dizer
que o dia está tenso e estou muito nervoso - usarei acordes,
motivos, ritmos, instrumentação e demais ornamentos que expresse
tal situação -. E quando executar tal música saberão que se
trata de tal situação. Daí podemos concluir que a música fala
por si só.
Quando se constrói uma estrutura, ela fala por si só. Um murro
construído será sempre um muro, independente dos seus adornos:
grande muralha da China, ou o muro de nossas casas. Quando se
cantar música sertaneja, todos saberão que é música sertaneja,
independente da letra que se ponha, quer seja secular ou sacra.
A música vai desempenhar a função para a qual foi construída:
dança, diversão, bailes, etc..
Qualquer um que conheça profundamente música e suas
estruturações, mais focado para a área de composição, poderá
compor o que bem lhe aprouver. Se conhecer a vida boêmia, poderá
compor canções boêmias, se alguém lhe encomendar um peça fúnebre
a comporá, se para um baile de máscaras também (antes de mais
nada ele precisa se dar conta dos faltos que fazem este ambiente
ser o que é). Se este compositor ( que não conhece a Deus) falar
com alguém que conheça a Deus, e lhe explique quem é Deus, e
como Deus funciona, etc., fará uma composição próxima de Deus.
Digo mais, se conhecer Deus em sua vida prática, sendo batizado
com o Espírito Santo, comprometido com a causa de Deus, amando a
Deus acima de todas coisas e demais atributos de um cristão. -
Deus dá sabedoria aos que os pedem - O que não fará então !! Com
certeza a sua música será o mais perto do nosso Senhor e
Salvador: Jesus Cristo.
Não quis ser bastante técnico, para que o texto pudesse ser
entendido por todos.
Martinho Lutero, Bach, assim como vários compositores, pegaram
trechos de várias canções populares ou seculares e fizeram
músicas para Deus. Nem sempre uma estrutura musical de origem
profana ou secular desagrada a Deus. Tudo tem haver com sua
estrutura, ou seja, de como a música foi construída. Pelo fato
de uma música ser cantada por camponeses, ou num salão de dança
a torna assim. Tudo tem haver com o que ela tem a dizer, música.
Não devemos esquecer que a música teve suas origens nos Céus.
Foi satanás quem degradou tudo, mudou tudo para os seus
propósitos. As maiores artimanhas dele para esses últimos dias
é: misturar tudo, profano com letra religiosa. - Vale a pena
salientar que os próprios satanistas, usam o hinário, música
para Deus com letras de adoração ao diabo. Para não termos a
compreensão do que estamos oferecendo à Deus, podemos oferecer
uma coisa e no entanto ser outra. Estamos de um lado
homenageando à Deus e o diabo ao mesmo tempo ser saber ou
sabendo. Não podemos adorar a dois deuses. Temos que escolher um
lado.
Também podemos concluir que o determina se uma música é sacra ou
popular, não é a sua aceitação por determinado pastor, ancião ou
comissão; com o passar do tempo ou não. Pois alguns dizem que
tal música que a igreja repudiava, agora se canta no recinto da
igreja. Não é o tempo que santifica a música ou sua letra. E sim
o que ele tem a dizer sobre Deus em termos gerais ou reais.
Mas, o que realmente vem a ser música sacar !? Perguntem a Deus,
que ele com certeza vos responderá. Aqui como simples mortais,
caminhando para a imortalidade, podemos ver com que através de
vultos, os sons celestiais.
O Deus de graça e paz, através de Seu Filho, nos conceda a visão
para podermos enxergar o que Ele deseja de nós. Graça e paz para
todos. -- F. S. Crispim - Bacharel em Canto - Universidade de
Brasília.
O Primeiro Culto dos Remidos no Céu
(Dando asas à imaginação sobre um sonho tão
sonhado)
Mário Jorge Lima
Não é errado sonhar. E nem tentar imaginar aquilo que tanto
queremos. Gosto muito de deixar a imaginação fluir e construir
um cenário hipotético do que seria o primeiro culto dos
remidos na cidade santa. Ainda que possa parecer presunçoso, eu
me imagino lá, presente, pela graça, tão somente pela graça de
Deus.
Muito provavelmente, é um dia de Sábado. Ao redor do trono,
diante do nosso maravilhoso Deus, com vestes brancas, todos nós
salvos, os 144.000, a grande multidão de remidos, homens,
mulheres e crianças, pessoas de todas as épocas, justificados
pela graça, santificados pelo Espírito, glorificados pelo poder
do Pai. Estamos circundados pelos exércitos de anjos celestes,
em total reverência, com alegria sem fim no coração. Em nosso
pobre planeta lá embaixo, o mal ainda não terá sido extinto,
estamos iniciando o milênio de glória, mas já estamos livres da
presença e dos efeitos do pecado, já sem lembrança de tudo de
ruim que passamos.
O coro de anjos, a orquestra maravilhosa, instrumentos jamais
vistos, todos a postos, prontos, aguardando o início daquele
culto especial. A um sinal de Gabriel, o magnífico arcanjo,
maestro maior de todos os coros, erguem-se as vozes celestes e o
som da orquestra de anjos.
Perfeição completa, é a música do céu! Finalmente a conhecemos,
nós que sobre ela tanto falamos, discutimos e nos desentendemos
em nossa velha terra. Como é diferente de tudo que pensávamos!
Como era pobre nossa imaginação! Falávamos em tantos padrões,
culturas, escolas musicais, gêneros, e a música de Deus agora
nos surpreende a todos. Como teria sido tão melhor ter deixado,
lá em nosso velho planetinha, o Espírito falar ao nosso coração,
sempre, acima de qualquer erudição, acima de qualquer
preconceito, acima da estratificação de nossas mentes!
E os músicos celestes nos brindam com um concerto extraordinário
de boas vindas aos salvos. São momentos eternos que passam, que
não sentimos, que não nos cansam ou incomodam. Criação musical
coletiva, todos parecem pensar os mesmos acordes e seqüências, e
a música flui espontânea e bela, é mágica, impressiona os
corações, alegra a alma dos salvos em Jesus.
De repente, a música muda. Cristo Jesus levanta-se ao lado do
Pai, adianta-se. É o Cordeiro que foi morto desde a fundação do
mundo, o Leão da tribo de Judá, o Príncipe da Paz. Para Ele
voltam-se todos os olhares, as mentes e os corações. É para Ele
a próxima música do céu. Os acordes são outros, é outra a
cadência, os anjos mal conseguem conter a emoção. A letra, de
poesia perfeita e maravilhosa repete: “Digno é o Cordeiro,
que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e
força, e honra, e glória, e louvor”. Não dá para descrever o
que vai no coração de todos os presentes. Os remidos choram, mas
é um choro de alegria e de agradecimento. São mais momentos
eternos e inesquecíveis.
E agora, um momento especial: a uma modulação maravilhosa, que o
mais experimentado dos músicos terrestres jamais conseguiu
sequer imaginar, a orquestra e o coro param. Jesus Cristo vai
solar. Sua voz é completamente harmônica, em alguns momentos
suave e doce, a voz do Bom Pastor; em outras partes é como o som
de muitas águas. Dispensa o acompanhamento. A letra diz, entre
outras coisas: “Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por
herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.
A orquestra e o coro de anjos, voltam em contracanto perfeito,
respondem e devolvem a Cristo toda a honra, repetindo: “Digno
é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e
sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”. A
participação do Salvador, do Rei dos Reis, é perfeita.
Mas ainda há mais emoção nesse culto inenarrável. Todos os
remidos que estão prostrados diante do trono, agora se levantam.
Sim, nós vamos agora cantar. E não vamos fazer feio. Temos
mentes transformadas e corpos glorificados, dons restaurados,
alcançamos a perfeição em Cristo Jesus. E sobre o que cantamos?
Ah, com toda certeza, cantamos da experiência humana, da
experiência pessoal de cada um. Cantamos daquilo que vivemos e
passamos. E os outros mundos, habitados por seres
superinteligentes e sem pecado, a tudo assistem maravilhados,
sendo que jamais poderão cantar como nós cantamos, pois serão
incapazes de transmitir musicalmente aquilo que não viveram.
E cantamos o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do
Cordeiro, dizendo: “Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó
Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus
caminhos, ó Rei dos séculos”.
E o grande culto, antecedendo a monumental Escola que virá
depois, prossegue todo em música, alternando coro e orquestra de
anjos, solos maravilhosos, coros de remidos triunfantes. Não
existe mais cansaço, não mais tédio, não mais monotonia, o tempo
não existe, estamos enfim na eternidade, vivendo dentro do
sonho. No final, a bênção do Pai, o Deus dos Exércitos, o
Criador de todos os mundos, que sobre nós levanta o Seu rosto, e
nos dá a paz, a Sua paz, que excede a todo o entendimento.
Em seguida o início do nosso aprendizado na grande Escola dos
céus. Quantas perguntas, quanta curiosidade, quanta sede de
saber e conhecimento. Deus, Cristo Jesus, o Espírito Santo e os
anjos, são nossos Mestres nessa Escola eterna. Ali, sábado após
sábado, ouviremos de Suas bocas santas e sábias, tudo que não
entendíamos, e com mente clara agora compreendemos
perfeitamente, sem sofismas, sem enganos, sem dúvidas.
Depois, a ceia dos remidos, com os frutos da árvore da vida, ao
lado do rio da água da vida, tudo encimado por um céu de azul
perfeito. Alimento sadio que nos garante a vida eterna, sem
doenças, sem dores, sem sofrimento, sem pecado.
Amigos, quando aqui cantamos o que vivemos, o canto sai livre,
verdadeiro, consistente, autêntico e transmite um prenúncio da
atmosfera do céu. Quando aqui estudamos e nos alimentamos da
Palavra de Deus, estamos nos aprimorando no conhecimento de um
Deus maravilhoso e um Salvador justificador. Deus queira, e Ele
com certeza quer, que cada ser humano se arrependa e se salve. O
fogo eterno não foi preparado para nós, mas para o diabo e seus
anjos. Aquele culto maravilhoso, de cuja liturgia aqui consegui
apenas arranhar um pouquinho a superfície, nos espera. Não
podemos faltar, não podemos chegar atrasados! Deus nos abençoe,
e mesmo em meio a nossas idiossincrasias e desencontros, nos
conserve em união de propósitos e em amor fraterno, sem o que,
não estaremos lá naquele dia. Sejam felizes.
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Os Efeitos da Música Rock
Livro "The Christian & Rock Music,"
Dr. Samuele Bacchiocchi
(Trechos da Segunda Parte do Capítulo 8)
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Para
melhor entendermos os efeitos da música rock no corpo
humano, é importante saber primeiro como o ritmo musical
funciona. O elemento rítmico da música consiste de
medidas de tempo divididos dentro de ciclos de compasso.
A mais comum unidade de tempo são grupos de compassos
contendo duas batidas (tempo duplo), três batidas (tempo
triplo), ou quatro batidas (tempo quádruplo). No tempo
quádruplo (como tempo de 4/4), a principal queda de
acentuação natural é na batida um (o acento primário) e
três (o acento secundário). O acento primário no um
é, logicamente o mais forte dos dois. Podemos ilustrar
assim:
um,
dois,
três,
quatro.
Na música rock e semelhantes formas, o acento padrão é
invertido, de maneira que a batida dois e quatro são
acentuadas ao invés da um e três, assim como vemos a
seguir: um,
dois, três quatro.
Invertendo a ordem, o rock faz do ritmo a mais
importante parte do som e cria um conflito com o ciclo
natural rítmico do corpo. Este efeito, conhecido como
"black beat" (batida negra), causa uma tensão nervosa (a
"high") porque vai contra o ritmo cardíaco do coração e
outros ritmos do corpo.
O Poder Viciante do Rock
A
vibrante sensação causada pelo ritmo irregular do rock
aumenta a batida do coração, enfraquece a força
espontânea, e tem um poder aditivo. O Psiquiatra Verle
Bell oferece um gráfico explanatório de como a batida do
rock causa adição: "Uma das mais poderosas libertações
de adrenalina do stress nervoso (fight-ou-flight) é a
música que é discordante em suas batidas e acordes. Boa
música segue com exactidão regras matemáticas, que
causam conforto à mente, encorajamento, 'segurança.'
Músicos têm encontrado que quando eles vão contra estas
regras, o ouvinte experimenta uma alta sensação
(calão português altamente, gíria inglesa
high).
Bell
continua referindo que "como uma inescrupulosa 'dieta'
que é prescrita por um médico, mas que vicia os seus
clientes à anfetamina para assim assegurar sua contínua
dependência, músicos sabem que músicas discordantes como
o rock vendem como água. Como em todas as adições, as
vítimas acabam por se tornar tolerantes. A mesma música
que uma vez criou um tinido prazeroso de excitação em
pouco tempo já não satisfaz. A música tem que se tornar
mais dissonante, alta e mais discordante. Começa-se com
rock suave, então rock'n' roll, a seguir de heavy metal
para cima."
John
Diamond, um físico de Nova York, tem conduzido numerosos
experimentos sobre os efeitos da música rock. Em 1977,
ele serviu como presidente da Academia Internacional de
Medicina Preventiva. Ele descobriu que a música rock é a
mais séria forma de poluição sonora nos Estados Unidos.
Particularmente nociva é a música rock que emprega uma
batida "anapestica," onde a última batida é mais alta,
por exemplo, "da da DA." De acordo com Diamond,
este tipo de música pode "intensificar o stress e raiva,
reduzir o rendimento, aumentar a hiperactividade,
enfraquecer a força muscular e ainda poderá ter um papel
na delinquência juvenil do jovem ouvinte."
Corpo Humano sob Stress
Estes comportamentos desordenados ocorrem, de acordo com
Diamond, porque a música rock causa uma quebra na
sincronização dos dois lados do cérebro de maneira que a
simetria entre os dois hemisférios cerebrais é perdida.
Ele conduziu uma experiência numa fábrica em Nova York
onde a música rock era tocada todo o dia. Quando a
música era mudada para outra que não o rock, Diamond
descobriu que a produtividade aumentava 15% enquanto que
o número de erros abaixou para o mesmo número.
Diamond publicou suas descobertas no livro Your Body
Doesn't Lie (O Seu Corpo Não Mente). Ele explica
que a batida anapestica, característica
especialmente da música rock, é rompida porque é o
oposto da batida do coração e assim coloca o ritmo
normal do corpo sob stress. Este resulta em dificuldade
percentual e manifestações de stress. Nos jovens estas
manifestações podem incluir diminuição do rendimento
escolar, hiperactividade e precário descanso, maior
probabilidade de erros, e ineficiência genérica. Nos
adultos os sintomas incluem redução da capacidade de
decisão espontânea no trabalho, resmungo frequente dado
ao sentimento de que as coisas não estão certas, e perda
de energia sem razão aparente.
Em
seu próprio laboratório, Diamond testou os efeitos da
música rock medindo a força do músculo deltóide do
braço. Ele descobriu que um homem normal poderia
aguentar uma pressão de 25 kilos no braço, mas que
reduziria em mais ou menos um terço quando a batida
anapestica era tocada de fundo. A proposta da pesquisa
de Diamond não era para procurar dar um fim à música
rock, mas para prevenir as pessoas contra o seu perigo.
Ele acrescenta: "A música rock não irá matar ninguém,
mas eu realmente duvido que Mick Jagger viva tanto
quanto Pablo Casals ou Segovia."
Pesquisadores russos chegaram a conclusões semelhantes.
Eles descobriram que a música rock causa "um tremendo
dano no efeito psíquico." Em seu discurso numa reunião
de jovens, a equipe médica que conduziu os experimentos
anunciou que a música rock era "como uma série de sinais
de alarmes, causando ondas de energia concentrada que
tem que ser libertada em algum lugar." A energia é
canalizada para a incursão de brigas, lutas que,
enfatizam os médicos russos, é comum nos concertos de
rock no mundo Ocidental.
Mesmo Ruud explica como a música rock alta e ritmada,
cria uma necessidade de reacções musculares e movimentos
corporais: "Se o estímulo do som via cerebral e sistema
límbico é inabilitado a expressar-se em termos de
movimento físico, poderá resultar num triste sintoma de
stress, que é, um aumento da precaução e alarme na
preparação no sistema que não encontra libertação ou
alívio. Vendo que esta condição é dependente da
intensidade do estímulo, nós poderemos entender o porquê
de quando as pessoas se expõem ao barulho se inclinarem
a passar por sintomas de stress. Música alta e em estilo
síncope irá igualmente estender a actividade límbica e
proporcionar reacções vegetativas e hormonais, ou
reacções de stress. Estas forças poderão ser
neutralizadas através da dança."
O Medida do Pulso
Uma
importante medição dos efeitos da batida do rock é a sua
influência no ritmo do coração, mesmo sem considerar se
o corpo está em movimento ou não. Ann Ekeberg,
professora e pesquisadora da música, envolveu alguns dos
seus colegas - professores de música - em experimentos
com seus estudantes. Antes do teste, cada tomada do
pulso dos estudantes foi registrada. Então tocou-se
durante 5 minutos um rock pesado. Durante o teste, os
estudantes permaneceram quietos em seus assentos. No
final do teste, o pulso foi visto novamente e a media
foi registrada. O resultado mostrou um aumento do pulso
de 7-12 por minuto enquanto a música rock foi tocada.
|
Estas 6 colunas representam a contagem média dos
pulsos de todos os participantes da experiência
de Ekeberg. As colunas cinzas representa a média
do pulso antes da música rock ser tocada e as
colunas brancas a média do pulso dos estudantes
após escutarem a música durante 5 minutos. |
Para
testar a validade do resultado de Ekeberg, eu conduzi
meu próprio teste com meus estudantes na Escola
Secundária Adventista do Sétimo Dia em Bergen, na
Noruega. Nós gravamos a média do aumento do pulso de 10
batidas por minuto quando os estudantes escutaram o
"Hell's Bells" (Os Sinos do Inferno) pelo grupo AC/DC.
Quando tocamos "Air" (Ar) e Bach, o pulso desceu a 5
batidas por minuto, abaixo da média normal. A diferença
de 15 batidas do coração por minuto é muito
significante. É justo acrescentar que usei músicas
diferentes.
Importante notar que os estudantes que eram fãs do AC/DC
tinham mais fortes respostas do que aqueles que não
gostaram da música. O teste prova que vários tipos de
música nos afectam fisicamente de formas diferentes. O
excesso de energia gerado pela batida do rock causa a
aceleração das batidas do coração, mesmo quando a pessoa
está sentada. Isto pode explicar o porquê dos fãs de
rock acharem difícil estar sentados, estáticos enquanto
escutam uma música que acelera suas pulsações. A sua
energia acumulada reclama algum tipo de alívio.
O
Norueguês professor de música Even Ruud conduziu
semelhantes testes sobre os efeitos da música rock no
Instituto de Música de Karajan em Salzburg. Ele
descobriu que: "Ritmos síncopes são especialmente
habilitados a causar batidas sistólicas extras (que
causam contracção do coração), batidas que surgem muito
cedo. É também possível aumentar a pulsação por mudanças
dinâmicas, como crescendo e decrescendo o ritmo da
bateria.... Reacções psicológicas são dependentes do
tipo de música que está sendo tocada. Tipos de música
para danças ou marchas tendem a proporcionar respostas
com movimentos, enquanto outras formas parecem causarem
mudanças na respiração e pulsação."
Aumento na Produção de Adrenalina
Roger Liebi, um músico Suíço e especialista em
linguagens bíblicas, assegura que a média do batimento
do pulso também aumenta a pressão sanguínea. Como
resultado, leva ao aumento na produção de adrenalina.
Este processo é um mecanismo de defesa contra o stress,
que ajuda a manter o corpo em alerta ao aumentar o fluxo
sanguíneo nos músculos e facilitar a entrada de
oxigénio.
Se o
stress (aumento) do pulso continua, como com a
intensidade dos concertos de rock, sons altos e
dissonantes, um excessivo montante de adrenalina é
produzido, mas que as enzimas do corpo não poderão
dispor. O resultado será algumas mudanças da adrenalina
que por sinal passará a ser outro químico chamado
adrenocromo (C 9H9 O3 N). Isto na verdade é uma droga
psicodélica similar ao LSD, mescalina, STP, e
psilocibin. Adrenocromo é contudo uma composição mais
fraca que as outras, mas testes mostram que ela cria uma
dependência semelhante às outras drogas. "Não é de
admirar quando o público nos concertos de rock ou
discotecas entram em transe ('get high') ou perdem o
controle do que fazem."
O
aumento da secreção dos hormónios causados pela música
rock é confirmado por outros estudos. David Noebel, um
médico pesquisador, explica: "Estando sob a influência
da música rock, a secreção de hormónios é mais
acentuada... os quais causam um balanço anormal no
sistema do corpo, diminuem o açúcar no sangue, o nível
de cálcio e prejudicam o julgamento." Ele cita pesquisas
médicas que indicam que "As frequentes vibrações baixas
da guitarra baixo, em conjunto com a bateria, afectam o
fluido cerebrospinal, que por conseguinte afectam a
glândula pituitária, que dirige as secreções dos
hormónios do corpo."
As
reacções humanas à música rock é tão grande que
neurologistas têm sido incapazes de suprir a
resposta física aos ritmos. Experimentos têm sido feitos
para dopar cada metade do cérebro ou várias áreas
simultaneamente, mas ainda assim o paciente ainda
responde à batida do ritmo."
Efeitos das Luzes
O estímulo rítmico da música rock pode ser intensificado
através das luzes intermitentes. Por exemplo, laser e
luzes que piscam continuamente usadas em discotecas e em
concertos de rock intensificam e amplificam a
manipulação rítmica. Jean-Paul Regimbal, um pesquisador
Canadense, explica como o fenómeno funciona: "Luzes que
mudam suas cores constantemente e intensidade, reduzem a
capacidade de orientação e os reflexos naturais. Quando
a mudança da luz para a escuridão toma lugar seis a oito
vezes por segundo o senso de surdez é seriamente
prejudicado.
Se isso acontece 26
vezes por segundo as ondas alfa do cérebro mudam, e a
habilidade para se concentrar é enfraquecida. Se a
frequência da mudança entre a luz e a escuridão exceder
isto e por último por um considerável período de tempo,
o controle sobre os sentidos poderá cessar
completamente. Por esta razão não é exagero afirmar que
o rock combinado com efeitos de luzes resulta em uma
inequívoca captura da consciência da vítima."
Um Barulho Ensurdecedor
O volume é o mais importante elemento da música rock.
Grande quantidade de equipamento é necessário para
produzir o montante de amplificação em ordem de fazer o
impacto físico desejado. O volume é a marca registrada
do rock. Lemmy Kilminster, da popular banda de rock
"Motorhead," disse no programa Hit Parader que
seu grupo queria ver "sangue vindo para fora dos ouvidos
de todos, se possível. Nada de perigoso, só o bastante
para sabermos que eles estão se divertindo." Se a música
rock tem de ser tocada tão alto para causar a saída de
sangue dos ouvidos das pessoas para assegurar que "eles
estão se divertindo," então dificilmente se poderá dizer
que "nada há de perigoso" nisso. Pelo contrário,
numerosos estudos científicos têm mostrado que o alto
nível de barulho da música rock pode danificar o corpo
de várias formas.
Fabricantes de sistemas de som sabem muito bem dos
efeitos que a amplificação do som tem nas pessoas.
Geoffrey Marks, director do Cerwin Vega, um produtor de
altifalantes/colunas em Los Angeles, reconhecem que os
testes mostram que a pessoa poderá se tornar excitada
sexualmente quando dançar uma música que esteja nos
níveis de volume 100-120 decibéis.
Quando perguntado se a música de discoteca poderá ter um
efeito similar, ele disse, "absolutamente! Se a
performance do sistema de som está bem ajustado nós
poderemos manipular isto de maneira que as pessoas se
sintam sexualmente estimuladas. Mas o volume tem de
estar bem ajustado. É também importante que o baixo
(graves) tenha o efeito correcto. O baixo é na verdade o
que governa e direcciona os nossos sentimentos. Ele
penetra o nosso corpo e interfere nos nervos. Nós temos
testado o volume em particular nas pessoas e temos visto
como elas respondem com um rápido estimulo sexual.
Parece que eles acham difícil de resistir. As baixas
frequências dos graves têm uma poderosa influência no
corpo e emoções."
Conclusão
Investigações científicas têm mostrado que a música
afecta o coração, respiração, pressão do sangue,
digestão, balanço hormonal, funcionamento da rede neural
do cérebro, ritmos do corpo humano, atitudes, emoções e
sentimentos. A enorme influência da música nos aspectos
físico, mental e emocional do nosso corpo deve ser de
grande preocupação para o Cristão que aceita o
compromisso de viver uma vida consagrada sendo como um
"sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus" (Rom. 12:1)
A constante repetição, batida incessante, e a avalanche
de decibéis faz da música rock capaz de explodir as
emoções e a mente. Por danificar o funcionamento da
mente, a música rock faz com que seja impossível uma
reflexão honesta da verdade, honestidade, integridade, e
mais que tudo, oferecer um "culto racional" (lógico
em Grego). Rom. 12:1.
Sendo a música rock incompatível com o evangelho e a
prestação de louvor a Deus e meditação pessoal para a
elevação espiritual, continuaremos indiferentes à música
que ouvimos em nossas casas e igrejas?
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Perspectiva da Música Cristã Contemporânea |
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Acorrente
controvérsia nos campos académicos e igrejas sobre o
recente estilo de música adoptada na maioria das igrejas
cristãs, tem levado muitos a questionar a legitimidade
destas composições dentro do estilo tradicional sacro.
Muitos apontam a questão cultural como sendo a
primordial nesta questão, outros dizem que não existe
música que possa influenciar a ligação pessoal do ser
humano com Deus. Outros ainda afirmam que depende de
cada um, e que a música "rock ou contemporânea ritmada"
nada influenciará na mente e decisão das pessoas.
O resultado destas
argumentações nem sempre tem sido construtivo levando
mesmo muitos músicos conceituados a nem terem o trabalho
de responderem a estas questões, pois elas parecem nunca
ter fim, é algo sem saída devido aos inúmeros conceitos
e diferentes opiniões de cada pessoa.
Contudo o facto
permanece, o mundo cristão está de forma acentuada
adoptando a música Rock em todas as
suas formas e em todos os seus estilos, desde o mais
pesado Heavy Metal até à mais romântica e/ou suave
composição. Aceitar normas e conceitos de música que o
mundo usa e dizer que tudo é muito natural e que esta
prática é inevitável, poderá ser convincente para
aqueles que nunca possuíram a luz que os adventistas
possuíram. Tais posturas poderá convencer aqueles que
estão amarrados aos conceitos pagãos e padrões do mundo,
mas não convencerá o verdadeiro Adventista do Sétimo Dia
que luta por trilhar o caminho estreito da santificação.
Os Dez Mandamentos são
o mais alto padrão de santidade do ser humano e é
defendido e praticado pelos Adventistas do Sétimo Dia
como padrão obrigatório de prova de fé genuína. Dentro
desta perspectiva espiritual como poderemos cantar as
mesmas músicas de Babilónia? Como poderemos usar as
mesmas melodias, ritmos, harmonias dos que não conhecem
genuinamente a Deus?
Não teremos
inevitavelmente que ter uma mensagem diferente dos que
estão nas trevas? Acreditamos que sim! Então obviamente
devemos encontrar respostas para estas questões acima,
não poderemos nos conformar com o ritmo da maré ou
opiniões infundadas.
Infelizmente, hoje,
esta questão chegou ao mundo adventista, mas a verdade é
que nunca deveria ter chegado, o que era claro a pouco
tempo atrás hoje é ponto de controvérsia, mas porque?.
Será realmente legítimo colocarmos uma letra sacra em
uma música pop/mundana? Acreditamos que não, porque os
efeitos da música na mente humana são maiores quando
ouvimos a instrumentação do que quando seguimos a letra.
Nós naturalmente ao ouvirmos uma música poderemos não
lembrar a letra, mas repetiremos com assobios as notas
com precisão...
E porque não
acrescentar que em nossas letras de hinos que tanto
cantamos e vendemos (adventistas), nada há de diferente
das letras de outros grupos de outras denominações? O
factor venda, infelizmente não nos permite compor uma
letra que fale das doutrinas que nos diferenciam das
outras denominações! Apesar disso ainda muitos afirmam
que estamos passando a mensagem ao mundo, mas que
mensagem é essa se nada difere das doutrinas de outras
igrejas?
Se nossa mensagem
musical está condicionada a um mercado onde todos se
concordam, então, ou os outros grupos de outras igrejas
estão pregando a mensagem adventista de última
advertência ao mundo, ou os grupos adventistas estão
pregando a mensagem das outras igrejas, que nada mais é
que: "Jesus te ama e estamos todos salvos," duas frases
das mais lindas, mas que hoje até Satanás as usa para
enganar até mesmo os escolhidos de Deus.
A
questão crucial da música cantada hoje na igreja
adventista estará relacionada inevitavelmente com
o entendimento dos feitos da música ritmada na mente
daquele que pretende obter uma ligação permanente com as
coisas espirituais. Se realmente houver efeitos da
instrumentação usada sobre a mente humana, se for
comprovado então poderemos estabelecer um padrão musical
que transporá a barreira da cultura, opinião e gosto
pessoal. Poderemos compor novas músicas que sigam uma
linha estritamente sagrada e ao mesmo tempo bonita.
Nosso desejo é que você possa usufruir de momentos de
louvor ouvindo a música que eleva seus pensamentos a
Cristo, ao invés de simplesmente estar gozando de um
momento de descontracção e relaxamento.
Que Deus possa nos ajudar.
Jaime
D. Bezerra
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Efeitos da Música Ritmada na Mente Humana |
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É a música instrumental algo neutro?
Pode a instrumentação ritmada (bateria) alterar o
pensamento e a reacção nervosa de cada um de nós?
Poderá o estilo de música que ouvimos influenciar a
nossa relação espiritual com Deus? |
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(Trechos do livro "The Christian & Rock Music,"
Dr. Samuele Bacchiocchi)
Este
capítulo (8) é desenvolvido pelo músico adventista Tore
Sognefest, Norueguês, músico profissional e pianista.
Autor do livro "The Power of Music."
(Nota: O tradutor tentou buscar a melhor expressão para
se adequar à intenção do autor, contudo considere que o
autor usou linguagem técnica e que o tradutor não é
músico e que várias expressões musicais não se encontram
nos dicionários tradicionais. Qualquer correcção neste
sentido será bem vinda) |
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Acorrente
controvérsia sobre os efeitos da música ritmada/rock é
grandemente baseada em conceitos estéticos, sociais,
religiosos, e/ou políticos ao invés de num estudo
científico dos efeitos mentais e físicos no ser humano.
Avaliações subjectivas da música podem levantar
controvérsias infinitas, porque elas são baseadas em
gostos pessoais e/ou considerações culturais.
Relembramos a tentativa que Hitler fez para eliminar o
"primitivo" Negroids, influências da música negra,
estabelecendo normas para determinar o que constituía a
música ideal para o povo Alemão. Entre outras coisas o
Terceiro Reich decretou: "As tão conhecidas composições
de jazz não poderão conter mais do que 10% de síncope.
O resto terá de consistir de um natural e fluente
legato completamente vazio de ritmo histérico, tão
típicos da música das corridas dos bárbaros com apelos a
instintos tão estranhos à corrida alemã ('riffs')."
É
evidente que o Terceiro Reich não foi bem sucedido em
eliminar "os ritmos histéricos" porque em poucos anos,
após a queda de Hitler a música rock veio à existência
com ritmos mais pesados do que a batida do jazz. Hoje os
efeitos do rock são objecto de crítica de políticos,
pregadores, e analistas sociais, mas também de
reconhecidos músicos.
Por
exemplo, o bem conhecido Norueguês concertista-pianista
Kjell Bekkelund, declarou que: "A cultura pop representa
uma básica mentira humana. Porque apresenta o ser humano
sem problemas e restrições, sonhando com novas
conquistas sexuais, carreiras sociais, e aceitação da
sociedade VIP. É culpada da ilimitada degradação da
mulher, considerando-a somente como um objecto sexual. O
objectivo da indústria pop em minha opinião, é que
parece criar indivíduos que não precisam pensar."
A Influência da Música
Leis
naturais governam a química do corpo e mente bem como os
efeitos da música na parte física e mental. Estas leis
têm sido estudadas com experimentos científicos e
cuidadosas observações. Quando se medem os efeitos da
música e o estímulo, pesquisadores procuram por
respostas fisiológicas que provem a contagem do pulso e
resistência eléctrica da pele. É lógico, uma experiência
expontânea da música envolve muito mais do que uma
medida da resposta física. Contudo, é a presença física
do som que influencia nossas reacções.
Muitas
pessoas não prestam atenção às leis da música e ignoram
o impacto que a música tem na sua saúde física, social,
e mental. Hoje a escolha da música é grandemente
determinada pelo gosto pessoal. Esta orientação reflecte
a tendência consumista de nossa sociedade em que muitas
pessoas escolhem para si mesmas sem ponderarem, a
"comida barata" que causa inúmeras desordens
psicológicas e físicas, como a falta de concentração e
inabilidade para aprender principalmente entre as
crianças e jovens estudantes. A mesma falta de
ponderação e senso crítico é encontrada na atitude da
escolha pela música inferior e nociva.
Ondas Sonoras e o Cérebro
Para
entendermos os efeitos da música, temos de estar atentos
quanto aos processos básicos que tomam lugar no ouvido
perante o som da música. As ondas sonoras (vibrações) ao
alcançar o tímpano do ouvido são transformadas em
substâncias químicas e impulsos nervosos que registram
em nossa mente as diferentes qualidades de sons que
estamos ouvindo. O que muitos não sabem é que "as raízes
dos nervos acústicos - o nervo do ouvido - são mais
extensamente distribuídas e possuem mais extensas
ligações do que qualquer outro em todo o corpo...
(devido ao extenso programa de comunicação) dificilmente
haverá uma função do corpo que não seja afetada pela
pulsação e combinação harmónica dos tons musicais." (The
Christian & Rock Music - Um Estudo Bíblico Sobre os
Princípios da Música, pág. 237)
Em Whashington D.C. em
1944 o The Music Research Foundation, um centro de
pesquisas sobre a música fundado pelo governo americano
para tratamento dos veteranos da Segunda Guerra, fiz uma
importante descoberta. Os pesquisadores descobriram que
a música registrada na parte do cérebro que normalmente
é estimulada pelas emoções, passa por cima das áreas
centrais que lidam com a inteligência e a razão. Ira
Altschuler, um dos pesquisadores, explica que "música
que não depende ou não passa pela área central da razão
e que ganha entrada no organismo, pode ainda elevar-se
na forma de tálamo - a área estacionária que reveza
todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez que
este estímulo alcance o tálamo, a área mestre do cérebro
(razão) é automaticamente invadida." (Idem, pág. 238)
O que isto nos diz é
que a "música ataca o sistema nervoso directamente,"
passando a parte central da razão. Estudos têm revelado
que o impacto da música no sistema nervoso e nas
variações emocionais trazidas pelo tálamo directamente
ou indirectamente afectam semelhantes processos
cardíacos como, batida do coração, respiração, pressão
sanguínea, digestão, balanço hormonal, e temperamentos e
atitudes. Isto ajuda-nos a entender o porquê da
implacável batida do rock afectar tão grandemente a
parte física e emocional do ouvinte.
Música e a produção Hormonal
É
muito conhecido o facto de que o sistema endócrino
regula não somente as funções dos órgãos internos, como
o coração e os órgãos respiratórios, mas também as
glândulas endócrinas. Estas glândulas são controladas
pelo tálamo que é de perto conectado com as nossas
emoções. Mary Griffiths, uma psicóloga, explica que "o
hipotálamo controla a excreção (evacuação) da glândula
tiróide, a camada externa da glândula supra renal, e as
glândulas sexuais. Com isto influencia a corrida do
metabolismo... bem como a produção de hormonas
sexuais.... o hipotálamo tem um efeito marcante na
libertação de respostas autónomas consequentes do medo,
raiva, e outras emoções." (Idem)
Ruud aponta para uma
recente pesquisa que prova que a música poderá
influenciar o ciclo mensal da mulher. Um estudo tem
também revelado que foi encontrado um aumento de
hormonas lutenizante (LH) enquanto se ouve música.
Outros estudos indicam que por causa da música o ouvinte
liberta adrenalina e possivelmente outras hormonas, que
também influenciam a resistencia eléctrica da pele do
corpo que, por sinal afectará os governos do corpo e
reacções da pessoa (pág. 239).
Enquanto é verdade que
a resposta do ouvinte possa variar com cada indivíduo,
tornando com isso difícil de generalizar seus efeitos,
resta o facto de que a indústria da música e o mundo dos
negócios sabem como usar a música para assim criar ou
mudar os temperamentos e vender o seu produto.
Os Efeitos do Ritmo
O
cientista russo, Ivan P. Pavlov, conduziu experimentos
sobre os efeitos da música nos cães. Ele publicou os
resultados de sua experiência no começo do século. Sua
pesquisa contribuiu significativamente para desenvolver
o campo do comportamento psicológico na América. Pavlov
conduziu testes de reflexo nas reacções de cães perante
o ritmo. Ele descobriu que quando ele tocava ritmos
rápidos, os seus cães reagiam com excitação; no entanto,
ritmos vagarosos resultava em efeitos calmos nos
cães. Quando exposto aos ritmos sincopáticos, o sistema
nervoso dos cães parecia estar sendo manipulado, e eles
pareciam estar confusos e não sabiam como reagir. Os
ritmos assincrónicos fizeram-nos ficar muito confusos,
desnorteados...
Consonância ou Dissonância ?
Críticos da música rock geralmente apelam aos nocivos
efeitos físicos dos ritmos que passam por cima da letra
e da melodia. Eles explicam que uma boa música deveria
consistir de uma combinação e balanço entre cinco
elementos diferentes:
- Melodia:
Tons, timbres
arranjados para fazerem uma entoação, melodia.
- Cor do Tom:
A qualidade do som
produzido pelo instrumento ou voz.
- Harmonia:
Reunião e de tons em comum.
- Ritmo:
Uma específica divisão
de tempo de uma nota ou sílaba num verso e uma medida de
tempo de uma composição musical.
- Tempo:
A velocidade do ritmo
em que uma canção deve ser tocada ou cantada.
Cada um destes cinco elementos consiste de vibrações
e/ou ciclos de ritmos. Cada nota vibra em uma frequência
específica. Um meio "A" vibra 440 vezes por segundo. A
"cor do tom" é dependente da combinação das vibrações
dos tons secundários inerentes a cada nota. A harmonia
tem a ver com a combinação das notas numa relação
vertical. Intervalos como terceiros, ou sextos parecem
ao que escuta como harmónico ou consonante, comparado
com segundos de sétimos que soam discordantes por causa
da frequente relação entre as notas.
Um perfeito quinto e uma perfeita oitava soa muito
harmónico devido à simples matemática presente em suas
relações. Se misturarmos outras notas de frequências
variadas, outras combinações e qualidades de som
parecerão tanto na direcção da consonância como
dissonantes. Expor-se a uma música com ritmos
"harmónicos" reforça os ciclos do ritmo do corpo humano,
sincronizando mensagens dos nervos, ganhando assim
coordenação, e harmonizando por fim as sensações e
emoções.
Em contraste, expor-se a uma música com ritmos
"desarmónicos" seja de um ponto em 'tensão' causado pela
dissonância ou 'ruído' ou de um balanço não natural de
ritmos mal acentuados, no síncope, poli-ritmos, ou
inapropriado tempo - pode resultar em variadas
mudanças incluindo: uma alteração da batida do coração
em conjunto com a pressão sanguínea; uma excessiva
estimulação de hormonas (especialmente narcóticos ou
endorfinas) causando uma alteração de estado de
consciência de uma mera alegria, liberdade, para um
estado inconsciente; e digestão imprópria.
A
associação do nosso corpo com a música é tão profunda,
que num cérebro quase totalmente
entorpecido/anestesiado, neurologistas não puderam
suprimir a habilidade rítmica. Entorpecendo ambos os
lados do cérebro, ou muitas regiões de uma vez, ainda
deixa o paciente em condições de contar e ritmar com o
pé no tempo certo. Os estudos dos efeitos dos ritmos
"desarmónicos" no corpo humano ajuda-nos a entender
melhor o porquê do forte ritmo da música ligeira (rock)
exercer tanta influência hipnótica nas vidas de tantas
pessoas hoje.
Ritmo Musical e Ritmo Corporal
Música com um forte ritmo causa uma reacção senso-motora
no corpo humano. Van de Wall no seu livro "Music in
Hospitals" explica que: "Vibrações de sons que actuam
através do sistema nervoso dão choques em sequência
rítmica nos músculos, os quais causam contracções e ao
mesmo tempo colocam em movimento os nossos braços, mãos,
pernas e pés. Por causa desta reacção automática
muscular, muitas pessoas fazem alguns movimentos quando
escutam música; para estas ficarem imóveis requeria uma
retenção muscular consciente" (Idem, pág. 242).
Elementos rítmicos estão definidamente presentes no
corpo humano e em outros organismos. Carole Douglis
declara: "Nós somos essencialmente criaturas rítmicas.
Tudo, desde o ciclo das ondas do nosso cérebro às
batidas do coração, nosso ciclo digestivo, ciclo do
sono, tudo trabalha com ritmos. Nós somos uma massa de
ciclos empilhados um em cima do outro, de maneira que
somos organizados tanto para gerar como para responder
ao fenómeno rítmico" (Idem).
Todo o ser humano funciona de acordo com o ritmo do
tempo. Isto está parcialmente relacionado com o ritmo do
coração, que tem entre 60 a 120 batidas por minuto. Um
pulso normal tem entre 70 a 80 batidas por minuto.
Alguns estudos indicam que pessoas parecem funcionar
melhor quando se associam com pessoas que têm um ritmo
"tempo" semelhante. Nós somos inclinados a reagir
desfavoravelmente às pessoas que são muito aceleradas ou
muito vagarosas. (Idem, pág. 243)
Este ritmo ou ciclo pode ser observado em todos os
níveis da organização biológica. Dentro de um organismo,
os processos parecem que não são só acidentais e
controlados por si próprios, mas também auto
amplificados e essenciais para a vida, como as
actividades do cérebro, a batida do coração, e o ciclo
respiratório. Todos estes ritmos importantes para a vida
estão sincronizados com outras actividades e cooperam
harmoniosamente com todas as outras funções do corpo.
Problemas ocorrem quando nos intrometemos nos ciclos e
ritmos do corpo. Isto é um facto bem conhecido na
medicina. Quando o corpo é exposto a muitos e contínuos
estímulos desarmónicos, vários mecanismos de stress
do nosso corpo são postos em estado de alerta. Se
estes mecanismos defensivos são excessivamente
solicitados, a harmonia natural do ritmo biológico é
perturbada. Assim causa desarmonia e pode levar ao
colapso. A menos que o balanço seja restaurado, a
situação de stress pode resultar numa desordem
patológica considerável.
Pesquisadores têm observado uma ligação entre um
distúrbio do ritmo do corpo e semelhantes doenças como,
diabetes, câncer, e indisposição respiratória. Como a
maioria dos mecanismos reguladores são neutros em sua
origem, não é surpresa que muitas alterações patológicas
possam também ocorrer nas estruturas neutras. No caso
das células do cérebro, esta "desordem" pode
manifestar-se não somente no estado físico dos neurónios
mas também na harmonia do seu funcionamento.
Consequentemente, o comportamento do organismo pode se
tornar seriamente afectado. (Idem, pág. 243)
O
pesquisador David A. Noebel diz que o ritmo da música
rock cria uma alta anormalidade de hormonas sexuaisl e
adrenalina e pode causar mudanças nos níveis de açúcar
no sangue e montantes de cálcio no corpo. A partir do
momento que o cérebro recebe alimentação do açúcar do
sangue, a sua função diminui quando o açúcar do sangue é
dirigido para outras partes do corpo para estabilizar o
balanço hormonal. Neste momento quando insuficiente
açúcar do sangue alcança o cérebro, os julgamentos
morais são grandemente afectados ou mesmo completamente
destruídos. Isto é o que acontece quando o ritmo da
música rock muda os níveis de açúcar no sangue do corpo.
(Idem Pág. 243)
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50 Dicas de Ellen G. White Sobre Música |
1. O que diz
EGW sobre a perversão e o emprego correto da música?
"A música,
muitas vezes, é pervertida para servir a fins maus, e assim se
torna uma dos poderes mais sedutores para a tentação.
Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus,
destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a
inspirar e elevar a alma."
(Ed. pág. 166)
2. Mencione 5
dos poderes que a música possui.
"Poder para:
(1) subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para (2)
suscitar pensamentos e (3) despertar simpatia, para (4) promover
a harmonia de ação e (5) banir a tristeza e os maus pensamentos,
os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço." (Ed.
pág. 167)
3. Que tipo de
música deve ser cantado no lar?
"Que haja
cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá
menos palavras de censura e mais de animação, esperança e
alegria." (Ed.,
pág. 167)
4. Que relação
existe entre o canto e a oração como partes do culto?
"Como parte do
culto, o canto é um ato de adoração tanto quanto a oração" (Ed.,
pág. 167)
5. Em que
aspecto é a música um dos mais eficientes meios?
"O canto é um
dos meios mais eficientes para impressionar o coração com
verdades espirituais." (R.H.,
6 de Junho de 1912)
6. O que é
capaz de fazer o cântico quando glorifica a Deus?
"Vi que o
cântico que glorifica a Deus afasta, com freqüência, o
inimigo e que louvar o Senhor o derrotaria e nos daria a
vitória." (Carta
5, 1850)
7. Como Jesus
usava a música?
(1) Para
livrar-Se da tentação. (Ev. pág. 498)
(2) Para saudar
a luz matinal.
(3) Para
alegrar Suas horas de labor.
(4) Para levar
alegria celeste ao cansado e ao abatido. (CBV., pág. 52)
(5) Para
expressar o contentamento que Lhe ia no coração.
(6) Para Louvar
e dar graças a Deus.
(7) Para manter
comunhão com o Céu.
(8) Para animar
os companheiros que se queixavam da fadiga do trabalho.
(9) Para banir
os anjos maus.
"Dir-se-ia que
Seu louvor bania os anjos maus e, como incenso, enchia de
fragrância o lugar em que Se achava. O espírito dos ouvintes era
afastado de seu terreno exílio, para o lar celestial." (DTN.,
pág. 73)
8. Porque que
os Israelitas repetiam o cântico junto ao mar durante suas
viagens?
Para animar os
corações e acender a fé dos viajantes peregrinosAssim,
elevavam-se seus pensamentos acima das provações e dificuldades
do caminho; abrandava-se, acalmava-se aquele espírito inquieto e
turbulento; implantavam-se os princípios da verdade na memória;
e fortalecia-se a fé. A ação combinada ensinava ordem e unidade,
e o povo era levado a um contato mais íntimo com Deus e com
outros." (Ed., pág. 39)
9. Analise o
contraste que há entre o antigo costume e os usos a que muitas
vezes é a música hoje dedicada?
"Fazia-se com
que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os
pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar
na alma devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o
antigo costume, e os usos a que muitas vezes é a música hoje
dedicada! Quantos empregam esse dom para exaltar o "eu", em vez
de usá-lo para glorificar a Deus!"
(PP.
12ª ed., de 1991, pág. 637)
10. O que leva
os incautos a se unirem com os amantes do mundo?
"O amor pela
música leva os incautos a unir-se com os amantes do mundo nas
reuniões de diversões aonde Deus proibiu a seus filhos irem." (Ibid.)
11. Para que
Satanás emprega a música?
Para distrair a
mente do dever e da contemplação das coisas eternasAssim
aquilo que é uma grande bênção quando devidamente usado,
torna-se um dos mais bem sucedidos fatores pelos quais
Satanás distrai a mente, do dever e da contemplação das coisas
eternas." (Ibid.)
12. Qual deve
ser nosso esforço no que diz respeito a nossos cânticos de
louvor?
"... Devemos
esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar
tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais
(Ibid.)
13. O que
ocorre quando cantamos com o espírito e a compreensão?
"Quando seres
humanos cantam com o Espírito e a compreensão, músicos celestes
apreendem os acordes e unem-se no cântico de louvor
(Testimonies, Vol. 9, págs. 143.)
14. Com que
intenção deve-se gastar tempo no cultivo da voz?
"Aquele que nos
tem concedido todos os dons que nos capacitam a ser coobreiros
com Deus, espera que Seus servos cultivem suas vozes, a fim de
que possam falar e cantar de modo que todos compreendam. Não é
necessário um cântico ruidoso, mas entoação clara, pronúncia
correta e expressão vocal distinta. Que haja tempo para o
cultivo da voz de modo que o louvor a Deus possa ser entoado em
tons claros e suaves, não com aspereza e estridência que
ofendem o ouvido."
(Ibid.)
15. Por que é
difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira?
"Mas às vezes é
mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma
ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação.
Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com
deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No
serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso
é coisa excelente no culto do Senhor." (EV.,
pág. 505)
16. O que não é
música? Quais as duas características do bom cântico?
"Pensam alguns
que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem;
barulho, porém, não é música. O bom canto é como a melodia dos
pássaros - dominado e melodioso." (
EV., pág. 510)
17. Qual seria
a característica de solos inadequados?
"Tenho ouvido
em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados
ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os
sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos
anjos." (Ibid.)
18. Que tipo de
cânticos os anjos unem-se a nós em cantar?
"Eles
(os anjos - pois esta nota é continuação da anterior)se
deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom
natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada
claramente, em tom harmonioso, eis os que eles se unem a nós em
cantar. Eles tomam o estribilho entoado de coração com o
Espírito e o entendimento." (EV., págs. 510 e 511)
19. Que tipo de
cântico é preferível para os serviços de adoração a Deus?
O canto
congregacional. "Nem sempre poucos devem tomar parte no
serviço de canto. Tanto quanto possível que toda a congregação
se una em louvor." (Testimonies, vol. 9, pág. 144). "O
canto não deve ser feito apenas por uns poucos. Todos os
presentes devem ser estimulados a tomar parte no serviço de
canto." (EV., pág. 507)
20. Que
critérios devem ser usados na escolha do canto para o culto
divino?`
(1)
Devemos nos esforçar para aproximar-nos o mais possível da
harmonia dos coros celestiais.
(2) Usar
vozes educadas.
(3)
Escolher hinos com música apropriada para a ocasião.
(4)
Melodias alegres, mas solenes.
(5) Voz
modulada, suavizada e dominada.
"A música
forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos
esforçar-nos em nossos cânticos de louvor, por aproximar-nos o
mais possível da harmonia dos coros celeste. Tenho ficado muitas
vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas, elevadas ao máximo
diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum
hino de louvor. Quão impróprias essas vozes agudas, estridentes,
para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos,
ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício.
Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem escolher
hinos com musica apropriada para a ocasião, não notas de
funeral, porém melodias alegres, e todavia solenes. A voz pode e
deve ser modulada, suavizada e dominada." (EV., págs. 507 e
508)
21. Do que Deus
não se agrada (Em termos de música)?
"Vi que
todos devem cantar com o espírito e com o entendimento também.
Deus não se agrada de algaravia e desarmonia (dissonância) .
O correto é sempre mais grato que o errado."
(Testimonies, Vol. 1, pág. 146 ; TS. Vol. 1, pág. 45)
22. Quais os
resultados quando o povo de Deus aproxima-se do canto correto,
harmonioso?
Deus é
glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente
impressionados.
"E quanto
mais perto o povo de Deus puder aproximar-se do canto correto,
harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada,
e os incrédulos favoravelmente impressionados." (Ibid.)
23. Como eram
as músicas executadas na reunião campal de Indiana em 1900
segundo relatado por Testemunhas oculares?
(1)
Acompanhadas por instrumentos musicais tais como: órgão,
contrabaixo, rabecas, flautas, tamborins, cornetas e um grande
surdo.
(2) Muito
altas a ponto de não se poder ouvir a voz da congregação ao
cantarem.
(3) São
musicas dançantes com letra sagrada.
(4) Não
usavam o hinário que os Adventistas da época usavam.
(5) Eram
ritmadas.
24. Como seriam
as músicas imediatamente antes da terminação da Graça? Por que
seria assim?
Com gritos,
tambores e dança. Porque os sentidos dos seres racionais ficarão
confundidos.
"As coisas
que descrevestes como tendo lugar em Indiana o Senhor revelou-me
que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da
graça. Demosntrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com
tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais
ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a
decisões retas." (ME. Vol. 2, pág. 36)
25. A quem
haveriam de atribuir o tipo de música que ocorria antes da
terminação da Graça?
"E isto será
chamado operação do Espírito Santo (Ibid.)
26. Por que
métodos o Espírito Santo nunca Se revela?
"O Espírito
Santo nunca se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de
ruído." (Ibid.)
27. Com que
intenção Satanás criaria tal tipo de música?
"Isto é uma
invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para
anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e
santificante verdade para este tempo." (Ibid.)
28. O que seria
melhor do que usar o tipo de música usada na Campal de 1900?
"É melhor
nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar
instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado
em Janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais.
A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em
sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho
choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente
dirigido, seria uma bênção." (Ibid.)
29. O que
Satanás fará da música?
"Essas
coisas que aconteceram no passado hão de acorrer no futuro.
Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigia."
(ME. Vol. 2. pág. 38)
30. Como não
sermos enganados pelos ardis de Satanás?
Lendo,
estudando e dando ouvidos à Palavra de Deus e aos Testemunhos do
Espírito de Profecia.
"Deus
convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos
Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções
claras e definidas tem sido dadas a fim de todos entenderem."
(Ibid.)
31. Que tipo de
música não se ouviam nas Escolas dos Profetas?
Valsas frívolas
ou canções petulantes.
"A arte da
melodia sagrada era diligentemente cultivada. (na Escola dos
Profetas) Não se ouviam valsas frívolas ou canções petulantes
que elogiassem o homem e desviassem de Deus a atenção;
ouviam-se, porém, sagrados e solenes salmos de louvor ao
Criador, que engrandeciam Seu nome e relatavam Suas obras
maravilhosas." (FEC.pág. 97)
32. Que tipo de
música, e o que havia na espécie de social descrita em CPPE. na
pág. 306?
"Tem havido
em____________uma espécie de reuniões sociais inteiramente
diversas em seu caráter, reuniões de prazer, que tem sido um
opróbrio às nossas instituições e à igreja. Essas reuniões
estimulam o orgulho do vestuário, orgulho da aparência, a
satisfação do próprio eu, a hilaridade e frivolidade. Satanás é
recebido como hóspede de honra e toma posse dos que promovem
essas reuniões.
"A visão de que
um desses grupos me foi apresentada - grupo em que se
achavam reunidas pessoas que professavam crer na verdade. Uma
delas achava-se a um instrumento de música, e cantava canções
que faziam chorar os anjos da guarda; Havia ruidosa alegria,
havia riso vulgar, abundância de entusiasmo e uma espécie de
inspiração; mas a alegria era daquela espécie que unicamente
Satanás é capaz de produzir." (CPPE.
pág. 306)
33. Que tipo de
música se adequam ao gosto dos jovens?
"Foi-me
mostrado que a juventude deve assumir um padrão elevado e fazer
da Palavra de Deus seu conselheiro e sua guia. Solenes
responsabilidades repousam sobre os jovens, às quais consideram
levianamente. A apresentação de música em seus lares em vez de
conduzir à santidade e espiritualidade tem sido um meio para
afastar as mentes da verdade. Canções frívolas e música popular
do dia parecem adequadas ao seu gosto. Os instrumentos de música
tem tomado o tempo que deveria ser devotado à oração."
(Testimonies, vol. 1, págs. 496 e 497)
34. Descreva a
atitude dos anjos diante de um grupo de cristãos que cantam
músicas e canções frívolas?
"As coisas
eternas tem pouco peso para a juventude. Anjos de Deus choram
quando registram palavras e atos de professos cristãos. Adejam
anjos em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos;
ouvem-se sons de música em canto e instrumentos. Cristãos
acham-se reunidos nessa casa; mas que é que ouvis? Um
cântico, uma frívola canção, própria para um salão de baile.
Vede, os puros anjos recolhem para si a luz, e os que se acham
naquela habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos
afastam-se da cena. Tem a tristeza no semblante. Vede como
choram! Isto vi eu repetidas vezes pelas fileiras dos
observadores do sábado, e especialmente em _____________."
(Testimonies vol. 1, pág. 506)
35. O que é
música para muitos professos observadores do sábado?
"A música é
o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do
Sábado. Satanás não faz objeções à música, uma vez que a possa
tornar um caminho de acesso à mente dos jovens (Ibid.)
36. Que tipo de
música não se harmoniza com o gosto de jovens cristãos
professos?
"Jovens
reúnem-se para cantar e, se bem que cristãos professos, desonram
freqüentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a
escolha que fazem da música. A música sagrada não está em
harmonia com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos
positivos ensinos da Palavra de Deus, que haviam sido passados
por alto. No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de
condenar os que não lhes deram ouvidos." (Ibid.)
37. O que
produz as diversões teatrais?
"Entre os
mais perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. Em
vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes
se pretende, é um verdadeiro foco de imoralidade. Hábitos
viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidos e confirmados
por esses entretenimentos. Canções baixas, expressões e atitudes
licenciosos depravam a imaginação e rebaixam a moralidade.
Todo jovem que costuma assistir a essa exibições se
corromperá em seus princípios. Não há em nosso país influência
mais poderosa para envenenar a imaginação, destruir as
impressões religiosas e tirar o gosto pelos prazeres tranqüilos
e as realidades sóbrias da vida, que as diversões teatrais. O
amor a essas cenas aumenta a cada condescendência, assim como o
desejo de bebidas intoxicantes se fortalece com seu uso
(CPPE., pág. 302)
38. Como Balão
conseguiu trazer o desagrado de Deus sobre os Israelitas?
"...Aconselhou
Balaque a proclamar uma festa idólatra em honra a seus deuses, e
persuadiria os israelitas a assistirem-na de modo que se
deleitassem com a música, e então, as mais belas mulheres
midianitas seduziriam os israelitas levando-os a transgredir a
lei de Deus e a se corromperem e também influenciariam a
sacrificar aos ídolos. Este conselho satânico foi muito bem
sucedido."
(Spiritual Gifts, vol. 4, pág. 49)
" Iludidos
pela música e dança, e seduzidos pela beleza das vestais
gentílicas, romperam sua fidelidade com Jeová (PP., pág.
479)
39. EGW. Fala
de música secular aceitável cantada pelos músicos do navio onde
se encontrava. Que características possuíam?
"Por cerca
de uma hora a neblina não se dissipava e o sol não conseguia
penetrá-la. Os músicos (no navio), que deviam desembarcar
naquele local, entretinham os impacientes passageiros com música
bem apresentada e bem selecionada. Ela não feria os sentidos
como na noite anterior, mas era suave e realmente gratificante
aos sentidos porque era harmoniosa." (Carta 6b, págs. 2 e 3
. Escrita ao desembarcar na Nova Zelândia em Fevereiro de 1893)
40. A formação
musical do irmão "S"se adequava mais a quê?
"O irmão S
possui bom conhecimento musical, mas sua formação em música foi
do tipo a adequar-se mais ao palco do que ao solene culto de
Deus (Manuscrito 5, 1874)
41. Qual a
opinião de EGW, sobre os movimentos corporais na música para o
serviço religioso?
"Movimentos
corporais são de pouco proveito. Tudo o que está ligado, de
alguma forma, com o serviço religioso deve ser digno, solene e
impressivo....Pode-se dizer o mesmo do canto. Assumis atitudes
não dignas. Podes todo o volume e potência de voz que podeis.
Abafais os acordes mais suaves e as notas de vozes mais
harmoniosas que a vossa. Esse movimento corporal e a voz alta e
estridente não faz harmonia àquele que ouvem na terra e aos que
ouvem no Céu (Ibid.)
42. Do que Deus
não se agrada em Ministros que professam ser representantes de
culto? Por quê?
"Deus não se
agrada quando ministros que professam ser representantes de
Cristo, representam-No tão mal como se fossem arremessar o corpo
em atitudes de representação, gesticulando de modo indigno e
vulgar, apresentando movimentos grosseiros e reles. Tudo isso
diverte e despertará a curiosidade daqueles que desejam ver
coisas estranhas, empolgantes e bizarras, mas não elevará a
mente e o coração daqueles que as testemunham." (Ibid.)
43. O que não
apresenta o côro dos anjos? Por quê?
"O coro dos
anjos não apresenta notas estridentes e gesticulações. Seu canto
não irrita o ouvido. É suave e melodioso e flui sem o esforço
que eu tenho presenciado. Não é forçado e estridente exigindo
exercícios físicos (Ibid.)
44. Quando há
movimentos grosseiros durante o canto o que ocorre com alguns?
"Alguns não
conseguem reprimir pensamentos não sagrados e sentimentos de
leviandade ao ver os movimentos grosseiros durante o canto." (Ibid.)
45. A exibição
e contorções do corpo, a aparência desagradável da melodia
forçada pareciam tão fora de lugar para onde? O que produziam?
"A exibição
e contorções do corpo, a aparência desagradável da melodia
forçada pareciam tão fora de lugar para a casa de Deus,
tão cômicas, que as solenes impressões produzidas nas mentes
foram removidas. Os pensamentos daqueles que crêem na verdade
não permanecem tão elevados como antes do canto." (Ibid.)
46. Por que foi
muito difícil tratar com o irmão "S "?
"Tem sido
muito difícil lidar com o caso do irmão S.. Ele tem se portado
como uma criança indisciplinada e deseducada. Quando seus atos
são questionados, em vez de tomar a reprovação como uma bênção,
ele deixa que seus sentimentos o julguem melhor, torna-se
desencorajado e não faz nada. Se ele não puder fazer tudo como
quiser, do seu modo, não ajudará de modo nenhum (Ibid.)
47. Qual a
origem da música?
"A música é de
origem celeste. Há grande poder nela." (Ibid.)
48. É
suficiente conhecer os rudimentos do canto? Por quê?
"Não é
suficiente conhecer os rudimentos do canto; porém, aliado ao
conhecimento, deve haver tal ligação com o Céu que anjos possam
cantar através de nós." (Ibid.)
49. O irmão "S"
cantava na igreja mas seu canto em realidade era oferecido a
quem?
"Tendes cantado
mais para os homens do que para Deus
(Ibid.)
50. Qual era o
árduo trabalho do irmão "S"?
"Tem sido um
árduo trabalho para vós superar vossos hábitos naturais e viver
uma vida santa e abnegada." (Ibid.)
Fonte:
http://www.iaec2.br/pessoais/jorgemario/musica/ellenwhite.htm
Citações de Ellen G. White sobre a Música na Igreja
1.
O PROPÓSITO DA MÚSICA - Fazia-se com que a música
servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos
àquilo que é puro, nobre e eficiente, e despertar na alma
devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o antigo
costume, e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada!
Quantos empregam esse dom para exaltar o "eu", em vez de usa-lo
para glorificar a Deus! O amor
pela música leva os incautos a unirem-se com os amantes do mundo
nas reuniões de diversões aonde Deus proibiu a sus filhos irem.
Assim aquilo que é uma grande bênção quando devidamente usado,
torna-se um dos mais bem sucedidos fatores pelos quais Satanás
distrai a mente, do dever e da contemplação das coisas eternas.
A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e
devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos
aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros
celestiais. O devido adestramento da voz é um aspecto importante
da educação, e não deve ser negligenciado. O coração deve sentir
o espírito do cântico, a fim de dar a esse a expressão correta.
– Patriarcas e Profetas, pág. 594
2. "Guinchando" as palavras sagradas de hinos de louvor -
A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto.
Devemos esforçar-nos em nossos cânticos de louvor, por
aproximar-nos o mais possível da harmonia dos coros celestes.
Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não
educadas, elevadas ao máximo
diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum
hino de louvor. Quão impróprio essas vozes agudas, estridentes,
para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos,
ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício.
Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem
escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas
de funeral, porém melodias alegres e todavia solenes. A voz pode
e deve ser modulada, suavizada e dominada. – Sign of the
Times, 22 de junho de 1882 (Evangelismo, pág. 507 e
508)
3. Sem algaravia ou dissonância
– Vi que todos devem cantar com o espírito e com o entendimento
também. Deus não se agrada de
algaravia (confusão de vozes, vozearia, algazarra, berreiro) e
dissonância (sucessão de sons desarmônicos). O correto é sempre
mais grato que o errado. E quanto mais perto o povo de
Deus puder aproximar-se do canto correto, harmonioso, tanto mais
Ele é glorificado, a igreja beneficiada, e os incrédulos
favoravelmente impressionados. – Testemonies, vol. 1,
pág. 146 (1857)
4. Uma balbúrdia de ruídos que confundem os sentidos
– As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana,
o Senhor revelou-me que haviam
de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça.
Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com
tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais
ficarão tão confundidos que não se poderá confiar neles quanto a
decisões retas. E isto será
chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca se
revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruídos. Isto é uma
invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para
anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e
santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter culto
ao Senhor misturado com música do que usar instrumentos musicais
para fazer a obra que, foi-me apresentada em janeiro último,
seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para
este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de
converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e
perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção.
As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o
alarido e barulho, para se ter um carnaval, e isto será chamado
de operação do Espírito Santo. Nenhuma animação deve ser dada a
tal espécie de culto. – Carta 132, 1900 a S. N.
Haskell (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 36 e 37)
4. Música aceitável se não for adequadamente conduzida será uma
armadilha de Satanás
- ...Satanás opera entre algazarra e confusão de tal música, a
qual devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus.
Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.
Essas coisas que aconteceram no
passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço
pela maneira por que é dirigida. Deus convida o Seu povo, que
tem a luz diante de si na Palavra e nos testemunhos, a ler e
considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas
têm sido dadas a fim de todos entenderem. Mas a comichão do
desejo de dar origem a algo de novo dá em resultado doutrinas
estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma
força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua
confiança na verdade que o Senhor lhes dera. – Carta 132,
1900 a S. N. Haskell (Publicada em Mensagens Escolhidas,
vol. 2, pág. 37 e 38)
5.
Como atingir os que estão lá fora? - Há pessoas que estão
prontas para fazer uso de
qualquer coisa estranha, que possam apresentar como surpresa ao
povo... nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de
obter conversões, mas precisamos elevar o pecador corrupto à
alta norma da lei de Deus. Evangelismo, pág. 137
6.
O ritmo - De todos os elementos musicais é o ritmo o que
provoca a mais forte reação física.
Os maiores êxitos de Satanás
são freqüentemente obtidos pelo seu apelo à natureza física.
Demonstrando atilado conhecimento dos perigos que há neste apelo
à juventude, Ellen White afirmou: "Eles têm um ouvido aguçado
para a música, e Satanás sabe qual o órgão excitar, incitar,
absorver e fascina a mente de modo que Cristo não seja desejado.
Desvanecem-se os anseios espirituais da alma por conhecimento
divino, por crescimento em graça." Testemonies, vol. 1
pág. 497. esta é uma forte indicação da maneira pela qual a
música pode ser usada em direta oposição ao plano de Deus. Os
estilos "jazz", "rock" e formas híbridas semelhantes são
notórias em criar reações sensuais nas multidões.
7- É necessário estudar - "Mas elevado do que o sumo
pensamento humano pode atingir, é o ideal de Deus para com os
seus filhos." – Educação, pág. 18. Os que se esforçam por
alcançar este elevado ideal e os que dirigem as apresentações da
juventude acharão orientação através do piedoso estudo da música
com o auxílio do Espírito Santo.
8. O ritmo, segundo a Associação Geral -
"Além do problema do ritmo, há outros fatores que afetam as
qualidades espirituais da música":
Tratamento vocal:
o estilo estridente comum ao
"rock", o estilo insinuante, sentimental, cheio de sopros ao
jeito dos solistas de ‘boate’ e outras distorções da voz humana
devem ser terminantemente evitados.
Tratamento da harmonia
– deve-se evitar música saturada com acordes 7a., 9a.,
11a., e 13a. bem como outras sonoridades
extravagantes. Estes acordes quando usados com restrição,
produzem beleza, mas usados em excesso desviam a atenção do
conteúdo espiritual do texto.
Apresentação pessoal
– não deve ter lugar nas apresentações qualquer coisa que chame
indevidamente a atenção para o cantor ou executante, como
movimento excessivo e afetado do corpo, ou traje inadequado.
Volume do som
– deve-se ter muito cuidado em
evitar excessiva amplificação do som, quer instrumental, quer
vocal. O volume do som deve ser adequado às necessidades
espirituais dos que apresentam a mensagem musical, bem como dos
que a recebem. Deve-se selecionar cuidadosamente os instrumentos
cujo som será amplificado.
Apresentação
– toda apresentação de
música sacra deve ter o objetivo supremo de exaltar a Cristo, em
lugar de exaltar o músico ou promover entretenimento."
Associação Geral – IASD , 1972
9. A Igreja x O mundo-
"A missão da igreja é, não
copiar o mundo em seu estilo de vida ou preferência
musical mas oferecer-lhe um modelo superior de vida e gosto
artístico, que, de algum modo, reflita a vida e a música do
céu." S. J. Schwantes
10.
No passado - Nas fronteiras de Canaã, a um passo da Terra
Prometida, por conselho de Balaão, as prostitutas moabitas
atraíram os filhos de Deus. "Iludidos pela música e a dança, e
seduzidos pela beleza das vestes gentílicas, romperam sua
fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos folguedos e
festins, a condescendência para com o vinho anuviou-lhes os
sentidos, e derrubou as barreiras do domínio próprio. A paixão
teve pleno domínio; e havendo contaminado a consciência pela
depravação, forma persuadidos a curvar-se aos ídolos. Ofereceram
sacrifícios sobre os altares gentílicos e participaram dos mais
degradantes ritos." (Patriarcas e Profetas, pág. 479)
11.
No final do tempo - Aproximando-nos do final do tempo, ao
achar-se o povo de Deus nas fronteiras da Canaã celestial,
Satanás redobrará, como fez
antigamente, os seus esforços para os impedir de entrar na boa
terra. Arma suas ciladas a toda alma." (Idem, pág.
483)
12.
Como se livrar de Satanás e suas tentações -"Aqueles que
não querem ser presa dos ardis de Satanás
devem guardar bem as entradas
da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira
pensamentos impuros." (Patriarcas e Profetas, pág. 486)
13.
Quando Deus hoje observa as tendências da música na Igreja,
pendendo para ritmos e balanços da sensual música fenícia
moderna, solenemente ainda diz:
"Tenho contra ti que toleras Jezabel! Apoc. 2:20".
14.
Em relação a música, em que o mundo difere de nós e
vice-versa? Só na letra das músicas que cantamos? "... A
conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo;
jamais converte o mundo a Cristo" (O Grande Conflito, pág. 512)
15. "Músicas ritmadas e histeria provocada
– Eu assisti à reunião campal em setembro de 1900, que se
realizou em Municie, onde presenciei em primeira mão o
excitamento fanático e as atividades destas pessoas. Havia
numerosos grupos de indivíduos, espalhados pelo acampamento,
ocupados em discutir, e, então, quando os fanáticos conduziram
os serviços em um grande pavilhão, envolveram-se em um alto grau
de excitamento pelo uso de instrumentos musicais tais como:
trompetes, flautas, instrumentos de corda, tamborins, um órgão e
um grande surdo. Eles gritavam
e cantavam suas músicas ritmadas com o auxílio de instrumentos
musicais até que se tornavam realmente histéricos. Muitas vezes,
após essas reuniões matinais, ao se dirigirem para a
tenda-refeitório, eu os vi tremerem completamente como se
tivessem contraído paralisia." – Relatório de Burton Wade
a A L. White, 12 de Janeiro de 1962 – Conselhos sobre Música,
pág. 26-27
16. Quando Satanás toma conta
– tem havido em .... uma espécie de reuniões sociais
inteiramente diversas em seu caráter, reuniões de prazer, que
têm sido um opróbrio às nossas instituições e à Igreja. Essas
reuniões estimulam o orgulho do vestuário, orgulho da aparência,
a satisfação do próprio eu, a hilaridade e frivolidade. Satanás
é recebido como hóspede de honra e toma posse dos que promovem
essas reuniões. A visão de um
desses grupos me foi apresentada – grupo em que se achavam
reunidas pessoas que professam crer na verdade. Uma delas
achava-se a um instrumento de música, e cantava canções que
faziam chorar os anjos da guarda; Havia ruidosa alegria, havia
riso vulgar, abundância de entusiasmo e uma espécie de
inspiração;mas a alegria era daquela espécie que unicamente
Satanás é capaz de produzir. É com entusiasmo e uma
absorção de que os que amam a Seus se envergonharão. Preparam os
que deles participam para pensamentos e ações profanos. Tenho
motivos para pensar que alguns dos que tomaram parte naquela
cena arrependeram-se sinceramente do vergonhoso ato. –
Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 306.
17.
Os jovens tem uma solene responsabilidade - "...Foi-me
mostrado que a juventude deve assumir um padrão elevado e fazer
da Palavra de Deus seu conselheiro e sua guia.
Solenes responsabilidades repousam sobre os jovens, às quais
consideram levianamente. A apresentação de música em seus
lares ao invés de conduzir à santidade e espiritualidade tem
sido um meio para afastar as mentes da verdade. Canções
frívolas e música popular do dia parecem adequadas ao seu gosto.
Os instrumentos de música têm tomado o tempo que deveria ser
devotado à oração (...) Testemonies, vol 1, págs. 496 e
497".
18. O perigo dos entretenimentos mundanos
– não é seguro para os obreiros de Deus tomar parte em diversões
mundanas. Considera-se um dano para os guardadores do sábado
associar-se com o mundo na música. Todavia alguns estão em
terreno perigoso. Desse modo, Satanás leva homens e mulheres a
se extraviarem ganhando o controle do inimigo que não se
suspeita dos seus artifícios, e muitos membros da igreja
tornam-se mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus –
Manuscrito 82, 1900 – Conselhos Sobre Música, pág. 36
19. Não temos tempo para fazermos somente o que nos agrada -
"Não temos tempo agora para gastar em buscar as coisas que
agradam unicamente aos sentidos. É preciso íntimo esquadrinhar
do coração. Necessitamos, com lágrimas e confissão partida de um
coração quebrantado, aproximar-nos mais de Deus; e Ele se
aproximará de nós. – Review and Herald, 14 de novembro de 1899 (Evangelismo,
pág. 510)
20.
"Aparelhamento faustoso, ótimo
canto e música instrumental na igreja não convidam o coro
angelical a cantar também. À vista de Deus estas coisas
são como galhos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas
pretensiosas. Cristo espera frutos, princípios de bondade,
simpatia e amor. Estes são os princípios do céu, e quando se
revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a
esperança da glória, está formado em nós.
Pode uma congregação ser a mais
pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela
possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois o gozo
de Cristo está em sua alma, e esses canto podem eles oferecer
como uma oblação a Deus. – Manuscrito 123, 1899 –
Conselhos sobre Música, pág. 40)
21. "Qualquer coisa excêntrica no canto deprecia a seriedade e
caráter sagrado do serviço religioso.
Movimentos corporais são de pouco proveito.
Tudo o que está ligado, de alguma forma, com o serviço religioso
deve ser digno, solene e impressivo. Deus não se agrada
quando ministros que professam ser representantes de Cristo,
representam-No tão mal como se fossem arremessar o corpo em
atitudes de representação, gesticulando de modo indigno e
vulgar, apresentando movimentos grosseiros e reles. Tudo isso
diverte e despertará a curiosidade daqueles que desejam ver
coisas estranhas, empolgantes e bizarras, mas não elevará a
mente e o coração daqueles que as testemunham.
Pode-se dizer o mesmo do canto.
Assumis atitudes não dignas. Pondes todo o volume e potência de
voz que podeis. Abafais os acordes mais suaves e as notas
de vozes mais harmoniosas que a vossa. Esse
movimento corporal e a voz alta e estridente não faz harmonia
àquele que ouve na Terra e aos que ouvem no Céu. Este canto é".
deficiente e não aceitável a Deus como melodia suave, doce e
perfeita. Não há tais exibições entre os anjos como as que tenho
visto algumas vezes em nossos cultos. O coro dos anjos não
apresenta notas estridentes e gesticulações. Seu canto não
irrita o ouvido. É suave e melodioso e flui sem o esforço que eu
tenho presenciado. Não é forçado e estridente exigindo
exercícios físicos. (...) A exibição e contorções do
corpo, a aparência desagradável da melodia forçada pareciam tão
fora de lugar para a casa de Deus, tão cômicas, que as solenes
impressões produzidas nas mentes foram removidas. Os pensamentos
daqueles que crêem na verdade não permanecem tão elevados como
antes do canto." (Conselhos Sobre Música, págs. 44-45)
22.
Antes de discordar, pense no que vai fazer - "Sempre
houve uma classe que, mostrando-se embora muito piedosos, ao
invés de prosseguir no conhecimento da verdade,
fazem consistir sua religião em
procurar algum defeito de caráter ou erro de fé naqueles com
quem não concordam. Tais pessoas são a mão direita de Satanás."
(O Grande Conflito, pág. 524, quadragésima edição 1990)
23. Para quem ainda tem dúvidas, há um caminho - "Apenas um
caminho há a
seguir, para quantos desejem sinceramente livrar-se das dúvidas.
Em vez de questionar e cavilar
com relação àquilo que não compreendem, atendam à luz que já
resplandece sobre eles, e receberão maior luz. Cumpram todo
dever que já se lhes fez claro à compreensão, e estarão aptos a
compreender e cumprir aqueles sobre os quais estão agora em
dúvida. Satanás pode apresentar uma contrafação tão parecida com
a verdade, que engane aos que estão dispostos a ser enganados,
aos que desejam excluir a abnegação e o sacrifício exigidos pela
verdade; impossível lhe é, porém, reter sob o seu poder uma só
alma que sinceramente deseje conhecer a verdade, custe o que
custar. Cristo é a verdade, e a "luz que alumia a todo o homem
que vem ao mundo." S. João 1:9. O Espírito da verdade foi
enviado para guiar os homens em toda a verdade. E pela
autoridade do filho de Deus se acha declarado: "Buscais, e
encontrareis." "Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela
mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus." S. Mateus 7:7; S.
João 7:17". (O Grande Conflito, pág. 533,
quadragésima edição 1990)
24.
"Satanás está bem ciente de que a mais débil alma que permaneça
em Cristo é mais que suficiente para competir com as hostes das
trevas, e que, caso ele se
revelasse abertamente, seria enfrentado e vencido. (...)
Ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia
ou uma hora que seja. Especialmente devemos rogar ao
Senhor sabedoria para compreender a Sua Palavra." (O Grande
Conflito, pág. 535, quadragésima edição 1990)
25. "A linha de separação entre cristãos professos e ímpios é
agora dificilmente discernida.
Os membros da Igreja amam o que
o mundo ama, e estão prontos para se unirem a ele; e Satanás
está resolvido a uni-los em um só corpo, ....". (O
Grande Conflito, pág. 593, quadragésima edição 1990)
26.
"Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o
homem, em lugar de Deus. Induz
o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de
teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a
fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever.
Então, dominando o espírito desses dirigentes, pode influenciar
as multidões a seu bel-prazer."
(O Grande Conflito, pág. 601, quadragésima edição 1990)
27.
"Apesar de achar-se a Bíblia cheia de advertências contra os
falsos ensinadores, muitos há que estão prontos a confiar ao
clero a guarda de sua alma. Existem hoje milhares de pessoas que
professam ser religiosas, e no entanto não podem dar outra razão
para os pontos de sua fé, a não ser o haverem sido assim
instruídas por seus dirigentes espirituais. Passam pelos ensinos
do Salvador, quase sem os notar,
e depositam implícita confiança
nas palavras dos ministros. São, porém, infalíveis os ministros?
Como poderemos confiar nossa alma à sua guia, a menos que
saibamos pela Palavra de Deus que são portadores de luz?
A falta de coragem moral para sair da trilha batida do mundo,
leva muitos a seguirem as pegadas de homens ilustrados; e, pela
relutância em examinarem por si mesmos, estão-se tornando
desesperançadamente presos nas cadeias do erro. (...) Embora
a razão e a consciência estejam convencidas estas almas iludidas
não ousam pensar diferentemente do ministro; e seu discernimento
individual, os interesses eternos, são sacrificados à
incredulidade, ao orgulho e preconceito de outrem.(...)
a ignorância não é desculpa
para o erro ou pecado,
quando há toda a oportunidade
de conhecer a vontade de Deus. Um homem está a viajar, e chega a
um lugar em que há várias estradas, e uma tabuleta indicando
aonde cada uma delas leva. Se desatende à indicação da tabuleta,
tomando qualquer caminho que lhe pareça direito, poderá ser
muito sincero, mas encontrar-se-á com toda a probabilidade no
caminho errado." (O Grande Conflito, págs.
602-603, quadragésima edição 1990)
28. "Não basta termos boas intenções; não basta fazermos o que
se julga ser direito, ou o que o ministro diz ser correto.
A salvação de nossa alma está em jogo, e
devemos examinar as Escrituras
por nós mesmos. Por mais fortes que possam
ser nossas convicções, por maior confiança que tenhamos de que o
ministro sabe o que é a verdade, não seja este o nosso
fundamento. Temos um mapa dando
todas as indicações do caminho, na jornada em direção ao Céu, e
não devemos estar a conjeturar a respeito de coisa alguma."
(O Grande Conflito, pág. 604, quadragésima edição
1990)
29.
"Um dos motivos por que muitos teólogos não têm compreensão mais
clara da Palavra de Deus é o
cerrarem os olhos às verdades que não desejam praticar. O
compreender a verdade bíblica não depende tanto do vigor do
intelecto posto à pesquisa como da singeleza de propósito, do
fervoroso anelo pela justiça." (O Grande Conflito, pág.
605, quadragésima edição 1990)
30. "O ministro que sacrificara a verdade a fim de alcançar o
favor dos homens, percebe agora o caráter e influência de seus
ensinos.
É evidente que os olhos oniscientes o estiveram acompanhando
enquanto se achava ao púlpito, enquanto andava pelas ruas,
enquanto se confundia com os homens nas várias cenas da vida.
Toda emoção da alma, toda linha escrita, cada palavra
pronunciada, todo ato que levava os homens a descansar em um
refúgio de falsidade, esteve a espalhar sementes; e agora, nas
infelizes e perdidas almas em redor dele, contempla a messe." (O
Grande Conflito, pág. 660, quadragésima edição 1990)
31."Ai
dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do Meu pasto.
...Eis que visitarei sobre vós a maldade de vossas ações."
"Uivai, pastores, e clamai, e rebolai-vos na cinza, principais
do rebanho, porque já se cumpriram os vossos dias para serdes
mortos. .... E não haverá fugida para os pastores, nem
salvamento para os principais do rebanho."
Jeremias 23: 1 e 2; 25: 34 e 35.
32.
"O povo vê que foi iludido. Um
acusa ao outro de o ter levado à destruição; todos, porém, se
unem em acumular suas mais amargas condenações contra os
ministros. Pastores infiéis profetizaram coisas agradáveis
(...)."(O Grande Conflito, pág. 661, quadragésima edição
1990)
OBS. As citações de O Grande Conflito estão nos capítulos
intitulados: "Os Ardis de Satanás", "O Maior Perigo para o Lar e
a Vida" e "Nossa Única Salvaguarda"
E lembrem-se irmãos, em toda a história de Bíblia, não se
encontra um só momento em que a maioria estava com a razão. Não
é de parar para pensar?
Compilação de: Nereida Rodrigues, pianista da
Igreja Central Salvador
|
Por Que o Adventista Não Pode Cantar e Dançar Como Davi? |
Horrorizamo-nos com a idéia de sacrificar criancinhas sobre os
braços de ferro em brasa de algum deus cananita como Moloque, ou
em altares a Baal, mas não nos horrorizamos em abandonar nossas
crianças diante de TVs, FMs, e sofisticados "sons" para
apreciarem fantásticos "shows" de música diabólica,
desenvolvendo nelas desde cedo um gosto que as excluirá da vida
e da música celestes. Enchemos nossas discotecas de discos,
fitas e vídeos de música popular, religiosa ou não, cujo gosto
as levará ao fogo da destruição. - Dario Araújo
"A crise que o povo de Deus atravessa tem múltiplos aspectos. O
estado laodiceano resulta da falta de interesse no ponto de
vista de Deus. A queixa divina no passado era: "O Meu povo não
entende" (Isa.1:3). O entendimento, a compreensão, porém, eram
deficientes não porque Deus não houvesse esclarecido, mas porque
o povo não se interessou em aceitar a luz. De tanto rejeitar a
luz divina, o discernimento humano se obscureceu.
Hoje não é diferente. Em tempo algum da História o povo de Deus
teve mais luz sobre todos os aspectos da vida como atualmente.
Esta luz (I TS, 488) Deus concede porque nunca os perigos que
ameaçam a Igreja foram tão grandes. Se somos demasiado carnais
para bem discernir tudo (I Cor. 2 :14, 15), a culpa não é de
Deus por não ter esclarecido, mas nossa por estarmos mais
inclinados a prosseguir seguindo nossas próprias idéias, nosso
próprio apetite e nosso gosto pervertido, sem levar em
consideração o que Deus diz.
Especificamente no aspecto da música que os adventistas estão
praticando, usando e criando dá-se o mesmo.
A situação em certas igrejas e lares se tem tornado tão grave
que alguém que ainda tenha discernimento sente-se incapaz de
adorar a Deus e receber benefícios espirituais pela péssima
qualidade de música praticada, ou seja, música "Popular
Religiosa" como se fosse "Sacra". Embora, às vezes, seja
apresentada com o nome de Sacra Contemporânea, Música Jovem,
Música Moderna, etc., etc., na realidade não passa de música
popular que serve apenas para reviver a interpretação dos ídolos
da música popular dentro da igreja, sem cogitar no que Deus
pensa sobre o assunto.
Mesmo tendo já a Organização Superior do Movimento Adventista
tomado sua posição de acordo com os princípios divinos das
Escrituras e do Espírito de Profecia, ainda há os que se
esforçam para produzir, traduzir, praticar, divulgar e explorar
a música popular religiosa. Poucas pessoas que são responsáveis
pela música nas Igrejas, nos Colégios e Seminários Teológicos
têm tido a coragem de tomar posição firme ao lado da música
correta, praticada com discernimento. O resultado é o avanço
audacioso e pretensioso de tudo o que destrói a boa música
verdadeiramente sacra" (todo este trecho introdutório foi
extraído do Prefácio que fizemos ao Música na Igreja –
Torres).
É bem verdade que quem quer que assuma a posição de firmeza
pelos princípios poderá ser ridicularizado, ou considerado como
sendo da "linha dura", "lei seca", "quadrado", "cafona",
"superado", etc. Mas uma coisa é manter a linha correta e outra
coisa é não ter linha nenhuma. É preferível examinar a linha que
Deus propõe na Bíblia, nos escritos de E. G. White e no
Manual da Igreja. Isto é o que faremos.
Quando Lúcifer foi criado, conforme lemos em Ez. 28:12-19, além
de uma preciosíssima cobertura de pedras coloridas e rutilantes
engastadas em ouro, foi ele dotado de capacidade musical, pois
tinha "em si seus tambores e pífaros". Som e ritmo,
harmoniosamente combinados, capacitavam-no a ser o dirigente do
coral celeste (Espírito de Profecia, págs. 28 e 29).
O fato de ele ser "perfeito em sabedoria e formosura", ou como
diz na Bíblia Viva, "Você era absolutamente perfeito em beleza e
sabedoria", indica que a música que ele compunha e ensaiava co o
coral dos anjos era perfeitamente bela, perfeita na forma ou
estrutura musical, perfeita na maneira de interpretar, perfeita
em alcançar o objetivos de adoração e auto realização segundo os
padrões divinos.
Infelizmente nós não somos perfeitos para fazer tudo isto Temos,
porém, a certeza de que dentro de pouco tempo poderemos fazê-la
no céu, se estivermos com nosso gosto devidamente preparado Para
Satanás não há mais esta esperança após sua queda, pois dele
Deus diz: "Nunca mais serás para sempre". A música que Satanás
agora inspira perecerá com ele, mas a perfeita será eterna.
Evidentemente Adão e Eva aprenderam a cantar com o anjos no
Jardim, como já mencionamos anteriormente. O cunho da perfeição
repousava sobre seus cânticos até que o pecado pôs fim esta
perfeição. Compete-nos agora, porém, procurar tornar nosso
cânticos tão perfeitos que se aproximem das harmonias angelicais
(PP 637).
Outro lance musical da Bíblia a que queremos chamar atenção é o
do povo de Israel cantando seu júbilo de gratidão a Deus pela
espetacular libertação no Mar Vermelho. Tão importante foi esta
criação musical que em Apoc. 15:3 ela reaparece num cenário e
ambiente totalmente diverso, ao lado do "Cântico do Cordeiro". A
primeira conclusão a que se chega é a de que Moisés era poeta e
músico de muitos recursos. Tinha formação e instrução musicais.
Inspirado, podia agora produzir uma obra de arte imortal, eterna
(PP, 261).
O capítulo 15 de Êxodo prossegue relatando o canto e a dança de
Míriam com seu tamborim e das mulheres que a seguiam. Este
costume perdurou ainda durante muitos séculos entre os hebreus.
Com isto, querem hoje alguns justificar a dança social mista,
como fazem certas denominações religiosas após o culto. Não há
termo de comparação entre as duas porque "a primeira tendia à
lembrança de Deus, e exaltava Seu santo nome. A última é um
ardil de Satanás para fazer os homens se esquecerem de Deus e O
desonrarem" (PP, 760). Outros querem também justificar o uso de
pandeiros e baterias, palmas e gritos, danças e rolação como
manifestação de júbilo religioso na igreja.
Pensemos, porém, no seguinte: Onde Míriam aprendeu este costume?
De quem o aprendeu? Era esta a melhor maneira de alegrar-se
perante Jeová e louvá-Lo? Foi dentro de um recinto, santuário ou
igreja?
Tanto Moisés como Míriam estavam familiarizados com a corte
egípcia, seus rituais religiosos e suas festas. Na ocasião ela
fez o que sabia: o costume egípcio.
Às vezes pensamos no povo de Israel saindo do Egito (quem sabe
mais de 3 milhões), como o "povo de Deus", todos gente "fina",
asseada e educada. Puro engano! Eram imensa massa humana,
heterogênea, ignorante, sem cultura, práticos em fazer tijolos e
lidar com barro (quem já fez tijolos à maneira antiga sabe),
grosseiros, sujos e sem higiene, a ponto de Deus ter de
estabelecer por lei para eles o que os gatos fazem por instinto
ao enterrarem suas próprias fezes (Deut. 23:13, 14 ). Moisés
tinha que ensinar praticamente tudo a estes que vinham de longa
escravidão. Não é de se admirar que fosse o homem mais manso da
terra...
Ao pé do Monte Sinai eles também dançaram, embebedaram-se,
comeram e folgaram, despiram-se e se corromperam numa festa ao
Senhor. Deus tolerou e aceitou a primeira dança junto ao mar,
pois não conheciam coisa melhor, mas não deu para tolerar a
segunda. O Egito ainda estava no coração deles.
Nada disto havia na inauguração do templo de Salomão, pois a luz
sobre a maneira de adorar a Jeová era diferente. A Bíblia é
clara em mostrar que a luz divina é comunicada gradativamente.
Davi ainda dançou; Salomão já não dançou mais. É claro, pois ele
nunca estivera como seu pai pelas cavernas, fugitivo,
desterrado, caçado durante anos. O júbilo de Davi é
compreensível. Se hoje, porém, um adventista fosse dançando pela
rua ao se dirigir para a igreja, se não estivesse embriagado,
recomendar-lhe-íamos um exame psiquiátrico e internamento.
O primeiro canto de Moisés foi ao som de pandeiros. O segundo
será ao som das harpas de Deus, e ninguém notará a ausência dos
pandeiros nem deles sentirá falta!
A descrição bíblica feita da festa inaugural do templo
construído por Salomão é impressionante. Nada era improvisado
como o cântico junto ao Mar Vermelho; ao contrário, tudo
planejado, estudado, ensaiado e executado por pessoas
especializadas.
"Os levitas cantares,...vestidos de linho fino, com címbalos e
com alaúdes, e com harpas, estavam em pé para o oriente do
altar; e com eles cento e vinte sacerdotes, que tocavam as
trombetas uniformemente, e cantavam para fazer ouvir uma só voz,
bendizendo e louvando ao Senhor; e levantando eles a voz com
trombetas, e címbalos, e outros instrumentos músicos,...a glória
do Senhor encheu a casa de Deus" (II Crôn. 5:12-14).
"Aqui está um ideal para todos os coristas e músicos de todos os
tempos: que ao ser ouvida a sua música, a glória do Senhor encha
a casa" (Helen G. Grauman - "Música em Minha Bíblia" CPB, pág.
931).
Imaginemos um grande Templo Adventista com órgão de tubos,
orquestra sinfônica, coral, congregação, cantando com o espírito
e o entendimento antífonas de música genuinamente sacra...
Que antegozo da eternidade...! Ainda assim haveria os que
preferissem ouvir alguém de poucos recursos vocais, quase
engolindo o microfone, arrebentando os tímpanos da congregação
ao som de um "play back" de sintetizador, guitarras e baterias
com ritmos"modernos"!
Nas fronteiras de Canaã, a um passo da Terra Prometida, por
conselho de Balaão, as prostitutas moabitas atraíram os filhos
de Deus.
"Iludidos pela música e a dança, e seduzidos pela beleza das
vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová.
Unindo-se-lhes nos folguedos e festins, a condescendência para
com o vinho anuviou-lhes os sentidos, e derrubou as barreiras do
domínio próprio. A paixão teve pleno domínio; e, havendo
contaminado a consciência pela depravação, foram persuadidos a
curvar-se aos ídolos. Ofereceram sacrifícios sobre os altares
gentílicos e participaram dos mais degradantes iitos" (PP, 479).
E tudo começou com o tipo de música. Pior que a irmã White
prossegue na pág. 483:
"Aproximando-nos do final do tempo, ao achar-se o povo de Deus
nas fronteiras da Canaã celestial, Satanás redobrará, como fez
antigamente, os seus esforços para os impedir de entrar na boa
terra. Arma suas ciladas a toda alma".
E mais adiante, à pág. 486, ela diz:
"Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem
guardar bem as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir
aquilo que sugira pensamentos impuros", inclusive música
popular, que é o começo do processo.
Os séculos se arrastaram e o povo de Israel continuou em seus
altos e baixos. Antes do cativeiro, porém, Satanás preparou
outro assalto. Desta vez na Fenícia. As prostitutas usavam a
música para atrair e seduzir os homens. Em Tiro elas "levavam
uma harpa quando andavam pelas ruas. Isaías compara Tiro a uma
tal mulher. A música era usada por essas mulheres como um dos
poderosos meios de sedução. Nestas palavras o profeta compara
Tiro durante os setenta anos de esquecimento prestes a vir, como
uma prostituta:
'Tiro será como a canção de uma prostituta.
Toma a harpa, rodeia a cidade,
Ó prostituta entregue ao esquecimento:
Toca bem, canta e repete a ária
Para que haja memória de ti!' Isa. 23:15, 16" (Música em
Minha Bíblia, pág. 111).
Lembremo-nos também de que o rei de Tiro foi o símbolo que Deus
encontrou para representar a queda de Lúcifer no Céu, como já
vimos (Ez. 28).
As cantoras fenícias, chamadas "dançarinas", tornaram-se as
preferidas até no Egito, pois "em muitos túmulos dos antigos
egípcios encontramos representações de moças dançando em festas
particulares ao som de vários instrumentos, de maneira
semelhante às modernas 'ghawazee' (dançarinas) ; no entanto,
mais licenciosas, com uma ou mais destas dançarinas
apresentando-se em estado de completa nudez, embora na presença
de homens e mulheres de alta posição".
Carl Engel, Music of the Most Ancient Nations, págs.
258 e 259 (citado em "Música em Minha Bíblia", pág. 111).
Por isso o profeta Ezequiel já profetizara: "Eu farei cessar o
arruído das tuas cantigas e o som de tuas harpas não se ouvirá
mais" (Ez. 26:13).
As coisas, porém, se complicaram quando se viraram para o lado
de Israel. Houve uma princesa fenícia que foi trazida para ser
rainha em Israel, pois Acabe a buscou para ser sua esposa.
Não nos precisamos demorar. Conhecemos a história de Jezabel.
Estabeleceu centenas de profetas da idolatria e alimentava-os
oficialmente. Notadamente Deus Se queixava de que Seu povo O
abandonara e seguira a Baal. Jezabel fez que a sensual música
das dançarinas fenícias enfeitiçasse os israelitas; no confronto
com Elias no Carmelo, após seu culto agitado de música, danças e
retalhações, os profetas foram finalmente massacrados. Jezabel
quis matar a Elias mas não conseguiu. Mandou matar de maneira
pérfida e vergonhosa um homem honesto chamado Nabote para dar
sua propriedade como presente ao rei fantoche. Quando Jeú chegou
para acabar com a família real, ela ainda foi capaz de se pintar
em volta dos olhos como uma prostituta para tentar seduzi-lo. Da
janela elevada ela foi precipitada e esborrachou-se no chão. Os
cães a devoraram.
Jezabel e o culto a Baal provocaram as maiores reações de Deus.
Com o correr dos anos a influência de tal música continuou na
vida dos israelitas. Não tardou para que o gosto por este tipo
de música estivesse desenvolvido e, como passo natural seguinte,
passaram a misturar a música do Templo, da adoração com esta
música profana. Deus não podia tolerar um culto agitado,
estimulado por música agitada e danças que abriam as portas à
prostituição sagrada e oficializada. Quando Deus ouviu no Seu
próprio culto os sagrados e solenes salmos desvirtuados e
misturados com a sensual música fenícia, como moldura musical
para sacrifícios formalísticos, mandou da pequena vila de Tecoa
o profeta Amós sacudir Israel com a vibrante mensagem que lemos
no cap. 5:23 "Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos porque
não ouvirei as melodias dos teus instrumentos". A Bíblia Viva
parafraseia assim:
"Acabem com esse barulho das suas canções; eles são um barulho
que incomoda meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais
belas que sejam".
Quando Deus hoje observa as tendências da música na Igreja,
pendendo para ritmos e balanços da sensual música fenícia
moderna, solenemente ainda diz: "Tenho contra ti que toleras
Jezabel" Apoc. 2:20. Por mais que vocês gostem da mistura do
sacro com o profano, por mais discos, fitas e "play-backs" que
vocês gravem, por mais que vocês explorem essa música popular
religiosa e montem negócios de milhões, por mais que vocês
apreciem embriagar-se com ela, seja na língua que for, por mais
"bacana" e "legal" que vocês achem que ela seja, não a ouvirei."
Tirem estas coisas daqui"! João 2:16 (Bíblia Viva). - Dario
Pires de Araújo. Texto extraído do livro Música,
Adventismo e Eternidade, págs. 32-38.
Três Visões da Sra. White Sobre Música
Há pessoas que
não entendem facilmente linguagem simbólica, como "os frutos da
oferta de Caim", "o fogo estranho de Nadabe e Abiú", nem
linguagem indireta e branda, repassada de eufemismos. Deus sabe
que existem mentes assim. De forma que, para que estas pessoas
também sejam despertadas, Ele envia Seus mensageiros com
linguagem direta, vibrante, clara, e, às vezes, contundente para
salvar a todos, ou pelo menos o maior número possível. Mostra o
perigo em forma de visões a Seus profetas e estes as transmitem
para benefício da Igreja.
1ª Visão
Comecemos com a
visão publicada no livro Mensagens aos Jovens, págs. 295
e 296, extraída de Testimonies, vol. 1, pág. 506.
"Adejam anjos
em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos;
ouvem-se sons de música em canto e instrumentos. Cristãos
acham-se reunidos nessa casa; mas que é que ouvis? Um cântico,
uma frívola canção, própria para o salão de baile. Vede os puros
anjos recolhem para si a luz, e os que se acham naquela
habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos afastam-se da
cena. Têm a tristeza no semblante. Vede como choram!
"Isto vi eu
repetidamente pelas fileiras dos observadores do sábado, e
especialmente em ____________. A música têm ocupado as horas que
deviam ser devotadas à oração. A música é o ídolo adorado por
muitos professos cristãos observadores do sábado. Satanás não
faz objeções à música, uma vez que a possa tornar um caminho de
acesso à mente dos jovens. Tudo quanto desviar a mente de Deus,
e empregar o tempo que devia ser votado a Seu serviço, serve a
fins do inimigo. Ele opera através dos meios que mais forte
influência exerçam para manter o maior número possível numa
aprazível absorção (agradável enfatuação), enquanto se acham
paralisados por seu poder. Quando empregada para bons fins, a
música é uma bênção; mas é muitas vezes usada como um dos mais
atrativos instrumentos de Satanás para enredar almas. Quando mal
empregada, leva os não consagrados ao orgulho, à vaidade, à
estultícia. Quando se lhe permite tomar o lugar
da
devoção e da prece, é uma terrível maldição. Jovens reúnem-se
para cantar e, se bem que cristãos professos, desonram
freqüentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a
escolha que fazem da música. A música sacra não está em harmonia
com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos positivos
ensinos da Palavra de Deus, que haviam sido passados por alto.
No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os
que lhes não deram ouvidos."
A expressão:
"Isto vi eu repetidamente pelas fileiras dos observadores do
sábado" mostra a insistência de Deus em chamar a atenção dos
Adventistas do 7º Dia para o perigo que os jovens correm. Este
perigo é enorme, pois no vol. II dos Testemunhos, pág.
144 ela pergunta:
"Como posso eu
suportar a idéia de que a maioria da juventude nesta época vai
perder a vida eterna? Qh, se o som dos instrumentos de música
cessasse, e os jovens não esbanjassem tanto seu precioso tempo
em agradar suas próprias fantasias e caprichos." E os
testemunhos são para a Igreja.
Além de
deduzirmos que a maioria da juventude adventista neste tempo vai
perder a vida eterna, podemos também saber que a causa disto
está relacionada com música. Estes instrumentos de música não
podem ser os que ela recomenda que sejam usados na igreja, nos
cultos e reuniões campais habilmente tocados (Test. lV,
págs. 62, 71; vol. IX, págs. 143 e 144). Devem ser instrumentos
e músicas dos quais ela mesma escreve em Test. vol. 1,
pág. 497:
"A introdução
da música em seus lares, em vez de estimular para a santidade e
espiritualidade, tem sido o meio para distrair suas mentes da
verdade. As canções frívolas e as músicas populares de hoje
parecem agradar seus corações."
As expressões
"canções frívolas" e "músicas populares de hoje" revelam o tipo
de instrumentos e de música, numa época em que o "jazz" começava
a se generalizar.
Também podemos
saber que, quando no lar dos adventistas soa música popular,
terão que ouvi-la sozinhos, pois os anjos de Deus se retiram
dali com lágrimas. E pior ainda, essa música "é o ídolo adorado
por muitos professos cristãos observadores do sábado".
Depois de
termos esclarecido em capítulo anterior os
efeitos
físicos e psicológicos da música através do tálamo,
compreendemos melhor como Satanás pode usar a música popular
como meio, ou canal de acesso para o controle da mente. Enquanto
as pessoas ficam numa "aprazível absorção," agradável
enfatuação, acham-se "paralisadas por seu poder." Não é de se
estranhar a debilidade espiritual da juventude.
É
importantíssimo notar que Satanás sabe de todos estes efeitos
que a música tem sobre o indivíduo. Por isso é que a irmã White,
em Test. vol. 1, pág. 496, se refere às mentes dos jovens
cheias de tolices e insensatez, e continua: "Possuíam ouvido
afinado para a música, e Satanás sabia que órgão excitar para
estimular, controlar e fascinar a mente, de tal maneira que
Cristo não fosse desejado". Como Deus é bom em revelar de
antemão todas estas coisas, mesmo antes das descobertas
científicas! Só não vê quem não quer!
Este estado
laodiceano é sintoma de gosto pervertido e discernimento cegado.
"A música sacra não está em harmonia com seus gostos."
Se lhes for
permitido, trarão música a seu gosto para dentro da igreja sem
perceber a profanação que levam a efeito. Pode até ser que
alguns dos que estão à plataforma, bem como da congregação, no
final da apresentação digam "amém", quando os anjos e a presença
de Deus já se foram há muito...
Por que trazer
música popular religiosa para os lares e para as igrejas?
Se Deus for a
fonte da música popular, será culpado de a maioria da juventude
se perder. A música sacra e a popular não podem ter a mesma
origem. Música sacra é instrumento de salvação; música popular é
a causa de a maioria da juventude adventista se perder, se
persistir neste tempo no erro, pois "no juízo todas essas
palavras da Inspiração hão de condenar os que lhes não deram
ouvidos."
2ª Visão
A segunda visão
que analisaremos está publicada em Mensagens Escolhidas,
vol. II, págs. 36-38.
"As coisas que
descrevestes como tendo lugar em Indiana, o Senhor revelou-me
que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da
graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com
tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais
ficarão
tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões
retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo."
"O Espírito
Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia e
ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus
engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera,
elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo.
É melhor
nunca ter o culto misturado com música do que usar instrumentos
músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro
último, seria introduzida em nossas reuniões campais.
"A verdade para
este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de
converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e
perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção.
As forças das agências satânicas misturam-se com o alarido e
barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do
Espírito Santo"...
"Nenhuma
animação deve ser dada a tal espécie de culto. A mesma espécie
de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844.
Os homens ficaram excitados, e eram trabalhados por um poder que
pensavam ser o poder de Deus"...
"Não entrarei
em toda a penosa história; é demasiado. Mas em janeiro último o
Senhor mostrou-me que seriam introduzidos em nossas reuniões
campais teorias e métodos errôneos, e que a história do passado
se repetiria. Senti-me grandemente aflita. Fui instruída a dizer
que, nessas demonstrações, acham-se presentes demônios em forma
de homens, trabalhando com todo o engenho que Satanás pode
empregar para tornar a verdade desagradável às pessoas sensatas;
que o inimigo estava procurando arranjar as coisas de maneira
que as reuniões campais, que têm sido o meio de levar a verdade
da terceira mensagem angélica perante as multidões, venha a
perder sua força e influência"...
"O Espírito
Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de
sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera
entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual,
devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele
torna seu efeito qual venenoso aguilhão de serpente."
"Essas coisas
que aconteceram no passado hão de acontecer no futuro. Satanás
fará da música um laço pela maneira por
que é
dirigida. Deus convida a Seu povo, que tem a luz diante de si na
Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos.
Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos
entenderem. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo de
novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a
influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem
firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes
dera".
Escatologia é o
estudo dos acontecimentos finais da História Universal. Esta
visão se refere a este tempo pois diz: "imediatamente antes da
terminação da graça", e todo adventista sabe o que siginifica
"fechar-se a porta da graça". As expressões "nossas reuniões
campais", e "tal espécie de culto" deixa bem claro que são as
grandes concentrações e os cultos da Igreja Adventista do 7º Dia
hoje, repetindo algo que aconteceu na época do surgimento da
Igreja, aliás, uma "penosa história".
Outra verdade
que ressalta é que perante Deus é melhor um culto sem música, do
que tê-lo com música que não presta.
É
bastante forte a expressão: "para ter um carnaval", quando se
trata de confusão entre "operação do Espírito Santo" e "forças
das agências satânicas" no alarido e barulho, com tambores,
música e dança (note-se que naquele tempo ainda não se usava o
termo "bateria"), confusão de ruídos e multidão de sons, uma
verdadeira "algazarra".
É nesta
"tal música" que Satanás opera e nada tem que ver com o Espírito
Santo.
Deus quer que a
mensagem do terceiro anjo "se destaque em pureza (pág. 37).
Voltaremos ao assunto para esclarecer o que é hino puro, mas o
que está errado e condenável nesta apresentação não é o hino, e
sim a maneira de como é conduzido. Se a maneira de executar
fosse o próprio hino, "seria um louvor e glória a Deus", mas
como precisava haver um "arranjo novo", "moderno", com "gosto de
juventude" (transviada), torna-se um "laço", uma armadilha do
inimigo. Dizer que esta estratégia satânica é evangelística, ou
que se trata de diferenças culturais é pura ignorância ou
racionalização. Dizer-se que o panorama das nossas apresentações
de conjuntos e amplificadores ainda não chegou a ser exatamente
o que a visão revelou é querer esquecer que o processo leva para
lá.
"O Senhor
mostrou-me que... a história do passado se
repetiria", e "hão de ocorrer no futuro" são expressões que
explicam bem a razão de termos começado este livro da maneira
como o fizemos.
Esta "comichão
do desejo de dar origem a algo de novo" nunca deu coisa boa em
música sacra porque, para os caçadores de novidades, o Espírito
Santo já é velho e ultrapassado por ter inspirado alguém há 50,
100 ou 200 anos.
"Instruções
claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem",
isentando a Deus da responsabilidade e dos resultados da
insistência de Laodicéia em usar música popular religiosa nos
Congressos J.A., Festivais, Concentrações e reuniões da Igreja.
Há pessoas que
estão apreensivas, orando em favor dos nossos grandes e pequenos
evangelistas, a fim de que entendam que "a conformidade aos
costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o
mundo a Cristo" (O Grande Conflito, pág. 512); e isto
inclui os costumes mundanos no cantar.
Podemos estar
certos e seguros de que quanto mais música "rockenta", sacudida,
"relinchante" (como dizia o Prof. Ritter), popularizada à moda
do mundo, loucamente amplificada em nossas reuniões, mais se
aproxima o encerramento da graça.
3ª Visão
Por fim
analisaremos a visão publicada em Testemunhos Seletos,
vol. 1, pág. 45, dentro do capítulo "Sê Zeloso e Arrepende-te",
o apelo especifico para a sétima igreja, ou seja, o povo
remanescente.
Entre outros
assuntos, aparece o ideal para nossa música sacra, na descrição
da Serva do Senhor.
"Vi que todos
devem cantar com o Espírito e com o entendimento também. Deus
não se agrada de algaravia e desarmonia. O certo é-Lhe sempre
mais aprazível que o errado. E quanto mais perto puder chegar o
povo de Deus do canto correto, harmonioso, tanto mais será Ele
glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos impressionados
favoravelmente".
"Foi-me
mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti-me arrebatada
ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da
visão, o canto aqui me soou muito áspero e dissonante. Vi grupos
de anjos que se achavam dispostos em quadrado, tendo cada um uma
harpa de ouro. Na extremidade inferior dela havia um dispositivo
para
virar, afinar e fixar a harpa, ou mudar os tons. Seus dedos não
corriam pelas cordas descuidosamente, mas faziam vibrar
diferentes cordas para produzir diferentes acordes. Há um anjo
que dirige sempre, o qual toca primeiro a harpa a fim de dar o
tom, depois todos se juntam na majestosa e perfeita música do
Céu. Ela é indescritível.
É
melodia celestial, enquanto cada semblante reflete a imagem de
Jesus, irradiando glória indizível."
Esta mesma
música ela descreve em Testimonies, vol. 1, pág. 181, nos
seguintes termos:
"Disse o anjo:
'Escutai!' Logo ouvi uma voz que soou como se fossem muitos
instrumentos musicais, todos em perfeita afinação, doce e
harmoniosa. Esta sobrepujou qualquer música que eu tinha ouvido.
Pareceu ser tão cheia de misericórdia, compaixão, elevação e
alegria santa, que fez estremecer todo o meu ser."
Ao ler estas
descrições, fica-se com vontade de chorar. Chorar de alegria
porque logo poderemos estar desfrutando de tal beleza; de
tristeza porque Laodicéia parece que está tão longe do ideal, e
pior que isto, fazendo força para se distanciar do "canto
correto, harmonioso".
"Cantar com o
espírito e o entendimento" não é só pensar nas palavras, mas
também com um tipo de música ou canto que o Espírito Santo possa
tornar aceitável diante de Deus por Seus gemidos inexprimíveis
(Rom. 8:26,27), ou, poderíamos dizer, "cânticos inexprimíveis".
De acordo com a luz que temos, fazendo o nosso melhor, ainda
assim nossas vozes de lata e de taquara rachada estão demasiado
longe da perfeição e santidade aceitáveis.
É
necessária a "tradução" do Espírito e mais a intercessão de
Cristo para que Deus possa ouvir e aceitar.
Quando nesta
descrição aparecem os termos "melodia celestial, divina",
"harmonioso", "ordem", em oposição aos termos "áspero e
dissonante", o assunto está tocando nos fundamentos da arte
musical. Lá no céu a música é arte que combina os sons de
maneira ordenada nos elementos básicos de melodia, harmonia,
ritmo e forma musical. A "harmonia dissonante", que explora sem
resolução os intervalos de 7ª, 9a, etc., como a arte moderna o
faz, e como se faz nas músicas de boate, é estranha à música do
Céu. Nada adianta a qualquer músico hoje insistir em que sua
formação seja de modernismo
harmônico dissonante; diante da música do Céu não é formação, e
sim, deformação. O assunto é
tão
claro que, para não se chegar a tais conclusões, é preciso ser
mal intencionado.
Outro ponto
importante é que os instrumentos e vozes são afinados. "Perfeita
afinação" por um diapasão básico, dado por quem dirige, tudo
torna a música celeste mais familiar com o que tentamos praticar
na Terra.
A música
celeste "é indescritível". Podemos, pois, esperar que nada no
mundo, atualmente, se lhe iguale. Entretanto deve haver um tipo
de composição aqui que, mesmo de longe se pareça mais com ela.
Fiquei, certa
vez, muito curioso quando soube que a irmã White mantinha sempre
à vista, num porta-retrato, uma gravura do perfil de Jesus que,
segundo sua impressão, era o mais parecido semblante que ela
havia visto ao Jesus de suas visões. Quando vi um diapositivo
deste quadrinho, fiquei deslumbrado. Achei-o belíssimo. Pena que
em matéria de música, ou porque não tinha muito conhecimento da
literatura musical do mundo, ou por alguma outra razão, ela não
tenha dito que gostava de certa música porque a fazia lembrar um
pouco, de longe, a música do Céu. Se ela tivesse feito isto, eu
faria uma seleção musical de todas as peças ou hinos que existem
no mesmo estilo, na mesma construção, que produzissem efeito
semelhante, e passaria a ouvi-las constantemente para já ir
afinando meu gosto com a música angélica. Mas parece que a
intenção divina também não era essa. Parece que Deus confia na
capacidade do ser humano de compreender Suas orientações, e
espera que mostre boa vontade e interesse para isso.
Enfim, o
aprimoramento musical dos adventistas é um processo que está
ligado ao reflexo da "imagem de Jesus". Quanto mais semelhante
formos a Ele, mais semelhante será nossa música à celeste. Nosso
gosto pela verdadeira música sacra aumentará, e as músicas
nocivas à nossa espiritualidade desaparecerão. -- Dario Pires de
Araújo. Texto extraído do livro Música, Adventismo e
Eternidade, págs. 48-55.
Biblioteca Particular Marcelo Carvalho Julho 2006 |