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Pastor Marcelo Augusto de Carvalho

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               Teologia Musical

 
 

 A Teologia da Música Adventista

A controvérsia sobre o uso de música pop nos cultos religiosos é fundamentalmente teológica, devido ao fato de que a música é como um prisma de cristal através do qual brilham as verdades eternas de Deus. A música divide essa luz em um espectro de muitas verdades formosas. Os hinos cantados e os instrumentos tocados no templo expressam o que a igreja crê a respeito de Deus, Sua natureza e revelação para nossa vida presente e futura.

A música define a natureza da experiência da adoração ao revelar a maneira e o objeto de culto. Quando a música está orientada para o gosto pessoal, então, a adoração reflete nosso posicionamento cultural, como povo, sobre Deus. A tendência hedonista de nossa idiossincrasia se percebe no incremento popular de diversas formas de música rock utilizadas na igreja, apenas porque proporcionam cômoda satisfação pessoal.

Muitos cristãos se queixam de que os hinos tradicionais da igreja estão mortos, posto que já não lhes atraem. Pelo contrário, a música religiosa contemporânea, como o rock, brinda-lhes com essa "faísca" - uma sensação prazenteira. Entretanto, aqueles que suplicam por música eclesiástica que ofereça satisfação pessoal, ignoram que isso implica procurar uma estimulação física egocêntrica em vez de uma celebração espiritual teocêntrica das atividades criativas e redentivas da divindade.

O crescente número do Igrejas cristãs, em geral, bem como adventistas do sétimo dia, em particular, que estão adotando novos estilos de adoração onde se incluem diversos estilos de música rock, sofrem de uma condição que poderia diagnosticar-se como um "empobrecimento teológico". A principal característica de dita condição é a eleição de música sobre a base do gosto pessoal e as tendências culturais, em vez de cimentar-se em claras convicções teológicas.

A ênfase em muitas canções religiosas sobre o "a mim", "meu" e "eu", reflete a teologia egocêntrica que prevalece em nosso tempo. Do mesmo modo, reflete-se nas letras que contêm só vagas e escuras referências aos assuntos espirituais.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia toma sua inspiração para elaborar sua música de três principais doutrinas: 1) o sábado; 2) o sacrifício expiatório do Jesus e seu ministério no Santuário celestial; e 3) a certeza e iminência do retorno do Senhor. Tais crenças nos ajudam a definir a natureza da adoração e da música adventista.

Infelizmente, o constante debate sobre o uso da música pop na adoração adventista ignora notavelmente as pressuposições teológicas que deveriam prevalecer na experiência cúltica dos crentes adventistas. Alguns líderes adventistas em assuntos de adoração, são pressionados a adotar música pop nos serviços de culto, estritamente sobre a base do gosto pessoal e das considerações culturais. Não obstante, o estilo da música e a adoração da Igreja Adventista do Sétimo Dia não se pode cimentar unicamente em gostos subjetivos nem tendências populares. A missão profética e a mensagem da igreja deve refletir-se em seu estilo de música e adoração.

O estilo da música e adoração da maioria das Igrejas adventistas está apoiado em uma aceitação acrítica da forma de adorar de outras denominações cristãs. Em seu livro And Worship Him, Norval Peace, meu antigo professor de adoração na Universidade Andrews, declarou: "Somos adventistas, e devemos nos aproximar da adoração como adventistas. Um serviço de culto que supre as necessidades de metodistas, episcopais ou presbiterianos deveria ser insatisfatório para nós".1

A resposta à renovação da adoração adventista não se encontra na adoção de música rock religiosa, mas, sim, em um reexame da forma em que nossas crenças adventistas distintivas devem impactar as diversas partes do serviço eclesiástico, incluindo a música. Um empreendimento tão ambicioso está além dos limites deste artigo, o qual se enfoca principalmente nos aspectos musicais do serviço de adoração.

O sábado oferece razões para adorar

Das três principais doutrinas que identificam à Igreja Adventista do Sétimo Dia, osábado ocupa um lugar único, pois provê a base da verdadeira adoração a Deus. Essa base se localiza nas três verdades fundamentais que o sábado contém e proclama, ou seja, que o Senhor nos criou perfeitamente, que nos redimiu completamente, e que nos restaurará ao final do tempo.

Adorar significa reconhecer e elogiar a dignidade de Deus. Seria o Senhor digno de louvor se não tivesse criado originalmente este mundo e suas criaturas de maneira perfeita? O serviço de adoração sabático é uma ocasião para celebrar e regozijar-se na magnitude das ações divinas: sua maravilhosa criação, sua bem-sucedida redenção da humanidade, suas multiformes manifestações de amor e amparo. Estes são temas essenciais que devessem inspirar a composição e a entonação de hinos de louvor ao Senhor.

A celebração da bondade e a misericórdia divina constitui a base para toda música e culto devotado ao Senhor em qualquer dia da semana. Entretanto, no sábado, a música e a experiência da adoração alcançam a máxima expressão, já que o dia provê tanto o tempo como as razões para celebrar com gratidão e alegria o amor criador e redentor de Deus.

Um antídoto para a adoração falsa

A missão da igreja neste tempo, como aparece efetivamente na mensagem dos três anjos de Apocalipse, é promover a verdadeira adoração do "que fez o céu e a terra, o mar e as fontes das águas" (Apoc. 14:7). O sábado é um dos meios mais eficazes para promover a restauração da verdadeira adoração, posto que chama às pessoas a adorar a Aquele que em seis dias "fez o céu, a terra e o mar, e tudo o que contêm" (Êxodo 20:11).

Como um santuário no tempo, o sábado desafia os crentes a respeitar a diferença entre o sagrado e o secular, não unicamente no tempo, mas também em tais áreas como a música e a adoração. Acima de tudo, a música e a adoração constituem um importante aspecto da observância do sábado.

A diferença entre o sagrado e o secular, que está inserida no quarto mandamento, é estranha para aqueles cristãos que consideram seu dia do Senhor como um dia festivo em vez de um dia santo. A mescla de atividades sagradas com seculares facilita a fusão de música sagrada com secular no serviço de adoração. O fator que contribui mais é a perda do sentido do sagrado -uma perda que afeta muitas aspectos da vida do cristão contemporâneo.

A adoção de versões modificadas de música rock na adoração é um sintoma de um problema maior, ou seja, a perda do sentido do sagrado em nossa sociedade. O processo de secularização, o qual alcançou novas alturas na atualidade, empanou gradualmente a diferença entre o sagrado e o secular, o reto e o errôneo, o bom e o mau.

O  sábado desafia os crentes a fechar a porta à pressão humanista do relativismo cultural, ao lhes recordar que a diferença entre o sagrado e o secular se estende a todas as facetas da vida cristã, incluindo a música e a adoração na igreja. Utilizar música secular para o serviço da igreja em sábado é tratar ao dia santo como um dia secular, e à igreja como um lugar secular. Finalmente, não se oferece uma adoração verdadeira a Deus, posto que um culto genuíno implica reconhecer os limites entre o que é sagrado para o serviço do Senhor e o que é secular para o uso pessoal.

A música no contexto do Santuário celestial

Para muitas Igrejas cristãs, o culto se centra no que Jesus já cumpriu no passado através de sua vida perfeita, sua morte expiatória e sua gloriosa ressurreição. Em contraste, a adoração adventista do sétimo dia se centra não somente nestes acontecimentos redentivos passados de nosso Salvador, mas também em seu ministério presente no Santuário celestial e em sua futura vinda para consumar sua redenção. Portanto, estas três dimensões do ministério de Jesus Cristo - passado, presente e futuro - estão implícitas na adoração adventista.

É notório que as três doutrinas adventistas distintivas - o sábado, o Santuário e a segunda vinda - compartilham um comum denominador, ou seja, a reunião com o Senhor. No sábado nos reunimos com o invisível Senhor em tempo. No Santuário celestial nos encontramos pela fé com o Salvador ministrando em um lugar. Quando Jesus vier. nos reuniremos com o Senhor visível  no espaço.

Encontrar-se com o Senhor em tempo, em seu dia sábado, em um lugar, em seu Santuário, e em espaço, em seu glorioso dia, devem constituir os pontos focais da adoração adventista. Quando os adventistas se reúnem para adorar, seu desejo deve se encontrar com o Senhor. Pela fé devem desejar estar diante de Deus, não somente na cruz do Calvário, onde ele pagou a pena de seus pecados, mas também no trono celestial, onde ministra em seu favor.

Do mesmo modo, a música e a adoração na igreja devem receber sua inspiração daquela que se pratica no Santuário celestial, devido ao fato de que ambos estão unidos pelo culto ao mesmo Criador e Redentor. Que desafio para a igreja dos últimos dias permitir que a glória e a majestade da adoração celestial resplandeça através de sua música, suas orações e seu pregação!

Quando os raios da majestade e a glória do Salvador ressuscitado e Supremo Sacerdote celestial chegarem através da música e a adoração na igreja, então, não haverá necessidade de incursionar pelo rock ou "aeróbica cristã" para reavivar o culto. A visão da glória e majestade de Deus provê todos os ingredientes dramáticos que os crentes poderiam desejar para uma experiência emocionante de adoração.

No livro de Apocalipse, é-nos descrita uma visão do Santuário celestial. Alguns eruditos contaram seis, sete ou até onze coros ao longo deste livro profético. Entretanto, o número exato de hinos e coros em Apocalipse não é tão relevante como seu testemunho da importância da música na adoração escatológica ao Senhor no Santuário celestial. Os três principais coros que participam da adoração celestial são: (1) os vinte e quatro anciãos (Apoc. 4:10-11; 5:8-9; 11:16-18; 19:4); (2) a incontável multidão de anjos e redimidos (Apoc. 5:11-12; 7:9-12; 14:2-3; 19:1-3, 6-8); e (3) a companhia que inclui a toda criatura no céu e a terra (Apoc. 5:13).

Um estudo cuidadoso de vários hinos do Apocalipse revela que apesar de todas as referências ao sofrimento do povo de Deus, o livro poderia provar ser uma das composições mais felizes jamais escritas. A música vitoriosa do Apocalipse está inspirada, não pelo tamborilar hipnótico dos instrumentos de percussão, mas sim pela maravilhosa revelação das ações redentivas do Senhor para com seu povo. Enquanto os adoradores no Santuário celestial têm o privilégio de contemplar a maneira providencial como Jesus, o Cordeiro imolado, resgatou a pessoas de diversas nações, cantam com uma grande emoção uma doxologia em louvor à divindade.

Encarregados da adoração, que, às vezes, estão ávidos por introduzir tambores, violões elétricos e ritmos agitados para lhe dar um "clima roqueiro" à música na igreja, deveriam notar que tanto no Templo de Jerusalém como no Santuário celestial não se permitiam instrumentos de percussão. O único instrumento usado pelos coros celestiais é um conjunto de harpas (Apoc. 5:8; 14:2). A razão, conforme a explica Thomas Seel, é que "...o timbre distintivo da harpa se mescla harmoniosamente na adoração com as vozes coletivas dos adoradores. Deve-se notar que o apoio instrumental não suplanta a importância das palavras do texto nem contém uma mescla de diferentes instrumentos. O conjunto de instrumentos contém um tipo singular de instrumentos (a harpa) que se harmoniza com a voz." 2

A diferença entre música sagrada e secular que aparece no Santuário celestial também era evidente no Templo de Jerusalém. Só um grupo seleto de levitas formava o coro do Templo. Eles tocavam só quatro instrumentos em momentos específicos durante o serviço: trombetas, címbalos, liras e harpas (1 Crônicas 15:16; 16:5-6). Dos quatro, só os últimos dois, a lira e as harpas (ambos instrumentos de cordas que se harmonizam com as vozes humanas), eram usados para acompanhar os cantos.

As trombetas eram utilizadas só para dar alguns acordes, como quando a congregação se prostrava, ou quando o coro deveria cantar durante a apresentação das oferendas acesas (2 Crônicas 29:27-29). Os címbalos se usavam para anunciar o início de uma canção ou de uma nova estrofe. Ao contrário do que às vezes se crê, estes instrumentos não eram utilizados para conduzir a música dando ritmo aos hinos. A razão é que a música do antigo Israel, como mostrou Anthony Sendrey, carecia de compasso regular e estrutura métrica.

Quem acredita que a Bíblia lhes dá permissão para tocar qualquer instrumento e música na igreja, ignoram que a música no Templo não se apoiava no gosto pessoal ou nas preferências culturais. Isto é evidente devido a outros instrumentos, como os tamborins, a flauta e o órgão, um tipo de flauta, que não eram permitidos no Templo, dada sua associação com o entretenimento secular. 

Não obstante, é importante mencionar que não há nada moralmente mau com o uso de instrumentos como o tamborim ou a flauta. A razão por que eram excluídos da orquestra do Templo era devido ao fato de que se usavam geralmente para o entretenimento. Essa exclusão se estendia à participação das mulheres no ministério da música do Santuário, posto que sua música consistia principalmente em danças com tamborins - uma música que não era adequada para a adoração.

A música era controlada rigidamente na adoração do Templo para assegurar que estivesse em harmonia com a santidade do lugar. Portanto, é possível tomar quatro lições quanto à música sobre o modelo do Templo de Jerusalém assim como o Santuário celestial. 

Primeiro, a música na igreja deveria respeitar e refletir a santidade do lugar de adoração. Isto significa que os instrumentos de percussão e a música de entretenimento que estimula às pessoas fisicamente devem ser banidos da igreja.

Segundo, a música tanto dos Santuários terrestre como celestial nos ensina que os acompanhamentos musicais devem usar-se para ajudar à resposta vocal ao Senhor e não afogar o canto. Isto significa que uma música rítmica e ruidosa que enfatiza o som sobre a letra é inapropriada para adorar.

Terceiro, a música na igreja devesse expressar o deleite e o gozo de estar na presença de Deus. Além disso, deve existir equilíbrio entre a parte emocional e intelectual da vida na religião e a adoração. "A expressão musical na adoração deve ter um aspecto emocional e intelectual devido a que assim é a natureza do homem, a natureza da música e a natureza da religião. Em seu melhor momento, a música deve demonstrar sua unidade entre vida-religião-música na adoração através de uma aproximação à composição bem proporcionado, raciocinado e sentimental." 3

Quarto, a música na igreja deveria ser reverente, de acordo com a natureza sagrada da adoração.

A música e a segunda vinda do Jesus

A crença no iminente retorno de Cristo é a principal motivação da adoração e o estilo de vida adventista. Ser um cristão adventista significa, primeiro de tudo, viver com o olhar posto no glorioso dia da vinda do Senhor. O anterior significa observar nossa vida presente como uma peregrinação para uma terra melhor.

A espera da breve volta do Jesus lhe confere  uma especial textura à música e a adoração adventista. Através do culto, derrubamos a barreira do tempo e o espaço, de modo que experimentamos uma "amostra grátis" das bênçãos da futura adoração celestial que nos aguarda quando Cristo venha.

A adoração com os crentes nos capacita para esquecer temporalmente as realidades desagradáveis da vida presente, além disso, permite-nos nos apropriar das bênçãos do mundo vindouro.

A música na igreja desempenha um papel vital no fortalecimento e na nutrição da esperança na vinda do Jesus. Através dos cantos, os crentes ensaiam para o dia no que verão e falarão com Cristo cara a cara. Por isso, a gloriosa visão da volta do Senhor inspirou a composição de muitos hinos que enriqueceram o culto dos fiéis ao longo dos séculos. De modo que hoje, os adventistas necessitam novos cantos que atraiam às gerações jovens, as quais foram cativadas pelos sons movidos, rítmicos, ruidosos e eletronicamente amplificados da música rock.

Atualmente, nosso desafio é ajudar a uma geração impregnada de rock e outros ritmos a a capturar a visão do glorioso dia quando poderão ser capazes de experimentar a emoção áudio-visual maior que se imaginaram - a aparição da Rocha da eternidade! A banda de anjos que o acompanhará produzirá tal estrondo que este planeta jamais escutou. O esplendor de Sua presença e as vibrações dos sons de sua voz serão tão poderosos que acabarão com os incrédulos e trarão uma nova vida aos crentes.

Um evento tão glorioso pode entusiasmar a imaginação dos músicos para compor novos louvores A. Aragón Glez

Referências:

1. Norval Peace. And Worship Him. Nashville, TN. 1967. pág. 8; 

2. Thomas Allen Seel. A Theology of Music for Worship Derived from the Book of Revelation. Metuchen, N.J. 1995. pág. 84; 

3. Calvin M. Johansson. Music and Ministry: a Biblical Counterpoint. Peabody, MA. 1986. pág. 67-68.

Música: Sacra ou Profana?

Antes de falar sobre um determinado assunto, é necessário saber sobre ele e não ser apenas um curioso. Uma experiência simplesmente prática também não dá muito fundamento para se falar acertadamente sobre determinado assunto. Para se praticar medicina por exemplo: No início dos séculos como não havia escolas, praticava-se por certos conhecimentos rudimentares e as vezes controvertidos. Com o passar dos anos foram criadas instituições para regulamentar a profissão e ter conhecimentos comprovados e se falar com certeza sobre assuntos relacionados ao corpo humano.

Desde que se conhece humanidade, existe música. Música que começou no Céu. Música se entende por uma ordenação lógica ou supostamente lógica de sons - como esses sons se movimentam com certo andamento. Música dos pássaros, animais e de todas as criaturas feitas pelo Criador. A voz do homem não pode ser considerada música por não ter sons ordenados - definidos. Logo após a queda, o homem começou a notar que poderia produzir sons a partir madeiras furadas ou qualquer outro material que viesse a consegui-los. Ai criaram-se vários instrumentos que serviriam para marcar tempos ou produzir sons.

Um som quando é produzido não soa sozinho. Vamos entender isso. Imagina que sopres numa flauta um som qualquer. Que seja um som grave. Junto com esse som grave soará vários sons em conjunto, que as vezes podemos ouvir ou não. Vai depender do material do instrumento e quanto mais grave mais audíveis esses sons se tornarão. Chamamos isso de série harmônica.

Hoje sabemos que quando tocamos um som, soa a sua oitava, quinta, quarta, terça, segunda, etc. Com base neste termos cada povo, cada cultura, vez sua própria escala, instrumentos. A escala que mais se ouve em todas as civilizações é a escala pentatônica. Primeiro vamos entender o que é uma escala: É uma sucessão de sons, ordenados do grave para o agudo - todos provenientes da série harmônica - O primeiros homens aprenderam isso intuitivamente. Construíram instrumentos e fizeram suas composições baseados nisso. Como o ritmo já lhe é nato, pois para andar precisamos ter ritmo, nosso coração tem seu modo de andar; somos naturalmente ritmados.

Ele também descobriu que podia também tocas sons simultaneamente e que cada combinação tinha uma característica própria. Essas combinações de sons expressavam situações ou sentimentos. Ele passou a verificar que as distancias melódicas - uma nota depois da outra - também expressavam várias situações ou sentimentos. Verificou-se, também, que as várias combinações rítmicas expressavam situações ou emoções. O homem com o passar do tempo foi construindo suas escalas e suas base rítmicas e harmônicas de acordo com o que ele queria construir.

Com todo o material citado acima temos todos o ingredientes para construirmos o que quisermos em termos musicais. Suponhamos que eu queira expressar uma floresta. Primeiro observo o barulho do vento - quais ritmos e sons expressam - ouço o cantar dos pássaros - quais ritmos e sons expressam. Bom com todo esse material em mãos. Preciso antes de mais nada, saber muito bem o que cada instrumento musical expressa, saber harmonização, contraponto e estruturação musical, etc. Aí vou procurar ao máximo reproduzir essa floresta.

Temos algo parecido como as quatros estações de Antônio Vivaldi, quadro de uma exposição de Mussorguisky, etc. Suponhamos que agora eu queira produzir uma música que expressasse a vida de boêmia, mulheres, vinho e nada para fazer. Escolheria os intervalos musicais suspensivos, de Sexta menor e maior, sétimas, quartas aumentados e diminutos, etc.; a rítmica bem sincopada, deslocamentos dos tempos, a harmonia com acordes suspensivos de sétima e nona sem resolução. Esta aí, então, uma musica totalmente lânguida feita para boêmios.

E então? Se agora eu quiser fazer uma música para Deus?

Cada música que é composta tem uma finalidade específica. A sua cara. O que ela quer mostrar. O que se quer fazer sentir. Dizer como pessoas devem proceder - comer, falar, vestir, etc. - Não digo a música em si, mas o que resultou desta construção.

O maior problema de hoje é que pessoas que só aprenderam a construir casas de madeiras, queiram construir Catedrais. Pessoas que vieram do mundo, como eu, que aprenderam por quase toda vida, somente a ouvir construções do mundo, construir coisas para o mundo. Quando aceitamos a Deus, nossa vida não muda toda de uma vez. É uma mudança diária, conversão diária de nossos hábitos que herdamos do mundo: quer seja comer, beber, ouvir, etc.. Suponhamos que seja uma pessoa do mundo, que passei grande parte da minha vida ouvindo música sertaneja e caipira. Todas as minhas percepções musicais estão voltadas para tal construção. E como, ainda, não ajustei meu viver - gosto, roupa, ações, etc. - é lógico que o que me agradaria seria ouvir músicas com estruturas sertanejas e caipiras na Igreja ou musicas com influências nas suas estruturas que me lembrassem tais.

Levando-se em consideração que a grande maioria - mais de noventa por cento - das pessoas que trabalham com música nas Igreja ou em quaisquer instituições religiosas; conseguiram tais aptidões por simples repetição. Um determinado cristão que hoje é cantor de tal igreja, pode ser muito famoso ou não, apenasmente aprendeu a cantar e a formar seu gosto musical ouvindo tal cantor ou tal grupo. Teve em alguns casos aulas de canto. Estudou alguns rudimentos da música. Mais nada muito profundo. Hoje se acha grande cantor, formador de opinião, grande músico. A ponto de opinar os grandes conceitos da música. Sem, no entanto, ter profundos conhecimentos sobre o assunto. Levando em consideração que sua grande maioria, membro das igreja, são totalmente leigos no assunto. Então....Isto é um fato.

Se tais pessoas não tem sólidos conhecimentos, como podem dizer se isto ou aquilo é sacro ou profano! O maior problema da música num contexto geral, é que sua grande maioria aprendeu por simples repetição. Vejam o caso de Leandro e Leonardo, Sandy e Júnior, cantores e instrumentistas de Igrejas, em sua grande maioria global. Aprenderam pelo ouvir e repetir. Estas coisas não fazem de pessoas músicos. São muitos fatores que determinam um músico: Ouvir, repetir, pesquisar, estudos nesta área, e tudo mais correlacionados com música como um todo. Hoje, como antigamente, para ser músico é necessário somente ler um pouco de partitura, arranjar um professor de instrumento e pronto. Esta formado o músico !!?

Retornando a parte de como se constrói músicas. Para ser um bom construtor de casas, é necessário primeiramente saber interpretar uma planta, saber dispor tijolos, fazer alicerce, etc. Sabendo-se que cada construtor tem uma especialidade: pequenas casas, mansões, prédios, castelos, etc.. Do mesmo modo para se construir ou fazer música é necessário saber e ,não apenas repetir, suas matérias básicas de construções e a função de cada componente desempenha .

Bastaria um pouco disso para derrubarmos um bando de teorias sem o menor sentido, que pessoas formulam sobre música. Além do mais, que cada acorde, cada célula rítmica, cada instrumento, cada intervalo, cada frase, e suas várias combinações. Desempenham um papel importantíssimo nesta construção. Existem pessoas que foram criadoras do samba, da bossa nova, da valsa. E todos eles sabem que para se fazer valsa, por exemplo, é necessário saber sua estrutura.

Um construtor de casas populares não saberá fazer um arranha-céu, pelo fato de não possuir conhecimentos para tanto. Somente a partir de conhecimentos teóricos práticos é que poderá construir um arranha-céu. Assim como, como pode alguém que toda a sua vida, tocou e ouviu bossa nova ou até mesmo compôs, fazer música para Deus ? Primeiro não será necessário, conhecer a Deus, e toda complexidade da estruturação musical? Saber o que mais Lhe agrada? Se o louvor é para Deus, alguém já Lhe perguntou o que o Senhor gostaria de ouvir ? Pois o louvor não é para Ele, A quem mais deveríamos perguntar!? Ao pastor? Ao ancião? ou ao membro? Deus é quem dever dizer o que Ele gostaria de ouvir e não nós. Tenho que com certeza que não será bossa nova, ou samba, ou rock, ou outra música mundana qualquer, pois estas não foram feitas para Deus, se não foram feitas para Ele, para que oferecermos coisas imundas à Ele. Porventura aceitara isso de nossas mãos?

Não precisamos ir muito longe para fazermos música para Deus. Ler a sua palavra, jejuar, falar com Ele, Ter um comprometimento com sua causa, amar a Ele acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Eis os subsídios textuais para um composição para Deus. Não precisamos tomar nada emprestado do diabo, influências do rock, samba, ou qualquer outra coisa que foi inspirada por ele. Se temos sinceramente Deus em nossos corações, Ele nos mostrará o caminho. A nossa parte precisa ser feita antes, como falei anteriormente, saber os materiais de se construir músicas e suas funções e expressões.

Usando a escrita eu posso expressar dizendo: Eu amo você - dentro de certo contexto - que a pessoa entenderá o que eu quero dizer ou expressar. Na música é a mesma coisa. Se quero dizer que o dia está tenso e estou muito nervoso - usarei acordes, motivos, ritmos, instrumentação e demais ornamentos que expresse tal situação -. E quando executar tal música saberão que se trata de tal situação. Daí podemos concluir que a música fala por si só.

Quando se constrói uma estrutura, ela fala por si só. Um murro construído será sempre um muro, independente dos seus adornos: grande muralha da China, ou o muro de nossas casas. Quando se cantar música sertaneja, todos saberão que é música sertaneja, independente da letra que se ponha, quer seja secular ou sacra. A música vai desempenhar a função para a qual foi construída: dança, diversão, bailes, etc..

Qualquer um que conheça profundamente música e suas estruturações, mais focado para a área de composição, poderá compor o que bem lhe aprouver. Se conhecer a vida boêmia, poderá compor canções boêmias, se alguém lhe encomendar um peça fúnebre a comporá, se para um baile de máscaras também (antes de mais nada ele precisa se dar conta dos faltos que fazem este ambiente ser o que é). Se este compositor ( que não conhece a Deus) falar com alguém que conheça a Deus, e lhe explique quem é Deus, e como Deus funciona, etc., fará uma composição próxima de Deus.

Digo mais, se conhecer Deus em sua vida prática, sendo batizado com o Espírito Santo, comprometido com a causa de Deus, amando a Deus acima de todas coisas e demais atributos de um cristão. - Deus dá sabedoria aos que os pedem - O que não fará então !! Com certeza a sua música será o mais perto do nosso Senhor e Salvador: Jesus Cristo.

Não quis ser bastante técnico, para que o texto pudesse ser entendido por todos.

Martinho Lutero, Bach, assim como vários compositores, pegaram trechos de várias canções populares ou seculares e fizeram músicas para Deus. Nem sempre uma estrutura musical de origem profana ou secular desagrada a Deus. Tudo tem haver com sua estrutura, ou seja, de como a música foi construída. Pelo fato de uma música ser cantada por camponeses, ou num salão de dança a torna assim. Tudo tem haver com o que ela tem a dizer, música.

Não devemos esquecer que a música teve suas origens nos Céus. Foi satanás quem degradou tudo, mudou tudo para os seus propósitos. As maiores artimanhas dele para esses últimos dias é: misturar tudo, profano com letra religiosa. - Vale a pena salientar que os próprios satanistas, usam o hinário, música para Deus com letras de adoração ao diabo. Para não termos a compreensão do que estamos oferecendo à Deus, podemos oferecer uma coisa e no entanto ser outra. Estamos de um lado homenageando à Deus e o diabo ao mesmo tempo ser saber ou sabendo. Não podemos adorar a dois deuses. Temos que escolher um lado.

Também podemos concluir que o determina se uma música é sacra ou popular, não é a sua aceitação por determinado pastor, ancião ou comissão; com o passar do tempo ou não. Pois alguns dizem que tal música que a igreja repudiava, agora se canta no recinto da igreja. Não é o tempo que santifica a música ou sua letra. E sim o que ele tem a dizer sobre Deus em termos gerais ou reais.

Mas, o que realmente vem a ser música sacar !? Perguntem a Deus, que ele com certeza vos responderá. Aqui como simples mortais, caminhando para a imortalidade, podemos ver com que através de vultos, os sons celestiais.

O Deus de graça e paz, através de Seu Filho, nos conceda a visão para podermos enxergar o que Ele deseja de nós. Graça e paz para todos. -- F. S. Crispim - Bacharel em Canto - Universidade de Brasília.

  

O Primeiro Culto dos Remidos no Céu
(Dando asas à imaginação sobre um sonho tão sonhado)

Mário Jorge Lima

Não é errado sonhar. E nem tentar imaginar aquilo que tanto queremos. Gosto muito de deixar a imaginação fluir e construir um cenário hipotético do que  seria o primeiro culto dos remidos na cidade santa. Ainda que possa parecer presunçoso, eu me imagino lá, presente, pela graça, tão somente pela graça de Deus.

Muito provavelmente, é um dia de Sábado. Ao redor do trono, diante do nosso maravilhoso Deus, com vestes brancas, todos nós salvos, os 144.000, a grande multidão de remidos, homens, mulheres e crianças, pessoas de todas as épocas, justificados pela graça, santificados pelo Espírito, glorificados pelo poder do Pai. Estamos circundados pelos exércitos de anjos celestes, em total reverência, com alegria sem fim no coração. Em nosso pobre planeta lá embaixo, o mal ainda não terá sido extinto, estamos iniciando o milênio de glória, mas já estamos livres da presença e dos efeitos do pecado, já sem lembrança de tudo de ruim que passamos.

O coro de anjos, a orquestra maravilhosa, instrumentos jamais vistos, todos a postos, prontos, aguardando o início daquele culto especial. A um sinal de Gabriel, o magnífico arcanjo, maestro maior de todos os coros, erguem-se as vozes celestes e o som da orquestra de anjos.

Perfeição completa, é a música do céu! Finalmente a conhecemos, nós que sobre ela tanto falamos, discutimos e nos desentendemos em nossa velha terra. Como é diferente de tudo que pensávamos! Como era pobre nossa imaginação! Falávamos em tantos padrões, culturas, escolas musicais, gêneros, e a música de Deus agora nos surpreende a todos. Como teria sido tão melhor ter deixado, lá em nosso velho planetinha, o Espírito falar ao nosso coração, sempre, acima de qualquer erudição, acima de qualquer preconceito, acima da estratificação de nossas mentes!

E os músicos celestes nos brindam com um concerto extraordinário de boas vindas aos salvos. São momentos eternos que passam, que não sentimos, que não nos cansam ou incomodam. Criação musical coletiva, todos parecem pensar os mesmos acordes e seqüências, e a música flui espontânea e bela, é mágica, impressiona os corações, alegra a alma dos salvos em Jesus.

De repente, a música muda. Cristo Jesus levanta-se ao lado do Pai, adianta-se. É o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, o Leão da tribo de Judá, o Príncipe da Paz. Para Ele voltam-se todos os olhares, as mentes e os corações. É para Ele a próxima música do céu. Os acordes são outros, é outra a cadência, os anjos mal conseguem conter a emoção. A letra, de poesia perfeita e maravilhosa repete: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”. Não dá para descrever o que vai no coração de todos os presentes. Os remidos choram, mas é um choro de alegria e de agradecimento. São mais momentos eternos e inesquecíveis.

E agora, um momento especial: a uma modulação maravilhosa, que o mais experimentado dos músicos terrestres jamais conseguiu sequer imaginar, a orquestra e o coro param. Jesus Cristo vai solar. Sua voz é completamente harmônica, em alguns momentos suave e doce, a voz do Bom Pastor; em outras partes é como o som de muitas águas. Dispensa o acompanhamento. A letra diz, entre outras coisas: “Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. A orquestra e o coro de anjos, voltam em contracanto perfeito, respondem e devolvem a Cristo toda a honra, repetindo: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”. A participação do Salvador, do Rei dos Reis, é perfeita.

Mas ainda há mais emoção nesse culto inenarrável. Todos os remidos que estão prostrados diante do trono, agora se levantam. Sim, nós vamos agora cantar. E não vamos fazer feio. Temos mentes transformadas e corpos glorificados, dons restaurados, alcançamos a perfeição em Cristo Jesus. E sobre o que cantamos? Ah, com toda certeza, cantamos da experiência humana, da experiência pessoal de cada um. Cantamos daquilo que vivemos e passamos. E os outros mundos, habitados por seres superinteligentes e sem pecado, a tudo assistem maravilhados, sendo que jamais poderão cantar como nós cantamos, pois serão incapazes de transmitir musicalmente aquilo que não viveram.

E cantamos o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos”.

E o grande culto, antecedendo a monumental Escola que virá depois, prossegue todo em música, alternando coro e orquestra de anjos, solos maravilhosos, coros de remidos triunfantes. Não existe mais cansaço, não mais tédio, não mais monotonia, o tempo não existe, estamos enfim na eternidade, vivendo dentro do sonho. No final, a bênção do Pai, o Deus dos Exércitos, o Criador de todos os mundos, que sobre nós levanta o Seu rosto, e nos dá a paz, a Sua paz, que excede a todo o entendimento.

Em seguida o início do nosso aprendizado na grande Escola dos céus. Quantas perguntas, quanta curiosidade, quanta sede de saber e conhecimento. Deus, Cristo Jesus, o Espírito Santo e os anjos, são nossos Mestres nessa Escola eterna. Ali, sábado após sábado, ouviremos de Suas bocas santas e sábias, tudo que não entendíamos, e com mente clara agora compreendemos perfeitamente, sem sofismas, sem enganos, sem dúvidas.

Depois, a ceia dos remidos, com os frutos da árvore da vida, ao lado do rio da água da vida, tudo encimado por um céu de azul perfeito. Alimento sadio que nos garante a vida eterna, sem doenças, sem dores, sem sofrimento, sem pecado.

Amigos, quando aqui cantamos o que vivemos, o canto sai livre, verdadeiro, consistente, autêntico e transmite um prenúncio da atmosfera do céu. Quando aqui estudamos e nos alimentamos da Palavra de Deus, estamos nos aprimorando no conhecimento de um Deus maravilhoso e um Salvador justificador. Deus queira, e Ele com certeza quer, que cada ser humano se arrependa e se salve. O fogo eterno não foi preparado para nós, mas para o diabo e seus anjos. Aquele culto maravilhoso, de cuja liturgia aqui consegui apenas arranhar um pouquinho a superfície, nos espera. Não podemos faltar, não podemos chegar atrasados! Deus nos abençoe, e mesmo em meio a nossas idiossincrasias e desencontros, nos conserve em união de propósitos e em amor fraterno, sem o que, não estaremos lá naquele dia. Sejam felizes. 

 

Os Efeitos da Música Rock

Livro "The Christian & Rock Music,"

Dr. Samuele Bacchiocchi

 

(Trechos da Segunda Parte do Capítulo 8)

 

 

Para melhor entendermos os efeitos da música rock no corpo humano, é importante saber primeiro como o ritmo musical funciona. O elemento rítmico da música consiste de medidas de tempo divididos dentro de ciclos de compasso. A mais comum unidade de tempo são grupos de compassos contendo duas batidas (tempo duplo), três batidas (tempo triplo), ou quatro batidas (tempo quádruplo). No tempo quádruplo (como tempo de 4/4), a principal queda de acentuação natural é na batida um (o acento primário) e três (o acento secundário). O acento primário no um é, logicamente o mais forte dos dois. Podemos ilustrar assim: um, dois, três, quatro. Na música rock e semelhantes formas, o acento padrão é invertido, de maneira que a batida dois e quatro são acentuadas ao invés da um e três, assim como vemos a seguir: um, dois, três quatro. Invertendo a ordem, o rock faz do ritmo a mais importante parte do som e cria um conflito com o ciclo natural rítmico do corpo. Este efeito, conhecido como "black beat" (batida negra), causa uma tensão nervosa (a "high") porque vai contra o ritmo cardíaco do coração e outros ritmos do corpo.

 

O Poder Viciante do Rock

A vibrante sensação causada pelo ritmo irregular do rock aumenta a batida do coração, enfraquece a força espontânea, e tem um poder aditivo. O Psiquiatra Verle Bell oferece um gráfico explanatório de como a batida do rock causa adição: "Uma das mais poderosas libertações de adrenalina do stress nervoso (fight-ou-flight) é a música que é discordante em suas batidas e acordes. Boa música segue com exactidão regras matemáticas, que causam conforto à mente, encorajamento, 'segurança.' Músicos têm encontrado que quando eles vão contra estas regras, o ouvinte experimenta uma alta sensação (calão português altamente, gíria inglesa high). 

 

Bell continua referindo que "como uma inescrupulosa 'dieta' que é prescrita por um médico, mas que vicia os seus clientes à anfetamina para assim assegurar sua contínua dependência, músicos sabem que músicas discordantes como o rock vendem como água. Como em todas as adições, as vítimas acabam por se tornar tolerantes. A mesma música que uma vez criou um tinido prazeroso de excitação em pouco tempo já não satisfaz. A música tem que se tornar mais dissonante, alta e mais discordante. Começa-se com rock suave, então rock'n' roll, a seguir de heavy metal para cima."

 

John Diamond, um físico de Nova York, tem conduzido numerosos experimentos sobre os efeitos da música rock. Em 1977, ele serviu como presidente da Academia Internacional de Medicina Preventiva. Ele descobriu que a música rock é a mais séria forma de poluição sonora nos Estados Unidos. Particularmente nociva é a música rock que emprega uma batida "anapestica," onde a última batida é mais alta, por exemplo, "da da DA." De acordo com Diamond, este tipo de música pode "intensificar o stress e raiva, reduzir o rendimento, aumentar a hiperactividade, enfraquecer a força muscular e ainda poderá ter um papel na delinquência juvenil do jovem ouvinte."

 

Corpo Humano sob Stress

Estes comportamentos desordenados ocorrem, de acordo com Diamond, porque a música rock causa uma quebra na sincronização dos dois lados do cérebro de maneira que a simetria entre os dois hemisférios cerebrais é perdida. Ele conduziu uma experiência numa fábrica em Nova York onde a música rock era tocada todo o dia. Quando a música era mudada para outra que não o rock, Diamond descobriu que a produtividade aumentava 15% enquanto que o número de erros abaixou para o mesmo número.

 

Diamond publicou suas descobertas no livro Your Body Doesn't Lie (O Seu Corpo Não Mente). Ele explica que a batida anapestica, característica especialmente da música rock, é rompida porque é o oposto da batida do coração e assim coloca o ritmo normal do corpo sob stress. Este resulta em dificuldade percentual e manifestações de stress. Nos jovens estas manifestações podem incluir diminuição do rendimento escolar, hiperactividade e precário descanso, maior probabilidade de erros, e ineficiência genérica. Nos adultos os sintomas incluem redução da capacidade de decisão espontânea no trabalho, resmungo frequente dado ao sentimento de que as coisas não estão certas, e perda de energia sem razão aparente.  

 

Em seu próprio laboratório, Diamond testou os efeitos da música rock medindo a força do músculo deltóide do braço. Ele descobriu que um homem normal poderia aguentar uma pressão de 25 kilos no braço, mas que reduziria em mais ou menos um terço quando a batida anapestica era tocada de fundo. A proposta da pesquisa de Diamond não era para procurar dar um fim à música rock, mas para prevenir as pessoas contra o seu perigo. Ele acrescenta: "A música rock não irá matar ninguém, mas eu realmente duvido que Mick Jagger viva tanto quanto Pablo Casals ou Segovia."

 

Pesquisadores russos chegaram a conclusões semelhantes. Eles descobriram que a música rock causa "um tremendo dano no efeito psíquico." Em seu discurso numa reunião de jovens, a equipe médica que conduziu os experimentos anunciou que a música rock era "como uma série de sinais de alarmes, causando ondas de energia concentrada que tem que ser libertada em algum lugar." A energia é canalizada para a incursão de brigas, lutas que, enfatizam os médicos russos, é comum nos concertos de rock no mundo Ocidental.

 

Mesmo Ruud explica como a música rock alta e ritmada, cria uma necessidade de reacções musculares e movimentos corporais: "Se o estímulo do som via cerebral e sistema límbico é inabilitado a expressar-se em termos de movimento físico, poderá resultar num triste sintoma de stress, que é, um aumento da precaução e alarme na preparação no sistema que não encontra libertação ou alívio. Vendo que esta condição é dependente da intensidade do estímulo, nós poderemos entender o porquê de quando as pessoas se expõem ao barulho se inclinarem a passar por sintomas de stress. Música alta e em estilo síncope irá igualmente estender a actividade límbica e proporcionar reacções vegetativas e hormonais, ou reacções de stress. Estas forças poderão ser neutralizadas através da dança." 

 

O Medida do Pulso

Uma importante medição dos efeitos da batida do rock é a sua influência no ritmo do coração, mesmo sem considerar se o corpo está em movimento ou não. Ann Ekeberg, professora e pesquisadora da música, envolveu alguns dos seus colegas - professores de música - em experimentos com seus estudantes. Antes do teste, cada tomada do pulso dos estudantes foi registrada. Então tocou-se durante 5 minutos um rock pesado. Durante o teste, os estudantes permaneceram quietos em seus assentos. No final do teste, o pulso foi visto novamente e a media foi registrada. O resultado mostrou um aumento do pulso de 7-12 por minuto enquanto a música rock foi tocada.

 

Estas 6 colunas representam a contagem média dos pulsos de todos os participantes da experiência de Ekeberg. As colunas cinzas representa a média do pulso antes da música rock ser tocada e as colunas brancas a média do pulso dos estudantes após escutarem a  música durante 5 minutos.

 

Para testar a validade do resultado de Ekeberg, eu conduzi meu próprio teste com meus estudantes na Escola Secundária Adventista do Sétimo Dia em Bergen, na Noruega. Nós gravamos a média do aumento do pulso de 10 batidas por minuto quando os estudantes escutaram o "Hell's Bells" (Os Sinos do Inferno) pelo grupo AC/DC. Quando tocamos "Air" (Ar) e Bach, o pulso desceu a 5 batidas por minuto, abaixo da média normal. A diferença de 15 batidas do coração por minuto é muito significante. É justo acrescentar que usei músicas diferentes.

Importante notar que os estudantes que eram fãs do AC/DC tinham mais fortes respostas do que aqueles que não gostaram da música. O teste prova que vários tipos de música nos afectam fisicamente de formas diferentes. O excesso de energia gerado pela batida do rock causa a aceleração das batidas do coração, mesmo quando a pessoa está sentada. Isto pode explicar o porquê dos fãs de rock acharem difícil estar sentados, estáticos enquanto escutam uma música que acelera suas pulsações. A sua energia acumulada reclama algum tipo de alívio.

O Norueguês professor de música Even Ruud conduziu semelhantes testes sobre os efeitos da música rock no Instituto de Música de Karajan em Salzburg. Ele descobriu que: "Ritmos síncopes são especialmente habilitados a causar batidas sistólicas extras (que causam contracção do coração), batidas que surgem muito cedo. É também possível aumentar a pulsação por mudanças dinâmicas, como crescendo e decrescendo o ritmo da bateria.... Reacções psicológicas são dependentes do tipo de música que está sendo tocada. Tipos de música para danças ou marchas tendem a proporcionar respostas com movimentos, enquanto outras formas parecem causarem mudanças na respiração e pulsação."

Aumento na Produção de Adrenalina 

Roger Liebi, um músico Suíço e especialista em linguagens bíblicas, assegura que a média do batimento do pulso também aumenta a pressão sanguínea. Como resultado, leva ao aumento na produção de adrenalina. Este processo é um mecanismo de defesa contra o stress, que ajuda a manter o corpo em alerta ao aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos e facilitar a entrada de oxigénio.

 

Se o stress (aumento) do pulso continua, como com a intensidade dos concertos de rock, sons altos e dissonantes, um excessivo montante de adrenalina é produzido, mas que as enzimas do corpo não poderão dispor. O resultado será algumas mudanças da adrenalina que por sinal passará a ser outro químico chamado adrenocromo (C 9H9 O3 N). Isto na verdade é uma droga psicodélica similar ao LSD, mescalina, STP, e psilocibin. Adrenocromo é contudo uma composição mais fraca que as outras, mas testes mostram que ela cria uma dependência semelhante às outras drogas. "Não é de admirar quando o público nos concertos de rock ou discotecas entram em transe ('get high') ou perdem o controle do que fazem."

 

O aumento da secreção dos hormónios causados pela música rock é confirmado por outros estudos. David Noebel, um médico pesquisador, explica: "Estando sob a influência da música rock, a secreção de hormónios é mais acentuada... os quais causam um balanço anormal no sistema do corpo, diminuem o açúcar no sangue, o nível de cálcio e prejudicam o julgamento." Ele cita pesquisas médicas que indicam que "As frequentes vibrações baixas da guitarra baixo, em conjunto com a bateria, afectam o fluido cerebrospinal, que por conseguinte afectam a glândula pituitária, que dirige as secreções dos hormónios do corpo."

 

As reacções humanas à música rock é tão grande que neurologistas têm sido incapazes de suprir  a resposta física aos ritmos. Experimentos têm sido feitos para dopar cada metade do cérebro ou várias áreas simultaneamente, mas ainda assim o paciente ainda responde à batida do ritmo."

 

Efeitos das Luzes

O estímulo rítmico da música rock pode ser intensificado através das luzes intermitentes. Por exemplo, laser e luzes que piscam continuamente usadas em discotecas e em concertos de rock intensificam e amplificam a manipulação rítmica. Jean-Paul Regimbal, um pesquisador Canadense, explica como o fenómeno funciona: "Luzes que mudam suas cores constantemente e intensidade, reduzem a capacidade de orientação e os reflexos naturais. Quando a mudança da luz para a escuridão toma lugar seis a oito vezes por segundo o senso de surdez é seriamente prejudicado. Se isso acontece 26 vezes por segundo as ondas alfa do cérebro mudam, e a habilidade para se concentrar é enfraquecida. Se a frequência da mudança entre a luz e a escuridão exceder isto e por último por um considerável período de tempo, o controle sobre os sentidos poderá cessar completamente. Por esta razão não é exagero afirmar que o rock combinado com efeitos de luzes resulta em uma inequívoca captura da consciência da vítima."

 

Um Barulho Ensurdecedor

O volume é o mais importante elemento da música rock. Grande quantidade de equipamento é necessário para produzir o montante de amplificação em ordem de fazer o impacto físico desejado. O volume é a marca registrada do rock. Lemmy Kilminster, da popular banda de rock "Motorhead," disse no programa Hit Parader que seu grupo queria ver "sangue vindo para fora dos ouvidos de todos, se possível. Nada de perigoso, só o bastante para sabermos que eles estão se divertindo." Se a música rock tem de ser tocada tão alto para causar a saída de sangue dos ouvidos das pessoas para assegurar que "eles estão se divertindo," então dificilmente se poderá dizer que "nada há de perigoso" nisso. Pelo contrário, numerosos estudos científicos têm mostrado que o alto nível de barulho da música rock pode danificar o corpo de várias formas.

 

Fabricantes de sistemas de som sabem muito bem dos efeitos que a amplificação do som tem nas pessoas. Geoffrey Marks, director do Cerwin Vega, um produtor de altifalantes/colunas em Los Angeles, reconhecem que os testes mostram que a pessoa poderá se tornar excitada sexualmente quando dançar uma música que esteja nos níveis de volume 100-120 decibéis.

Quando perguntado se a música de discoteca poderá ter um efeito similar, ele disse, "absolutamente! Se a performance do sistema de som está bem ajustado nós poderemos manipular isto de maneira que as pessoas se sintam sexualmente estimuladas. Mas o volume tem de estar bem ajustado. É também importante que o baixo (graves) tenha o efeito correcto. O baixo é na verdade o que governa e direcciona os nossos sentimentos. Ele penetra o nosso corpo e interfere nos nervos. Nós temos testado o volume em particular nas pessoas e temos visto como elas respondem com um rápido estimulo sexual. Parece que eles acham difícil de resistir. As baixas frequências dos graves têm uma poderosa influência no corpo e emoções."

 

Conclusão 

Investigações científicas têm mostrado que a música afecta o coração, respiração, pressão do sangue, digestão, balanço hormonal, funcionamento da rede neural do cérebro, ritmos do corpo humano, atitudes, emoções e sentimentos. A enorme influência da música nos aspectos físico, mental e emocional do nosso corpo deve ser de grande preocupação para o Cristão que aceita o compromisso de viver uma vida consagrada sendo como um "sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus" (Rom. 12:1)

 

A constante repetição, batida incessante, e a avalanche de decibéis faz da música rock capaz de explodir as emoções e a mente. Por danificar o funcionamento da mente, a música rock faz com que seja impossível uma reflexão honesta da verdade, honestidade, integridade, e mais que tudo, oferecer um "culto racional" (lógico em Grego). Rom. 12:1. 

 

Sendo a música rock incompatível com o evangelho e a prestação de louvor a Deus e meditação pessoal para a elevação espiritual, continuaremos indiferentes à música que ouvimos em nossas casas e igrejas?  


 

 

 Perspectiva da Música Cristã Contemporânea 

 

 

Acorrente controvérsia nos campos académicos e igrejas sobre o recente estilo de música adoptada na maioria das igrejas cristãs, tem levado muitos a questionar a legitimidade destas composições dentro do estilo tradicional sacro. Muitos apontam a questão cultural como sendo a primordial nesta questão, outros dizem que não existe música que possa influenciar a ligação pessoal do ser humano com Deus. Outros ainda afirmam que depende de cada um, e que a música "rock ou contemporânea ritmada" nada influenciará na mente e decisão das pessoas. 

O resultado destas argumentações nem sempre tem sido construtivo levando mesmo muitos músicos conceituados a nem terem o trabalho de responderem a estas questões, pois elas parecem nunca ter fim, é algo sem saída devido aos inúmeros conceitos e diferentes opiniões de cada pessoa. 

Contudo o facto permanece, o mundo cristão está de forma acentuada adoptando a música Rock em todas as suas formas e em todos os seus estilos, desde o mais pesado Heavy Metal até à mais romântica e/ou suave composição. Aceitar normas e conceitos de música que o mundo usa e dizer que tudo é muito natural e que esta prática é inevitável, poderá ser convincente para aqueles que nunca possuíram a luz que os adventistas possuíram. Tais posturas poderá convencer aqueles que estão amarrados aos conceitos pagãos e padrões do mundo, mas não convencerá o verdadeiro Adventista do Sétimo Dia que luta por trilhar o caminho estreito da santificação.

Os Dez Mandamentos são o mais alto padrão de santidade do ser humano e é defendido e praticado pelos Adventistas do Sétimo Dia como padrão obrigatório de prova de fé genuína. Dentro desta perspectiva espiritual como poderemos cantar as mesmas músicas de Babilónia? Como poderemos usar as mesmas melodias, ritmos, harmonias dos que não conhecem genuinamente a Deus?

Não teremos inevitavelmente que ter uma mensagem diferente dos que estão nas trevas? Acreditamos que sim! Então obviamente devemos encontrar respostas para estas questões acima, não poderemos nos conformar com o ritmo da maré ou opiniões infundadas. 

Infelizmente, hoje, esta questão chegou ao mundo adventista, mas a verdade é que nunca deveria ter chegado, o que era claro a pouco tempo atrás hoje é ponto de controvérsia, mas porque?. Será realmente legítimo colocarmos uma letra sacra em uma música pop/mundana? Acreditamos que não, porque os efeitos da música na mente humana são maiores quando ouvimos a instrumentação do que quando seguimos a letra. Nós naturalmente ao ouvirmos uma música poderemos não lembrar a letra, mas repetiremos com assobios as notas com precisão...

E porque não acrescentar que em nossas letras de hinos que tanto cantamos e vendemos (adventistas), nada há de diferente das letras de outros grupos de outras denominações? O factor venda, infelizmente não nos permite compor uma letra que fale das doutrinas que nos diferenciam das outras denominações! Apesar disso ainda muitos afirmam que estamos passando a mensagem ao mundo, mas que mensagem é essa se nada difere das doutrinas de outras igrejas?

Se nossa mensagem musical está condicionada a um mercado onde todos se concordam, então, ou os outros grupos de outras igrejas estão pregando a mensagem adventista de última advertência ao mundo, ou os grupos adventistas estão pregando a mensagem das outras igrejas, que nada mais é que: "Jesus te ama e estamos todos salvos," duas frases das mais lindas, mas que hoje até Satanás as usa para enganar até mesmo os escolhidos de Deus.

A questão crucial da música cantada hoje na igreja adventista estará relacionada inevitavelmente  com o entendimento dos feitos da música ritmada na mente daquele que pretende obter uma ligação permanente com as coisas espirituais. Se realmente houver efeitos da instrumentação usada sobre a mente humana, se for comprovado então poderemos estabelecer um padrão musical que transporá a barreira da cultura, opinião e gosto pessoal. Poderemos compor novas músicas que sigam uma linha estritamente sagrada e ao mesmo tempo bonita. 

 

Nosso desejo é que você possa usufruir de momentos de louvor ouvindo a música que eleva seus pensamentos a Cristo, ao invés de simplesmente estar gozando de um momento de descontracção e relaxamento. 

 

Que Deus possa nos ajudar.

Jaime D. Bezerra


 

 

Efeitos da Música Ritmada na Mente Humana 

 

É a música instrumental algo neutro? 

Pode a instrumentação ritmada (bateria) alterar o pensamento e a reacção nervosa de cada um de nós? 

Poderá o estilo de música que ouvimos influenciar a nossa relação espiritual com Deus?

 

(Trechos do livro "The Christian & Rock Music," Dr. Samuele Bacchiocchi)

Este capítulo (8) é desenvolvido pelo músico adventista Tore Sognefest, Norueguês, músico profissional e pianista. Autor do livro "The Power of Music." 

 

(Nota: O tradutor tentou buscar a melhor expressão para se adequar à intenção do autor, contudo considere que o autor usou linguagem técnica e que o tradutor não é músico e que várias expressões musicais não se encontram nos dicionários tradicionais. Qualquer correcção neste sentido será bem vinda)

Acorrente controvérsia sobre os efeitos da música ritmada/rock é grandemente baseada em conceitos estéticos, sociais, religiosos, e/ou políticos ao invés de num estudo científico dos efeitos mentais e físicos no ser humano. Avaliações subjectivas da música podem levantar controvérsias infinitas, porque elas são baseadas em gostos pessoais e/ou considerações culturais.

Relembramos a tentativa que Hitler fez para eliminar o "primitivo" Negroids, influências da música negra, estabelecendo normas para determinar o que constituía a música ideal para o povo Alemão. Entre outras coisas o Terceiro Reich decretou: "As tão conhecidas composições de jazz não poderão conter mais do que 10% de síncope. O resto terá de consistir de um natural e fluente legato completamente vazio de ritmo histérico, tão típicos da música das corridas dos bárbaros com apelos a instintos tão estranhos à corrida alemã ('riffs')."

É evidente que o Terceiro Reich não foi bem sucedido em eliminar "os ritmos histéricos" porque em poucos anos, após a queda de Hitler a música rock veio à existência com ritmos mais pesados do que a batida do jazz. Hoje os efeitos do rock são objecto de crítica de políticos, pregadores, e analistas sociais, mas também de reconhecidos músicos.

Por exemplo, o bem conhecido Norueguês concertista-pianista Kjell Bekkelund, declarou que: "A cultura pop representa uma básica mentira humana. Porque apresenta o ser humano sem problemas e restrições, sonhando com novas conquistas sexuais, carreiras sociais, e aceitação da sociedade VIP. É culpada da ilimitada degradação da mulher, considerando-a somente como um objecto sexual. O objectivo da indústria pop em minha opinião, é que parece criar indivíduos que não precisam pensar."

A Influência da Música

Leis naturais governam a química do corpo e mente bem como os efeitos da música na parte física e mental. Estas leis têm sido estudadas com experimentos científicos e cuidadosas observações. Quando se medem os efeitos da música e o estímulo, pesquisadores procuram por respostas fisiológicas que provem a contagem do pulso e resistência eléctrica da pele. É lógico, uma experiência expontânea da música envolve muito mais do que uma medida da resposta física. Contudo, é a presença física do som que influencia nossas reacções.

Muitas pessoas não prestam atenção às leis da música e ignoram o impacto que a música tem na sua saúde física, social, e mental. Hoje a escolha da música é grandemente determinada pelo gosto pessoal. Esta orientação reflecte a tendência consumista de nossa sociedade em que muitas pessoas escolhem para si mesmas sem ponderarem, a "comida barata" que causa inúmeras desordens psicológicas e físicas, como a falta de concentração e inabilidade para aprender principalmente entre as crianças e jovens estudantes. A mesma falta de ponderação e senso crítico é encontrada na atitude da escolha pela música inferior e nociva.

Ondas Sonoras e o Cérebro

Para entendermos os efeitos da música, temos de estar atentos quanto aos processos básicos que tomam lugar no ouvido perante o som da música. As ondas sonoras (vibrações) ao alcançar o tímpano do ouvido são transformadas em substâncias químicas e impulsos nervosos que registram em nossa mente as diferentes qualidades de sons que estamos ouvindo. O que muitos não sabem é que "as raízes dos nervos acústicos - o nervo do ouvido - são mais extensamente distribuídas e possuem mais extensas ligações do que qualquer outro em todo o corpo... (devido ao extenso programa de comunicação) dificilmente haverá uma função do corpo que não seja afetada pela pulsação e combinação harmónica dos tons musicais." (The Christian & Rock Music - Um Estudo Bíblico Sobre os Princípios da Música, pág. 237)

 

Em Whashington D.C. em 1944 o The Music Research Foundation, um centro de pesquisas sobre a música fundado pelo governo americano para tratamento dos veteranos da Segunda Guerra, fiz uma importante descoberta. Os pesquisadores descobriram que a música registrada na parte do cérebro que normalmente é estimulada pelas emoções, passa por cima das áreas centrais que lidam com a inteligência e a razão. Ira Altschuler, um dos pesquisadores, explica que "música que não depende ou não passa pela área central da razão e que ganha entrada no organismo, pode ainda elevar-se na forma de tálamo - a área estacionária que reveza todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez que este estímulo alcance o tálamo, a área mestre do cérebro (razão) é automaticamente invadida." (Idem, pág. 238)

O que isto nos diz é que a "música ataca o sistema nervoso directamente," passando a parte central da razão. Estudos têm revelado que o impacto da música no sistema nervoso e nas variações emocionais trazidas pelo tálamo directamente ou indirectamente afectam semelhantes processos cardíacos como, batida do coração, respiração, pressão sanguínea, digestão, balanço hormonal, e temperamentos e atitudes. Isto ajuda-nos a entender o porquê da implacável batida do rock afectar tão grandemente a parte física e emocional do ouvinte.

Música e a produção Hormonal

É muito conhecido o facto de que o sistema endócrino regula não somente as funções dos órgãos internos, como o coração e os órgãos respiratórios, mas também as glândulas endócrinas. Estas glândulas são controladas pelo tálamo que é de perto conectado com as nossas emoções. Mary Griffiths, uma psicóloga, explica que "o hipotálamo controla a excreção (evacuação) da glândula tiróide, a camada externa da glândula supra renal, e as glândulas sexuais. Com isto influencia a corrida do metabolismo... bem como a produção de hormonas sexuais.... o hipotálamo tem um efeito marcante na libertação de respostas autónomas consequentes do medo, raiva, e outras emoções." (Idem)

Ruud aponta para uma recente pesquisa que prova que a música poderá influenciar o ciclo mensal da mulher. Um estudo tem também revelado que foi encontrado um aumento de hormonas lutenizante (LH) enquanto se ouve música. Outros estudos indicam que por causa da música o ouvinte liberta adrenalina e possivelmente outras hormonas, que também influenciam a resistencia eléctrica da pele do corpo que, por sinal afectará os governos do corpo e reacções da pessoa (pág. 239).

Enquanto é verdade que a resposta do ouvinte possa variar com cada indivíduo, tornando com isso difícil de generalizar seus efeitos, resta o facto de que a indústria da música e o mundo dos negócios sabem como usar a música para assim criar ou mudar os temperamentos e vender o seu produto.

Os Efeitos do Ritmo

O cientista russo, Ivan P. Pavlov, conduziu experimentos sobre os efeitos da música nos cães. Ele publicou os resultados de sua experiência no começo do século. Sua pesquisa contribuiu significativamente para desenvolver o campo do comportamento psicológico na América. Pavlov conduziu testes de reflexo nas reacções de cães perante o ritmo. Ele descobriu que quando ele tocava ritmos rápidos, os seus cães reagiam com excitação; no entanto, ritmos vagarosos resultava em  efeitos calmos nos cães. Quando exposto aos ritmos sincopáticos, o sistema nervoso dos cães parecia estar sendo manipulado, e eles pareciam estar confusos e não sabiam como reagir. Os ritmos assincrónicos fizeram-nos ficar muito confusos, desnorteados...

 

Consonância ou Dissonância ?

Críticos da música rock geralmente apelam aos nocivos efeitos físicos dos ritmos que passam por cima da letra e da melodia. Eles explicam que uma boa música deveria consistir de uma combinação e balanço entre cinco elementos diferentes:

 

- Melodia: Tons, timbres arranjados para fazerem uma entoação, melodia.

- Cor do Tom: A qualidade do som produzido pelo instrumento ou voz.

- Harmonia: Reunião e de tons em comum.

- Ritmo: Uma específica divisão de tempo de uma nota ou sílaba num verso e uma medida de tempo de uma composição musical.

- Tempo: A velocidade do ritmo em que uma canção deve ser tocada ou cantada.

 

Cada um destes cinco elementos consiste de vibrações e/ou ciclos de ritmos. Cada nota vibra em uma frequência específica. Um meio "A" vibra 440 vezes por segundo. A "cor do tom" é dependente da combinação das vibrações dos tons secundários inerentes a cada nota. A harmonia tem a ver com a combinação das notas numa relação vertical. Intervalos como terceiros, ou sextos parecem ao que escuta como harmónico ou consonante, comparado com segundos de sétimos que soam discordantes por causa da frequente relação entre as notas.

 

Um perfeito quinto e uma perfeita oitava soa muito harmónico devido à simples matemática presente em suas relações. Se misturarmos outras notas de frequências  variadas, outras combinações e qualidades de som parecerão tanto na direcção da consonância como dissonantes. Expor-se a uma música com ritmos "harmónicos" reforça os ciclos do ritmo do corpo humano, sincronizando mensagens dos nervos, ganhando assim coordenação, e harmonizando por fim as sensações e emoções. 

 

Em contraste, expor-se a uma música com ritmos "desarmónicos" seja de um ponto em 'tensão' causado pela dissonância ou 'ruído' ou de um balanço não natural de ritmos mal acentuados, no síncope, poli-ritmos, ou inapropriado tempo - pode resultar em variadas mudanças incluindo: uma alteração da batida do coração em conjunto com a pressão sanguínea; uma excessiva estimulação de hormonas (especialmente narcóticos ou endorfinas) causando uma alteração de estado de consciência de uma mera alegria, liberdade, para um estado inconsciente; e digestão imprópria.

 

A associação do nosso corpo com a música é tão profunda, que num cérebro quase totalmente entorpecido/anestesiado, neurologistas não puderam suprimir a habilidade rítmica. Entorpecendo ambos os lados do cérebro, ou muitas regiões de uma vez, ainda deixa o paciente em condições de contar e ritmar com o pé no tempo certo. Os estudos dos efeitos dos ritmos "desarmónicos" no corpo humano ajuda-nos a entender melhor o porquê do forte ritmo da música ligeira (rock) exercer tanta influência hipnótica nas vidas de tantas pessoas hoje.

 

Ritmo Musical e Ritmo Corporal

Música com um forte ritmo causa uma reacção senso-motora no corpo humano. Van de Wall no seu livro "Music in Hospitals" explica que: "Vibrações de sons que actuam através do sistema nervoso dão choques em sequência rítmica nos músculos, os quais causam contracções e ao mesmo tempo colocam em movimento os nossos braços, mãos, pernas e pés. Por causa desta reacção automática muscular, muitas pessoas fazem alguns movimentos quando escutam música; para estas ficarem imóveis requeria uma retenção muscular consciente" (Idem, pág. 242).

 

Elementos rítmicos estão definidamente presentes no corpo humano e em outros organismos. Carole Douglis declara: "Nós somos essencialmente criaturas rítmicas. Tudo, desde o ciclo das ondas do nosso cérebro às batidas do coração, nosso ciclo digestivo, ciclo do sono, tudo trabalha com ritmos. Nós somos uma massa de ciclos empilhados um em cima do outro, de maneira que somos organizados tanto para gerar como para responder ao fenómeno rítmico" (Idem).

 

Todo o ser humano funciona de acordo com o ritmo do tempo. Isto está parcialmente relacionado com o ritmo do coração, que tem entre 60 a 120 batidas por minuto. Um pulso normal tem entre 70 a 80 batidas por minuto. Alguns estudos indicam que pessoas parecem funcionar melhor quando se associam com pessoas que têm um ritmo "tempo" semelhante. Nós somos inclinados a reagir desfavoravelmente às pessoas que são muito aceleradas ou muito vagarosas. (Idem, pág. 243)

 

Este ritmo ou ciclo pode ser observado em todos os níveis da organização biológica. Dentro de um organismo, os processos parecem que não são só acidentais e controlados por si próprios, mas também auto amplificados e essenciais para a vida, como as actividades do cérebro, a batida do coração, e o ciclo respiratório. Todos estes ritmos importantes para a vida estão sincronizados com outras actividades e cooperam harmoniosamente com todas as outras funções do corpo. 

 

Problemas ocorrem quando nos intrometemos nos ciclos e ritmos do corpo. Isto é um facto bem conhecido na medicina. Quando o corpo é exposto a muitos e contínuos estímulos desarmónicos, vários mecanismos de stress do nosso corpo são postos em estado de alerta. Se estes mecanismos defensivos são excessivamente solicitados, a harmonia natural do ritmo biológico é perturbada. Assim causa desarmonia e pode levar ao colapso. A menos que o balanço seja restaurado, a situação de  stress pode resultar numa desordem patológica considerável.

 

Pesquisadores têm observado uma ligação entre um distúrbio do ritmo do corpo e semelhantes doenças como, diabetes, câncer, e indisposição respiratória. Como a maioria dos mecanismos reguladores são neutros em sua origem, não é surpresa que muitas alterações patológicas possam também ocorrer nas estruturas neutras. No caso das células do cérebro, esta "desordem" pode manifestar-se não somente no estado físico dos neurónios mas também na harmonia do seu funcionamento. Consequentemente, o comportamento do organismo pode se tornar seriamente afectado. (Idem, pág. 243)

 

O pesquisador David A. Noebel diz que o ritmo da música rock cria uma alta anormalidade de hormonas sexuaisl e adrenalina e pode causar mudanças nos níveis de açúcar no sangue e montantes de cálcio no corpo. A partir do momento que o cérebro recebe alimentação do açúcar do sangue, a sua função diminui quando o açúcar do sangue é dirigido para outras partes do corpo para estabilizar o balanço hormonal. Neste momento quando insuficiente açúcar do sangue alcança o cérebro, os julgamentos morais são grandemente afectados ou mesmo completamente destruídos. Isto é o que acontece quando o ritmo da música rock muda os níveis de açúcar no sangue do corpo. (Idem Pág. 243)

 


 

 

50 Dicas de Ellen G. White Sobre Música

1. O que diz EGW sobre a perversão e o emprego correto da música?  

"A música, muitas vezes, é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna uma dos poderes mais sedutores para a tentação.  Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma." (Ed. pág. 166)

2. Mencione 5 dos poderes que a música possui.

"Poder para: (1) subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para (2) suscitar pensamentos e (3) despertar simpatia, para (4) promover a harmonia de ação e (5) banir a tristeza e os maus pensamentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço." (Ed. pág. 167)

3. Que tipo de música deve ser cantado no lar?

"Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria." (Ed., pág. 167)

4. Que relação existe entre o canto e a oração como partes do culto?

"Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto quanto a oração" (Ed., pág. 167)

5. Em que aspecto é a música um dos mais eficientes meios?

"O canto é um dos meios mais eficientes para impressionar o coração com verdades espirituais." (R.H., 6 de Junho de 1912)

6. O que é capaz de fazer o cântico quando glorifica a Deus?

"Vi que o cântico que glorifica a Deus afasta, com freqüência,  o inimigo e que louvar o Senhor o derrotaria e nos daria a vitória." (Carta 5, 1850)

7. Como Jesus usava a música?

(1) Para livrar-Se da tentação. (Ev. pág. 498)

(2) Para saudar a luz matinal.

(3) Para alegrar Suas horas de labor.

(4) Para levar alegria celeste ao cansado e ao abatido. (CBV., pág. 52)

(5) Para expressar o contentamento que Lhe ia no coração.

(6) Para Louvar e dar graças a Deus.

(7) Para manter comunhão com o Céu.

(8) Para animar os companheiros que se queixavam da fadiga do trabalho.

(9) Para banir os anjos maus.

"Dir-se-ia que Seu louvor bania os anjos maus e, como incenso, enchia de fragrância o lugar em que Se achava. O espírito dos ouvintes era afastado de seu terreno exílio, para o lar celestial." (DTN., pág. 73)

8. Porque que os Israelitas repetiam o cântico junto ao mar durante suas viagens?

Para animar os corações e acender a fé dos viajantes peregrinosAssim, elevavam-se seus pensamentos acima das provações e dificuldades do caminho; abrandava-se, acalmava-se aquele espírito inquieto e turbulento; implantavam-se os princípios da verdade na memória; e fortalecia-se a fé. A ação combinada ensinava ordem e unidade, e o povo era levado a um contato mais íntimo com Deus e com outros." (Ed., pág. 39)

9. Analise o contraste que há entre o antigo costume e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada?

"Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o antigo costume, e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada! Quantos empregam esse dom para exaltar o "eu", em vez de usá-lo para glorificar a Deus!" (PP. 12ª ed., de 1991, pág. 637)

10. O que leva os incautos a se unirem com os amantes do mundo?

"O amor pela música leva os incautos a unir-se com os amantes do mundo nas reuniões de diversões aonde Deus proibiu a seus filhos irem." (Ibid.)

11. Para que Satanás emprega a música?

Para distrair a mente do dever e da contemplação das coisas eternasAssim aquilo que é uma grande bênção quando devidamente usado, torna-se um dos mais bem sucedidos  fatores pelos quais Satanás distrai a mente, do dever e da contemplação das coisas eternas." (Ibid.)

12. Qual deve ser nosso esforço no que diz respeito a nossos cânticos de louvor?

"... Devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais (Ibid.)

13. O que ocorre quando cantamos com o espírito e a compreensão?

"Quando seres humanos cantam com o Espírito e a compreensão, músicos celestes apreendem os acordes e unem-se no cântico de louvor (Testimonies, Vol. 9, págs. 143.)

14. Com que intenção deve-se gastar tempo no cultivo da voz?

"Aquele que nos tem concedido todos os dons que nos capacitam a ser coobreiros com Deus, espera que Seus servos cultivem suas vozes, a fim de que possam falar e cantar de modo que todos compreendam. Não é necessário um cântico ruidoso, mas entoação clara, pronúncia correta e expressão vocal distinta.  Que haja tempo para o cultivo da voz de modo que o louvor a Deus possa ser entoado em tons claros e suaves, não com aspereza  e estridência que ofendem o ouvido." (Ibid.)

15. Por que é difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira?

"Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor." (EV., pág.  505)

16. O que não é música? Quais as duas características do bom cântico?

"Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a melodia dos pássaros - dominado e melodioso." ( EV., pág.  510)  

17. Qual seria a característica de solos inadequados?

"Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos." (Ibid.)

18. Que tipo de cânticos os anjos unem-se a  nós em cantar?

"Eles (os anjos - pois esta nota é continuação da anterior)se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso, eis os que eles se unem a nós em cantar. Eles tomam o estribilho entoado de coração com o Espírito e o entendimento." (EV., págs.  510 e 511)

19. Que tipo de cântico é preferível para os serviços de adoração a Deus?

O canto congregacional. "Nem sempre poucos devem tomar parte no serviço de canto. Tanto quanto possível que toda a congregação se una em louvor." (Testimonies, vol. 9, pág. 144).  "O canto não deve ser feito apenas por uns poucos. Todos os presentes devem ser estimulados a tomar parte no serviço de canto." (EV., pág.  507)

20. Que critérios devem ser usados na escolha do canto para o culto divino?`

(1)  Devemos nos esforçar para aproximar-nos o mais possível da harmonia dos coros celestiais.

(2)  Usar vozes educadas.

(3)  Escolher hinos com música apropriada para a ocasião.

(4)  Melodias alegres, mas solenes.

(5)  Voz modulada, suavizada e dominada.

"A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos esforçar-nos em nossos cânticos de louvor, por aproximar-nos o mais possível da harmonia dos coros celeste. Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas, elevadas ao máximo diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprias essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício. Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem escolher hinos com musica apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres, e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada, suavizada e dominada." (EV., págs. 507 e 508)

21. Do que Deus não se agrada (Em termos de música)?

"Vi que todos devem cantar com o espírito e com o entendimento também. Deus não se agrada de algaravia e desarmonia (dissonância) .  O correto é sempre mais grato que o errado." (Testimonies, Vol. 1, pág. 146 ;  TS. Vol. 1, pág. 45)

22. Quais os resultados quando o povo de Deus aproxima-se do canto correto, harmonioso?

Deus é glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente impressionados.

"E quanto mais perto o povo de Deus puder aproximar-se do canto correto, harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada, e os incrédulos favoravelmente impressionados." (Ibid.)

23. Como eram as músicas executadas na reunião campal de Indiana em 1900 segundo relatado por Testemunhas oculares?

(1) Acompanhadas por instrumentos musicais tais como: órgão, contrabaixo, rabecas, flautas, tamborins, cornetas e um grande surdo.

(2)  Muito altas a ponto de não se poder ouvir a voz da congregação ao cantarem.

(3)  São musicas dançantes com letra sagrada.

(4)  Não usavam o hinário que os Adventistas da época usavam.

(5)  Eram ritmadas.

24. Como seriam as músicas imediatamente antes da terminação da Graça? Por que seria assim?

Com gritos, tambores e dança. Porque os sentidos dos seres racionais ficarão confundidos.

"As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. Demosntrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas." (ME. Vol. 2, pág. 36)

25. A quem haveriam de atribuir o tipo de música que ocorria antes da terminação da Graça?

"E isto será chamado operação do Espírito Santo (Ibid.)

26. Por que métodos o Espírito Santo nunca Se revela?

"O Espírito Santo nunca se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído." (Ibid.)

27. Com que intenção Satanás criaria tal tipo de música?

"Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo." (Ibid.)

28. O que seria melhor do que usar o tipo de música usada na Campal de 1900?

"É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em Janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas.  Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção." (Ibid.)

29. O que Satanás fará da música?

"Essas coisas que aconteceram no passado hão de acorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigia." (ME. Vol. 2. pág. 38)

30. Como não sermos enganados pelos ardis de Satanás?

Lendo, estudando e dando ouvidos à Palavra de Deus e aos Testemunhos do Espírito de Profecia.

"Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas tem sido dadas a fim de todos entenderem." (Ibid.)

31. Que tipo de música não se ouviam nas Escolas dos Profetas?

Valsas frívolas ou canções petulantes.

"A arte da melodia sagrada era diligentemente cultivada. (na Escola dos Profetas) Não se ouviam valsas frívolas ou canções petulantes que elogiassem o homem e desviassem de Deus a atenção; ouviam-se, porém, sagrados e solenes salmos de louvor ao Criador, que engrandeciam Seu nome e relatavam Suas obras maravilhosas." (FEC.pág. 97)

32. Que tipo de música, e o que havia na espécie de social descrita em CPPE. na pág. 306?

"Tem havido em____________uma espécie de reuniões sociais inteiramente diversas em seu caráter, reuniões de prazer, que tem sido um opróbrio às nossas instituições e à igreja. Essas reuniões estimulam o orgulho do vestuário, orgulho da aparência, a satisfação do próprio eu, a hilaridade e frivolidade. Satanás é recebido como hóspede de honra e toma posse dos que promovem essas reuniões.

"A visão de que um desses grupos me foi apresentada -  grupo em que se achavam reunidas pessoas que professavam crer na verdade. Uma delas achava-se a um instrumento de música, e cantava canções que faziam chorar os anjos da guarda; Havia ruidosa alegria, havia riso vulgar, abundância de entusiasmo e uma espécie de inspiração; mas a alegria era daquela espécie que unicamente Satanás é capaz de produzir." (CPPE. pág. 306)

33. Que tipo de música se adequam ao gosto dos jovens?

"Foi-me mostrado que a juventude deve assumir um padrão elevado e fazer da Palavra de Deus seu conselheiro e sua guia. Solenes responsabilidades repousam sobre os jovens, às quais consideram levianamente. A apresentação de música em seus lares em vez de conduzir à santidade e espiritualidade tem sido um meio para afastar as mentes da verdade. Canções frívolas e música popular do dia parecem adequadas ao seu gosto. Os instrumentos de música tem tomado o tempo que deveria ser devotado à oração." (Testimonies, vol. 1, págs. 496 e 497)

34. Descreva a atitude dos anjos diante de um grupo de cristãos que cantam músicas e canções frívolas?

"As coisas eternas tem pouco peso para a juventude. Anjos de Deus choram quando registram palavras e atos de professos cristãos. Adejam anjos em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos; ouvem-se sons de música em canto e instrumentos. Cristãos acham-se reunidos nessa casa; mas que é que ouvis?  Um cântico, uma frívola canção, própria para um salão de baile. Vede, os puros anjos recolhem para si a luz, e os que se acham naquela habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos afastam-se da cena. Tem a tristeza no semblante. Vede como choram! Isto vi eu repetidas vezes pelas fileiras dos observadores do sábado, e especialmente em _____________." (Testimonies vol. 1, pág. 506)

35. O que é música para muitos professos observadores do sábado?

"A música é o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do Sábado. Satanás não faz objeções à música, uma vez que a possa tornar um caminho de acesso à mente dos jovens  (Ibid.)

36. Que tipo de música não se harmoniza com o gosto de jovens cristãos professos?

"Jovens reúnem-se para cantar e, se bem que cristãos professos, desonram freqüentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a escolha que fazem da música. A música sagrada não está em harmonia com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos positivos ensinos da Palavra de Deus, que haviam sido passados por alto. No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os que não lhes deram ouvidos." (Ibid.)

37. O que produz as diversões teatrais?

"Entre os mais  perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro foco de imoralidade. Hábitos viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. Canções baixas, expressões e atitudes licenciosos depravam a imaginação  e rebaixam a moralidade. Todo jovem que costuma assistir a essa exibições  se corromperá em seus princípios. Não há em nosso país influência mais poderosa para envenenar a imaginação, destruir as impressões religiosas e tirar o gosto pelos prazeres tranqüilos e as realidades sóbrias da vida, que as diversões teatrais. O amor a essas cenas aumenta a cada condescendência, assim como o desejo de bebidas intoxicantes se fortalece com seu uso  (CPPE., pág. 302)

38. Como Balão conseguiu trazer o desagrado de Deus sobre os Israelitas?

"...Aconselhou Balaque a proclamar uma festa idólatra em honra a seus deuses, e persuadiria os israelitas a assistirem-na de modo que se deleitassem com a música, e então, as mais belas mulheres midianitas seduziriam os israelitas levando-os a transgredir a lei de Deus e a se corromperem e também influenciariam a sacrificar aos ídolos. Este conselho satânico foi muito bem sucedido." (Spiritual Gifts, vol. 4, pág. 49)

" Iludidos pela música e dança, e seduzidos pela beleza das vestais gentílicas, romperam sua fidelidade com Jeová (PP., pág. 479)

39. EGW. Fala de música secular aceitável cantada pelos músicos do navio onde se encontrava. Que características possuíam?

"Por cerca de uma hora a neblina não se dissipava e o sol não conseguia penetrá-la. Os músicos (no navio), que deviam desembarcar naquele local, entretinham os impacientes passageiros com música bem apresentada e bem selecionada. Ela não feria os sentidos como na noite anterior, mas era suave e realmente gratificante aos sentidos porque era harmoniosa." (Carta 6b, págs. 2 e 3 . Escrita ao desembarcar na Nova Zelândia em Fevereiro de 1893)

40. A formação musical do irmão "S"se adequava mais a quê?

"O irmão S possui bom conhecimento musical, mas sua formação em música foi do tipo a adequar-se mais ao palco do que ao solene culto de Deus (Manuscrito 5, 1874)

41. Qual a opinião de EGW, sobre os movimentos corporais na música para o serviço religioso?

"Movimentos corporais são de pouco proveito. Tudo o que está ligado, de alguma forma, com o serviço religioso deve ser digno, solene e impressivo....Pode-se dizer o mesmo do canto. Assumis atitudes não dignas. Podes todo o volume e potência de voz que podeis. Abafais os acordes mais suaves e as notas de vozes mais harmoniosas que a vossa. Esse movimento corporal e a voz alta e estridente não faz harmonia àquele que ouvem na terra e aos que ouvem no Céu (Ibid.)

42. Do que Deus não se agrada em Ministros que professam ser representantes de culto? Por quê?

"Deus não se agrada quando ministros que professam ser representantes de Cristo, representam-No tão mal como se fossem arremessar o corpo em atitudes de representação, gesticulando de modo indigno e vulgar, apresentando movimentos grosseiros e reles. Tudo isso diverte e despertará a curiosidade daqueles que desejam ver coisas estranhas, empolgantes e bizarras, mas não elevará a mente e o coração daqueles que as testemunham." (Ibid.)

43. O que não apresenta o côro dos anjos? Por quê?

"O coro dos anjos não apresenta notas estridentes e gesticulações. Seu canto não irrita o ouvido. É suave e melodioso e flui sem o esforço que eu tenho presenciado. Não é forçado e estridente exigindo exercícios físicos (Ibid.)

44. Quando há movimentos grosseiros durante o canto o que ocorre com alguns?

"Alguns não conseguem reprimir pensamentos não sagrados e sentimentos de leviandade ao ver os movimentos grosseiros durante o canto." (Ibid.)

45. A exibição e contorções do corpo, a aparência desagradável da melodia forçada pareciam tão fora de lugar para onde? O que produziam?

"A exibição e contorções do corpo, a aparência desagradável da melodia forçada pareciam tão fora de lugar para a casa de Deus,  tão cômicas, que as solenes impressões produzidas nas mentes foram removidas. Os pensamentos daqueles que crêem na verdade não permanecem tão elevados como antes do canto." (Ibid.)

46. Por que foi muito difícil tratar com o irmão "S "?

"Tem sido muito difícil lidar com o caso do irmão S.. Ele tem se portado como uma criança indisciplinada e deseducada. Quando seus atos são questionados, em vez de tomar a reprovação como uma bênção, ele deixa que seus sentimentos o julguem melhor, torna-se desencorajado e não faz nada. Se ele não puder fazer tudo como quiser, do seu modo, não ajudará de modo nenhum (Ibid.)

47. Qual a origem da música?

"A música é de origem celeste. Há grande poder nela." (Ibid.)

48. É suficiente conhecer os rudimentos do canto? Por quê?

"Não é suficiente conhecer os rudimentos do canto; porém, aliado ao conhecimento, deve haver tal ligação com o Céu que anjos possam cantar através de nós." (Ibid.)

49. O irmão "S" cantava na igreja mas seu canto em realidade era oferecido a quem?

"Tendes cantado mais para os homens do que para Deus (Ibid.)

50. Qual era o árduo trabalho do irmão "S"?

"Tem sido um árduo trabalho para vós superar vossos hábitos naturais e viver uma vida santa e abnegada." (Ibid.)

Fonte: http://www.iaec2.br/pessoais/jorgemario/musica/ellenwhite.htm 

 

Citações de Ellen G. White sobre a Música na Igreja

1. O PROPÓSITO DA MÚSICA - Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e eficiente, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o antigo costume, e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada! Quantos empregam esse dom para exaltar o "eu", em vez de usa-lo para glorificar a Deus! O amor pela música leva os incautos a unirem-se com os amantes do mundo nas reuniões de diversões aonde Deus proibiu a sus filhos irem. Assim aquilo que é uma grande bênção quando devidamente usado, torna-se um dos mais bem sucedidos fatores pelos quais Satanás distrai a mente, do dever e da contemplação das coisas eternas.

A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido adestramento da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a esse a expressão correta. – Patriarcas e Profetas, pág. 594

2. "Guinchando" as palavras sagradas de hinos de louvor - A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos esforçar-nos em nossos cânticos de louvor, por aproximar-nos o mais possível da harmonia dos coros celestes. Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas, elevadas ao máximo diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprio essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício. Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada, suavizada e dominada. – Sign of the Times, 22 de junho de 1882 (Evangelismo, pág. 507 e 508)

3. Sem algaravia ou dissonância – Vi que todos devem cantar com o espírito e com o entendimento também. Deus não se agrada de algaravia (confusão de vozes, vozearia, algazarra, berreiro) e dissonância (sucessão de sons desarmônicos). O correto é sempre mais grato que o errado. E quanto mais perto o povo de Deus puder aproximar-se do canto correto, harmonioso, tanto mais Ele é glorificado, a igreja beneficiada, e os incrédulos favoravelmente impressionados. – Testemonies, vol. 1, pág. 146 (1857)

4. Uma balbúrdia de ruídos que confundem os sentidos – As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se poderá confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruídos. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter culto ao Senhor misturado com música do que usar instrumentos musicais para fazer a obra que, foi-me apresentada em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para se ter um carnaval, e isto será chamado de operação do Espírito Santo. Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto.Carta 132, 1900 a S. N. Haskell (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 36 e 37)

4. Música aceitável se não for adequadamente conduzida será uma armadilha de Satanás - ...Satanás opera entre algazarra e confusão de tal música, a qual devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente. Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida. Deus convida o Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo de novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera. – Carta 132, 1900 a S. N. Haskell (Publicada em Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 37 e 38)

5. Como atingir os que estão lá fora? - Há pessoas que estão prontas para fazer uso de qualquer coisa estranha, que possam apresentar como surpresa ao povo... nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversões, mas precisamos elevar o pecador corrupto à alta norma da lei de Deus. Evangelismo, pág. 137

6. O ritmo - De todos os elementos musicais é o ritmo o que provoca a mais forte reação física. Os maiores êxitos de Satanás são freqüentemente obtidos pelo seu apelo à natureza física. Demonstrando atilado conhecimento dos perigos que há neste apelo à juventude, Ellen White afirmou: "Eles têm um ouvido aguçado para a música, e Satanás sabe qual o órgão excitar, incitar, absorver e fascina a mente de modo que Cristo não seja desejado. Desvanecem-se os anseios espirituais da alma por conhecimento divino, por crescimento em graça." Testemonies, vol. 1 pág. 497. esta é uma forte indicação da maneira pela qual a música pode ser usada em direta oposição ao plano de Deus. Os estilos "jazz", "rock" e formas híbridas semelhantes são notórias em criar reações sensuais nas multidões.

7- É necessário estudar - "Mas elevado do que o sumo pensamento humano pode atingir, é o ideal de Deus para com os seus filhos." – Educação, pág. 18. Os que se esforçam por alcançar este elevado ideal e os que dirigem as apresentações da juventude acharão orientação através do piedoso estudo da música com o auxílio do Espírito Santo.

8. O ritmo, segundo a Associação Geral - "Além do problema do ritmo, há outros fatores que afetam as qualidades espirituais da música":

Tratamento vocal: o estilo estridente comum ao "rock", o estilo insinuante, sentimental, cheio de sopros ao jeito dos solistas de ‘boate’ e outras distorções da voz humana devem ser terminantemente evitados.

Tratamento da harmonia – deve-se evitar música saturada com acordes 7a., 9a., 11a., e 13a. bem como outras sonoridades extravagantes. Estes acordes quando usados com restrição, produzem beleza, mas usados em excesso desviam a atenção do conteúdo espiritual do texto.

Apresentação pessoal – não deve ter lugar nas apresentações qualquer coisa que chame indevidamente a atenção para o cantor ou executante, como movimento excessivo e afetado do corpo, ou traje inadequado.

Volume do somdeve-se ter muito cuidado em evitar excessiva amplificação do som, quer instrumental, quer vocal. O volume do som deve ser adequado às necessidades espirituais dos que apresentam a mensagem musical, bem como dos que a recebem. Deve-se selecionar cuidadosamente os instrumentos cujo som será amplificado.

Apresentação toda apresentação de música sacra deve ter o objetivo supremo de exaltar a Cristo, em lugar de exaltar o músico ou promover entretenimento." Associação Geral – IASD , 1972

9. A Igreja x O mundo- "A missão da igreja é, não copiar o mundo em seu estilo de vida ou preferência musical mas oferecer-lhe um modelo superior de vida e gosto artístico, que, de algum modo, reflita a vida e a música do céu." S. J. Schwantes

10. No passado - Nas fronteiras de Canaã, a um passo da Terra Prometida, por conselho de Balaão, as prostitutas moabitas atraíram os filhos de Deus. "Iludidos pela música e a dança, e seduzidos pela beleza das vestes gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos folguedos e festins, a condescendência para com o vinho anuviou-lhes os sentidos, e derrubou as barreiras do domínio próprio. A paixão teve pleno domínio; e havendo contaminado a consciência pela depravação, forma persuadidos a curvar-se aos ídolos. Ofereceram sacrifícios sobre os altares gentílicos e participaram dos mais degradantes ritos." (Patriarcas e Profetas, pág. 479)

11. No final do tempo - Aproximando-nos do final do tempo, ao achar-se o povo de Deus nas fronteiras da Canaã celestial, Satanás redobrará, como fez antigamente, os seus esforços para os impedir de entrar na boa terra. Arma suas ciladas a toda alma." (Idem, pág. 483)

12. Como se livrar de Satanás e suas tentações -"Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem guardar bem as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros." (Patriarcas e Profetas, pág. 486)

13. Quando Deus hoje observa as tendências da música na Igreja, pendendo para ritmos e balanços da sensual música fenícia moderna, solenemente ainda diz: "Tenho contra ti que toleras Jezabel! Apoc. 2:20".

14. Em relação a música, em que o mundo difere de nós e vice-versa? Só na letra das músicas que cantamos? "... A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo" (O Grande Conflito, pág. 512)

15. "Músicas ritmadas e histeria provocada – Eu assisti à reunião campal em setembro de 1900, que se realizou em Municie, onde presenciei em primeira mão o excitamento fanático e as atividades destas pessoas. Havia numerosos grupos de indivíduos, espalhados pelo acampamento, ocupados em discutir, e, então, quando os fanáticos conduziram os serviços em um grande pavilhão, envolveram-se em um alto grau de excitamento pelo uso de instrumentos musicais tais como: trompetes, flautas, instrumentos de corda, tamborins, um órgão e um grande surdo. Eles gritavam e cantavam suas músicas ritmadas com o auxílio de instrumentos musicais até que se tornavam realmente histéricos. Muitas vezes, após essas reuniões matinais, ao se dirigirem para a tenda-refeitório, eu os vi tremerem completamente como se tivessem contraído paralisia." – Relatório de Burton Wade a A L. White, 12 de Janeiro de 1962 – Conselhos sobre Música, pág. 26-27

16. Quando Satanás toma conta – tem havido em .... uma espécie de reuniões sociais inteiramente diversas em seu caráter, reuniões de prazer, que têm sido um opróbrio às nossas instituições e à Igreja. Essas reuniões estimulam o orgulho do vestuário, orgulho da aparência, a satisfação do próprio eu, a hilaridade e frivolidade. Satanás é recebido como hóspede de honra e toma posse dos que promovem essas reuniões. A visão de um desses grupos me foi apresentada – grupo em que se achavam reunidas pessoas que professam crer na verdade. Uma delas achava-se a um instrumento de música, e cantava canções que faziam chorar os anjos da guarda; Havia ruidosa alegria, havia riso vulgar, abundância de entusiasmo e uma espécie de inspiração;mas a alegria era daquela espécie que unicamente Satanás é capaz de produzir. É com entusiasmo e uma absorção de que os que amam a Seus se envergonharão. Preparam os que deles participam para pensamentos e ações profanos. Tenho motivos para pensar que alguns dos que tomaram parte naquela cena arrependeram-se sinceramente do vergonhoso ato. – Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 306.

17. Os jovens tem uma solene responsabilidade - "...Foi-me mostrado que a juventude deve assumir um padrão elevado e fazer da Palavra de Deus seu conselheiro e sua guia. Solenes responsabilidades repousam sobre os jovens, às quais consideram levianamente. A apresentação de música em seus lares ao invés de conduzir à santidade e espiritualidade tem sido um meio para afastar as mentes da verdade. Canções frívolas e música popular do dia parecem adequadas ao seu gosto. Os instrumentos de música têm tomado o tempo que deveria ser devotado à oração (...) Testemonies, vol 1, págs. 496 e 497".

18. O perigo dos entretenimentos mundanos – não é seguro para os obreiros de Deus tomar parte em diversões mundanas. Considera-se um dano para os guardadores do sábado associar-se com o mundo na música. Todavia alguns estão em terreno perigoso. Desse modo, Satanás leva homens e mulheres a se extraviarem ganhando o controle do inimigo que não se suspeita dos seus artifícios, e muitos membros da igreja tornam-se mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus – Manuscrito 82, 1900 – Conselhos Sobre Música, pág. 36

19. Não temos tempo para fazermos somente o que nos agrada - "Não temos tempo agora para gastar em buscar as coisas que agradam unicamente aos sentidos. É preciso íntimo esquadrinhar do coração. Necessitamos, com lágrimas e confissão partida de um coração quebrantado, aproximar-nos mais de Deus; e Ele se aproximará de nós. – Review and Herald, 14 de novembro de 1899 (Evangelismo, pág. 510)

20. "Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angelical a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como galhos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera frutos, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois o gozo de Cristo está em sua alma, e esses canto podem eles oferecer como uma oblação a Deus. – Manuscrito 123, 1899 – Conselhos sobre Música, pág. 40)

21. "Qualquer coisa excêntrica no canto deprecia a seriedade e caráter sagrado do serviço religioso. Movimentos corporais são de pouco proveito. Tudo o que está ligado, de alguma forma, com o serviço religioso deve ser digno, solene e impressivo. Deus não se agrada quando ministros que professam ser representantes de Cristo, representam-No tão mal como se fossem arremessar o corpo em atitudes de representação, gesticulando de modo indigno e vulgar, apresentando movimentos grosseiros e reles. Tudo isso diverte e despertará a curiosidade daqueles que desejam ver coisas estranhas, empolgantes e bizarras, mas não elevará a mente e o coração daqueles que as testemunham. Pode-se dizer o mesmo do canto. Assumis atitudes não dignas. Pondes todo o volume e potência de voz que podeis. Abafais os acordes mais suaves e as notas de vozes mais harmoniosas que a vossa. Esse movimento corporal e a voz alta e estridente não faz harmonia àquele que ouve na Terra e aos que ouvem no Céu. Este canto é". deficiente e não aceitável a Deus como melodia suave, doce e perfeita. Não há tais exibições entre os anjos como as que tenho visto algumas vezes em nossos cultos. O coro dos anjos não apresenta notas estridentes e gesticulações. Seu canto não irrita o ouvido. É suave e melodioso e flui sem o esforço que eu tenho presenciado. Não é forçado e estridente exigindo exercícios físicos. (...) A exibição e contorções do corpo, a aparência desagradável da melodia forçada pareciam tão fora de lugar para a casa de Deus, tão cômicas, que as solenes impressões produzidas nas mentes foram removidas. Os pensamentos daqueles que crêem na verdade não permanecem tão elevados como antes do canto." (Conselhos Sobre Música, págs. 44-45)

22. Antes de discordar, pense no que vai fazer - "Sempre houve uma classe que, mostrando-se embora muito piedosos, ao invés de prosseguir no conhecimento da verdade, fazem consistir sua religião em procurar algum defeito de caráter ou erro de fé naqueles com quem não concordam. Tais pessoas são a mão direita de Satanás." (O Grande Conflito, pág. 524, quadragésima edição 1990)

23. Para quem ainda tem dúvidas, há um caminho - "Apenas um caminho há a seguir, para quantos desejem sinceramente livrar-se das dúvidas. Em vez de questionar e cavilar com relação àquilo que não compreendem, atendam à luz que já resplandece sobre eles, e receberão maior luz. Cumpram todo dever que já se lhes fez claro à compreensão, e estarão aptos a compreender e cumprir aqueles sobre os quais estão agora em dúvida. Satanás pode apresentar uma contrafação tão parecida com a verdade, que engane aos que estão dispostos a ser enganados, aos que desejam excluir a abnegação e o sacrifício exigidos pela verdade; impossível lhe é, porém, reter sob o seu poder uma só alma que sinceramente deseje conhecer a verdade, custe o que custar. Cristo é a verdade, e a "luz que alumia a todo o homem que vem ao mundo." S. João 1:9. O Espírito da verdade foi enviado para guiar os homens em toda a verdade. E pela autoridade do filho de Deus se acha declarado: "Buscais, e encontrareis." "Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus." S. Mateus 7:7; S. João 7:17". (O Grande Conflito, pág. 533, quadragésima edição 1990)

24. "Satanás está bem ciente de que a mais débil alma que permaneça em Cristo é mais que suficiente para competir com as hostes das trevas, e que, caso ele se revelasse abertamente, seria enfrentado e vencido. (...) Ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia ou uma hora que seja. Especialmente devemos rogar ao Senhor sabedoria para compreender a Sua Palavra." (O Grande Conflito, pág. 535, quadragésima edição 1990)

25. "A linha de separação entre cristãos professos e ímpios é agora dificilmente discernida. Os membros da Igreja amam o que o mundo ama, e estão prontos para se unirem a ele; e Satanás está resolvido a uni-los em um só corpo, ....". (O Grande Conflito, pág. 593, quadragésima edição 1990)

26. "Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever.

Então, dominando o espírito desses dirigentes, pode influenciar as multidões a seu bel-prazer." (O Grande Conflito, pág. 601, quadragésima edição 1990)

27. "Apesar de achar-se a Bíblia cheia de advertências contra os falsos ensinadores, muitos há que estão prontos a confiar ao clero a guarda de sua alma. Existem hoje milhares de pessoas que professam ser religiosas, e no entanto não podem dar outra razão para os pontos de sua fé, a não ser o haverem sido assim instruídas por seus dirigentes espirituais. Passam pelos ensinos do Salvador, quase sem os notar, e depositam implícita confiança nas palavras dos ministros. São, porém, infalíveis os ministros? Como poderemos confiar nossa alma à sua guia, a menos que saibamos pela Palavra de Deus que são portadores de luz? A falta de coragem moral para sair da trilha batida do mundo, leva muitos a seguirem as pegadas de homens ilustrados; e, pela relutância em examinarem por si mesmos, estão-se tornando desesperançadamente presos nas cadeias do erro. (...) Embora a razão e a consciência estejam convencidas estas almas iludidas não ousam pensar diferentemente do ministro; e seu discernimento individual, os interesses eternos, são sacrificados à incredulidade, ao orgulho e preconceito de outrem.(...) a ignorância não é desculpa para o erro ou pecado, quando há toda a oportunidade de conhecer a vontade de Deus. Um homem está a viajar, e chega a um lugar em que há várias estradas, e uma tabuleta indicando aonde cada uma delas leva. Se desatende à indicação da tabuleta, tomando qualquer caminho que lhe pareça direito, poderá ser muito sincero, mas encontrar-se-á com toda a probabilidade no caminho errado." (O Grande Conflito, págs. 602-603, quadragésima edição 1990)

28. "Não basta termos boas intenções; não basta fazermos o que se julga ser direito, ou o que o ministro diz ser correto. A salvação de nossa alma está em jogo, e devemos examinar as Escrituras por nós mesmos. Por mais fortes que possam ser nossas convicções, por maior confiança que tenhamos de que o ministro sabe o que é a verdade, não seja este o nosso fundamento. Temos um mapa dando todas as indicações do caminho, na jornada em direção ao Céu, e não devemos estar a conjeturar a respeito de coisa alguma." (O Grande Conflito, pág. 604, quadragésima edição 1990)

29. "Um dos motivos por que muitos teólogos não têm compreensão mais clara da Palavra de Deus é o cerrarem os olhos às verdades que não desejam praticar. O compreender a verdade bíblica não depende tanto do vigor do intelecto posto à pesquisa como da singeleza de propósito, do fervoroso anelo pela justiça." (O Grande Conflito, pág. 605, quadragésima edição 1990)

30. "O ministro que sacrificara a verdade a fim de alcançar o favor dos homens, percebe agora o caráter e influência de seus ensinos. É evidente que os olhos oniscientes o estiveram acompanhando enquanto se achava ao púlpito, enquanto andava pelas ruas, enquanto se confundia com os homens nas várias cenas da vida. Toda emoção da alma, toda linha escrita, cada palavra pronunciada, todo ato que levava os homens a descansar em um refúgio de falsidade, esteve a espalhar sementes; e agora, nas infelizes e perdidas almas em redor dele, contempla a messe." (O Grande Conflito, pág. 660, quadragésima edição 1990)

31."Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do Meu pasto. ...Eis que visitarei sobre vós a maldade de vossas ações." "Uivai, pastores, e clamai, e rebolai-vos na cinza, principais do rebanho, porque já se cumpriram os vossos dias para serdes mortos. .... E não haverá fugida para os pastores, nem salvamento para os principais do rebanho." Jeremias 23: 1 e 2; 25: 34 e 35.

32. "O povo vê que foi iludido. Um acusa ao outro de o ter levado à destruição; todos, porém, se unem em acumular suas mais amargas condenações contra os ministros. Pastores infiéis profetizaram coisas agradáveis (...)."(O Grande Conflito, pág. 661, quadragésima edição 1990)

OBS. As citações de O Grande Conflito estão nos capítulos intitulados: "Os Ardis de Satanás", "O Maior Perigo para o Lar e a Vida" e "Nossa Única Salvaguarda"

E lembrem-se irmãos, em toda a história de Bíblia, não se encontra um só momento em que a maioria estava com a razão. Não é de parar para pensar?

Compilação de: Nereida Rodrigues, pianista da Igreja Central Salvador

Por Que o Adventista Não Pode Cantar e Dançar Como Davi?

 

Horrorizamo-nos com a idéia de sacrificar criancinhas sobre os braços de ferro em brasa de algum deus cananita como Moloque, ou em altares a Baal, mas não nos horrorizamos em abandonar nossas crianças diante de TVs, FMs, e sofisticados "sons" para apreciarem fantásticos "shows" de música diabólica, desenvolvendo nelas desde cedo um gosto que as excluirá da vida e da música celestes. Enchemos nossas discotecas de discos, fitas e vídeos de música popular, religiosa ou não, cujo gosto as levará ao fogo da destruição. - Dario Araújo

"A crise que o povo de Deus atravessa tem múltiplos aspectos. O estado laodiceano resulta da falta de interesse no ponto de vista de Deus. A queixa divina no passado era: "O Meu povo não entende" (Isa.1:3). O entendimento, a compreensão, porém, eram deficientes não porque Deus não houvesse esclarecido, mas porque o povo não se interessou em aceitar a luz. De tanto rejeitar a luz divina, o discernimento humano se obscureceu.  

Hoje não é diferente. Em tempo algum da História o povo de Deus teve mais luz sobre todos os aspectos da vida como atualmente. Esta luz (I TS, 488) Deus concede porque nunca os perigos que ameaçam a Igreja foram tão grandes. Se somos demasiado carnais para bem discernir tudo (I Cor. 2 :14, 15), a culpa não é de Deus por não ter esclarecido, mas nossa por estarmos mais inclinados a prosseguir seguindo nossas próprias idéias, nosso próprio apetite e nosso gosto pervertido, sem levar em consideração o que Deus diz.

Especificamente no aspecto da música que os adventistas estão praticando, usando e criando dá-se o mesmo.

 

A situação em certas igrejas e lares se tem tornado tão grave que alguém que ainda tenha discernimento sente-se incapaz de adorar a Deus e receber benefícios espirituais pela péssima qualidade de música praticada, ou seja, música "Popular Religiosa" como se fosse "Sacra". Embora, às vezes, seja apresentada com o nome de Sacra Contemporânea, Música Jovem, Música Moderna, etc., etc., na realidade não passa de música popular que serve apenas para reviver a interpretação dos ídolos da música popular dentro da igreja, sem cogitar no que Deus pensa sobre o assunto.  

Mesmo tendo já a Organização Superior do Movimento Adventista tomado sua posição de acordo com os princípios divinos das Escrituras e do Espírito de Profecia, ainda há os que se esforçam para produzir, traduzir, praticar, divulgar e explorar a música popular religiosa. Poucas pessoas que são responsáveis pela música nas Igrejas, nos Colégios e Seminários Teológicos têm tido a coragem de tomar posição firme ao lado da música correta, praticada com discernimento. O resultado é o avanço audacioso e pretensioso de tudo o que destrói a boa música verdadeiramente sacra" (todo este trecho introdutório foi extraído do Prefácio que fizemos ao Música na Igreja – Torres).

É bem verdade que quem quer que assuma a posição de firmeza pelos princípios poderá ser ridicularizado, ou considerado como sendo da "linha dura", "lei seca", "quadrado", "cafona", "superado", etc. Mas uma coisa é manter a linha correta e outra coisa é não ter linha nenhuma. É preferível examinar a linha que Deus propõe na Bíblia, nos escritos de E. G. White e no Manual da Igreja. Isto é o que faremos.  

Quando Lúcifer foi criado, conforme lemos em Ez. 28:12-19, além de uma preciosíssima cobertura de pedras coloridas e rutilantes engastadas em ouro, foi ele dotado de capacidade musical, pois tinha "em si seus tambores e pífaros". Som e ritmo, harmoniosamente combinados, capacitavam-no a ser o dirigente do coral celeste (Espírito de Profecia, págs. 28 e 29).

O fato de ele ser "perfeito em sabedoria e formosura", ou como diz na Bíblia Viva, "Você era absolutamente perfeito em beleza e sabedoria", indica que a música que ele compunha e ensaiava co o coral dos anjos era perfeitamente bela, perfeita na forma ou estrutura musical, perfeita na maneira de interpretar, perfeita em alcançar o objetivos de adoração e auto realização segundo os padrões divinos.

Infelizmente nós não somos perfeitos para fazer tudo isto Temos, porém, a certeza de que dentro de pouco tempo poderemos fazê-la no céu, se estivermos com nosso gosto devidamente preparado Para Satanás não há mais esta esperança após sua queda, pois dele Deus diz: "Nunca mais serás para sempre". A música que Satanás agora inspira perecerá com ele, mas a perfeita será eterna.

Evidentemente Adão e Eva aprenderam a cantar com o anjos no Jardim, como já mencionamos anteriormente. O cunho da perfeição repousava sobre seus cânticos até que o pecado pôs fim esta perfeição. Compete-nos agora, porém, procurar tornar nosso cânticos tão perfeitos que se aproximem das harmonias angelicais (PP 637).

Outro lance musical da Bíblia a que queremos chamar atenção é o do povo de Israel cantando seu júbilo de gratidão a Deus pela espetacular libertação no Mar Vermelho. Tão importante foi esta criação musical que em Apoc. 15:3 ela reaparece num cenário e ambiente totalmente diverso, ao lado do "Cântico do Cordeiro". A primeira conclusão a que se chega é a de que Moisés era poeta e músico de muitos recursos. Tinha formação e instrução musicais. Inspirado, podia agora produzir uma obra de arte imortal, eterna (PP, 261).

O capítulo 15 de Êxodo prossegue relatando o canto e a dança de Míriam com seu tamborim e das mulheres que a seguiam. Este costume perdurou ainda durante muitos séculos entre os hebreus. Com isto, querem hoje alguns justificar a dança social mista, como fazem certas denominações religiosas após o culto. Não há termo de comparação entre as duas porque "a primeira tendia à lembrança de Deus, e exaltava Seu santo nome. A última é um ardil de Satanás para fazer os homens se esquecerem de Deus e O desonrarem" (PP, 760). Outros querem também justificar o uso de pandeiros e baterias, palmas e gritos, danças e rolação como manifestação de júbilo religioso na igreja.

Pensemos, porém, no seguinte: Onde Míriam aprendeu este costume? De quem o aprendeu? Era esta a melhor maneira de alegrar-se perante Jeová e louvá-Lo? Foi dentro de um recinto, santuário ou igreja?

Tanto Moisés como Míriam estavam familiarizados com a corte egípcia, seus rituais religiosos e suas festas. Na ocasião ela fez o que sabia: o costume egípcio.

Às vezes pensamos no povo de Israel saindo do Egito (quem sabe mais de 3 milhões), como o "povo de Deus", todos gente "fina", asseada e educada. Puro engano! Eram imensa massa humana, heterogênea, ignorante, sem cultura, práticos em fazer tijolos e lidar com barro (quem já fez tijolos à maneira antiga sabe), grosseiros, sujos e sem higiene, a ponto de Deus ter de estabelecer por lei para eles o que os gatos fazem por instinto ao enterrarem suas próprias fezes (Deut. 23:13, 14 ). Moisés tinha que ensinar praticamente tudo a estes que vinham de longa escravidão. Não é de se admirar que fosse o homem mais manso da terra...

Ao pé do Monte Sinai eles também dançaram, embebedaram-se, comeram e folgaram, despiram-se e se corromperam numa festa ao Senhor. Deus tolerou e aceitou a primeira dança junto ao mar, pois não conheciam coisa melhor, mas não deu para tolerar a segunda. O Egito ainda estava no coração deles.

Nada disto havia na inauguração do templo de Salomão, pois a luz sobre a maneira de adorar a Jeová era diferente. A Bíblia é clara em mostrar que a luz divina é comunicada gradativamente. Davi ainda dançou; Salomão já não dançou mais. É claro, pois ele nunca estivera como seu pai pelas cavernas, fugitivo, desterrado, caçado durante anos. O júbilo de Davi é compreensível. Se hoje, porém, um adventista fosse dançando pela rua ao se dirigir para a igreja, se não estivesse embriagado, recomendar-lhe-íamos um exame psiquiátrico e internamento.

O primeiro canto de Moisés foi ao som de pandeiros. O segundo será ao som das harpas de Deus, e ninguém notará a ausência dos pandeiros nem deles sentirá falta!

A descrição bíblica feita da festa inaugural do templo construído por Salomão é impressionante. Nada era improvisado como o cântico junto ao Mar Vermelho; ao contrário, tudo planejado, estudado, ensaiado e executado por pessoas especializadas.

"Os levitas cantares,...vestidos de linho fino, com címbalos e com alaúdes, e com harpas, estavam em pé para o oriente do altar; e com eles cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas uniformemente, e cantavam para fazer ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao Senhor; e levantando eles a voz com trombetas, e címbalos, e outros instrumentos músicos,...a glória do Senhor encheu a casa de Deus" (II Crôn. 5:12-14).

"Aqui está um ideal para todos os coristas e músicos de todos os tempos: que ao ser ouvida a sua música, a glória do Senhor encha a casa" (Helen G. Grauman - "Música em Minha Bíblia" CPB, pág. 931).

Imaginemos um grande Templo Adventista com órgão de tubos, orquestra sinfônica, coral, congregação, cantando com o espírito e o entendimento antífonas de música genuinamente sacra...

Que antegozo da eternidade...! Ainda assim haveria os que preferissem ouvir alguém de poucos recursos vocais, quase engolindo o microfone, arrebentando os tímpanos da congregação ao som de um "play back" de sintetizador, guitarras e baterias com ritmos"modernos"!

Nas fronteiras de Canaã, a um passo da Terra Prometida, por conselho de Balaão, as prostitutas moabitas atraíram os filhos de Deus.

"Iludidos pela música e a dança, e seduzidos pela beleza das vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos folguedos e festins, a condescendência para com o vinho anuviou-lhes os sentidos, e derrubou as barreiras do domínio próprio. A paixão teve pleno domínio; e, havendo contaminado a consciência pela depravação, foram persuadidos a curvar-se aos ídolos. Ofereceram sacrifícios sobre os altares gentílicos e participaram dos mais degradantes iitos" (PP, 479).

E tudo começou com o tipo de música. Pior que a irmã White prossegue na pág. 483:

"Aproximando-nos do final do tempo, ao achar-se o povo de Deus nas fronteiras da Canaã celestial, Satanás redobrará, como fez antigamente, os seus esforços para os impedir de entrar na boa terra. Arma suas ciladas a toda alma".

E mais adiante, à pág. 486, ela diz:

"Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem guardar bem as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros", inclusive música popular, que é o começo do processo.

Os séculos se arrastaram e o povo de Israel continuou em seus altos e baixos. Antes do cativeiro, porém, Satanás preparou outro assalto. Desta vez na Fenícia. As prostitutas usavam a música para atrair e seduzir os homens. Em Tiro elas "levavam uma harpa quando andavam pelas ruas. Isaías compara Tiro a uma tal mulher. A música era usada por essas mulheres como um dos poderosos meios de sedução. Nestas palavras o profeta compara Tiro durante os setenta anos de esquecimento prestes a vir, como uma prostituta:

'Tiro será como a canção de uma prostituta.
Toma a harpa, rodeia a cidade,
Ó prostituta entregue ao esquecimento:
Toca bem, canta e repete a ária
Para que haja memória de ti!' Isa. 23:15, 16" (Música em Minha Bíblia, pág. 111).

Lembremo-nos também de que o rei de Tiro foi o símbolo que Deus encontrou para representar a queda de Lúcifer no Céu, como já vimos (Ez. 28).

As cantoras fenícias, chamadas "dançarinas", tornaram-se as preferidas até no Egito, pois "em muitos túmulos dos antigos egípcios encontramos representações de moças dançando em festas particulares ao som de vários instrumentos, de maneira semelhante às modernas 'ghawazee' (dançarinas) ; no entanto, mais licenciosas, com uma ou mais destas dançarinas apresentando-se em estado de completa nudez, embora na presença de homens e mulheres de alta posição". Carl Engel, Music of the Most Ancient Nations, págs. 258 e 259 (citado em "Música em Minha Bíblia", pág. 111).

Por isso o profeta Ezequiel já profetizara: "Eu farei cessar o arruído das tuas cantigas e o som de tuas harpas não se ouvirá mais" (Ez. 26:13).

As coisas, porém, se complicaram quando se viraram para o lado de Israel. Houve uma princesa fenícia que foi trazida para ser rainha em Israel, pois Acabe a buscou para ser sua esposa.

Não nos precisamos demorar. Conhecemos a história de Jezabel. Estabeleceu centenas de profetas da idolatria e alimentava-os oficialmente. Notadamente Deus Se queixava de que Seu povo O abandonara e seguira a Baal. Jezabel fez que a sensual música das dançarinas fenícias enfeitiçasse os israelitas; no confronto com Elias no Carmelo, após seu culto agitado de música, danças e retalhações, os profetas foram finalmente massacrados. Jezabel quis matar a Elias mas não conseguiu. Mandou matar de maneira pérfida e vergonhosa um homem honesto chamado Nabote para dar sua propriedade como presente ao rei fantoche. Quando Jeú chegou para acabar com a família real, ela ainda foi capaz de se pintar em volta dos olhos como uma prostituta para tentar seduzi-lo. Da janela elevada ela foi precipitada e esborrachou-se no chão. Os cães a devoraram.

Jezabel e o culto a Baal provocaram as maiores reações de Deus. Com o correr dos anos a influência de tal música continuou na vida dos israelitas. Não tardou para que o gosto por este tipo de música estivesse desenvolvido e, como passo natural seguinte, passaram a misturar a música do Templo, da adoração com esta música profana. Deus não podia tolerar um culto agitado, estimulado por música agitada e danças que abriam as portas à prostituição sagrada e oficializada. Quando Deus ouviu no Seu próprio culto os sagrados e solenes salmos desvirtuados e misturados com a sensual música fenícia, como moldura musical para sacrifícios formalísticos, mandou da pequena vila de Tecoa o profeta Amós sacudir Israel com a vibrante mensagem que lemos no cap. 5:23 "Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos". A Bíblia Viva parafraseia assim:

"Acabem com esse barulho das suas canções; eles são um barulho que incomoda meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais belas que sejam".

Quando Deus hoje observa as tendências da música na Igreja, pendendo para ritmos e balanços da sensual música fenícia moderna, solenemente ainda diz: "Tenho contra ti que toleras Jezabel" Apoc. 2:20. Por mais que vocês gostem da mistura do sacro com o profano, por mais discos, fitas e "play-backs" que vocês gravem, por mais que vocês explorem essa música popular religiosa e montem negócios de milhões, por mais que vocês apreciem embriagar-se com ela, seja na língua que for, por mais "bacana" e "legal" que vocês achem que ela seja, não a ouvirei." Tirem estas coisas daqui"! João 2:16 (Bíblia Viva). - Dario Pires de Araújo. Texto extraído do livro Música, Adventismo e Eternidade, págs. 32-38.

 

Três Visões da Sra. White Sobre Música

Há pessoas que não entendem facilmente linguagem simbólica, como "os frutos da oferta de Caim", "o fogo estranho de Nadabe e Abiú", nem linguagem indireta e branda, repassada de eufemismos. Deus sabe que existem mentes assim. De forma que, para que estas pessoas também sejam despertadas, Ele envia Seus mensageiros com linguagem direta, vibrante, clara, e, às vezes, contundente para salvar a todos, ou pelo menos o maior número possível. Mostra o perigo em forma de visões a Seus profetas e estes as transmitem para benefício da Igreja.

1ª Visão

Comecemos com a visão publicada no livro Mensagens aos Jovens, págs. 295 e 296, extraída de Testimonies, vol. 1, pág. 506.

"Adejam anjos em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos; ouvem-se sons de música em canto e instrumentos. Cristãos acham-se reunidos nessa casa; mas que é que ouvis? Um cântico, uma frívola canção, própria para o salão de baile. Vede os puros anjos recolhem para si a luz, e os que se acham naquela habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos afastam-se da cena. Têm a tristeza no semblante. Vede como choram!

"Isto vi eu repetidamente pelas fileiras dos observadores do sábado, e especialmente em ____________. A música têm ocupado as horas que deviam ser devotadas à oração. A música é o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do sábado. Satanás não faz objeções à música, uma vez que a possa tornar um caminho de acesso à mente dos jovens. Tudo quanto desviar a mente de Deus, e empregar o tempo que devia ser votado a Seu serviço, serve a fins do inimigo. Ele opera através dos meios que mais forte influência exerçam para manter o maior número possível numa aprazível absorção (agradável enfatuação), enquanto se acham paralisados por seu poder. Quando empregada para bons fins, a música é uma bênção; mas é muitas vezes usada como um dos mais atrativos instrumentos de Satanás para enredar almas. Quando mal empregada, leva os não consagrados ao orgulho, à vaidade, à estultícia. Quando se lhe permite tomar o lugar da devoção e da prece, é uma terrível maldição. Jovens reúnem-se para cantar e, se bem que cristãos professos, desonram freqüentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a escolha que fazem da música. A música sacra não está em harmonia com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos positivos ensinos da Palavra de Deus, que haviam sido passados por alto. No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os que lhes não deram ouvidos."

A expressão: "Isto vi eu repetidamente pelas fileiras dos observadores do sábado" mostra a insistência de Deus em chamar a atenção dos Adventistas do 7º Dia para o perigo que os jovens correm. Este perigo é enorme, pois no vol. II dos Testemunhos, pág. 144 ela pergunta:

"Como posso eu suportar a idéia de que a maioria da juventude nesta época vai perder a vida eterna? Qh, se o som dos instrumentos de música cessasse, e os jovens não esbanjassem tanto seu precioso tempo em agradar suas próprias fantasias e caprichos." E os testemunhos são para a Igreja.

Além de deduzirmos que a maioria da juventude adventista neste tempo vai perder a vida eterna, podemos também saber que a causa disto está relacionada com música. Estes instrumentos de música não podem ser os que ela recomenda que sejam usados na igreja, nos cultos e reuniões campais habilmente tocados (Test. lV, págs. 62, 71; vol. IX, págs. 143 e 144). Devem ser instrumentos e músicas dos quais ela mesma escreve em Test. vol. 1, pág. 497:

"A introdução da música em seus lares, em vez de estimular para a santidade e espiritualidade, tem sido o meio para distrair suas mentes da verdade. As canções frívolas e as músicas populares de hoje parecem agradar seus corações."

As expressões "canções frívolas" e "músicas populares de hoje" revelam o tipo de instrumentos e de música, numa época em que o "jazz" começava a se generalizar.

Também podemos saber que, quando no lar dos adventistas soa música popular, terão que ouvi-la sozinhos, pois os anjos de Deus se retiram dali com lágrimas. E pior ainda, essa música "é o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do sábado".

Depois de termos esclarecido em capítulo anterior os efeitos físicos e psicológicos da música através do tálamo, compreendemos melhor como Satanás pode usar a música popular como meio, ou canal de acesso para o controle da mente. Enquanto as pessoas ficam numa "aprazível absorção," agradável enfatuação, acham-se "paralisadas por seu poder." Não é de se estranhar a debilidade espiritual da juventude.

É importantíssimo notar que Satanás sabe de todos estes efeitos que a música tem sobre o indivíduo. Por isso é que a irmã White, em Test. vol. 1, pág. 496, se refere às mentes dos jovens cheias de tolices e insensatez, e continua: "Possuíam ouvido afinado para a música, e Satanás sabia que órgão excitar para estimular, controlar e fascinar a mente, de tal maneira que Cristo não fosse desejado". Como Deus é bom em revelar de antemão todas estas coisas, mesmo antes das descobertas científicas! Só não vê quem não quer!

Este estado laodiceano é sintoma de gosto pervertido e discernimento cegado. "A música sacra não está em harmonia com seus gostos."

Se lhes for permitido, trarão música a seu gosto para dentro da igreja sem perceber a profanação que levam a efeito. Pode até ser que alguns dos que estão à plataforma, bem como da congregação, no final da apresentação digam "amém", quando os anjos e a presença de Deus já se foram há muito...

Por que trazer música popular religiosa para os lares e para as igrejas?

Se Deus for a fonte da música popular, será culpado de a maioria da juventude se perder. A música sacra e a popular não podem ter a mesma origem. Música sacra é instrumento de salvação; música popular é a causa de a maioria da juventude adventista se perder, se persistir neste tempo no erro, pois "no juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os que lhes não deram ouvidos."

2ª Visão

A segunda visão que analisaremos está publicada em Mensagens Escolhidas, vol. II, págs. 36-38.

"As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo."

"O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia e ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter o culto misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais.

"A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das agências satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo"...

"Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto. A mesma espécie de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844. Os homens ficaram excitados, e eram trabalhados por um poder que pensavam ser o poder de Deus"...

"Não entrarei em toda a penosa história; é demasiado. Mas em janeiro último o Senhor mostrou-me que seriam introduzidos em nossas reuniões campais teorias e métodos errôneos, e que a história do passado se repetiria. Senti-me grandemente aflita. Fui instruída a dizer que, nessas demonstrações, acham-se presentes demônios em forma de homens, trabalhando com todo o engenho que Satanás pode empregar para tornar a verdade desagradável às pessoas sensatas; que o inimigo estava procurando arranjar as coisas de maneira que as reuniões campais, que têm sido o meio de levar a verdade da terceira mensagem angélica perante as multidões, venha a perder sua força e influência"...

"O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão de serpente."

"Essas coisas que aconteceram no passado hão de acontecer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida. Deus convida a Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo de novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera".

Escatologia é o estudo dos acontecimentos finais da História Universal. Esta visão se refere a este tempo pois diz: "imediatamente antes da terminação da graça", e todo adventista sabe o que siginifica "fechar-se a porta da graça". As expressões "nossas reuniões campais", e "tal espécie de culto" deixa bem claro que são as grandes concentrações e os cultos da Igreja Adventista do 7º Dia hoje, repetindo algo que aconteceu na época do surgimento da Igreja, aliás, uma "penosa história".

Outra verdade que ressalta é que perante Deus é melhor um culto sem música, do que tê-lo com música que não presta.

É bastante forte a expressão: "para ter um carnaval", quando se trata de confusão entre "operação do Espírito Santo" e "forças das agências satânicas" no alarido e barulho, com tambores, música e dança (note-se que naquele tempo ainda não se usava o termo "bateria"), confusão de ruídos e multidão de sons, uma verdadeira "algazarra". É nesta "tal música" que Satanás opera e nada tem que ver com o Espírito Santo.

Deus quer que a mensagem do terceiro anjo "se destaque em pureza (pág. 37). Voltaremos ao assunto para esclarecer o que é hino puro, mas o que está errado e condenável nesta apresentação não é o hino, e sim a maneira de como é conduzido. Se a maneira de executar fosse o próprio hino, "seria um louvor e glória a Deus", mas como precisava haver um "arranjo novo", "moderno", com "gosto de juventude" (transviada), torna-se um "laço", uma armadilha do inimigo. Dizer que esta estratégia satânica é evangelística, ou que se trata de diferenças culturais é pura ignorância ou racionalização. Dizer-se que o panorama das nossas apresentações de conjuntos e amplificadores ainda não chegou a ser exatamente o que a visão revelou é querer esquecer que o processo leva para lá.

"O Senhor mostrou-me que... a história do passado se repetiria", e "hão de ocorrer no futuro" são expressões que explicam bem a razão de termos começado este livro da maneira como o fizemos.

Esta "comichão do desejo de dar origem a algo de novo" nunca deu coisa boa em música sacra porque, para os caçadores de novidades, o Espírito Santo já é velho e ultrapassado por ter inspirado alguém há 50, 100 ou 200 anos.

"Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem", isentando a Deus da responsabilidade e dos resultados da insistência de Laodicéia em usar música popular religiosa nos Congressos J.A., Festivais, Concentrações e reuniões da Igreja.

Há pessoas que estão apreensivas, orando em favor dos nossos grandes e pequenos evangelistas, a fim de que entendam que "a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo" (O Grande Conflito, pág. 512); e isto inclui os costumes mundanos no cantar.

Podemos estar certos e seguros de que quanto mais música "rockenta", sacudida, "relinchante" (como dizia o Prof. Ritter), popularizada à moda do mundo, loucamente amplificada em nossas reuniões, mais se aproxima o encerramento da graça.

3ª Visão

Por fim analisaremos a visão publicada em Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 45, dentro do capítulo "Sê Zeloso e Arrepende-te", o apelo especifico para a sétima igreja, ou seja, o povo remanescente.

Entre outros assuntos, aparece o ideal para nossa música sacra, na descrição da Serva do Senhor.

"Vi que todos devem cantar com o Espírito e com o entendimento também. Deus não se agrada de algaravia e desarmonia. O certo é-Lhe sempre mais aprazível que o errado. E quanto mais perto puder chegar o povo de Deus do canto correto, harmonioso, tanto mais será Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos impressionados favoravelmente".

"Foi-me mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti-me arrebatada ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da visão, o canto aqui me soou muito áspero e dissonante. Vi grupos de anjos que se achavam dispostos em quadrado, tendo cada um uma harpa de ouro. Na extremidade inferior dela havia um dispositivo para virar, afinar e fixar a harpa, ou mudar os tons. Seus dedos não corriam pelas cordas descuidosamente, mas faziam vibrar diferentes cordas para produzir diferentes acordes. Há um anjo que dirige sempre, o qual toca primeiro a harpa a fim de dar o tom, depois todos se juntam na majestosa e perfeita música do Céu. Ela é indescritível. É melodia celestial, enquanto cada semblante reflete a imagem de Jesus, irradiando glória indizível."

Esta mesma música ela descreve em Testimonies, vol. 1, pág. 181, nos seguintes termos:

"Disse o anjo: 'Escutai!' Logo ouvi uma voz que soou como se fossem muitos instrumentos musicais, todos em perfeita afinação, doce e harmoniosa. Esta sobrepujou qualquer música que eu tinha ouvido. Pareceu ser tão cheia de misericórdia, compaixão, elevação e alegria santa, que fez estremecer todo o meu ser."

Ao ler estas descrições, fica-se com vontade de chorar. Chorar de alegria porque logo poderemos estar desfrutando de tal beleza; de tristeza porque Laodicéia parece que está tão longe do ideal, e pior que isto, fazendo força para se distanciar do "canto correto, harmonioso".

"Cantar com o espírito e o entendimento" não é só pensar nas palavras, mas também com um tipo de música ou canto que o Espírito Santo possa tornar aceitável diante de Deus por Seus gemidos inexprimíveis (Rom. 8:26,27), ou, poderíamos dizer, "cânticos inexprimíveis". De acordo com a luz que temos, fazendo o nosso melhor, ainda assim nossas vozes de lata e de taquara rachada estão demasiado longe da perfeição e santidade aceitáveis. É necessária a "tradução" do Espírito e mais a intercessão de Cristo para que Deus possa ouvir e aceitar.

Quando nesta descrição aparecem os termos "melodia celestial, divina", "harmonioso", "ordem", em oposição aos termos "áspero e dissonante", o assunto está tocando nos fundamentos da arte musical. Lá no céu a música é arte que combina os sons de maneira ordenada nos elementos básicos de melodia, harmonia, ritmo e forma musical. A "harmonia dissonante", que explora sem resolução os intervalos de 7ª, 9a, etc., como a arte moderna o faz, e como se faz nas músicas de boate, é estranha à música do Céu. Nada adianta a qualquer músico hoje insistir em que sua formação seja de modernismo harmônico dissonante; diante da música do Céu não é formação, e sim, deformação. O assunto é tão claro que, para não se chegar a tais conclusões, é preciso ser mal intencionado.

Outro ponto importante é que os instrumentos e vozes são afinados. "Perfeita afinação" por um diapasão básico, dado por quem dirige, tudo torna a música celeste mais familiar com o que tentamos praticar na Terra.

A música celeste "é indescritível". Podemos, pois, esperar que nada no mundo, atualmente, se lhe iguale. Entretanto deve haver um tipo de composição aqui que, mesmo de longe se pareça mais com ela.

Fiquei, certa vez, muito curioso quando soube que a irmã White mantinha sempre à vista, num porta-retrato, uma gravura do perfil de Jesus que, segundo sua impressão, era o mais parecido semblante que ela havia visto ao Jesus de suas visões. Quando vi um diapositivo deste quadrinho, fiquei deslumbrado. Achei-o belíssimo. Pena que em matéria de música, ou porque não tinha muito conhecimento da literatura musical do mundo, ou por alguma outra razão, ela não tenha dito que gostava de certa música porque a fazia lembrar um pouco, de longe, a música do Céu. Se ela tivesse feito isto, eu faria uma seleção musical de todas as peças ou hinos que existem no mesmo estilo, na mesma construção, que produzissem efeito semelhante, e passaria a ouvi-las constantemente para já ir afinando meu gosto com a música angélica. Mas parece que a intenção divina também não era essa. Parece que Deus confia na capacidade do ser humano de compreender Suas orientações, e espera que mostre boa vontade e interesse para isso.

Enfim, o aprimoramento musical dos adventistas é um processo que está ligado ao reflexo da "imagem de Jesus". Quanto mais semelhante formos a Ele, mais semelhante será nossa música à celeste. Nosso gosto pela verdadeira música sacra aumentará, e as músicas nocivas à nossa espiritualidade desaparecerão. -- Dario Pires de Araújo. Texto extraído do livro Música, Adventismo e Eternidade, págs. 48-55.

Biblioteca Particular Marcelo Carvalho  Julho 2006