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HISTÓRIA DE NOSSOS
HINOS
AO ORARMOS
AO SENHOR (hino 593 do Hinário Adventista)
Ralph Carmichael, nascido em 1927 em Illinois, iniciou seus
estudos de violino aos 4 anos de idade. Na juventude dirigiu
grupos musicais na Califórnia e demonstrou especial habilidade
para compor e fazer arranjos orquestrais. Participou de grandes
produções das maiores gravadoras dos Estados Unidos e trabalhou
com alguns dos mais famosos artistas de seus dias tais como Bing
Crosby e Roger Williams. Produziu música para famosos sucessos
da televisão, inclusive para o "I Love Lucy", mas ele mesmo
dizia que sempre terminava voltando à música evangélica.
Participou de campanhas evangelísticas de Billy Graham e outros
famosos pregadores.
Este pequeno cântico, para ser usado nos momentos de oração, foi
escrito para um grupo de jovens da Califórnia, quando ele
trabalhava com os "Jovens por Cristo", nos anos 60. No Brasil
esta suave melodia teve uma de suas primeiras aparições através
de uma gravação produzida pelo coral regido por Elias Azevedo,
com alunos do IAE - SP.
BELÉM, BENDITA ÉS (hino 47 do Hinário Adventista)
Phillips Brooks visitou a Terra Santa em 1865 e foi a Belém, no
domingo 24 de dezembro. À tarde ele foi ao lugar onde, segundo a
tradição, os anjos apareceram aos pastores. Então, desde as 10
horas da noite de Natal até as 3 da manhã, ele assistiu os
serviços religiosos na Igreja da Natividade, em Belém. A música
e as imagens impressionaram tanto a ele que uma nova inspiração
surgiu em sua mente. Ele não a colocou no papel, contudo, até
que alguns anos depois ele escreveu as estrofes para a Escola
Dominical.
Brooks foi um poderoso pregador, e seus sermões impressos eram
distribuídos por todo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. A
Universidade de Oxford conferiu-lhe o grau honorário de Doutor
em 1885.
Quando era o pastor da Igreja Episcopal da Filadélfia, ele deu
este poema para o organista da igreja, Lewis Henry Redner que
pretendia musicar alguma obra de seu pastor. Na noite de Natal,
após dormir algumas horas, acordou com esta melodia soando em
seus ouvidos. Escreveu rapidamente num papel, ao lado da cama, e
harmonizou-a pela manhã, pronta para ser cantada na Escola
Dominical de 27 de dezembro de 1868. O hino foi impresso pela
primeira vez em 1874.
NÃO ME ESQUECI DE TI ( hino 499 do Hinário Adventista)
Jader Santos, diretor de Música de "A Voz da Profecia", e um dos
mais queridos músicos adventistas do Brasil, compôs letra e
música deste inspirador hino sob o impacto das impressões
produzidas nele por um sermão pregado sobre a volta de Jesus.
Naquela ocasião, a "Voz da Profecia" ainda estava sediada nas
suas antigas instalações, na Igreja do Botafogo, Rio de Janeiro.
Após o sermão, o maestro e pastor Jader dirigiu-se a sua sala,
dispensando o almoço, e de uma só vez escreveu as palavras e a
melodia. Na Segunda-feira, apresentou a nova composição aos
colegas e guardou-a. Algum tempo depois foi procurado pelo prof.
Eli Prates, diretor do famoso grupo "PRISMA" que queria um hino
novo para ser gravado pelo grupo. Foi a partir daí que o "Eu Não
me Esqueci de Ti" se tornou um dos mais famosos hinos
brasileiros dos últimos anos. Esta história foi contada pelo
próprio Jáder num encontro de músicos promovido pelo Ministério
Jovem das Associações de São Paulo na Igreja Central Paulistana,
no ano de 1993.
QUEREMOS DAR LOUVOR (hino 497 do Hinário Adventista)
Este inspirador hino, em verdade uma oração cantada, foi
composto por Ariney de Oliveira, para o Campori de Desbravadores
da Divisão Sul Americana, realizado no Parque de Exposições de
Ponta Grossa, Pr., em janeiro de 1994. Naquela ocasião eu era o
responsável pela programação musical do evento. Fui à casa dos
pais da Alessandra, esposa do Ariney, e durante um gostoso
jantar, conversamos sobre a música especial que pretendíamos
usar antes dos sermões para os adolescentes. Deveria ser uma
composição capaz de atrair o inquieto auditório adolescente ao
mesmo que tempo que deveria criar o clima para a adoração e o
estudo da Bíblia. Menos de um mês depois me encontrei com o
querido casal de músicos em uma sala da Igreja Central
Paulistana. Alí ele foi ao piano e acompanhou a esposa que
cantou esta música. Todos entendemos que mais uma vez Deus havia
usado Seus instrumentos humanos para produzir algo inspirador. A
composição entrou na coletânea do evento, uma versão em espanhol
também foi publicada, e, desde então, ela se tornou um dos mais
queridos cânticos dos Jovens Adventistas.
TUA CRUZ EU TOMO (hino 328 do Hinário Adventista)
Henry Francis Lyte nasceu em 1 de junho de 1793, em Ednam,
Escócia; ele era órfão e estudou como aluno bolsista no Colégio
Trinity, em Dublin. Durante um tempo pensou em fazer medicina e
posteriormente mudou para Teologia. Após formar-se, serviu em
várias paróquias na Irlanda e Inglaterra, incluindo a paróquia
Marazion, em Cornwall, onde passou por uma grande mudança
espiritual.
Em 1823 Lyte tornou-se pastor em uma pequena vila de pescadores
¾ Lower Brixham, em Devonshire, Inglaterra ¾ onde ficou por 24
anos até seu falecimento em 1847. Quando o Rei Guilherme IV
visitou Brixham, ficou tão encantado com a recepção que a igreja
lhe ofereceu que deu a casa em Berry Head, que dava vista para
Torbay, a Lyte como sua residência. Aí foi escrita a maioria de
seus hinos, muitos tirados das coleções de suas poesias. Lyte
dedicou-se inteiramente a esse rude povo do mar. Em certa
ocasião ele tinha cerca de 800 crianças na escola dominical, com
cerca de 70 professores. Devido à sua vida muito atarefada, sua
saúde debilitou-se e, a despeito de ir a Riviera para
recuperar-se de uma tuberculose, morreu em Nice, no dia 20 de
novembro de 1847, aos 54 anos. O Hinário Adventista contém
outros dois hinos de Lyte.
O tema deste hino se encaixa na experiência de Anne Maxwell,
filha de um clérigo anglicano, que foi forçada a deixar seu lar
por haver-se unido à Igreja Metodista. Tempos depois ela
casou-se com Lyte.
"Tua Cruz Eu Tomo" foi incluído em todos os principais hinários
adventistas desde que foi compilado por Tiago White, em 1849. Em
pelo menos duas ocasiões, nas cartas escritas por Ellen White,
ela cita as duas primeiras linhas do hino. (Carta 109, 1890 e
Carta 32, 1895). Esta última carta foi escrita a uma desalentada
irmã que necessitava de encorajamento. Ellen White lhe disse:
"Cada um de nós tem sua cruz a levar; mas levemo-la após Jesus,
sentindo-nos altamente honrados de segui-Lo e de cantar enquanto
prosseguimos, `Tua cruz, Senhor, eu tomo para andar no teu
querer.'" ¾ Carta, 32, 1895.
Sendo que nossos primeiros hinários adventistas não incluíam a
música, apenas palavras, não se sabe que melodia os pioneiros
originalmente usaram quando cantaram o hino. Contudo, desde que
foi publicado pela primeira vez o Hymns and Tunes, em 1886, a
melodia ELLESIDE, que dizem haver sido escrita por Wolfgang
Amadeus Mozart (1756-1791), tem sido usada. A melodia foi
publicada em 1831 com apenas duas partes, uma melodia e um
grave; Hubert Platt Main completou a harmonia em 1873.
¾ Adaptado de Wayne Hooper e Edward E. White, Companion to the
Seventh-day Adventist Hymnal, pág. 48, 345 e 346.
Usado com
permissão.
QUANDO FOR CHAMADO (hino 434 do Hinário Adventista)
O professor Black dirigia suas aulas de religião na Escola
Dominical de sua igreja e sempre fazia a chamada do nome dos
alunos. Sempre atencioso, tinha uma preocupação especial como
uma pequena menina carente e com problemas familiares. Certa
manhã, ao fazer a chamada, percebeu a falta de sua querida
aluninha. Uma forte impressão ficou em sua mente, enquanto
pensava no dia do Juízo em que os livros de Deus serão abertos e
os nossos nomes serão chamados. Com esta impressão ele voltou
para casa, sentou-se ao piano e compôs este lindo hino de uma só
vez. Nele está expressa a certeza de que um dia Deus lerá o seu
livro de chamada, todos nós seremos como alunos, e o desejo de
todos é que sejamos aprovados no exame final, sem que ninguém
esteja ausente.
Frances Jane "Fanny" Crosby
1820-1915
Entre as histórias de autores de hinos evangélicos,
nenhuma história é tão impressionante como a de Fanny
Jane Crosby. Apesar da sua deficiência física, foi uma
mulher de extraordinária capacidade e de uma fé
inabalável. Entre poemas e hinos que escreveu calcula-se
que pode chegar a nove mil, o que faz dela um dos
maiores nomes entre os escritores de hinos da história
da igreja.
Fanny Jane nasceu em 24 de março de 1820 no condado de
Putnam em Nova York. Pouco depois disso veio a falecer
seu pai. Quando tinha apenas seis semanas de vida ficou
cega por causa de um erro medico. Esta deficiência lhe
acompanhou o resto de sua vida, mesmo assim Fanny não se
deixava abalar pelo problema. Sua convicção cristã não
lhe permitia a melancolia. Esta certeza está nas letras
dos seus hinos. Ela também já desde sua infância dizia
que tinha um pedido para o seu Criador. Ao entrar no
céu, o primeiro rosto que ela gostaria de ver, era o do
seu Salvador. Certamente Deus lhe atendeu a oração. A
perspectiva mais acertada para uma pessoa assim, seria o
fracasso. Mas não para esta menina, que se tornaria a
mulher mais famosa da hinódia norte-americana. Chegou a
ser muito conhecida por cinco presidentes dos Estados
Unidos. Aos oito anos demonstrava seu futuro brilhante,
quando já escrevia poemas. Aos quinze anos ingressou
numa escola para cegos em Nova York, onde voltou depois
para lecionar e passou o resto da sua vida. Nesta escola
encontrou Alexandre Van Alstyne um músico, com quem se
casou aos 38 anos, que também era cego.
É verdade que, destes quase nove mil poemas e hinos,
muitos não tiveram grande qualidade literária. Por isso
não foram preservados. Mas muitos deles se tornaram
clássicos e continuam até hoje entre os mais queridos e
já consolaram milhões de pessoas. É notável a grande
facilidade que Fanny tinha em escrever. Algumas canções
surgiam em poucos minutos. Nos primeiros anos escrevia
apenas poemas seculares. Seus poemas que se tornaram
hinos evangélicos vieram mais tarde. E vieram com muita
oração. Ela mesma admitiu que antes de escrever um hino
sempre se ajoelhava para orar.
Fanny não tinha habilidades musicais. Seu dom era
escrever poemas. Muitos destes poemas foram convertidos
em musica por músicos do seu tempo que podemos citar
alguns, entre eles:
William Howard Doane
William B. Bradbury
Robert Lowry
Ira David Sankey
As melodias acrescentadas aos poemas fizeram com que
eles entrassem para história. Dentre os seus hinos
destacam-se os seguintes e constam nos seguintes
hinários:
A Deus
demos glória:
Hinos para o Culto Cristão 228, Cantor Cristão 15, Novo
Cântico 42, Salmos e Hinos 233.
Junto a
Ti:
Hinos para Culto Cristão 375, Cantor Cristão 286, Salmos
e Hinos 359.
Que
segurança:
Hinos para Culto Cristão 417, Cantor Cristão 375, Louvai
ao Senhor 107: Novo Cântico 144, Salmos e Hinos 409.
Quero
estar ao pé da cruz:
Hinos para Culto Cristão 395, Cantor Cristão 289, Novo
Cântico 107, Salmos e Hinos 362.
Quero o
Salvador comigo:
Hinos para Culto Cristão 347.
Fanny Jane faleceu em 12 de fevereiro de 1915 em
Bridgeport, Connecticut. |
Paul Gerhardt
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Paul
Gerhardt (1607-1676)
O maior poeta luterano de todos os tempos é, sem dúvida,
Paul Gerhardt, um homem que sentiu na própria carne os
horrores da guerra dos trinta anos. (Sobre a Guerra dos
Trinta anos veja em Musica e Igreja). A guerra dos
Trinta Anos havia terminou em 1648. No entanto, a
epidemia, a fome, a desnutrição, a pobreza, e enfim, a
morte, foram conseqüências que continuaram por muitos
anos. Paul Gerhardt viveu neste contexto. Gerhardt
nasceu em 12 de Abril de 1607. Enquanto a guerra
desolava a Alemanha, Paul Gerhardt concluía seus estudos
de teologia na universidade de Wittenberg. A dura
realidade da guerra o impediu de assumir logo o
pastorado, o que lhe dificultou mais ainda ganhar o pão
para sobrevivência. Mas foi nesta triste situação que
começou a brotar o seu dom da poesia. Já em 1647 o
músico Johann Crüger publicou o hinário "Praxis Pietatis
Melica" (Música de Prática Piedosa), no qual já
continham 18 hinos de Paul Gerhardt, dos quais o povo se
agradou muito. Seu primeiro ministério assumiu em 1651
em Mittelwalde. Em 1655 casou com Anna Maria Berthold,
cujo primeiro fruto deste casamento, uma filha, morreu
na infância. Em 1557 recebeu chamado para Berlim. Além
de renomado poeta, Paul é também reconhecido como um
grande pregador. Seus sermões atraíam muita gente aos
cultos.
Além de todo o dilema da guerra, no qual viveu, por
volta de 1662, começaram para ele os anos de maior luta.
O eleitor Friederich Wilhelm da Prussia, aderiu ao
calvinismo e forçou uma união entre luteranos e
calvinistas. A tentativa de chegar a um acordo não
aconteceu. Paul Gerhadt foi um dos braços fortes dos
teólogos luteranos na resistência. Foi, principalmente,
através dos hinos, que Paul Gerhardt manteve a posição
doutrinária luterana contra o calvinismo. Dois anos
após, o eleitor Friederich, vendo seu plano frustrado,
decretou que, os pregadores tanto luteranos como
calvinistas pregassem a mesma doutrina, obviamente
calvinista. Paul Gerhardt, fiel aos princípios da
doutrina luterana recusou-se a obedecer ao decreto e por
isso, foi forçado a abandonar o ministério e inclusive
foi proibido de dar atendimento pastoral em sua própria
casa.
Em meio a este dilema, Gerhardt ainda suportou a morte
de mais um filho e em seguida a morte da esposa, ficando
sozinho com um filho de seis anos. Em vida perdeu quatro
dos cinco filhos que tinha. Enquanto a sua esposa estava
gravemente enferma, ele leu para ela as palavras do Sl.
37. 5 "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o
mais ele fará". Essas palavras o inspiraram a escrever o
hino "Entrega o teu caminho” (Hinário Luterano, 424). Em
1668 foi chamado para Lübben, onde ficou até a morte em
7 de Junho de 1676.
Paul Gerhardt escreveu 123 hinos. Na maioria são
extensos com várias estrofes. Sua poesia é de um talento
incontestável. A linguagem é simples, porém, os
conteúdos são profundos. Sua experiência de vida e seu
exemplo de fé estão fortemente marcados neles. O
conteúdo deles está firmado na doutrina da justificação
pela fé e expressam uma convicção cristã muito sincera e
uma teologia cristocêntrica. Milhões de pessoas foram
consoladas através dos seus hinos.
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Ao contemplar a rude cruz"
Primeiras
estrofes:
"When I
survey the wondrous cross
"Ao contemplar a rude cruz
on which the
Prince of glory died,
em que por mim morreu Jesus,
my richest gain I count but loss,
minha vaidade e presunção
and pour contempt on all my pride".
eu abandono em contrição".
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Título original: "When I survey the wondrous cross"
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Autor - Letra original inglesa: Isaac Watts |
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Tradutores - Letra portuguesa: |
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Justus Henry Nelson |
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Manoel da Silveira Porto Filho |
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Werner Kaschel |
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Músicas - Canto Gregoriano, "Rockingham", "Hamburg"
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Arranjador - Lowell Mason |
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Harmonizador - Edward Miller |
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Hinários para consulta: |
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CC,
n°.90 - SH, n°.109, - TH, n°.474 - HCC, n°.127 - TBH,
n°.144 - NC, n°.262 |
Histórico: A
primeira publicação da letra deste hino, escrito por Watts,
considerado "o pai da hinodia inglesa", ocorreu, em Londres, em
1707 ("Hymns and Spiritual Songs") e 1709 (com alterações).
"Hamburg" foi arranjada por Mason em 1824 e publicada em 1825 na
"The Boston Handel and Haydn Society - Collection of Church
Music", com a informação de ter sido baseada num cântico
gregoriano.
Referência
bíblica: Gálatas 6:14.
"Ao Deus de Abraão louvai"
Primeiras
estrofes:
"The God of
Abraham praise,
"Ao Deus de Abraão louvai,
all praised be His name,
do vasto céu, Senhor,
who was, and is, and is to be,
eterno e poderoso Pai
for aye the same!
e
Deus de amor.
The one
eternal God,
Imenso é Seu poder,
ere aught that now appears;
que terra e céu criou.
The First, the Last: beyond all
Louvor minha alma vai render
tho’t His timeless years!".
ao
grande Eu Sou".
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Título original: "The God of Abraham praise"
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Autor - Letra original hebraica: Daniel bem Judah |
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Tradutores - Letra inglesa:Thomas Olivers, Max Landsberg
e Newton Mann. |
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Tradutor - Letra portuguesa: Robert Hawkey Moreton. |
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Músicas - Canto Gregoriano, "Rockingham", "Hamburg"
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Compositor - Música: melodia tradicional, transcrita por
Meyer Lyon. |
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Hinários para consulta: |
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CC,
n°.14 - SH, n°.232 - HE, n°. 105 - TH, n°.401, HCC,
n°.14 - TBH, n°.34 - NC, n°.21 |
Histórico:
Este hino é uma versão metrificada da "Yigdal", doxologia dos 13
artigos da fé hebraica, elaborada no século 12 pelo erudito
Moisés Maimonides.
A forma
metrificada é usualmente atribuída a Daniel bem Judah, poeta
hebraico do século 15. Thomas Olivers, pregador itinerante
metodista, em 1770 ouviu a "Yigdal" numa sinagoga de Londres e
fez a versão poética inglesa.
Max
Landsberg, rabino de Rochester, New York, pediu ao seu amigo
Newton Mann, pastor da Primeira Igreja Unitariana nessa cidade,
para elaborar uma tradução mais fiel ao original hebraico; essa
tradução não se adaptou à métrica da melodia "Leoni", que, por
sua vez, é atualmente uma versão da melodia, composta no século
17 e harmonizada no século 19, que tinha sido transcrita por
Meyer Lyon (Meier Leoni), cantor da sinagoga londrina.
"Bem junto à cruz de Cristo"
Primeiras
estrofes:
"Beneath the
cross of Jesus
"Bem junto à cruz de Cristo
I fain would take my stand,
eu quero me abrigar,
the shadow of a mighty rock
à sombra de uma rocha
within a weary land;
que possa me alentar.
a home within the wilderness,
Aragem no deserto,
A rest upon the way,
na estrada, um doce lar
from the burning of the noontide heat
que os fardos ameniza
and the burden of the day".
e o sol faz refrescar".
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Título original: "Beneath the Cross of Jesus"
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Autor - Letra original inglesa: Elizabeth Cecilia
Douglas Clephane |
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Tradutor - Letra portuguesa: João Wilson Faustini |
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Compositor - Música: Frederick Charles Maker |
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SH,
n°.421 - TH, n°.498 - HCC, n°.134 - TBH, n°.291 - NC,
n°.263 |
Histórico:
Elizabeth Clephane escreveu a letra do hino em 1868, que foi
publicada, postumamente, na revista "Family Treasure" (1872). A
melodia foi composta por Frederick Maker e publicada no
suplemento da coleção "Bristol Tune Book" (1881).
Referência
bíblica: Gálatas 6:14.
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Assuntos: |
1) a
cruz, sombra de uma rocha em terra deserta (Isaías 32:2) |
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|
2) a
cruz, um lar na estrada (Jeremias 9:2) |
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3) a
cruz, uma pausa para descanso no caminho (Isaías 28:12). |
"Benditos laços são"
Primeiras
estrofes:
"Blest be
the tie
"Benditos laços são
that binds our hearts in Christian love;
os do fraterno amor,
the fellowship of kindred minds
que nesta santa comunhão
is like to that above".
nos
unem ao Senhor".
|
Título original: "Blest be the tie" |
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Autor - Letra original inglesa: John Fawcett |
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Tradutor - Letra portuguesa: Alfredo Henrique da Silva |
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Compositores - Músicas: |
1)
atribuída a Johann Georg Nageli |
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2) Frederick Alexander Mann |
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Arranjador: Lowell Mason. |
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Hinários para consulta: |
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CC,
n°.379 - SH, n°.431 - HCC, n°.563 - TBH, n°.387 - NC,
n°.183 |
Histórico:
Este hino foi escrito por John Fawcett, pastor batista inglês.
Em 1772,
depois de poucos anos de trabalho pastoral, ele foi chamado a
Londres para suceder o falecido Dr.Gill, no pastorado da igreja
batista na Carter’s Lane. Seu sermão de despedida tinha sido
pregado perto de Wainsgate; sua mobília e biblioteca foram
colocadas em carroças. Os membros da igreja o rodearam.
Emocionados com a tristeza das ovelhas que estavam deixando,
Fawcett e sua esposa sentaram-se sobre caixotes e choraram
amargamente. A esposa perguntou: "Acharemos uma congregação que
nos amará e ajudará como esta?". Fawcett respondeu: "Apenas
pensei numa casa melhor para a família, num salário maior e numa
cidade mais importante". Então, descarregaram as carroças e
puseram tudo nos lugares onde as coisas estiveram.
Em 1782, o
hino foi publicado na coletânea "Hymns Adapted to the
Circumstances of Public Worship", de Fawcett. Depois de ter
escrito o hino, Fawcett permaneceu em Wainsgate mais 45 anos,
até a sua morte em 1817.
Lowell Mason
arranjou a melodia "O selig, selig, wer vor dir" constante do
"Christeliches Gesangbuch", de Johann Georg Nageli, que foi
introduzida em 1845 no "The Psaltery", coleção editada por
Mason.
"Castelo forte é nosso Deus"
Primeiras
estrofes:
"A mighty
fortress is our God,
"Castelo forte é nosso Deus,
a bulwark
never failing;
escudo e boa espada.
our helper,
He, amid the flood
Com Seu poder defende os Seus,
of mortal
ills prevailling:
a Sua igreja amada.
For still our ancient foe
Com força e com furor
doth seek to work us woe;
nos prova o Tentador,
his craft and power are great,
com artimanhas tais
and, armed with cruel hate,
e astúcias infernais,
on earth is not His equal".
que
iguais não há na terra".
|
Títulos originais: |
1)
"Ein feste Burg" (alemão) |
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|
2) "A mighty fortress is our God" (inglês) |
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Autor - Letra original alemã: Martin Luther |
|
Tradutor - Letra portuguesa: Jacob Eduardo von Hafe |
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Compositor - Música: Martin Luther |
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Hinários para consulta: |
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CC,
n°.323 - SH, n°.640 - HE, n°.206 - TH, n°s.687 e 688 -
HCC, n°.406 - TBH, n°.8 - NC, n°.155 - HCN, n°.423 |
Histórico: O
texto (inspirado pelo Salmo 46) e a melodia de Martin Luther
foram publicados na coletânea "Geistliche Lieder" (1529), de
Joseph Klug, em Wittenberg. Lutero restaurou a prática do canto
congregacional, escrevendo hinos na língua alemã e compondo
melodias que poderiam atrair o gosto popular. No canto
congregacional, as mulheres, que, desde o século VI, estavam
proibidas, foram admitidas a cantar com os homens.
Referência
bíblica: Salmo 46.
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Assuntos: |
1) |
meditação, no meio de artimanhas e astúcias infernais,
neste mundo cheio de demônios; |
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2) |
coragem, porque Deus é um castelo forte para refúgio. |
"Em Jesus amigo temos"
Primeiras estrofes:
"What a friend we have in Jesus,
"Em Jesus amigo temos,
all our sins and griefs to bear!
mais
chegado que um irmão.
What a privilege to carry
Ele manda que levemos
everything to God in prayer!
tudo
a Deus em oração.
Oh, what peace we often forfeit,
Oh, que paz perdemos sempre!
Oh, what needless pain we bear
Oh, que dor no coração,
all because we do not carry
só porque nós não levamos
everything to God in prayer!"
tudo
a Deus em oração!".
|
Título original: "What a friend we have in Jesus" |
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Autor - Letra original inglesa: Joseph Medlicott Scriven |
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Tradutores - Letra portuguesa: |
Kate Stevens Crawford Taylor e |
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|
Robert Hawkey Moreton |
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Compositor - Música: Charles Crozat Converse |
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CC,
n°.155 - SH, n°.140 - HE, n°.386 - HCC, n°.165 - TBH,
n°.182 - NC, n°.159 - HCN, n°.082 |
Histórico:
Este hino foi escrito em 1855 por Joseph Scriven, no Canadá, e
remetido para sua mãe, na Irlanda, para confortá-la. Um amigo,
durante uma visita, notou os versos e convenceu Scriven a
publicá-los. A melodia foi composta em 1868 por Charles
Converse. Letra e música em 1875 foram incluídos no primeiro
volume da coleção "Gospel Hymns", editada por Ira David Sankey.
"Grandioso és Tu!"
Primeiras
estrofes:
"O Lord my
God!
"Senhor, meu Deus,
When I in
awesome wonder
quando eu, maravilhado, contemplo
consider all the worlds Thy hands have made,
a Tua imensa Criação, o
I see the stars, I hear the rolling thunder,
céu e a terra, os vastos oceanos,
Thy power thro’out the universe displayed."
fico
a pensar em Tua perfeição".
|
Títulos originais: |
1)
"O store Gud" (sueco) |
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|
2) "How great Thou art" (inglês) |
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|
Autor - Letra original sueca: Carl Boberg |
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Tradutores - |
Letra inglesa: |
Stuart K. Hine (1948) |
|
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Letras portuguesas: |
Nathanael Emmerich (1959) |
|
|
|
Manoel da Silveira Porto Filho (1961) |
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|
|
Paulo de Tarso Prado da Cunha (1964) |
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Compositor - Música: melodia folclórica sueca |
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|
Arranjador: Ralph Manuel |
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Hinários para consulta: |
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|
SH,
n°.65 - HCC, n°.52 - TBH, n°.10 - NC, n°.26 - HCN,
n°.007 |
Histórico:
Em 1886, Carl Boberg escreveu a letra deste hino, que foi
publicada, em 1891, no semanário sueco "Sanningsvittnet"
(Testemunho da Verdade). Stuart Hine, depois de mais de dez
anos, terminou, em 1948, a tradução da letra para a língua
inglesa.
Referências
bíblicas: 1o.Samuel 12:24 e Neemias 9:6.
"Jesus, sempre Te amo"
Primeiras
estrofes:
"My Jesus, I
love Thee, I know Thou art mine;
"Jesus, sempre Te amo, porque sei que és meu;
For Thee,
all the follies of sin I resign;
feliz eu Te rendo louvor que é só Teu.
my gracious
Redeemer, my Savior art Thou;
Meu Mestre divino, Senhor e meu Rei,
if ever I loved Thee, my Jesus, ‘tis now".
a Ti,
ó meu Cristo, me submeterei".
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Título original: "My Jesus, I love Thee"
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Autor - Letra original inglesa: William Ralph
Featherstone |
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Tradutor - Língua portuguesa: Salomão Luiz Ginsburgv |
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Compositor - Música: Adoniram Judson Gordon |
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CC,
n°.303 - HCC, n°.62 - TBH, n°.210 |
Histórico:
Com apenas 16 anos de idade, William Ralph Featherstone em 1862
escreveu a letra deste hino, que foi publicada no "The London
Hymn Book" (1864) e no "The Northwestern Hymn Book" (1868). A
melodia "Gordon" foi composta por Adoniram Judson Gordon e
publicada em "The Service of Song for Baptist Churches" (1876).
Referências
bíblicas: João 21:15 e 1a.João 4:19.
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Assuntos: |
O
crente ama a Jesus, porque: |
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1)
foi amado primeiro por Jesus; |
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2)
Jesus comprou no Calvário o perdão do pecado; |
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3)
Jesus sofreu a humilhação pelo pecador. |
"Louvai ao Deus da Criação"
Primeiras
estrofes:
"Sing praise
to God who reigns above, the God of all creation,
"Louvai ao Deus da criação por toda a eternidade.
O
the God of power, the God of love, the God of our salvation;
grande autor da salvação é Deus de santidade!
with healing balm my soul He fills,
Com Seu poder, com Seu amor,
and every faithless murmur stills:
dá nova vida ao pecador:
To God all praise and glory!"
a
Deus, louvor e glória!".
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Títulos originais: |
"Sei
Lob und Ehr dem hochsten Gut" (alemão) |
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"Sing praise to God who reigns above" (inglês) |
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Autor - Letra original alemã: Johann Jakob Schutz |
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Tradutores - |
Letra inglesa: Frances Elizabeth Cox |
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Letra portuguesa: João Soares da Fonseca |
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Música: medieval, "Mit freuden zart", aproveitada no
"Kirchengesange" (1566) dos "Irmãos Boêmios" |
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Harmonizador: Maurice F.Bell |
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Hinários para consulta: |
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TH,
n°.408 - HCC, n°.50 - TBH, n°.20 |
Histórico: A
letra original foi publicada no "Christliches Gedenkbuchlein"
(1675), de Johann Jakob Schutz. A tradução inglesa de Frances
Cox foi publicada em "Lyra Eucharistica" (1864) e "Hymns from
the German" (1864), na Inglaterra, e no "Hymn book for the Use
of Evangelical Lutheran Schools and Congregations" (1879), nos
Estados Unidos da América.
Referência
bíblica: Salmo 95:1 e 3.
"Mais perto quero estar"
Primeiras estrofes:
"Nearer, My God, to Thee, nearer to Thee!
"Mais
perto quero estar, meu Deus, de Ti!,
Even tho’it be a cross that raiseth me;
Mesmo que seja a dor que me una a Ti!
Still all my song shall be,
Sempre hei de suplicar:
nearer, my God, to Thee!.
mais
perto quero estar,
Nearer, my God, to Thee, nearer to Thee!
mais
perto quero estar, meu Deus, de Ti!"
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Título original: |
"Nearer, my God, to Thee" |
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Autor - Letra original inglesa: Sarah Fuller Flower
Adams |
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Tradutores - Letras portuguesas: |
l)
João Gomes da Rocha |
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2) Robert Hawkey Moreton |
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Compositor - Música: Lowell Mason |
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Hinários
para consulta:
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CC,
n°.283 - SH, n°.360 - HE, n°.382 - HCC, n°.399
TBH, n°.458 - NC, n°.116 - HCN, n°.384
|
Histórico:
Inspirada pelo relato de Jacó (o sonho de uma escada para o
céu), Sarah Adams escreveu a letra deste hino, em 1840, que foi
publicada na coletânea "Hymns and Anthems" (1841), de William
Johnson Fox, compilada para sua congregação unitariana na
Inglaterra, e no hinário "Disciples’ Hymn Book" (1844), de James
Freeman Clarke. Lowell Mason, em 1856, compôs a melodia, que foi
incluída na coletânea "Sabbath Hymn and Tune Book" (1859). O
texto foi cantado por ocasião do naufrágio do "Titanic", em 14
de abril de 1912 (ver: Hinologia - Dois hinos relacionados com o
"Titanic").
Referências
bíblicas: Gênesis 28:10-12 e Tiago 4.8.
"Mil línguas eu quisera ter"
Primeiras
estrofes:
"O for a
thousand tongues to sing
"Mil línguas eu quisera ter
my great Redeemer’s praise,
para entoar louvor
the glories of my God and King,
à Tua graça e ao Teu poder,
the triumphs of His grace!"
meu
Rei e meu Senhor".
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Título original: "O for a thousand tongues to sing"
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Autor - Letra original inglesa: Charles Wesley |
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Tradutor - Letra portuguesa: Robert Hawkey Moreton |
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Compositor - Música: Carl Gotthelf Glaser |
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Arranjador: Lowell Mason |
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Harmonizador: Ralph Manuel |
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SH,
n°.211 - TH, n°.493 - HCC, n°.72 - TBH, n°.216 |
Histórico:
Charles Wesley converteu-se em 21 de maio de 1738, num domingo
comemorativo do Pentecoste. Em 1739, escreveu a letra deste
hino, para comemorar sua conversão, em 19 estrofes! O hino foi
publicado na coleção "Hymns and Sacred Poems" (1740). A melodia
é de Carl Gotthelf Glaser (1828), arranjada por Lowell Mason
(1839) e harmonizada por Ralph Manuel (1989).
Referência
bíblica: Salmo 35:28.
"Oh, venham coroar!"
Primeiras
estrofes:
"Crown Him
with many crowns
"Oh, venham coroar Jesus, o Salvador,
the Lamb
upon His throne;
Cordeiro que desceu do céu, e é digno de louvor!
Hark! How
the heavinly anthem drowns
Despertem, pois, irmãos, para o Redentor louvar.
all music
but its own:
Jesus por nós morreu na cruz
awake, my soul, and sing of Him who died for thee,
e agora é Rei sem par".
And hail Him as thy matchless King thro’ all eternity".
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Título original: "Crown Him with many crowns" |
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Autores - Letras originais inglesas: |
Matthew Bridges (estrofes 1 e 4) |
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Godfrey Thring (estrofes 2 e 3) |
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Tradutores - Letras portuguesas: |
João
Wilson Faustini e |
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Werner Kaschel |
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Compositor - Música: George Job Elvey |
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TH,
n°.494 - HCC, n°.195 - TBH, n°.161 - NC, n°.51 |
Histórico:
Algumas estrofes da letra deste hino foram escritas por Matthew
Bridges e publicadas na coletânea "Hymns of the Hearth" (1851);
outras, por Godfrey Thring e publicadas em "Hymns and Sacred
Lyrics" (1874). A melodia "Diademata" foi composta por George
Job Elvey e publicada no apêndice de "Hymns Ancient and Modern"
(1868).
Referência
bíblica: Apocalípse 19:12
Assunto:
Cristo é o Senhor da vida, da paz e do amor.
"Preciosa a graça de Jesus"
Primeiras
estrofes:
"Amazing
grace!
How sweet the sound,
"Preciosa a graça de Jesus,
that saved a wretch like me!
que
um dia me salvou.
I once was lost, but now am found,
Perdido andei, sem ver a luz,
was blind, but now I see."
mas
Cristo me encontrou."
|
Título original: "Amazing grace! How sweet the sound"
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Autor - Letra original inglesa: John Newton |
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Tradutor - Letra portuguesa: João Wilson Faustini |
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Música: "New Britain" |
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Arranjador: Edwin Othello Excell |
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Harmonizador: Austin Cole Lovelace |
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TH,
n°.671 - HCC, n°.314 - TBH, n°.330 |
Histórico: O
hino de John Newton, ex-comerciante de escravos, foi publicado
na coletânea "Olney Hymns" (1779), em Londres, e em "The Psalms
of David with Hymns and Spiritual Songs" (1789), em New York.
A melodia "New Britain" foi extraída da
"Southern Harmony", de William Walker (1835). O arranjo
de Edwin Othello Excell foi incluído em "The New Evangel" (1911)
e "The World Evangel" (1913), coletâneas de Robert H. Coleman.
Referências
bíblicas: João 9:25 e Salmo 66:16.
"Santo! Santo! Santo!"
Primeiras
estrofes:
"Holy, holy, holy! Lord God Almighty!
"Santo! Santo! Santo!
Deus onipotente!
Early in the morning our song shall rise to Thee;
Cedo, de manhã, entoamos Teu louvor.
Holy, holy, holy, merciful and mighty!
Santo! Santo! Santo! Nosso Deus triúno,
God in three Persons, blessed Trinity!"
és um
só Deus, excelso Criador".
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Título original: "Holy, Holy, Holy!" |
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Autor - Letra original inglesa: Reginald Heber. |
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Tradutor - Letra portuguesa: João Gomes da Rocha |
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Compositor - Música: John Bacchus Dykes |
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CC,
n°.9 - SH, n°.247 - HE, n°.104 - TH, n°.362
HCC, n°.2 - TBH, n°.2 - NC, n°.11 |
Histórico: A letra deste hino foi escrita por Reginald Heber e
publicada nas coletâneas "A Selection of Psalms and Hymns of the
Parish Church of Banbury" e "Hymns Written and Adapted to the
Weekly Church Service of Year".
A melodia
"Nicaea" foi composta por John Bacchus Dykes e publicada em
"Hymns Ancient and Modern" (1861).
Referências
bíblicas: Isaías 6:3 e Apocalípse 4:8.
"Saudai o nome de Jesus"
Primeiras estrofes:
"All hail the power of Jesus’ name!
"Saudai o nome de Jesus.
Let angels
prostrate fall, let angels prostrate fall;
Arcanjos, vos prostrai, arcanjos, vos prostrai,
bring forth
the royal diadem,"
Filho do glorioso Deus,"
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Título original: "All hail the power of Jesus’ name" |
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Autores - Letras originais inglesas: |
Edward Perronet (estrofes 1 e 2) |
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John
Rippon (estrofes 3 e 4) |
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Tradutor - Letra portuguesa: Justus Henry Nelson |
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Compositores - Músicas: |
William Shrubsole ("Miles Lane") |
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Oliver Holden ("Coronation") |
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James Ellor ("Diadem") |
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Hinários
para consulta:
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CC,
n°.60 - SH, n°.231 - HE, n°.130 - TH, n°s.450 e 451
HCC, n°s.56 e 59 - TBH, n°s.200, 201 e 202 - NC, n°.52
HCN, n°.060 |
Histórico:
Edward Perronet publicou a primeira estrofe do hino no "Gospel
Magazine" (novembro de 1779), de Augustus Toplady. O texto
completo foi publicado na edição de abril de 1780 da mesma
revista.
A melodia
"Miles Lane" foi composta em 1779 por William Shrubsole. A
melodia "Coronation", de Oliver Holden, foi impressa em sua
coletânea "Union Harmony" (1793). A melodia "Diadem", de James
Ellor, por último, foi composta em 1838.
Referências
bíblicas: Filipenses 2:9-11 e Apocalípse 5:12.
"Se paz a mais doce"
Primeiras
estrofes:
"When peace,
like a river, attendeth my way,
"Se paz a mais doce eu puder desfrutar,
when sorrows like sea billows roll;
se dor a mais forte sofrer;
whatever my lot, Thou hast taught me to say,
oh, seja o que for, Tu me fazes saber
it is well, it is well with my soul".
que
feliz com Jesus sempre sou!".
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Título original: "It is well with my soul"
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Autor - Letra original inglesa: Horatio Gates Spafford. |
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Tradutor - Letra portuguesa: William Edwin Entzminger |
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Compositor - Música: Philip Paul Bliss |
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CC,
n°.398 - HCC, n°.329 - TBH, n°.410 - NC, n°.108 |
Histórico: Histórico: Em 1873, Horatio Gates Spafford,
presbiteriano e advogado em Chicago, com sua esposa e suas
quatro filhas planejou uma viagem para descanso na Europa. Mas
problemas de negócios imprevistos forçaram Spafford a adiar sua
partida; sua esposa e as filhas viajaram em novembro de 1873;
numa colisão com outro navio, o "Ville du Havre" naufragou no
Oceano Atlântico, tendo morrido as filhas e sido resgatada a
esposa, que enviou uma mensagem telegráfica para Spafford:
"Saved alone" (Salva, sozinha). Spafford escreveu a letra deste
hino quando outro navio, que o transportava para a Inglaterra,
chegou perto do local da tragédia.
Em 1876,
Philip Paul Bliss, que musicou a letra de Spafford, ia com a
esposa para Chicago de trem, que caiu de uma ponte e
incendiou-se.
Na tentativa
de resgatar sua esposa, Bliss morreu afogado no rio.
Horatio e a
esposa em 1881 foram morar em Jerusalém, onde tiveram sua quinta
filha, Bertha Spafford Vester, que fundou um lar para cranças
abandonadas.
Anne Grace
Lind, neta de Spafford, guardou a quinta estrofe do hino,
descoberta em 1995, com o seguinte texto:
"Prá mim só
importa Cristo prá viver.
Se o Jordão ameaçar me afogar.
Oh! Não sofrerei, pois, na morte e na vida,
Tu me darás Tua paz!"
(ver: "O Batista Pioneiro", março de 1996;
"Notícias de Israel", n°.11/95).
"Tempo de ser santo"
Primeiras estrofes:
"Take time to be holy, speak oft with thy Lord;
"Tempo de ser santo, tu deves tomar,
abide in Him always, and feed on His Word:
viver com teu Mestre, Seu livro estudar,
make friends of God’s children, help those who are weak;
andar com Seu povo, e aos fracos valer,
forgetting in nothing His blessing to seek".
as
bênçãos celestes de Deus sempre obter".
|
Título original: "Take time to be holy" |
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Autor - Letra original inglesa: William Dunn Longstaff |
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Tradutor - Letra portuguesa: Salomão Luiz Ginsburg |
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Compositor - Música: George Coles Stebbins |
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CC,
n°.176 - SH, n°. 354 - HE, n°.283 - TBH, n°.446 - NC,
n°.131 |
Histórico:
Cerca de 1882, William Dunn Longstaff, rico proprietário inglês
de navios, escreveu a letra deste hino, depois de ouvir um
sermão baseado na Primeira Epístola da Pedro, 1:16. Longstaff
deu o texto para Ira David Sankey, que encomendou a George Coles
Stebbins a composição da música. O hino foi publicado em 1883 na
coletânea "Sunny Side Songs for the Sunday School", de William
H. Doane. George Stebbins compôs a melodia "Holiness" enquanto
participava de reuniões e conferências na Índia.
Ele
encontrou o esquecido poema de Longstaff entre os seus papéis.
A composição
foi remetida para Ira David Sankey, que estava em New York. O
texto e a melodia foram publicados em 1891 na coleção "Winnowed
Songs for Sunday School", de Sankey.
Referências
bíblicas: Levítico 19:2.
"Tu és fiel, Senhor"
Primeiras
estrofes:
"Great is
Thy faithfulness, o God, my Father,
"Tu és fiel, Senhor, meu Pai celeste,
there is no
shadow of turning with Thee;
pleno poder aos Teus filhos darás.
Thou changest not, Thy compassions, they fail not;
Nunca mudaste, Tu nunca faltaste:
as Thou hast been, Thou forever wilt be".
tal
como eras, Tu sempre serás".
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Título original: "Great is Thy faithfulness" |
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Autor - Letra original inglesa: Thomas Obediah Chisholm |
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Tradutores - Letra portuguesa: |
Joan Larie Sutton, |
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Lídia Bueno e |
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Hope
Gordon Silva. |
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Compositor - Música: William Marion Runyan |
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HCC,
n°. 25 - TBH, n°.54 - NC, n°.32 - HCN, n°.080 |
Histórico:
Thomas Obediah Chisholm escreveu a letra e William Marion Runyan
compôs a melodia deste hino, que foram publicadas na coletânea
"Songs of Salvation" (1923).
Referências
bíblicas: Lamentações 3:22 e 23.
"Vem, Senhor, do bem a fonte"
Primeiras
estrofes:
"Come, Thou
fount of every blessing,
"Vem, Senhor, do bem a fonte;
tune my
heart to sing Thy grace;
vem, celeste Redentor, ajudar-me a celebrar-Te neste canto de
louvor.
streams of
mercy, never ceasing,
Tu, Jesus, por mim morreste; quero só por Ti viver.
Call for songs of laudest praise".
Quero
em todos os momentops Tuas bênçãos receber".
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Título original: "Come, Thou fount of every blessing" |
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Autor- Letra original inglesa: Robert Robinson |
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Tradutor - Letra portuguesa: James Theodore Houston |
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Compositores: Jimmy e Carol Owens |
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SH,
n°.224 - HE, n°. 299 - TH, n°.686 - HCC, n°.288
TBH, n°.18 - HCN, n°.361 |
Histórico:
Robinson escreveu a letra deste hino em 1758, que foi publicada
na coletânea "A Collection of Hymns, used by the Church of
Christ in Angel Alley, Bishopgate" (1759).
São usadas
três melodias: 1) "Nettleton", extraída de "A Repository of
Sacred Music" (Part II), de John Wyeth (1813); "Warrenton",
melodia folclórica aproveitada na "The Sacred Harp" (1844); 3)
"Owens", do casal Jimmy e Carol Owens (1974).
Referências
bíblicas: 1o. Samuel 7:12.
"Vós, criaturas de Deus Pai"
Primeiras estrofes:
"All creatures of our God and King,
"Vós, criaturas de Deus Pai,
lift up your voice and with us sing,
todos erguei a vox, cantai:
Alleluia! Alleluia!
Aleluia! Aleluia!
Thou burning sun with golden beam,
Tu, sol dourado a refulgir,
Thou silver moon with softer gleam!"
Tu,
lua em prata a reluzir,"
|
Títulos: |
"Laudato sai Dio, mio Signore" (italiano) |
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"All creatures of our God and King" (inglês) |
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Autor - Letra original italiana: Francesco de Assis |
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Tradutores - |
Letra inglesa: William H.Draper |
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Letra portuguesa: Isaac Nicolau Salum |
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Música: "Lasst uns erfreuen" |
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Harmonizador: Ralph Vaughan-Williams |
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Hinários para consulta: |
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SH,
n°.69 - HE, n°.129 - TH, n°.400 - HCC, n°.224
TBH, n°.27 - NC, n°.10 |
Histórico: Francesco de Assis,
em 1225, escreveu o "Cântico do Sol" ("Laudato sai Dio, mio
Signore"), talvez o mais antigo dos poemas religiosos ("laudi
spirituali") em língua italiana, do qual William Henry Draper
elaborou uma paráfrase, publicada em sua coletânea "Hymns of the
Spirit" (1926). A melodia "Lasst uns erfreuen" foi extraída do
hinário católico alemão "Auserlesene Catholische Geistliche
Kirchengesang" (1623) e harmonizada para o "The English Hymnal"
(1906) por Ralph Vaughan-Williams.
Referência
bíblica: Salmos 69:34 e 150:6.
|
. |
Perfeição de Amor, hc77 |
Por fé no
seu Senhor Jesus
O crente é salvo pela cruz;
A paz com Deus, eterno bem,
E justificação obtém.
Oh, grande perfeição de amor!
Que Deus recebe em Seu favor,
A quem Lhe venha confessar
O seu estado e confiar
Em Cristo para salvação,
Com viva fé no coração.
O século
dezanove parece ter sido a época de maior número de escritores
de hinos evangélicos. Em “Hinos e Cânticos” constam cerca de 200
hinos; e os qu escreveram em português, tradutores ou
arranjadores, são cerca de 70. Destes destacam-se, pelo número
de hinos escritos, os seguintes:
Stuart Edmund Mc Nair, 157; Henry Maxwell Wrigth,95; Richard
Holden, 82; William Anglin, 62 e José Ilídio Freire, 20.
Alguns
destes trabalharam longos anos no Brasil, outros passaram em
visita. É muito bom conhecê-los; para isso focalizamos um dos
seus hinos e daremos os seus dados biográficos.
O hino que
estamos a focalizar é o de nº 77, de H. C. e é de autoria do
Sr.Stuart Edmund Mc Nair. Nascido na Inglaterra em 1867 e
falecido no Brasil em 1959. Grande foi a actividade deste
incansável servo de Deus na obra do Senhor, durante os 63 anos
que batalhou pelo Evangelho no Brasil.
Calcula-se
que tenha fundado mais de 40 igrejas locais, principalmente nos
estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que
foram seu principal campo de actividade. Antes de vir ao Brasil,
em 1896, trabalhou em Portugal e em Espanha. Quando recebeu a
chamada do Senhor para se dedicar integralmente ao Seu serviço,
trabalhava como engenheiro civil. No Rio de Janeiro colaborou
com um grupo de cristãos que ali se reuniam como fruto do
trabalho de Richard Holden.
Em 1933
fixou residência em Teresópolis - Rio de Janeiro, onde fundou a
Casa Editora Evangélica, e, então, dedicou-se mais a escrever.
Entre as suas muitas obras figuram A Bíblia Explicada, o Pequeno
Dicionário Bíblico, Palestras com os Meninos, Leni e seus
Filhos, Cartas Ocasionais e, durante muitos anos redigiu e
publicou o jornal Boletim Evangélico e a revista Biblioteca
Evangélica.
Uma das
características das suas obras é que, a par da sua profunda
erudição, sempre usava uma linguagem simples e clara, a fim de
que todos os seus ouvintes e leitores pudessem compreender o que
ensinava. Podem contar-se aos milhares, os folhetos que
distribuiu nas suas viagens.
Organizou
várias escolas de alfabetização. Também reunia crentes que
queriam progredir espiritualmente para dar-lhes mais
conhecimentos bíblicos e da língua nacional.
Só a
eternidade poderá declarar o que este servo de Deus, consagrado
e trabalhador fez para a glória de Deus.
A música do
hino acima é BEULAH LAND, de John Robson Sweney (1837-1899).
|
. |
Oração Nupcial, hc. 189
|
Senhor
Jesus, Teus servos vêm,
Humildes, Te rogar
Que os noivos venhas proteger
E muito abençoar.
Unidos sempre em seu viver,
Que gozem, ó Senhor,
A Tua paz, o Teu poder
E o Teu infindo amor.
Com Tua
graça vem, Senhor,
Seus corações encher
E conservá-los junto a Ti,
Fiéis ao Teu querer.
De dia em dia seja, pois,
O alvo do seu lar,
A Tua glória, Salvador,
A todos demonstrar.
O nosso
“Histórico” trata hoje o hino “Oração Nupcial”, que tem o número
189 no nosso hinário HINOS E CÂNTICOS e é de autoria do irmão
Luiz Soares. Aconteceu em junho de 1975, na longínqua Tupi
Paulista, no interior de São Paulo, onde nosso irmão residia e
trabalhava no Evangelho.
O irmão João
Axford, missionário inglês que residia no lar do irmão Luiz
Soares, com quem iniciou os seus estudos na língua portuguesa,
enamorou-se da filha dos nossos irmãos António Rosa e Olga dos
Santos, a jovem irmã Claudete, com quem veio a casar-se.
Faltando um
mês para o casamento, irmão João trouxe ao irmão Luiz um hino
inglês sobre o tema e pediu-lhe que o traduzisse para ser
cantado na reunião matrimonial de acção de graças que desejavam
realizar.
O nosso
irmão aceitou a incumbência com muito prazer, mas por mais que
se esforçasse, não conseguia metrificar a tradução para a música
que era usada com a letra inglesa.
Entrementes
os seus pensamentos seguiam noutra direcção; a letra inglesa foi
ficando esquecida e uma nova poesia foi aparecendo sem nenhuma
preocupação com a música. Uma vez concluído o trabalho,
apresentou-o ao irmão João, o qual achou-o muito apropriado e
mostrou-se muito satisfeito.
“Mas, e a
música?” pergunta o irmão Axford, “o senhor compôs a música
também?” “Não”, é a resposta, “a música não me ocorreu e nem dá
para a fazer, pois estamos a poucos dias do casamento e ainda
temos de ensinar a congregação a cantá-la”.
Então o
Irmão Luiz Soares escolheu uma linda melodia inglesa antiga que
coube como uma luva naquele poema. Os noivos apreciaram
bastante, a congregação aprendeu-a entusiasticamente e no dia 4
de julho de 1975, naquela reunião memorável na pequena casa de
oração de Tupi Paulista, quando foi invocada a bênção do Senhor
sobre a união conjugal dos Seus filhos João e Claudete, foi o
hino “Oração Nupcial” entoado pela primeira vez.
Após o
casamento o saudoso irmão João Fritzsche, que viera
especialmente para o evento e hospedara-se no lar do irmão Luiz,
sugeriu-lhe, quase por brincadeira, que ele compusesse uma
música para o novo hino. Este, que não é organista, sentou-se ao
órgão, concentrou as energias e, absorvido no espírito daquela
oração, começou a dedilhar a melodia. Irmão Fritzsche gostou
imensamente e pediu ao irmão Luiz que a publicasse na nova
edição de HINOS E CÂNTICOS COM MÚSICA.
Depois de
harmonizá-la, o irmão Soares apresentou a letra e a música do
hino à Comissão Revisora, da qual era um dos membros. Decidiu a
Comissão fosse o hino publicado com as duas músicas e que a
música “Nupcias” pelo autor da letra, aparecesse como primeira
música.
|
. |
Vida por um olhar - hc 47
|
TERÁS VIDA
EM OLHAR
P'RA JESUS, SALVADOR
ELE DIZ "VIDA ETERNA EU TE DOU"
NUNCA PERECERÁS,
CRENDO EM CRISTO - O SENHOR
SEGURANÇA EM JESUS GOZARÁS.
Temos em 1
Co 1.26, que “... não foram chamados muitos sábios segundo a
carne..., nem muitos de nobre nascimento”, mas assim mesmo,
Deus, na Sua maravilhosa graça, visita, às vezes, tais famílias
com a Sua salvação.
A família
Hull, de Devon, Inglaterra, foi um exemplo dessa divina
intervenção. Era uma família nobre, de nomeada tradição, que
vivia em Marpool Hall, nas cercanias de Exmouth. Apesar de a
antiga casa, ser substituída por um parque público, permanece
ainda, naquela parte da Inglaterra, alguma memória dos Hulls, de
Marpool Hall.
Amélia
Matilda Hull nasceu no dia 30 de Setembro de 1812 e era a mais
nova dos onze filhos de William Thomas e Harriot Hull, de
Marpool Hall. Seu pai era um capitão militar aposentado. Pouca
coisa se sabe da vida particular de Amélia, a não ser a história
da sua conversão. Aliás, as circunstâncias daquele grande evento
são tão cheias de interesse e tão inexplicavelmente ligadas ao
surgimento deste amável hino, “Vida por um olhar”, que vale a
pena conhecer a sua história.
Consta que
Amélia ouviu o Evangelho pela primeira vez quando tinha vinte
anos de idade. Um evangelista visitante armou a sua tenda
próximo da casa de sua família e toda a vizinhança foi convidada
a ouvir o Evangelho.
Uma noite
Amélia aventurou-se a ir. Esgueirou-se na parte de trás da tenda
e ouviu com bastante atenção o Evangelho de Jesus Cristo. Seu
coração ficou sobremodo abalado. Quando voltou para casa contou
ao seu pai onde havia estado e ele ficou furioso. Disse-lhe que
ela não devia associar-se com aqueles “crentes” e que aquelas
reuniões não eram dignas de alguém de posição elevada como ela.
Ao mesmo tempo, proibiu-a de voltar a assistir àquelas reuniões.
Contudo, o
coração de Amélia já havia recebido as gotas da água viva e ela
estava sedenta por ouvir mais. Sentiu que devia voltar apesar da
proibição imposta por seu pai e foi assistir à reunião seguinte.
A mensagem foi baseada em João 3.14-15, onde o Senhor menciona o
levantamento da serpente de metal no deserto e a cura que
recebiam as pessoas que, mordidas pelas serpentes verdadeiras,
levantassem o olhar para a serpente de metal. Naquela mesma
noite Amélia olhou, pela fé, para o Cristo do Calvário e foi
salva por toda a eternidade.
Quando
regressou ao lar deparou com a fúria de seu pai. Este, com muita
ira, levou-a até à biblioteca, onde repreendeu-a severamente
pelo que fizera e ordenou-lhe que ali comparecesse novamente às
9 horas do dia seguinte a fim de apanhar de chicote. Amélia,
muito perturbada retirou-se para seu quarto sentindo-se muito
triste por ter causado dissabor a seu pai, mas ao mesmo tempo
gozava profunda alegria pela salvação de Deus que inundara a sua
alma.
Pela manhã,
pensando nos acontecimentos do dia anterior tudo quanto se
passara naquela reunião e, sobretudo, a grandiosa mensagem que
ouvira e que lhe trouxera paz, sentou-se e foi deixando
extravasar sobre um pedaço de papel os sentimentos do seu
coração. Assim que o relógio bateu 9 horas dirigiu-se à
biblioteca levando consigo o referido pedaço de papel. Lá estava
seu pai e, sobre a mesa, o chicote. Ela entrou, entregou ao pai
o papel e ficou esperando. O capitão W. T. Hull ficou de pé e,
enquanto lia a composição de Amélia, algo extraordinário
aconteceu. Uma notável mudança. O pai de Amélia sentou-se e
enfiou o rosto entre as mãos. Através da leitura daqueles versos
Deus falou ao coração daquele homem fazendo-o sentir-se
totalmente arrasado. Desapareceu de sua mente qualquer
pensamento de bater em sua filha. Pelo contrário, naquela manhã,
ali na biblioteca, o capitão Hull foi ao encontro do Salvador de
Amélia.
Daquele dia
em diante foi efectuada uma grande transformação, não só na vida
do capitão Hull, como também na vida de Marpool Hall.
Há uma fonte sem igual, que nos abriu Jesus;
Um secular manancial, que
nasce ali na cruz.
Foi amor, divino amor,
fiel, veraz, sem fim,
Aquele amor que ao
Salvador
Levou à cruz por mim.
Este o hino
que ficou mais gravado na história, dentre os inúmeros escritos
pelo Sr. WilliamCowper, um inglês, nascido em Great Berkmpstead,
Hartfordshire, a 26 de novembro de 1731.
Apesar de
vir de uma família muito distinta, seu pai era pastor e seu tio,
ministro da justiça, contudo teve uma vida bem acidentada.
Perdeu sua mãe aos seis anos de idade e aos dez anos foi mandado
para um colégio interno, onde os meninos maiores muito o
maltrataram. Ele era muito tímido. É ele quem diz: "Quase todos
os dias eu estava no gancho"; e vivia uma vida horrível e cheia
de desapontamentos.
Quando
Cowper se tornou homem escreveu uma poesia chamada "Tirocínio",
na qual ele retracta bem o que um menino como ele sofre nesses
colégios internos; e, as crueldades recebidas por ele,
tornaram-no capaz de enfrentar mais tarde outras dificuldades.
Alguns anos
mais tarde ficou doente mentalmente e aí tornou-se mais difícil
os estudos para a profissão de advogado ou juiz que por longos
anos procurou sem conseguir.
Nessa
constante e longa luta Cowper pensou que seria impossível ser
salvo. Mas, em julho de 1764, sentado no jardim de sua casa e
lendo as Escrituras, foi impressionado pelas palavras de Romanos
3:24-25 "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante
a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como
propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua
justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos
outrora cometidos;"
O Espírito
Santo actuou em seu coração através daquelas maravilhosas
palavras e, ali mesmo, rendeu-se a Cristo, sendo salvo dos seus
pecados. é ele mesmo quem conta o que aconteceu: "Não sei como,
mas num momento, recebi poder para crer e o Sol da Justiça
brilhou em meu coração. Vi claramente a suficiência do
sacrifício feito por Cristo; o perdão através do Seu sangue; a
completa e ampla justificação".
É assim
mesmo. No momento em que cremos no Evangelho da nossa salvação,
passamos da morte para a vida. Não leva anos, meses ou dias,
para sermos salvos. No momento que olhamos para Cristo, com fé,
somos feitos filhos de Deus! (João 1:12). Foi isso que trouxe
paz e alegria na alma de William Cowper.
Quando já
tinha 34 anos de idade e tendo sido restaurado daquela
enfermidade mental, uns amigos levaram-no para sua casa e lá,
com outro amigo, João Newton, escreveu e compilou vários hinos,
formando um hinário chamado "Olney Hymn". Além dos 64 hinos dos
quais era composto o referido hinário, William Cowper escreveu
muitas outras peças mediante as quais foi considerado entre os
primeiros na poesia inglesa.
Além disso
ele lutou muito pela causa dos pobres e dos escravos: até os
indefesos animais entraram nas suas poesias! Era, também, muito
interessado em Missões Cristãs, como deve ser todo verdadeiro
cristão.
Assim, entre
os inúmeros hinos escritos por ele está o que hoje focalizamos e
conta-se a seguinte história, muito interessante, a respeito
dele:
O Sr. Cross
tinha um vizinho descrente, para o qual devotou grande
interesse, pois estava enfermo. Tentou, por várias vezes,
visitá-lo para falar-lhe da sua vida espiritual, mas sua mulher,
instruída pelo marido, recusava sempre a visita de alguém que
desejasse falar-lhe de religião. Mas este amigo não desanimou em
suas tentativas e logo encontrou uma saída.
Na
vizinhança havia uma jovem cuja voz era mansa e expressiva. O
Sr. Cross lhe disse: "Mabel, gostaria de cantar o hino 'Há uma
fonte sem igual' junto àquela janela onde se encontra um homem
enfermo?" Mabel ficou tão feliz em poder fazer aquele serviço
para o Senhor e, o resultado foi que a esposa do vizinho enfermo
ofereceu -lhe um lindo buquê de flores e, em poucos minutos, ela
foi convidada a entrar no quarto; colocando o buquê sobre a
mesa, começou a cantar o hino para o enfermo. Linha após linha,
o hino foi entoado com toda a ternura que lhe era própria.
O enfermo
ficou tão emocionado que perguntou à moça onde havia aprendido
aquele hino e ela respondeu que foi na Escola Bíblica do Sr.
Cross. O enfermo pediu, então, que o Sr. Cross viesse e lhe
falasse. O que se passou, então, pode-se dizer em uma palavra:
"Foi como um tição tirado da fogueira".
O Sr. Cowper
foi ter com Cristo no dia 25 de abril de 1800, com 69 anos de
idade, deixando muita saudade.
E o hino
aparece nos "Hinos e Cânticos" com o número 29, na excelente
tradução do também saudoso irmão Stuart Edmund Mc Nair.
A música é
do famoso e apreciado cantor e compositor Ira David Sankey.
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Quão Grande és Tu ! - hc 467 |
Esta
história começa na Suécia. Carl Boberg nasceu em Monsteras, na
Costa sudoeste da Suécia, em 16 de Agosto de 1859. Seu pai era
carpinteiro num estaleiro de navios, e sua casa dava bem para o
estuário do rio Monsteras. Carl converteu-se aos 19 anos de
idade. Num certo domingo, quando ia para a reunião, encontrou-se
com alguns jovens pouco mais velhos do que ele, os quais
insistiam para que fosse jogar em sua companhia e de algumas
garotas amigas. Carl, que esperava encontrar, na reunião, o
pregador que anteriormente tinha tocado profundamente em seu
coração, e, não querendo perder o seu novo sermão, não aceitou o
convite dos amigos.
A mensagem
do pregador, naquele domingo, sobre o pecado e a graça foi
directa ao coração de Boberg. Após a reunião, todavia, vagueou
de um lado para outro sob profunda convicção de pecado, a tal
ponto que, ao chegar a uma campina, caiu de joelhos e
confessou-se um pecador irremediavelmente perdido. Nesse estado
de espírito buscou o perdão, orando dia e noite, até que,
ouvindo um menino tentando aprender de cor o versículo de João
14.13, que diz: "Tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei", a
sua constante repetição fez com que ele compreendesse a verdade
e assim encontrasse perdão e paz, simplesmente aceitando as
palavras de Cristo.
Quatro anos
mais tarde, no verão se 1885, Boberg escreveu o peoma "O Store
Gud", que conhecemos agora como "Quão Grande és Tu", e que foi
publicado pela primeira vez em "A Folha de Monsteras", no dia 13
de Março de 1886. De 1890 até 1916 Boberg foi editor de um
semanário cristão, "Testemunho da Verdade". De 1911 até 1924 foi
representante de sua cidade no Parlamento Sueco. Sofreu, porém,
um derrame em 1937, que paralisou o seu lado direito, vindo a
falecer em 1940.
Naquele dia
quente de verão de 1885, Carl Boberg e outros da sua cidade
foram a uma reunião que se realizaria a duas milhas ao sul de
Monsteras. De volta para casa, desabou uma tempestade; os raios
riscaram os céus e os ventos sopraram sobre as plantações. Em
apenas uma hora a tempestade cessou e o arco-iris apareceu!
Chegando em casa, Boberg abriu a janela e viu o estuário que
ficava em frente à sua casa, como se fosse um límpido espelho.
Repetiu, então, baixinho, os versos de Nicander: "Bem vinda, ó
brilhante tarde; Bem vinda, calma e linda".
Da outra banda do rio ouviu o canto dos pássaros no bosque.
Tinha havido um funeral naquela mesma tarde e, de longe, podia
ser ouvido o repicar dos sinos, na quietude daquele entardecer.
A atmosfera e a beleza da paisagem tocaram a mente poética de
Boberg e ali encontrou expressões para escrever o hino que hoje
conhecemos come "Quão Grande és Tu".
Em 1891,
Boberg, sendo editor de um daqueles periódicos, publicou o seu
hino com aquela música. No ano 1927, foi publicado em Moscou,
num hinário russo, o "Kimvale" (Címbalos), com a seguinte nota:
Traduzido por I.S. Prokhanoff".
É
interessante notar que já em 1910 este hino havia sido traduzido
para o português, pelo ilustre hinólogo Dr. João Gomes da Rocha,
tradutor de inúmeros hinos, e foi publicado no hinário
"Louvores", em 1938, pelo Centro Brasileiro de Publicidade Ltda.
Esta tradução constava de dez estrofes e coro (Se os Hinos
Falassem, Vol.1).
Em 1907
apareceu uma versão em alemão, feita por Manfred Von Glehn,
residente na Estônia. Mas em 1927, outro pregador russo, Ivan S.
Prokhanoff, conhecido como o "Martinho Lutero da Rússia
moderna", publicou uma versão em russo, a qual foi incluída no
hinário chamado "Címbalos", uma colecção de hinos traduzidos de
várias línguas.
Em 1923, o
inglês Stuart Keene Hine, um dos nossos mais dinâmicos e
dedicados missionários, deixou a Inglaterra, a sua terra natal e
foi com sua esposa anunciar o Evangelho na Ucrânia.
Ali
conheceram a versão russa de '' Grandioso és Tu", logo que foi
publicado por Ivan S. Prokhanoff. O Sr Hine e sua esposa não
sabiam, ainda, que o mesmo havia sido escrito originalmente em
sueco. Eles apenas recordam-se de que o cantavam em dueto em
campanhas evangelísticas.
Na pequena
vila mais próxima das montanhas, na qual o autor subiu, ali
mesmo ele pôs-se em pé na rua, cantou um hino Evangélico e leu,
em voz alta, o capítulo três do Evangelho segundo João. Entre os
atenciosos ouvintes que se aproximaram estava o mestre-escola
(professor primário) daquela vila russa. Naquele momento foi-se
formando uma grande tempestade e, não tendo o missionário onde
se abrigar, o professor russo, que se tornara amigo,
ofereceu-lhe hospedagem.
Como foram
inspiradores aqueles "potentes trovões", ecoando através das
montanhas! Foram aquelas impressões que deram origem à primeira
estrofe do hino em inglês:
Senhor, meu Deus! Quando eu, maravilhado,
Considero as obras feitas por Tua mão,
Vejo as estrelas, ouço o trovão potente,
O Teu poder demonstrado
através de todo o universo:
Então minha alma canta a Ti, Senhor,
Quão Grande és Tu! Quão Grande és Tu!
Prosseguindo, o escritor atravessou a montanha fronteiriça com a
Roménia, e lá, nas Bukovinas, (a terra das frondosas faias)
encontrou alguns crentes. Juntamente com os jovens, passeou
"entre as clareiras dos bosques e florestas" e "ouviu os
pássaros cantando suavemente sobre as árvores". Como que
instintivamente, todos começaram a cantar o hino "Quão Grande és
Tu", traduzido por Ivan S. Prokhanoff, acompanhados de bandolins
e violões.
Assim, inspirados parcialmente pela letra em russo e
parcialmente pela visão de "todas as obras feitas pela Tua mão",
as estrofes seguintes foram surgindo, em inglês!
Quando eu vagueio pelas matas e clareiras na floresta,
E ouço pássaros a cantar nas árvores docemente; Quando olho
desde a grandeza
da montanha altaneira
Ouço o riacho e sinto a suave brisa:
Então minha alma.....
Contudo, pouquíssimos daqueles habitantes dos Montes Cárpatos,
que viram ao seu redor as maravilhosas "obras das Tuas mãos",
sabiam algo a respeito da salvação que aquele mesmo Deus
grandioso havia providenciado - a grande obra mencionada na
terceira estrofe.
Esta foi inspirado pelo seguinte facto:
Enquanto o missionário distribuía folhetos, de vila em vila,
numa distância de 120 milhas, deparou com uma notícia
surpreendente: "Há um homem que já possui uma Bíblia, a somente
20 milhas daqui", disse alguém. Esta novidade levou o irmão Hine
a dirigir-se à humilde casa dum homem chamado Dimitri. A
saudação cristã do missionário causou grande surpresa e alegria
ao hospedeiro, pois antes, apenas dois outros crentes o haviam
visitado, tendo ousado atravessar aquelas montanhas!
E, como foi
que Dimitri veio a conhecer a Cristo? É o que vamos ver em
seguida:
Dezanove anos antes, os exércitos Czaristas invadiram os
Cárpatos e a vila onde Dimitri morava ficava bem no limite. Na
pressa em retirar-se, um soldado russo deixou a sua Bíblia para
trás. Porém, ninguém, na pequena vila, sabia ler, e, assim, a
Bíblia ficou guardada até o dia da visita do Sr, Hine!
A esposa do Sr. Dimitri foi a primeira a aprender a ler e, como
uma criança que está aprendendo as primeiras sílabas, começou a
soletrar em voz alta para todos os vizinhos admirados, as
palavras de João 3.16: "Por- que Deus a- mou o mun - do de tal
ma - nei - ra ...".Lentamente, mas com perseverança, ela
soletrava em voz alta, a mais maravilhosa história já ouvida,
até chegar ao relato da crucificação, Foi aí que as lágrimas
começaram a rolar e, homens e mulheres, com os joelhos dobrados,
invocaram a Deus em voz alta!
Cerca de 12 pessoas foram realmente convertidas e o irmão Hine
chegou justamente naquele momento e pôde ouvir o clamor de todos
juntos, cada um expressando (inconscientes da presença dos
demais) a sua profunda admiração por verem, pela primeira vez, a
revelação do amor de Deus manifestado no Calvário.
Eis o que
diz a terceira estrofe:
"E quando penso que Deus não poupando a Seu Filho, Enviou-O
para morrer, - mal posso entender - Que sobre a cruz, suportando
de bom grado o meu fardo, Verteu Seu sangue e morreu a fim de
tirar o meu pecado"
A quarta estrofe só apareceu após a segunda guerra mundial,
durante a qual a casal Hine teve de transferir a sua residência
para a Grã Bretanha. No ano de 1948 o país foi superlotado com a
entrada de 100.000 refugiados de guerra, acrescidos aos 165.000
poloneses que lá já se encontravam. Quando um crente vindo de um
país soviético foi visitá-los e deu-lhes oportunidade de fazer
qualquer pergunta, um deles perguntou, expressando o desejo do
coração de todos:
"Quando vamos para o lar?"
Que melhor mensagem poderia ser dada àquelas pessoas sem lar, do
que a que anuncia Aquele que foi preparar um lugar para os
"desabrigados". o lar celestial oferecido a quantos O receberam
como Salvador e Senhor? Um russo foi convertido na Inglaterra e
estava profundamente pesaroso por não poder dar a alegre notícia
à sua esposa. Esta confessara o Senhor, a Quem ele, naquela
ocasião, não quis receber, e depois disso eles foram separados
por causa da guerra, perdendo totalmente o contacto um com o
outro. Agora ele anelava pelo dia "quando Cristo vier e levar-me
ao lar", onde ela teria a grata surpresa de encontrar a esposo
querido.
Esta confessara o Senhor, a Quem ele, naquela ocasião, não quis
receber, e depois disso eles foram separados por causa da
guerra, perdendo totalmente o contacto um com o outro. Agora ele
anelava pelo dia "quando Cristo vier e levar-me ao lar", onde
ela teria a grata surpresa de encontrar a esposo querido.
Inspirada por estes fatos, nasceu a quarta estrofe:
'Quando Cristo vier com brado de aclamação
E levar-me ao lar - que gozo encherá meu coração!
Então me prostrarei em humilde adoração
E proclamarei: Meu Deus, quão grande és Tu!
Nosso irmão Stuart Hine, já idoso, em correspondência com o
irmão Luiz Soares, forneceu os dados históricos deste hino tão
belo, que se tornou tão popular através da sua excelente versão.
O Irmão Hine examinou e aprovou a tradução de "Quão Grande és
Tu", feito pelo irmão Luiz Soares para Hinos e Cânticos, onde
devidamente autorizada, aparecerá com o número 467. A música
trará o arranjo do próprio Hine.
Comigo fica!
Trevas em redor
Avançam, com tristeza e solidão.
Dos desvalidos grande Amparador,
Comigo fica, quando os outros vão.
A vida é
curto dia que se esvai;
Prazer e glória breve têm seu fim.
Tudo é ruína, tudo passa e cai ...
Tu que não mudas, fica junto a mim.
Este belo
hino, de nº. 380 em "Hinos e Cânticos", é de autoria do
consagrado servo de Deus, o Sr. Henry Francis Lyte, nascido na
Escócia, em 1de Junho de 1793. No início dos seus estudos Lyte
desejava ser médico, mas logo sentiu que Deus o queria como
pregador da Sua Palavra. Depois de servir a Deus como pastor por
mais de 24 anos, na cidade de Brixham, Inglaterra, viu-se
acometido por uma doença pertinaz, pulmonar,enfraquecendo
rapidamente o seu estado físico. O seu médico recomendou-lhe que
deixasse aquela cidade e fosse para as regiões da Itália, onde
havia mais sol e onde poderia fugir do ar salgado de Brixham.
Lyte não
gostou da ideia, pois amava o mar desde a sua infância; e,
agora, aos 54 anos, recebia o diagnóstico do médico como se
fosse uma verdadeira sentença. Assim se expressou: "Espero que
não seja necessário, pois nenhuma separação me seria mais penosa
do que a do mar. Desde a minha infância ele tem sido o meu amigo
e companheiro de folga e jamais me cansaria de o contemplar". E
mais: "As andorinhas estão a preparar-se para o voo e estão a
convidar-me para as acompanhar, porém, enquanto falo em voar,
mal posso arrastar-me, e pergunto-me
se será possível deixar a Inglaterra".
Parece que
foi durante este estado físico e emocional que Lyte preparou o
sermão que, sabia, seria o último para a sua Igreja a qual tanto
amava. O seu último sermão naquela cidade foi proferido no dia 4
de Setembro de 1847. Foi grande o esforço que despendeu, nas
condições físicas em que se encontrava, a ponto de muitos
temerem pela sua saúde. Mesmo assim, após o culto, foi, pela
última vez, à beira do mar, voltando, depois, lentamente, para
sua casa.
No final
daquele mesmo dia, ele colocou nas mãos de um parente seu, o
hino "Comigo assiste, ó Deus , que mais tarde passou a ser
conhecido por "Comigo fica". Pensa-se que Lyte, ao meditar na
sua iminente saída de Brixham, havia escrito o hino, em Agosto
daquele ano (1847). Mas a primeira vez que foi divulgado, foi na
data do seu último sermão. Lyte, dois meses mais tarde, morreu,
na cidade de Nice, ao sul da França, antes de chegar ao seu
destino, apontando para o céu e dizendo:: "Paz, Alegria!". Assim
partiu Lyte. A música deste hino foi escrita pelo Dr. William H.
Monk e recebeu o título de EVENTIDE (Crepúsculo), nome bem
sugestivo de acordo com a letra e o sentido do hino escrito por
Lyte, bem no crepúsculo da sua vida terrenal!
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Tenho paz no Senhor - hc312 |
Ou seja o
caminho de gozo e de luz,
Ou seja com trevas de horror,
Por Cristo já tenho aprendido a dizer:
Tenho paz, doce paz no Senhor.
Em Novembro
de 1873, o "Ville de Havre" zarpou da cidade de Nove Iorque para
a Europa. Entre os passageiros encontrava-se, a bordo, a Sra.
Spafford, esposa de um advogado em Chicago, com seus quatro
filhos.
A viagem estava quase no fim, estando já à vista as costas da
Inglaterra, quando ocorreu uma terrível catástrofe. No escuridão
da noite um barco colidiu com o "Ville de Harve" e este começou
logo a afundar.
A Sra.
Spafford ajuntou os seus filhos ao seu redor e encomendou-os a
Deus. À medida que a água subia, mais e mais, dentro do navio,
um dos filhos procurou confortar sua mãe em prantos,
lembrando-lhe de que era tão fácil ser chamado à presença de
Cristo, tanto do mar, como se da casa, na América!
Um a um, os seus queridos filhos foram arrancados dos seus
braços. perecendo diante dos seus olhos. Ela, porém, foi
milagrosamente poupada e salva, algumas horas mais tarde, por
outro navio.
Supondo que a notícia do desastre seria logo divulgada pelo
mundo, a Sra. Spafford assim que atingiu o porto, enviou um
telegrama ao seu marido. Este havia recebido a notícia do
naufrágio do navio e da perda de seus passageiros, mas ainda não
sabia da perda dos seus entes queridos.
Com o
coração pulsando fortemente e com mãos vacilantes ele abriu o
envelope. A mensagem era curta, consistindo em apenas duas
palavras. Seus olhos foram directos à palavra "salva", dando ao
seu coração uma repentina sensação de alegria. Relendo, porém, o
telegrama, notou a segunda palavra: "só", causando-lhe uma
terrível mudança de sentimentos. Num determinado momento foi
cheio de um gozo inefável; e no momento seguinte, inundado de
indescritível tristeza!
Contudo, ele pôde agradecer a Deus por ter salvo a sua amada
esposa, ainda que lamentasse a perda dos filhos queridos.
Dois anos mais tarde o mesmo Sr. Spafford perdeu grande parte
dos seus bens num incêndio que houve em Chicago, mas a sua fé
cristã sempre firme permitiu que ele superasse a todas aquelas
perdas.
A despeito de tudo o que lhe aconteceu, foi capaz de sentar-se e
escrever o lindo hino que focalizamos e que se tornou tão
conhecido em todo o mundo evangélico. Ë o Nº.312, em " Hinos e
Cânticos". A sua letra em português é de autoria do Sr. S.E.
McNair; a música é do Sr. Philip P. Bliss.
"Tenho paz ... no Senhor ...
Tenho paz ... doce paz no Senhor! ..."
Há muitas famílias nas quais existem pessoas salvas e pessoas
perdidas. Aquelas que estão preparadas e aquelas que não estão
preparadas para se encontrarem com um Deus santo e que odeia o
pecado!
Nalgumas delas é possível que o marido seja salvo e a esposa
não; uma irmã salva e um irmão, perdido; e assim por diante. Que
coisa terrível será, na eternidade, se sua mãe, ou seu pai, ou
irmã ou irmão, ou esposa ou esposo, for salvo e você - PERDIDO!
E se falamos em ser salvo, devemos pensar num meio de salvação;
e quando Deus nos fala da Sua grande salvação, Ele nos fala,
também, a respeito do nosso grande Salvador, o Senhor Jesus. Ele
nos fala, ainda, como podemos estar certos dessa salvação: "Se
com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração
creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo"
(Romanos 10.9).
Você quer
ter, também, esta certeza?
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Tu és Fiel, Senhor ! hc469 |
Tu és fiel,
Senhor, meu Pai amado,
Rico em bondade, grandioso em poder
És infalível, jamais tens mudado,
Como Tu eras, sempre és e hás-de ser.
Tu
és fiel, Senhor ! Tu és fiel, Senhor!
Cada manhã me revelas amor;
Sempre me dás tudo quanto careço;
Oh! Sim, Tu és fiel a mim, Senhor !
Teus astros a brilhar, oh, que beleza !
Os altos montes e o tão vasto mar,
Em multiformes sinais de grandeza,
A Tua glória vêm testemunhar.
Tu dás perdão, Senhor, paz perdurável,
Tua presença para me confortar,
E, mais que tudo, oh, que graça admirável
No céu contigo irei sempre habitar !
Dos hinos
cristãos escritos nos anos mais recentes, um, em particular,
sobressai como a luz de um farol, devido à sua mensagem, vinda
do Pai celestial que continuamente sustenta e cuida dos Seus
filhos.
Este hino,"Tu és fiel",foi escrito por um pregador que depois se
tornou repórter de um jornal, Thomas O. Chisholm, de Vineland,
Nova Jersey; e a música foi composta por William M. Runyan.
Muitos hinos têm sido escritos motivados por alguma experiência
particular, porém, observando a vida do sr. Chisholm, chegamos à
conclusão de que este hino foi o resultado de uma experiência do
"dia a dia" da fidelidade de Deus para com Ele.
A história começou em 1941. Dois homens estavam revendo a lista
de membros dos Gideões, quando viram, de repente, um nome que
lhes era familiar. Descobriram que era o nome do sr. Thomas O.
Chisholm e com a seguinte anotação ao lado: "Cancelado por falta
de pagamento".
Eles se lembraram de que o sr. Chisholm era o autor de um hino
que muito impressionou o missionário John Stam, que fora
martirizado. Este mesmo hino fora o tema da vida de Stam durante
os seus estudos no Instituto Bíblico Moody, quando se preparava
para o serviço missionário e que, finalmente, levou-o a entregar
a sua vida, juntamente com a da sua querida esposa, a fim de que
outros pudessem ter vida ...
Os dois homens ficaram sensibilizados com o achado. Pensaram que
eles mesmos é que deviam pagar a dívida ao sr. Chisholm.
Ao mesmo tempo que o Senhor estava tocando também no coração de
um homem de negócios, na cidade de Nova Iorque, o qual não podia
dormir porque passava-lhe pela mente o pensamento de que o sr.
Chisholm, a quem ele não conhecia pessoalmente, mas apenas
através dos hinos sacros que escreveu, estava em grande aperto
financeiro. Mas, como poderia fazer chegar a ele qualquer
importância em dinheiro? Não sabia onde ele morava!
'' Estou certo de que o procurador Jacob Stam sabe do seu
endereço", pensou ele. "Pedirei a ele para levar este dinheiro
ao st. Chisholm".
Assim fez, mas a história não termina aqui. Pela primeira vez em
sua vida a família Chisholm estava enfrentando uma necessidade
desesperada que, do ponto de vista humano, jamais poderia ser
solucionada.
Naquela
noite, quase como simples crianças, eles levaram aquele problema
à presença do Pai celestial, não sabendo, contudo, que o Senhor
já havia respondido. Na manhã seguinte o correio trouxe ao casal
Chisholm uma única carta - era do sr. Jacob Stam - e dentro se
encontrava a importância de que necessitavam, enviada pelo homem
de negócios de Nova Iorque, que jamais conheceram!
Alguém poderia dizer que foi uma coincidência; mas devemos dizer
como disse o sr. Chisholm: "Foi a fidelidade de Deus! " Pois,
numa carta escrita em 1949, ele disse: "Estou próximo dos meus
oitenta e três anos de idade, mas a força do alto tem sido
sempre suprida, juntamente com o cumprimento da Sua promessa: "O
meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas
necessidades ( Filipenses 4.19).
Não somente o suprimento das necessidades, mas as ocasiões desse
suprimento, têm assinalado os marcos do Seu cuidado
providencial, cada dia, cada momento".
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Tu Jesus, vieste-me salvar, hc86 |
Tu Jesus,
vieste me salvar!
Tu Jesus, vieste me salvar!
Eu confio em Ti - Teu amor senti.
Sofreste tanto! e sei que foi por mim.
Toda maldição do pecado meu
Tu levaste, ó Cristo, no Teu amor.
Gozo paz; sou feito um herdeiro Teu.
Sofreste tanto! Eu creio, ó meu Senhor.
Até aqui
temos apresentado factos relacionados com a história dos hinos.
Temos
contado como e em que circunstâncias muitos dos hinos tão
cantados hoje em nossas Igrejas foram escritos. Demos alguns
dados sobre as vidas dos seus autores e compositores, recordando
os belos tempos quando os servos de Deus eram movidos a
escreveram aquilo que lhes ia na alma.
Nesta
oportunidade queremos apresentar uma das histórias que o hino
contou! Trata-se do hino nº. 86, de "Hinos e Cânticos", escrito
em português pelo Sr. Manuel Avelino de Souza, cuja música é do
Sr. William A. Ogden.
Mas vamos à
história.
Vive ainda ,
em São Paulo, a mui estimada serva do Senhor, a irmã Dona Maria
Andrade Lopes. que é uma das primícias do trabalho do Senhor
iniciado em São Paulo pelo saudoso irmão Sr. Edward Hollywell,
em companhia do irmão Ssr. Frederico W. Smith.
D. Maria, de
origem lusitana, veio para o Brasil lá pelos idos de 1914. É mãe
do estimado irmão Sr. Armando Marques, da Igreja que fica no
bairro Baeta Neves, em São Bernardo do Campo. D .Maria Lopes
professava a fé católica-romana e, conforme ela mesma diz, "não
foi fácil aceitar a nova fé no Senhor Jesus Cristo".
Contou-nos
que ouvira a pregação do Evangelho, pela primeira vez, quando
alguns irmãos da Igreja de Vila Clementino, São Paulo, pregavam
ao ar livre, próximo da sua casa. Convidada, mais tarde, para
assistir às reuniões na Casa de Oração, relutou a princípio;
mas, uma vez chegando, gostou e começou a frequentar
regularmente. Fazia, com muitos outros irmãos patrícios, longas
caminhadas para atingir a Casa de Oração; mas o fazia com gozo e
satisfação.
Certa dia
chegou a sua vez de ouvir o apelo ao seu coração. Achava que já
era crente no Senhor Jesus, mas faltava-lhe a coragem para
testificar do seu Salvador. O seu marido não era crente e muito
fez para tentar impedí-la de seguir a Cristo.
Certa noite,
quando o missionário Sr. Edward Hollywell, após a pregação que
muito tocou o seu coração, fez o apelo da seguinte maneira:
separou, com o sinal de sua mão, a congregação, em duas alas,
dizendo que assim como o Senhor vai separar os bodes das ovelhas
na Sua vinda, assim, também, os que estavam à direita, seriam
salvos; os que estavam à esquerda, porém, estariam perdidos para
sempre! E, D. Maria, estava justamente no lado esquerdo!
O
missionário anunciou que iriam cantar o hino de nº, 86 e entre o
cantar de cada estrofe, ele renovava o apelo, pedindo para quem
quisesse entregar-se a Cristo, que ficasse de pé ou levantasse
apenas o seu braço!
Diz D. Maria
que foi resistindo, resistindo, após a 1ª, a 2ª, e a 3ª
estrofes. Parecia-lhe que alguma força irresistível a segurava
presa ao banco. Queria entregar-se a Cristo, mas não podia. Mas
quando cantavam as últimas duas linhas da 4a estrofe: "Gozo paz;
sou feito um herdeiro Teu, Sofreste tanto! Eu creio, ó meu
Senhor", não pôde mais resistir; e, então, entregou-se, naquele
mesmo momento a Cristo.
Desde então
tem sido uma fiel e muito ativa serva do Senhor. Tem uma grande
paixão pelas almas e diz, ainda, com 80 anos de idade, que
deseja ter forças para fazer visitas e levar outros a Cristo.
Ela mesma orou durante 26 anos pela conversão do seu esposo, e
conseguiu! Sigamos o exemplo da irmã D. Maria Andrade Lopes.
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Mais perto quero estar, HC 236 |
Mais perto
quero estar, meu Deus, de Ti,
Inda que seja a dor que me una a Ti!
Sempre hei de suplicar:
"Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"
Marchando, triste, aqui na solidão,
Paz e descanso a mim Teus braços dão.
De noite vou orar:
"Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!
"Minha alma vai cantar a Ti, Senhor!
Enquanto meditar no Teu amor,
Eu sempre hei de rogar:
"Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!"
Durante
muitos anos, somente os homens escreviam hinos, mas, pouco a
pouco, as mulheres também começaram a usar o seu talento poético
e, hoje, temos muitos hinos escritos por mulheres consagradas a
Deus e ao Seu trabalho.
Mas, um dos
mais conhecidos em todo o mundo foi o hino escrito por Sarah
Flower Adams (1805-1848). Trata-se do hino "Mais Perto Quero
Estar, Meu Deus de Ti".
Foi no ano
de 1841 que esta senhora, que estudava muito a Bíblia, ficou tão
impressionada com a história relatada no livro de Génesis
(capítulo 28) sobre a visão de Jacó, em Betel, e a escada que
alcançava o céu, e os anjos que subiam e desciam por ela, que,
inspirada naquela passagem bíblica, resolveu escrever este hino
que mais tarde se tornou universalmente conhecido. A letra que
temos em nosso Hinos e Cânticos (nº 236) foi adaptada por João
Gomes da Rocha.
Ela omite
duas estrofes alusivas à letra inicial, que constam do hinário
"Aleluias" (Imprensa Metodista). A seguir, as mencionadas
estrofes:
Minha alma
cantará a Ti, Senhor!
Pedra em Betel porei, marco de amor.
Sempre hei de suplicar
"Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus, de Ti!"
E quando a morte enfim me vier chamar
Nos céus com serafins, irei morar.
"Ó! Quão feliz serei,
Perto de Ti, meu Rei,
Perto de Ti meu Rei,
Meu Deus, de Ti!"
Dizem que,
quando os visitantes cristãos visitam a Palestina, em chegando a
este lugar, Betel (hoje Bira, um território da Jordânia), param
e cantam este hino, evocando os acontecimentos impressionantes
experimentados por Jacó. As palavras deste hino tem sido um
grande auxilio e um grande conforto para muitos crentes em
tempos de dificuldades.
É impossível
esquecermos o terrível desastre com o grande transatlântico
"TITANIC" nos primeiros anos deste século. Era a sua viagem
inaugural; grandes personagens viajavam nele; viajava, também,
um grupo de peregrinos, crentes da Europa que demandavam a nova
terra (EUA). Mais de mil vidas se perderam naquela ocasião.
E contam
que, quando o grande navio estava sossobrando, tinha-se a
impressão de que ia haver um pânico geral; porém, a orquestra de
bordo começou a tocar o hino "Mais Perto Quero Estar, Meu Deus
de Ti" e, imediatamente, foi presenciado um espectáculo
comovedor: os crentes e outros tripulantes, dando as mãos uns
aosoutros, começaram a cantar também o hino à medida que o navio
ia afundando-se!
A música
deste hino foi feita pelo conhecido compositor sacro Lowell
Mason, autor de inúmeras outras músicas e que se tornou famoso
pelos seus excelentes trabalhos. Durante a sua vida teve muitos
cargos de importância e foi o fundador da Academia de Música de
Boston.
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Salvo nos fortes braços |
Salvo nos
fortes braços do terno Salvador,
Doce descanso tenho do Seu perene amor.
De Benjamin,
disse: "Todo o dia o Senhor o protegerá, e ele descansará nos
seus braços" Deuteronomio 33.12. De Aser, disse: "O Deus eterno
é a tua habitação, e por baixo de ti estende os braços"
Deuteronomio 33.27.
O hino de
que vamos falar é o fruto de uma vida consagrada ao Senhor. Uma
vida de alegria e gozo, é a demonstração mais eloquente do que o
Senhor pode fazer com uma pessoa que, mesmo fraca e deficiente,
descansa nEle e vence para honrá-Lo.
Trata-se da
famosa serva de Deus que viveu entre os anos 1820 e 1915, Fanny
Jane Crosby. Bem cedo, com apenas seis semanas de vida, ficou
completamente cega devido a um engano do médico que a tratou.
Por isso, nunca chegou a apreciar, com os seus olhos, as belezas
do mundo criado por Deus.
No entanto
esta aflição serviu apenas para a introduzir num mundo novo onde
encontrou, mais tarde, Cristo, seu grande Amigo e Guia.
Bem cedo,
também, demonstrou seus dotes poéticos, compondo, aos oito anos
de idade, sua primeira poesia, a qual revela o seu contentamento
e confiança em Deus, mesmo na adversidade.
Anos mais
tarde começou a escrever hinos sacros, por sugestão do célebre
compositor musical, W.B. Bradbury, e dai por diante escreveu
tantos hinos que não se sabe, ao certo, o seu verdadeiro número;
sabe-se, porém, que somam muito mais de 8.000.
Fanny
escrevia os hinos com tanto rapidez que em certa ocasião,
estando com o Sr. William H. Doane, também compositor de música
de muitos hinos, este lhe disse; "Tenho uma música que gostaria
que ouvisse", e assim ele a tocou, ela exclamou: "Ora, isso está
dizendo: 'Salvo nos braços de Jesus'!" Ausentou-separa outra
sala e, dentro de poucos minutos, regressou pronunciando as
palavras originais do lindo hino acima.
Conta-se que
Fanny, após sua conversão a Cristo, orava muito e que não fazia
nada nem escrevia, sem primeiro ajoelhar-se e pedir a direcção
de Deus. Tinha ela uma amigo, filha de um famoso evangelista,
que a visitava muito. Chamava-se Phoeba Palmer Knapp.
Numa dessas
ocasiões, Phoebe sentou-se ao piano e tocou uma música de sua
autoria; virando-se, viu que Fanny estava de joelhos, orando.
Quando terminou de tocar, perguntou: "Fanny, a seu ver, que é
que esta melodia está dizando"? Fanny, prontamente, respondeu:
'Que segurança; sou de Jesus!" Assim, nasceu mais um hino,
dentre os milhares que ela escreveu.
Mas o hino
que temos nos "Hinos e Cânticos', nº 266, é uma linda tradução
feita pelo consagrado servo de Deus, o Sr. R. Holden. A música,
como vimos, é da autoria de outro servo de Deus, o Sr. William
H. Doane, que a compos em 1868.
Assim,
aquela ceguinha, graças à sua disposição alegre, e pela
confiança que havia posto em Jesus, "não chorava nem se
lamentava por ser cega", antes tem servido de inspiração a
milhões de pessoas, induzindo-as a levarem vidas úteis e
alegres.
Compilado
por Edgar de Almeida, Brasil.
Bendita é
sempre a oração, que nos dá paz ao coração
E sobrepuja toda a dor, trazendo auxílio do Senhor
Em tempos de tribulação, no temporal, na tentação,
Procurarei, com mais fervor, a comunhão com meu Senhor.
Este hino
tem se tornado popular em todas as reuniões de oração que se
fazem nas igrejas evangélicas. Suas palavras fazem-nos aproximar
ainda mais do Senhor que é o Doador de toda a força e consolação
no meio das aflições.
As Suas
palavras fazem-nos recordar que o Senhor Jesus também passou por
experiências semelhantes às nossas e que recorreu, muitas vezes,
a esse recurso extraodinário, que é a oração. Lemos que inúmeras
vezes Ele se retirou do meio da multidão para um lugar à parte
ou no deserto, para ali Se entregar à oração. (Mateus 14.23;
26.36; Marcos 1.35; 6.46; Lucas 6.12; 9.28).
E somos
confortados quando nos lembramos de que o apóstolo Paulo nos
exorta, dizendo: "Não andeis ansiosas de cousa alguma; em tudo,
porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições pela
oração e pela súplica, com acções de graças" (Filipenses 4.6).
Mas o mais
interessante neste hino é que foi ditado por um servo de Deus,
um ministro do Evangelho, que era cego! - o Sr. William W.
Walford, nascido na Inglaterra. Ele ditou as palavras ao seu
colega, o Sr. Thomas Salmon, também pastor de uma Igreja
Congregacional, no ano de 1842. Este mandou publicar a letra do
hino num periódico, a 13 de Setembro de 1845.
Conta-se que
o Sr. Walford era um homem que não possuia grande educação
cultural mas que era muito inteligente, e possuia uma memória
extraordinária. Diz-se, até, que quando pregava sempre escolhia
bem os textos bíblicos e citava-os de cor com muita precisão.
Raramente
errava na repetição dos Salmos ou nas citações de qualquer parte
das Escrituras, quer do Velho quer do Novo Testamento. Conhecia
tão bem os factos bíblicos que ganhou a fama de saber a Bíblia
inteira de cor.
Com o
decorrer dos tempos o hino foi traduzido em outras línguas e, em
português temos, com algumas aterações, no "Aleluias", a
tradução de Dna. Sara P. Kalley; no "Cantor Cristão" (148), a do
Sr. T. R. Teixeira e em "Hinos e Cânticos" (287).
A música,
muito apropriada para as palavras, é de autoria do Sr. William
B. Bradbury (1816-1868) que a compôs em 1859. O Sr. Bradbury
tornou-se muito conhecido, também, como fabricante de pianos e
outros instrumentos musicais.
O valor da
oração não consiste em pedir, mas, sim, naquela sublime
experiência que está ao alcance de qualquer alma - a comunhão
com Deus.
(Harry Emerson Fosdick)
Tenho sempre
tanta coisa para fazer, mas só posso desobrigar-me dessas árduas
tarefas após prolongado período de oração. (John Wesley)
Um cristão
de joelhos vê mais que um filósofo na ponta dos pés (Toplady).
Quando
andamos na luz
e tomamos a cruz
E seguimos ao nosso Senhor,
Com que bênção e paz Ele nos satisfaz
E nos enche do Seu santo amor!
É confiar, sim e obedecer,
Se contentes em Cristo
Nós queremos viver.
Eis aqui um
belo hino, escrito pelo Sr. John Henry Sammis (1846-1919),
nascido em Nova Iorque, EUA.
Ele era
homem de negócios e um bom cristão, onde residia, em
Longansport, Indiana. Mais tarde deixou os seus negócios e
passou a servir como secretário duma organização cristã para a
mocidade. Depois disso, formou-se pastor presbiteriano. De 1909
até a sua morte, em 1919, trabalhou na faculdade do Instituto
Bíblico de Los Angeles.
É
interessante como um pequeno incidente pode originar grandes
coisas, como é o caso deste hino. Quem nos conta é o Sr. Daniel
B. Towner, de Roma, estado da Pennsylvania.
Diz ele: 'Há
muitos anos atrás o Sr. D. L. Moody estava dirigindo umas
reuniões evangelísticas na cidade de Crockton, estado de
Massachusetts, e eu tive o prazer de cantar os hinos para ele
naquela ocasião. Certa noite, após uma das reuniões, um jovem
levantou-se e fez a seguinte confissão: 'Eu não tenho muita
certeza, mas vou confiar e vou obedecer'. Anotei aquela sentença
e enviei-a ao Sr. John Henry Sammis, contando-lhe como e de quem
a ouvira. Este, tomando por base a referida sentença, escreveu o
hino que até hoje é cantado entusiasticamente pelos cristãos em
todo o mundo.
O Sr. Daniel
Brink Towner nasceu em Roma, cidade situada no Estado de
Pensylvania, nos Estados Unidos. Era possuidor de grande talento
musical, colocou toda a sua imensa capacidade a serviço da
música sacra. Em 1855 juntou-se ao Sr. D. L. Moody, servindo
como director do Departamento Musical do Instituto Bíblico Moody
desde 1893 até a sua morte repentina, em 3 de outubro de 1919,
em Longwood, quando dirigia a música numa campanha
evangelística. Possuía uma linda voz de barítono e alcançou
projecção como cantor. Foi editor de muitos hinários e compôs
músicas para centenas de hinos. A ele devemos a linda música do
hino focalizado cujo nome é "Trust and Obey" (Confiar e
Obedecer).
A letra
portuguesa que cantamos é uma tradução do Sr. Henry Maxwell
Wright e aparece em Hinos e Cânticos com o número 314.
Agradecidos
pelo amor
Com que, no mundo aqui,
Por nós morreste, ó Redentor,
Lembramo-nos de Ti.
Nas horas tristes quando, a sós,
Teu Deus deixou-Te ali,
Te fez pecado, sim, por nós
Por Edgar de Almeida
Este lindo hino, escrito em português pelo Sr. Ricardo Holden,
foi escrito, originalmente, pelo Sr. Jaime Montgomery, no século
passado, entre os anos de 1826 e 1850.
O seu autor, acima mencionado, nasceu em Ayrshire, Escócia, em 4
de novembro de 1771, e faleceu em abril de 1854, em Sheffield,
Inglaterra; portanto, com a avançada idade de 73 anos.
Escreveu cerca de 400 hinos e versões dos salmos, entre os quais
se encontram: “Para sempre com o Senhor”, “A oração é o anseio
sincero da alma”, “Descanso” e o hino que estamos focalizando,
“Lembramo-nos de Ti”.
Mas, sua longa vida não foi sempre achegada ao Senhor. Sua
infância foi bastante atribulada, apesar de ser filho de um
ministro moraviano. Seu pai, João Montgomery, queria que seu
filho fosse ministro como ele, e logo, aos seis anos de idade,
Jaime foi matriculado numa escola, na Irlanda, para onde seu pai
havia sido transferido.
Porém, passado algum tempo, talvez com grande surpresa para
Jaime, seu pai foi transferido novamente, desta vez para a Ilha
de Barbados, nas Índias Ocidentais, e o garoto também teve de
ser transferido nessa mesma ocasião para um seminário morávio
localizado em Fulneck, Yorkshire, Inglaterra.
João faleceu pouco depois, em Barbados, e Jaime ficou só, órfão
de pai, “desolado e melancólico”, como disse a respeito dele um
escritor da época.
Vendo que Jaime não dava para os estudos, alguns irmãos
apresentaram-no ao proprietário de uma mercearia, onde ficou
trabalhando por algum tempo. Mas ele gostava mesmo era de
versejar. Começou a fazer versos desde sua tenra infância e aos
dezoito anos de idade já havia escrito um bom número de poemas,
que eram, agora, suficientes para publicação de um livro. Com
essa esperança foi a Londres, Inglaterra, mas não foi bem
sucedido.
Em 1792 dirigiu-se a outra cidade, Sheffield, onde arranjou
emprego na redacção de um jornal, trabalhando como assistente do
diretor. Mais tarde este diretor teve de transferir-se para os
Estados Unidos e deixou Jaime Montgomery como redator do Jornal,
no qual trabalhou durante 31 anos.
O jornal tinha um carácter político-revolucionário e, por causa
de ter publicado alguns assuntos um tanto fortes, como o poema
sobre a “Tomada da Bastilha” e sobre a abolição da escravatura,
Jaime foi preso duas vezes. Foi durante aqueles períodos da sua
vida que ele escreveu os melhores hinos.
Porém, o jornalismo político não era o plano de Deus para Jaime.
Ele deixara a tranquila cidade de Fulneck e mergulhara nas
fadigas e lutas políticas do mundo, e disso veio a arrepender-se
grandemente. Contudo, o Senhor não o desamparou. “Os prazeres e
as desilusões do mundo”, diz o mesmo escritor, “e sua precoce
instrução religiosa, evitaram que se promiscuísse com a
dissolução e os prazeres da juventude, livrando-o, assim, de
prosseguir no curso do pecado”.
Isto, porém, não bastava, pois sua vida continuava atribulada e
triste. Foi somente quando confiou em Cristo que ele pôde
perceber o contraste entre a paz que agora gozava e o sentimento
de desassossego e tristeza que anteriormente o dominava.
Escrevendo a um amigo a respeito dos seus sentimentos de
outrora, Montgomery disse: “Tal tem sido a minha educação e tal
tem sido a minha experiência no alvorecer da minha vida; não
posso abraçar um sistema de moralidade que não esteja fundado no
Evangelho de Cristo. Fui atirado de um lado para outro num mar
de dúvidas e perplexidades; mais ainda, fui afastado daquela
praia onde uma vez, felizmente, fui ancorado; a fraqueza
produziu em mim um sentimento de que jamais conseguiria alcançar
outro local para ancorar em segurança, e minhas esperanças de
voltar ao porto seguro foram aos poucos se esgotando”. Não é
esta uma confissão dramática ? Entretanto esta é e tem sido a
experiência de muitos! Depois de vaguear por muito tempo em
busca de satisfação no mundo, acabam vencidos por um amargo
desapontamento. Fora de Cristo não há verdadeira e completa
alegria. Quando Ele é banido de uma vida, só podem restar
inquietude e trevas.
Felizmente Montgomery experimentou, ao final, a verdadeira
restauração e, com a idade de 43 anos, por ocasião de seu
aniversário, escreveu aos irmãos de Fulneck, solicitando sua
recepção à comunhão. O seu pedido foi prontamente atendido e ele
passou a servir ao Senhor com toda a diligência até ao fim de
sua vida.
Quando estava já bem próximo de sua partida, um amigo lhe
perguntou: “Qual dos seus poemas perdurará?” Ao que ele
respondeu: “Nenhum, senhor, excepto, talvez, uns poucos hinos”.
E entre eles está, sem dúvida, o que estamos focalizando neste
número: “Lembramo-nos de Ti”.
Na edição actual de Hinos e Cânticos com Música , duas melodias
estão unidas a este hino: a primeira denomina-se “Lloyd” e é uma
composição de Cuthbert Howard, nascido em Manchester,
Inglaterra, em 1856, onde também faleceu em 1927. A segunda
música, denominada “Martyrdom” é composta por Hugh Wilson,
nascido em 1766, em Fenwick, Ayrshire, na Escócia, e falecido em
14 de agosto de 1824. Hugh Wilson compôs, também, muitas
melodias para os salmos.
Castelo
Forte é nosso Deus,
Espada e bom escudo;
Com Seu poder defende os Seus
Em todo transe agudo.
Com fúria pertinaz persegue Satanás,
Combate nossa fé, astuto e forte ele é:
Igual não há na terra.
A nossa força nada faz
Num mundo tão perdido,
Mas nosso Deus socorro traz,
Por Cristo, o escolhido.
Connosco está Jesus,
O que venceu na cruz,
Senhor dos altos céus;
E, sendo o próprio Deus,
Triunfa na batalha.
Se nos quisessem devorar
Demónios não contados,
Não nos podiam assustar,
Nem somos derrotados.
O príncipe do mal, com rosto infernal,
Já condenado está; vencido cairá
Por uma só palavra.
Que Deus a luta vencerá
Sabemos com certeza.
E nada nos assustará,
Com Cristo por defesa.
Se temos de perder os filhos, bens, mulher,
Embora a vida vá,
por nós Jesus está
E nos dará o Seu Reino.
Lá por volta
do ano 1500 da nossa era, estava triunfante o movimento da
Reforma Religiosa na Europa. Iniciado por Martinho Lutero e
coadjuvado por Melanchton (um leigo-teólogo), Calvino, Zwinglio,
Huss, Farel e outros, tomou logo conta de todos os países; mas
no ano de 1523, em Bruxelas, dois jovens, cujo único crime fora
a sua profissão de fé na nova doutrina, foram queimados. Em
honra a esses dois mártires, Lutero escreveu e compôs a música
do seu primeiro hino: Castelo forte é nosso Deus, o qual é uma
paráfrase do Salmo 46.
“1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente
na angústia.
2 Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda
que os montes se projetem para o meio dos mares;
3 ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se
abalem pela sua braveza.”
Martinho
Lutero(1483-1546) é conhecido como o Apóstolo da Reforma.
Foi também o
pai do canto congregacional, pois antes disso a congregação não
tinha o costume de cantar hinos. Os poucos hinos que havia eram
cantados em latim, somente pelos oficiais da igreja. Foi ele que
introduziu o cântico por toda a congregação!
Mas, o hino
em foco foi considerado como a "Marselhesa da Reforma", pois
todos os cristãos da Reforma cantavam-no com o mesmo entusiasmo
dos patriotas da França. De facto, sendo a letra e a música de
Lutero, este cantico espalhou-se por toda a Terra e tornou-se o
hino oficial da Alemanha Protestante.
Era cantado
diariamente por Lutero e por seus companheiros. Até os inimigos
da Reforma diziam: "O povo inteiro está cantando uma nova
doutrina".
Assim, este
hino cooperou muito no desenvolvimento da Igreja cristã naqueles
dias. Foi tão grande a repercussão deste hino que homens
ilustres, artistas e músicos de fama usaram-no nos seus temas: o
exército de Gustavo Adolfo cantou-o antes da Batalha de Leipzig,
em Setembro de 1631; Meyerbeer usou-o como tema de sua ópera de
fundo religioso, "Os Huguenotes"; Mendelsohn usou-o na sua
"Sinfonia da Reforma"; Wagner utilizou-o em "Kaiser-Marsch" e J.
S. Bach também o usou numa de suas cantatas sacras.
E hoje, faz
parte de todos os hinários sacros da Igreja Cristã, levando o
número 328 em "Hinos e Cânticos" - 16ª edição.
Ele nunca
morrerá, mas viverá para sempre!
SEJAS
LOUVADO
Hinário
Adventista nº 07
Joachim Neander (1650 - 1680)
Stralsund Gesangbuch, 1664
Este é um
dos melhores hinos de louvor, acompanhado de uma melodia de
primeira classe. Joachim Neander foi um homem de erudição e era
dado à poesia, letras e música, bem como à teologia. Escreveu
cerca de sessenta hinos, bem como melodias. A tradução deste do
alemão é trabalho hábil de Catharine Winkworth.
Cada frase
deste hino é uma declaração de louvor e um tributo de adoração
ao "Todo Poderoso Rei da Criação". Ele se presta a uma vigorosa
e dinâmica interpretação. Deveria ser cantado com força, porém
não muito depressa. A melodia é nobre e pode ser cantada em
uníssono por toda a congregação.
A primeira
estrofe dirige-se a Deus como o Rei da Criação. A segunda louva
o Senhor que dirige e mantém o Universo. Na terceira estrofe o
Senhor é louvado pelo Seu cuidade paterno.
Necessitamos
estudar mais as palavras dos hinos para cantarmos com o coração
e para fazermos de nosso louvor um verdadeiro culto de adoração.
Só assim o canto se tornará uma força poderosa na igreja.
Verdeiramente incrédulos seriam convertidos se pudessem ouvir
nossas congregações cantando com poder espiritual tais louvores
ao nosso Deus, Rei da Criação.
A TI
RENDEMOS GLÓRIAS
Hinário
Adventista nº 08
Theodulph de Orleans
Melchior Teschner
A melodia é
chamada "St. Theodulph", em honra ao autor da letra. Foi
composta por Melchior Teschner cêrca de 1613, para um hino de
Herberger, e foi publicada em Leipzig, em 1615.
Cantado em
movimentos moderados, este hino revelar-se-ia vital poderoso e
emocionante. Mesmo em andamento lento o cântico é alegre e
festivo, tendo um forte apêlo popular. Tanto a letra como a
música seriam atraentes às crianças bem como aos adultos. É um
hino muito inspirador.
As bases
escriturísticas deste hino são encontradas em Salmos 24: 7-10,
118: 25 e 26, Mateus 21: 1-17 e Lucas 19: 37 e 38.
AO DEUS DE
ABRÃO LOUVAI
Hinário
Adventista nº 11
Thomas
Olivers
Arranjo: M. Leoni
Este hino
consiste nas estrofes 1, 2 e 12 da paráfrase de Thomas Olivers
sobre os treze princípios fundamentais da fé de Israel. Os treze
credos ou artigos da fé foram escritos por Daniel Ben Judah de
1396 a 1404 e eram cantados pelos judeus no início do serviço de
culto matutino e final de culto nas sinagogas.
Olivers
ficou órfão com 4 anos de idade, de forma que recebeu pouca
educação. Tornou-se um aprendiz de sapateiro em 1743. Viveu
parte de sua vida sem Deus e converteu-se com uma pregação de
George Whitefield sobre o texto: "Não é este um tição tirado do
fogo?" Zacarias 3:2. Após pagar todas as suas dívidas, tornou-se
um pregador Weslyano. Viajou cerca de 100.000 milhas a cavalo
durante os 25 anos em que pregou na Inglaterra e Irlanda.
Quando Henry
Martyn estava para embarcar para o seu trabalho missionário no
Oriente escreveu em seu Diário: "Algumas vezes estive muito
ocupado em aprender o hino "Ao Deus de Abrão Louvai", mas tão
logo que pude sentir a realidade das palavras desse hino minha
mente ficou aliviada. Há algo peculiarmente solene e tocante
para mim neste hino, especialmente nesta ocasião".
Existem
poucos hinos tão escriturísticos em cada linha. A música tem
grande dignidade e solenidade. O hino não deve ser cantado tão
rapidamente, mas com andamento lento e solene.
VINDE POVO
DO SENHOR
Hinário
Adventista nº 12
Henry
Alford George
J. Elvey
Henry foi um
homem talentoso, teólogo, erudito, poeta, escritor, artista e
músico. Era filho de um homem do clero, tornou-se um ministro
também, e eventualmente tornou-se Reitor do Canterbury em 1857.
Foi membro da Comissão de Revisão do Novo Testamento, e entre os
cinquenta livros que escreveu, provavelmente o mais útil foi o
seu "Testamento Grego", em quatro volumes. Foi um devoto e um
homem de Deus através de sua vida, cumprindo o voto que escreveu
em sua Bíblia no seu décimo aniversário: "Neste dia, na presença
de Deus e de minha própria consciência, renovo meu pacto com
Deus e solenemente me determino a tornar-me Seu e fazer o Seu
trabalho tanto quanto me seja possível".
MUDANÇAS NA MÚSICA SACRA
Periodicamente, através da História, a igreja tem sido
confrontada com o problema da introdução de novos elementos,
estranhos a uma prevalecente tradição. No contexto do canto
congregacional, a discussão sempre esteve centralizada na
infiltração de elementos seculares. Neste artigo, pretendemos
não somente apresentar a situação em si, mas também mostrar como
as pessoas reagiram às mudanças ocorridas, em seu tempo, e tirar
lições aplicáveis aos dias atuais.
☺MÚSICA
SECULAR NA IGREJA
– O ressurgimento do elemento popular na música da Igreja tem
sido um fenômeno constante na História. Os heréticos arianos
usavam o poder de melodias populares para disseminar falsas
doutrinas através do canto. Efraim Syrus, de Antioquia, um dos
pais da Igreja no quarto século, não hesitou em recuperar essas
melodias, dizendo-se consciente de seu efeito “agradável”.
Novecentos anos mais tarde, reagindo ao duro formalismo da
Igreja e desejoso de que os hinos fossem mais cristocêntricos,
Francisco de Assis também integrou melodias e ritmos
contemporâneos ao seu louvor.
Martinho Lutero, também reagindo contra o estilo formalista de
culto na Igreja de seu tempo, usou melodias e ritmos familiares
ao povo para sus corais. Ao contrario de Calvino, Lutero não
percebia a Igreja como separada da sociedade; em sua filosofia,
os elementos seculares podiam ser transformados de acordo com
uma nova compreensão.
Durante o fim do século XVII e o inicio do século XVIII, os
pietistas, em reação contrária ao escolaticismo da Igreja
protestante, rejeitaram o estilo de ópera característico da
musica de arte, e adotaram hinos cujos ritmos tinham
características dançantes. Na Inglaterra, João Wesley tinha a
idéia de que a melodia dos hinos deveria ser acessível, de modo
que todos pudessem participar no canto e expressar sua aceitação
pessoal da salvação. Para grande descontentamento dos oficiais
da Igreja, ele adaptou melodias populares, valendo-se de muitas
fontes.
Chegando ao século passado, o canto de hinos era um elemento
significativo durante as reuniões campais e o Grande
Despertamento. Essa prática tinha o propósito de ser um meio
para comunicação do evangelho, por meio de uma linguagem simples
e direta, e de uma maneira efetiva para homens e mulheres
comuns. As melodias desse cânticos espirituais ou evangélicos
eram bem populares, fáceis de ensinar e de aprender, em sua
maioria, adaptadas de cânticos folclóricos bem conhecidos.
Algumas delas, usadas nas reuniões de reavivamento
protagonizadas por Moody e Sankey, no fim do século XIX, foram
herdadas de Stephen Foster, William Booth, fundador do exército
da salvação, partilhava a mesma filosofia.
Esse desejo de reintroduzir a simplicidade da música popular na
experiência do culto brotava, freqüentemente, de uma reação à
pompa e à formalidade que caracterizavam a religião oficial.
Além disso, até aquele momento na História, a congregação ficava
geográfica e, com freqüência, fisicamente separada por um biombo
do coro da Igreja, o local onde o oficio do culto tinha lugar. O
estilo suntuoso da Igreja bizantina ocasionou os hinos
antifônicos simples de Ambrósio; a luxúria da liturgia romana
dirigiu a convicção de Lutero em relação à necessidade de hinos
próximos do povo. Essas “reformar” correspondem então a um tempo
de reavivamento e reforma, um tempo quando os reformadores
decidiram colocar a música de volta nas mãos do povo.
A reação oficial da Igreja a essas inovações muito
freqüentemente resultou em proibição parcial ou total da
participação congregacional do serviço. Entre os possíveis
motivos para uma decisão tão radical, poderíamos enumerar o medo
do secretismo ou enfraquecimento dos poderes eclesiásticos,
suspeita de que a espontaneidade do povo pudesse comprometer o
caráter transcendental do ato de adoração, ou simplesmente uma
preocupação pelo continuíssimo da tradição.
O concílio de Laodicéia, convocado pelos pais da Igreja em 367
d.C., decidiu proibir o canto congregacional, a fim de evitar o
uso de melodias seculares, bem como proibir a utilização de
instrumentos, para que não fossem feitas associações pagãs. Uma
decisão semelhante foi tomada por ocasião do Concílio de Trento
(1545-1563). O canto congregacional já não era parte da Missa,
mas foi relegado aos momentos extra-litúrgicos da devoção
popular. Juntamente com a eliminação da participação
congregacional na Missa, o Concílio também proibiu o uso de
elementos seculares, tidos como “lascivos e impuros” como uma
base para composição da Missa, uma prática que tem sido
disseminada por 200 anos.
☺FONTES
DE RESISTÊNCIA –
A resistência
em relação às mudanças na área de música na Igreja, não foi de
domínio exclusivo dos líderes eclesiásticos. Muitos protestos
vieram de dentro da própria congregação. É digno de nota que
tais reações não ocorreram unicamente quando as alterações
afetavam verdades teológica e valores morais. Aparentemente, as
mudanças eram, por si mesmas, o problema. O “novo” era mau
simplesmente porque era novo. Alguns dos argumentos apresentados
naqueles tempos tinham sabor muito contemporâneo.
Em 1712, Thomas Symmes, que encorajou uma nova maneira de cantar
(usando partitura), em contraposição à prática, relata algumas
das reações verificadas: “Embora na polida cidade de Boston a
nova modalidade de canto tenha encontrado boa aceitação, no
campo, onde as pessoas são mais rústicas, alguns velhos
mal-humorados desferem testemunhos fortes contra essa inovação,
e ... não apenas... classificam o cântico destes cristãos como
um louvor ao demônio, como também saem da reunião e voltam para
casa, assim que o serviço tem início.
Entre as objeções, nós encontramos as seguintes: “É uma nova
maneira, uma lingua estranha. Não é tão melodiosa quanto a
maneira usual..... A prática causa distúrbios, e leva o povo a
se comportar desordenada e indecentemente... Os nomes dados às
notas (dó, ré, mi) são indecentes e também blasfemos. É um
modismo desnecessário, desde que nossos pais alcançaram o Céu
sem ele.
☺AGITAÇÃO
NA IGREJA –
É um fato bem conhecido que
a introdução de “novos” instrumentos também criaram tumulto na
comunidade cristão. Tal foi a situação vivida na Nova
Inglaterra, no final do século XVIII. Uma igreja da região teve
de recusar um órgão que lhe foi ofertado pelo tesoureiro da
Universidade Harvard, sob o argumento de que “se fosse permitido
o uso de órgãos, logo outros, instrumentos também o seriam, e,
então, o local se tornaria um salão de danças.”
Finalmente, “a igreja de Brattle Street rendeu-se ao inevitável
e decidiu aceitar o órgão, mas, mesmo assim, houve uma amarga
discórdia na congregação. U irmão muito rico suplicou com
lagrimas que a casa de Deus não fosse profanada, prometendo
ofertar o equivalente ao preço do instrumento, desde que ele
fosse no fundo do porto de Boston. Gradualmente, porém, a
oposição foi diminuindo.”
Da mesma forma que o órgão foi considerado um instrumento
secular, para o qual não haveria lugar na Igreja, os
instrumentos usados por J.S. Bach, em sua “Paixão de São Mateus”
também foram considerados sacrilégios naqueles tempos. “Quando
numa grande cidade a música de Bach foi tocada pela primeira
vez, com doze violinos, muitos oboés, fagotes e outros
instrumentos, muitas pessoas ficaram assustadas sem saber o que
fazer. Num lugar especial do templo, muitos ministros, senhores
e senhoras nobres estavam presentes, acompanhando o coral com
muita devoção. Mas quando os instrumentos foram acionados, toda
aquela gente ficou grandemente perplexa, olhando um para o outro
dizendo: “o que será isto?” Uma viúva da nobreza gritava:
“Salve-nos Deus, meus filhos! É justamente como se fosse uma
comédia de ópera!” Mas todos estavam sinceramente ofendidos por
aquilo, e se queixaram abertamente. Há, é verdade, algumas
pessoas que ainda tem prazer nessas coisas infundadas.”
☺DIFICULDADES
PARA MUDAR –
Os exemplos anteriores
demostram como é difícil mudar, mesmo se isso for para melhor.
Na verdade, a mudança é sempre um processo doloroso, porque nós
gostamos de conservar o que é familiar, confortável e não
ameaça. Além disso, o valor do que é antigo é associado a
tradição, estabilidade e ausência de mudança.
Tradição é, freqüentemente, um assunto de sentimento familiar,
com o qual nós crescemos, e acaba sendo interpretado como
verdade. A música antiga carrega também a aura de ser consagrada
pelo passado. Antigüidade torna-se uma recomendação em si mesma.
Hoje, a veneração do passado é essencialmente uma conseqüência
do Romantismo. Realmente foi a compressão romantista do mundo
como uma unidade orgânica que despertou o interesse na origem
das coisas, e assim levou à consideração dos tempos passados
como valiosa e digna de interesse.
Depois daqueles tempos, a música feita por compositores tem sido
ofuscada por concertos que apresentam obras históricas. Antes do
século XIX, não era comum a execução de obras musicais muito
antigas, tanto nas igrejas como em auditórios seculares. É um
fato bem conhecido que J.S. Bach, por exemplo, produzia uma nova
cantata cada Domingo, o que, a propósito, explica as numerosas
apropriações de suas obras, bem como das de outros compositores
antigos, uma prática difundida há muito tempo. Tais apropriações
envolviam fontes seculares ou sacras.
Os exemplos também confirmam o problema de apropriação de
elementos musicais seculares familiares à congregação. E isso é
o que grandes personalidades eclesiástica fazem desde o
principio. Examinando mais profundamente a questão, parece que
as razões dessa residem no conflito entre dois ideais diferentes
para música na igreja. Por uma lado, notamos a preocupação por
meios relevantes de participação congregacional, uma maneira de
o povo se alegrar e cantar junto sem treinamento musical
particular, enfatizando os aspectos humanos da religião. Por
outro lado, também notamos a preocupação pelo elevado ideal da
música eclesiástica, como uma expressão transcendental de Deus e
da verdade, um meio para elevar o pensamento humano ao Criador.
De fato, as duas preocupações são legitimas e deveriam trabalhar
de mãos dadas numa saudável e necessária tensão. A fim de que a
música na igreja se torne uma autêntica expressão de louvor; ela
deve Ter implícitos tanto os aspectos transcendentais como
antropológicos. Deve ser apropriada às circunstâncias, e daí
traduzir o elevado caráter do louvor, mas também deve ser
relevante e comunicada numa linguagem que seja facilmente
compreendida para uma participação mais espontânea.
☺AS
LIÇÕES DA HISTÓRIA –
A primeira lição que
podemos tirar da História é, por conseguinte uma lição de
abertura e flexibilidade. Entretanto, se esses princípios ainda
são aplicáveis hoje, permanece uma intrigante questão: pode a
História ser usada como um modelo perfeito para os dias atuais?
Em outras palavras, como podemos usar elementos seculares em
nosso canto congregacional? Para responder essa questão de
maneira apropriada, devemos não somente considerar os pararelos
com a História passada, anteriormente descrita, mas também ser
sutilmente cônscios das diferenças. Realmente, situação atual
traz novos elementos específicos que tornam o processo de
mudança muito mais complexo e certamente mais delicado. Eu
assinalaria aqui pelo menos dois elementos:
Primeiro, nos tempos históricos, a introdução de música secular
foi proposta e monitorada por teólogos, e realizada por
profissionais do ramo. Muitos dos reformadores falam não apenas
de adoção, mas de adaptação. Alguns pais da igreja eram
treinados na musica, e o mesmo era verdade em relação a Lutero,
que trabalhava intimamente com eminentes compositores, como
Johann Walter. Esses músicos eram especialistas tanto na musica
secular como na musica sacra, e sabiam como manipular a
linguagem para qualquer um dos dois modelos.
A atual reforma da musica religiosa, iniciada pelo Concílio do
Vaticano II, é maiormente o resultado de um movimento
fundamentado na máxima “Do povo e para o povo”. A iniciativa
para reforma freqüentemente vem diretamente da congregação, e,
na realidade, é feita pelo povo que forma a congregação.
Nossa cultura tem desenvolvido um forte senso de democracia e,
especialmente, desde os anos 60, os jovens tem conseguido voz
própria a participado ativamente em vários assuntos sociais. De
nada ajudaria ignorar ou negar essa realidade que pode ser
observada em muitos outros aspectos da sociedade.
O mesmo fenômeno não poderia deixar de acontecer na religião. Os
jovens necessitam expressar seu desejo de participação através
de sua própria linguagem na música. Entretanto, o entusiasmo da
convicção e o estimulo da ação não devem privá-los da reflexão
sobre a natureza do louvor e o propósito da musica na igreja.
Eles também devem estar preocupados com a natureza e o
expressivo poder da música, e com seus elevados padrões.
Em segundo lugar, a mais forte consideração, no entanto, deve
ser as mudanças que tem transformado o mundo moderno com
respeito a sua compreensão do sagrado e do secular. A vida
diária não é mais permeada pelo sagrado; já não existem leis,
nem diretrizes.
Uma nova rememoração da História e uma observação lúcida de
nossos tempos devem inspirar nossa abordagem do problema.
Algumas pessoas adotam atitudes tradicionais de rejeição ou
proibição, mas a História mostra que tais reações não são muito
efetivas.
As mudanças acontecerão de qualquer maneira, com ou sem a nossa
participação. Isso é um fato. Em lugar de rejeitá-las e assim
provocar revolta, devemos nos tornar parte delas, fazendo-as
acontecer de um modo responsável.
Por outro lado, considerando as forças que hoje nos rodeiam,
conforme mencionadas anteriormente, as mudanças necessitam ser
muito mais controladas e monitoradas do que nos dias de Lutero
ou Wesley. Talvez a educação seja muito mais necessária hoje.
Todavia, ela não deve operar contra, mas com, o povo. Isso
significa ouvir um ao outro, e preparar um plano de ação comum.
Melhor que resistir às mudanças, os músicos deveriam tomar parte
nelas, ajudando na sua forma. Não é esse, afinal, o desafio do
artista na sociedade?
RESPONSABILIDADES DO DIRETOR DE MÚSICA
-
Organizar a escala de música da igreja (regente, pianista e
música especial).
-
Coordenar e promover o cântico congregacional.
-
Zelar
por um padrão de música equilibrada.
-
Buscar a
harmonia entre os envolvidos com a música na igreja.
-
Incentivar o surgimento de novos talentos.
-
Incentivar o surgimento de novos grupos musicais.
-
Envolver
a música nas atividades missionárias da igreja.
-
Zelar
pelos instrumentos musicais pertencentes à igreja.
-
Promover
música para os departamentos infantis.
-
Estimular crianças e jovens a estudar música.
-
Realiza
festivais de louvor para promover a música cristã.
-
Estimular o uso e aprendizado de novos hinos do Hinário
Adventista.
-
Organizar os cânticos da liturgia da igreja.
-
Reunir
pelo menos a cada dois meses a comissão de música da igreja,
para avaliação e planejamento.
Comissão de
Música
-
Diretor(a) de música
-
Pastor
ou Ancião
-
Tesoureiro da igreja
-
Pianista
-
Representantes dos grupos musicais
-
Diretor
J.A
-
Diretor
da Escola Sabatina
"A música
deve ter beleza, emoção e poder. Ergam-se as vozes em hinos de
louvor e devoção. Chamai em vosso auxílio, se possível a música
instrumental, e deixai ascender a Deus a gloriosa harmonia, em
oferta aceitável." TS, vol. 1, pág. 457.
Departamento
de Música
Associação Catarinense
MÚSICA NA IGREJA
LOUVAR A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS
O tema
"Música na Igreja" sempre provocou controvérsias. A busca do
equilíbrio no louvor a Deus é um anseio antigo. Para buscarmos
mais alguns parâmetros para nossas conclusões sobre este
assunto, conversamos com o prof. Ênio Monteiro de Souza,
dedicado pesquisador deste assunto. Formado em matemática pela
UFRJ, com pós-graduação em Análise de Sistemas, o prof. Ênio
atua como consultor de empresas na área de informática e
professor universitário. É filho do compositor sacro prof. Jonas
Monteiro e, com o Dom herdado do pai, já compôs mais de 100
músicas, 3 delas fazem parte do hinário Adventista. Residente em
Santos, casado com Vilma Monteiro, é pai de Suzana e Sandro,
ambos casados, e avô da pequena Ana Carolina.
JORNAL
ADVENTUS:
O tema "Música na Igreja" tem levantado grandes polêmicas.
Historicamente falando esta divergência de opiniões sempre
ocorreu com esta mesma intensidade?
Prof. ÊNIO:
Sempre aconteceu. Porque a linguagem muda e existe uma certa
dificuldade da Igreja em se adaptar às novas linguagens. Este é
sempre um processo doloroso, a começar por Lutero.
J.A.:
A seu ver, qual o papel principal da música na Igreja?
Prof. Ênio:
Louvar a Deus e comunicar a mensagem. Não se deve fugir disto.
J.A:
O senhor acredita que a música que tem sido tocada em nossas
Igrejas está dentro dos princípios bíblicos
Prof. Ênio:
Nem toda. Acho que estamos perdendo de vista os princípios, a
comunicação da mensagem e o louvor a Deus, e trocando isso por
objetivos menos nobres. lembremos sempre que os princípios não
mudam, eles são os mesmos sempre, os padrões, que são a
aplicação prática dos princípios, é que variam. E não podemos
basear nossa religião, nossa música, em padrões.
J.A.:
Quais seriam estes princípios?
Prof. Ênio:
São cincos princípios básicos: o primeiro refere-se ao conteúdo
da música que deve ser cristocêntrico, comunicar a Cristo; o
segundo determina que a música deve ser adequada ao público que
a está recebendo, temos que pensar nos outros e não em nós; em
terceiro lugar é preciso ter tolerância, aceitação da
diversidade; a clareza é o quarto fator , a mensagem precisa
chegar clara ao ouvinte; e o quinto aspecto refere-se aos
resultados proporcionados. Todos estes princípios são bíblicos,
como exemplo podemos citar Paulo que disse ter se tornado grego
para com os gregos , judeu para com judeus, e assim por diante,
não que ele tivesse um evangelho para cada um, o evangelho era o
mesmo, mas a linguagem para transmiti-lo variava.
J.A.:
É normal que a música da Igreja sofra influência da música
secular?
Prof. Ênio:
Sim, no sentido de que a música secular define a linguagem que o
povo entende, e que , como conseqüência nós devemos usar.
Logicamente que sempre com cuidado, pedindo discernimento do
Espírito Santo, para não permitir que no processo de adaptação
da linguagem elementos que tenham uma conotação negativa
indesejável venham junto.
J.A.:
É possível avaliar o quanto a música atinge nossos sentidos e
influencia nossas decisões?
Prof. Ênio:
Não saberia avaliar exatamente o quanto. Mas certamente a música
tem um poder fantástico para atingir nossos sentidos e
influenciar nossas decisões pela capacidade que ela tem de mexer
com as nossas emoções. A música atinge diretamente o hemisfério
direito do nosso cérebro, que é o hemisfério da intuição, da
sensibilidade. O importante para a comunicação da mensagem, é
que atinja os dois lados do cérebro: emoção e razão.
J.A.:
A música é uma somatória de vários itens: como encontrar o
equilíbrio entre eles para erguer um louvor adequado a Deus?
Prof. Ênio:
Principalmente buscando equilibrar emoção e razão. A razão deve
ser usada com muito critério. A letra tem que ser um elemento
fundamental no processo, ela faz muita diferença para
contrabalançar o lado emocional que é natural da música. É como
um pregador o mesmo cuidado que ele tem ao escolher suas
palavras e preparar o seu sermão, devemos Ter nós músicos, ao
compormos e apresentarmos nossas músicas. Ao escolher uma música
para cantar, escolha pela letra, pelo tema, pelo assunto, pense
na mensagem que será transmitida, e não na emoção contidanos
aspectos musicais.
J.A.:
Como avaliar se uma música é ou não apropriada para o louvor a
Deus e a pregação da sua mensagem
Prof. Ênio:
Pelo efeito que causa nas pessoas. A avaliação é pelos frutos:
"Pelos frutos os conhecereis". É assim que os conflitos sobre a
música na Igreja no decorrer da história tem sido resolvidos.
Não é uma avaliação fácil, mas ela acaba acontecendo através da
ajuda de Deus. O número de transformações e conversões é que
deve ser nosso critério, e não a quantidade de aplausos ou CDs
vendidos
J.A.:
Já vimos que a forma como a música atinge o receptor tem a ver
com sua cultura musical. Como fazer então para atingir públicos
diferenciados? Devemos adaptar a música ao público, ou este
recurso jamais deve ser utilizado?
Prof. Ênio:
Temos que falar uma linguagem que seja entendida pelo público.
Devemos adaptar a linguagem, não o gosto. O gosto não é um bom
juiz, não é um bom critério de julgamento. Sem dúvida é
importante que nossos Diretores de Música se lembrem dos
diversos segmentos da Igreja, fazendo um rodízio. Já tenho visto
alguns dizerem que os músicos esqueceram dos velhos"; isso tem
uma explicação: A maioria das pessoas que estão se propondo a
fazer um trabalho na área de música são jovens, que escolhem a
linguagem deles. Já outras Igrejas definem padrões mais
apropriados para os mais antigos. O correto é haver um certo
balanceamento e muita tolerância.
J.A.:
Nossos jovens, em especial, recebem uma grande carga musical de
solistas, grupos e corais internacionais. A seu ver, esta
influência é positiva ou negativa?
Prof. Ênio:
Trata-se de uma cultura diferente e, o que acaba acontecendo é
que faz-se um uso indiscriminado do que chega por aqui.O uso da
cultura estrangeira sem uma avaliação adequada do quanto ela vai
ser útil é perigoso. Simplesmente imitar porque é bonito não
quer dizer que vai ter o mesmo poder de comunicação.
J.A.:
O que nossos irmãos Diretores de música podem fazer no sentido
de estarem bem orientados quanto a estes aspectos da música na
Igreja?
Prof. Ênio:
Nossas Igrejas devem com freqüência, promover eventos e
palestras sobre este assunto para manter nossos irmãos
constantemente atualizados e esclarecidos. Onde este trabalho
tem sido eficiente, verificamos é que a Igreja tem sido
ricamente beneficiada.
J.A.:
Deveria existir em nossas igrejas uma Comissão específica para
música? Que acompanhasse bem de perto este setor?
Prof. Ênio:
Um trabalho neste sentido seria muito positivo, especialmente se
este grupo trabalhasse com objetivos de orientação na questão
dos princípios, da finalidade da música, e de avaliação e
acompanhamento dos resultados para verificar se estão na direção
pretendida.
J.A.:
Que mensagem o Senhor gostaria de deixar para os leitores que de
alguma forma, estão ligados à música na igreja?
Prof. Ênio:
Que voltemos às finalidades, aos valores fundamentais e aos
princípios. A partir disto, uma série de problemas que se tem
nesta área serão evitados. Temos certeza de que o nosso Deus é
um só, que nos ama, e aceita o nosso louvor incompleto e
inadequado porque sabe que somos falhos. Mas façamos o nosso
melhor em Seu nome!
MÚSICA SACRA
Que é Música
Sacra?
"Há
diferentes opiniões a respeito do que seja música sacra.
Tradicionalmente entende-se por música que não lembra a música
do mundo e que desperta sentimentos de religião,
espiritualidade, santidade e adoração a Deus. (...) Deve ser
lembrado que uma música não se torna sacra simplesmente porque é
composta para ser tocada na igreja, e nem só porque é tocada na
igreja." Instituto Batista de Educação Religiosa da Convenção
Batista do Estado de São Paulo, Música e Louvor,
p.22.
Convém
saber, que toda a música sacra é religiosa, mas nem toda música
religiosa é música sacra.
Uma música
não é considerada sacra apenas porque o seu autor é um cristão,
a sua letra fala de Cristo, ou porque pertence ao repertório de
alguma Religião. Ela deve ser santa em si mesma, porque música
sacra, é música santa.
Principais
Características da Música Sacra
-
Promove
uma correta visão de Deus, de Sua justiça e de Seu amor.
-
Sua
letra deve comunicar uma mensagem bíblica doutrinária, de
gratidão, e/ou de louvor ao Nome do nosso Criador.
-
Não
desperta sentimentos humanos do passado ou do presente,
vividos em experiências alheias aos propósitos da Salvação.
-
Impulsiona a viver por Cristo e para Cristo.
-
Não
lembra a música secular em quaisquer de suas formas.
-
A letra
deve ser uma oração, e por conta disso, todo o seu conteúdo
deve ser bem claro para merecer um AMÉM no final.
-
Os
elementos musicais são subalternos aos elementos religiosos
em toda sua composição.
-
Sua
forma musical deve comunicar Espiritualidade.
-
Desenvolve no pecador, uma correta visão de si mesmo e do
seu estado pecaminoso.
-
Conscientiza o pecador da importância do sacrifício na cruz
em seu favor, e desenvolve a sua fé.
-
Desperta
e desenvolve os sentimentos religiosos que motivam a
reverência e a adoração ao criador.
-
"A
música deverá não ter nenhum outro alvo ou objetivo senão a
glória de Deus e a recreação da alma." Bach.
Principais
Elementos da Música
"Embora a
música seja, em si mesma, um Dom de Deus, ainda assim ela
obedece às leis da ciência. Os elementos principais da música
são: Melodia, harmonia, ritmo e forma.
MELODIA é a
organização simples de uma série de sons musicais. É também o
elemento básico sobre o qual a música é composta e a principal
fonte para a identificação.
HARMONIA é a
combinação de sons ouvidos simultaneamente e em geral conhecidos
como acordes. Há a possibilidades de um número sem fim de
combinação de sons; por isso a harmonia serve para expressar e
projetar diferentes estados da alma.
RITMO é tudo
que diz respeito à duração do som. É a combinação dos grupos de
pulsações (batidas) de diferente duração. O ritmo é o elemento
musical mais forte do apelo emocional causado pela música, o que
mais prende a atenção.
FORMA é o
modo pelo qual se organiza a melodia, a harmonia e o ritmo. Uma
boa forma proporciona a unidade básica para a mensagem a ser
apresentada através da composição musical."
Instituto
Batista de Educação Teológica da Convenção Batista do Estado de
São Paulo, Música e Louvor, p. 23.
Conselhos
Sobre o Uso da Música na Igreja
"Há pessoas
que estão prontas para fazer uso de qualquer coisa estranha, que
possam apresentar como supremo ao povo... nunca devemos rebaixar
o nível da verdade, a fim de obter conversões, mas precisamos
elevar o pecador corrupto à alta norma da lei de Deus." Idem, p.
137.
"Os que
fazem do cântico uma parte do culto divino, devem escolher
música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém
melodias alegres, e todavia solenes." Ellen G. White,
Evangelismo, Casa Publicadora Brasileira, p. 508.
"Quando
seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos
celestiais apanham a harmonia, e unem-se aos cânticos de ações
de graça." Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, Casa
Publicadora Brasileira, p. 357.
"A palavra
de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria,
ensinando-vos uns aos outros, com salmos, hinos de cânticos
espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração."
Paulo, Colossenses, 3:16.
FILOSOFIA DE
MÚSICA
Reconhecemos
que a música é um dos maiores dons dados por Deus e que,
portanto, a mesma se constitui em um elemento indispensável no
processo da educação cristã. Sendo que exerce influência sobre
assuntos de conseqüências eternas, é importante ter em conta o
tremendo poder da música. A mesma tem poder para elevar ou
degradar, e pode ser empregada tanto para o bem como para o mal.
“Tem poder para subjugar naturezas rudes e incultas, poder
para suscitar pensamentos e despertar simpatia; para promover a
harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos,
os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço” (Educação,
pág. 167).
Sendo que a
música é um dos elementos mais importantes nos diversos
programas que se desenvolvem na igreja, e devido à grande
diversidade musical que se praticam em nossa época, cremos ser
necessário estabelecer uma série de normas que expressam sua
filosofia à respeito. Cremos, portanto, que devemos empregar “a
música com um propósito santo, para elevar os pensamentos até
aquele que é puro, nobre e enaltecedor, e para despertar na alma
a devoção e a gratidão a Deus” (Patriarcas e Profetas,
pág.644).
I. Normas sobre a música sacra
A música é
um dos maiores dons que Deus deu ao homem e é um dos elementos
mais importantes nas atividades espirituais. Serve de via de
comunicação com Deus e “é um dos meios mais eficazes para
gravar no coração a verdade espiritual” (Educação, pág.167).
A.
Quanto a letra
1.
O canto deve ter uma letra que esteja de acordo com os ensinos
bíblicos.
2.
A letra deve apresentar uma mensagem específica e fácil de ser
captada; uma mensagem bíblica, cristocêntrica ou de louvor a
Deus.
3.
Cânticos que contenham letras levianas, vagas e sentimentais,
que apelam somente às emoções, ou que não contenham nenhuma
mensagem, serão considerados inaceitáveis.
4.
A letra deve ser, dentro do possível, de alto valor literário,
deve-se ter muito cuidado com traduções que às vezes desvirtuam
a mensagem e a qualidade original é diminuída.
5.
O cântico deve harmonizar palavras e melodia, sem combinar o
sagrado com o profano. Cânticos com letras mundanas não se
consideram aceitáveis em nosso meio.
6.
Convém dar preferência à composições baseadas em passagens
bíblicas: literais ou parafraseadas.
7.
Toda música cantada deve apelar de forma equilibrada à emoção e
ao intelecto, e não tratar de cativar somente aos sentimentos ou
à razão.
8.
Os sussurros e outras formas semelhantes de expressão, podem ser
consideradas aceitáveis se forem usadas esporadicamente, com o
fim de dar variedade ou riqueza à mensagem da letra, e feitas de
maneira reverente. Usadas freqüentemente ou com certo
sentimentalismo ou leviandade, serão consideradas inaceitáveis.
B.
Quanto a música (melodia)
1.
Ao compreender o tremendo poder que tem a música para
influenciar e gravar a verdade espiritual no coração, nossa meta
será conseguir a mais alta qualidade que harmonize com o elevado
e santo valor da mensagem.
2.
Devemos dar preferência e usar os grandes hinos da tradição
cristã e os cânticos cheios de significado dos grandes mestres
do passado e do presente. Consideramos que a música, como arte
tem sido degradada e muitas composições contemporâneas carecem
de valor. Nas últimas décadas tem surgido, dentro do campo da
música sacra, cânticos de escasso valor religioso e musical, e
com grande semelhança a própria música popular do mundo.
Recomenda-se, portanto, que os que participam de reuniões de
caráter sagrado, não selecionem este tipo de categoria.
3.
A música deve ser de tal qualidade que apele não somente à
emoções, como também ao intelecto. A música de grandes mestres
como Bach, Menddelssohn, Handel e outros, assim como os cânticos
de Lutero, Issac Watts, Wesley, Crosby, F.F. Belden e muitos
outros do passado e do presente, selecionados de acordo com o
meio e a ocasião, são um poder eficaz para gravar a verdade no
coração, expressando idéias de alto valor.
4.
Deve-se exercer muito cuidado para evitar-se os elementos
mundanos da música que deixam de expressar os altos ideais da fé
cristã. Alguns tipos de música como o “rock, jazz, bolero,
baladas sentimentais, etc.”, são considerados incompatíveis com
os princípios de nossa igreja. Ainda que tenha um texto
religioso ou bíblico, não é , em nenhum caso, suficiente para
anular o tremendo poder da música.
5.
Deve-se evitar músicas com acordes exagerados de 7a., 9a., 11a.
e 13a. Estas harmonias, usadas de um modo excessivo, distraem e
minam o poder espiritual da mensagem.
6.
A música apropriada para nossa igreja pode ser dos grandes
compositores de música sacra ou evangélica; isto quer dizer,
exclusivamente eclesiástica; pode ser bem elaborada ou simples,
tendo em conta que , por nenhum motivo, devemos rebaixar os
conceitos de dignidade e excelência com o fim de alcançar as
pessoas onde se encontram. O conselho inspirado adverte:
“Nunca rebaixeis a verdade a fim de obter conversos, procurai
elevar aos pecadores e corrompidos até a norma superior da lei
de Deus” (Evangelismo, pág. 105).
7.
A interpretação da música será simples evitando todo movimento
desnecessário que chame a atenção ao interprete distraindo a
atenção para a mensagem.
C. Quanto ao uso de
instrumentos
1.
São bem vindos e incentivados o uso de instrumentos em suas
distintas variedades.
2.
Recomenda-se exercer cuidado ao usar instrumentos fortemente
associados com a música popular e folclórica, tendo o zelo de
não interpretá-los neste mesmo estilo, usando suas harmonias e
ritmos profanos; por exemplo: guitarra, marimba, etc. e alguns
de percussão.
3.
Instrumentos de origem duvidosa e que necessitam uso de
exagerada amplificação, são considerados inaceitáveis dentro da
igreja.
4.
Pede-se a todos os solistas e grupos musicais que ao serem
acompanhados por play-back, tenham certeza de que o mais
importante seja a mensagem passada e não o acompanhamento.
Evitar aqueles que tenham instrumentação que fira os itens
expostos acima.
II. Normas sobre a música secular
O estilo de
vida dos Adventistas do Sétimo Dia requer que cada cristão
realize uma cuidadosa escolha ao selecionar música secular com
fins pessoais ou apresentá-la em público em algum programa
social. Toda música desta natureza deve ser avaliada a luz das
instruções dadas em Filipenses 4:8: “Quanto ao mais, irmãos,
tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é
justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de
boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso
pensai”.
A .
Música aceitável
A música
“corretamente empregada,... é um Dom de Deus, destinado a erguer
os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a
alma” (Educação, pág.66).
Músicas das
seguintes categorias são consideradas aceitáveis:
1.
Músicas secular de todas as épocas que se caracterizam por
um equilíbrio saudável nos elementos do ritmo, melodia e
harmonia e cuja letra expresse ideais de alto valor.
2.
Música folclórica que realce os valores étnico-culturais
genuínos e que não enfatize os elementos negativos dos povos
(por exemplo: vícios, miséria, rebeldia, corrupção, etc.).
3.
Música patriótica que não viole os princípios gerais já
expressos.
4.
Música culta do repertório dos grandes compositores como Bach,
Mozart, Beethoven e outros, escolhidas adequadamente.
5.
Música de caráter educativo e didático que seja de acordo com os
princípios acima mencionados.
6.
Cânticos infantis com boa música e letra correta.
7.
Música marcial.
B.
Música inaceitável
Quanto a
música inaceitável é conveniente se levar em conta a seguinte
advertência: “Foi-me revelado que os jovens devem tomar uma
posição mais elevada, e fazer da Palavra de Deus sua guia e
conselheira. Sobre os jovens descansam solenes responsabilidades
que eles consideram com leviandade. A introdução da música em
seus lares, em lugar de insta-los à santidade e espiritualidade,
tem sido o meio de afastar suas mentes da verdade. Os cânticos
frívolos e as peças musicais populares e da moda, parecem
agradar seu gosto. Os instrumentos musicais tem tomado o tempo
que deveria ser usado para a oração. A música, quando não se
abusa dela, é uma grande benção; no entanto, quando é mal
empregada, é uma maldição terrível” (Testemonies for the
Church, vol.1, págs. 496-497).
Músicas das
seguintes categorias não são aceitáveis:
1.
Música bailável ou que convida a dança, ou ainda, cujo o ritmo
seja o elemento predominante. Alguns cânticos folclóricos
genuínos podem considerar-se como exceções.(c.f.item A. 2)
2.
Canções da corrente popular, particularmente aquelas cujo
caráter seja vulgar, sedutor, imoral e pouco refinado, já que
estão estritamente relacionadas com a tendência desenfreada da
nossa sociedade contemporânea.
3.
“A ópera”, como forma musical, “com a sua fascinadora
ostentação e música sedutora, o baile de máscaras, a dança, o
jogo de cartas, Satanás emprega para derribar as barreiras dos
princípios, e abrir a porta à satisfação sensual”
(Patriarcas e Profetas, págs. 459-460). Algumas passagens
escolhidas de ópera podem ser usadas especialmente, sempre que a
letra e a música sejam compatíveis com os princípios expressos
no item “A”.
4.
Canções cuja música e/ou letra sejam incompatíveis com as
normas da verdade, honestidade e pureza (temas que falam sobre
crimes, desprezo, amor livre, sexo, drogas, etc.).
5.
Composições com poesia de mal gosto, carentes de sentido, com
sentimentalismo doentio ou frivolidade que desviam a mente de
tudo aquilo que é bom, nobre e enaltecedor.
6.
Músicas dos estilos populares tais como o “rock, jazz, blues,
tropical” e outras similares, já que são consideradas um
verdadeiro obstáculo para o desenvolvimento do caráter cristão,
porque despertam pensamentos impuros e induzem a uma conduta
reprovável. As distorções do ritmo, a melodia e a harmonia que
caracterizam estes musicais, e o uso às vezes, excessivo de
amplificação, cauterizam a sensibilidade, e eventualmente
destroem a apreciação por aquilo que é belo e santo.
7.
Canções de protesto, uma vez que estas alimentam o espírito da
inconformidade e contribuem para destruir a unidade e o espírito
de respeito à autoridade.
C.
Forma de interpretação
A música
que se apresente em qualquer dos diferentes programas que se
desenvolvam na igreja, deve ser executada de forma séria,
alegre, ou entusiasta, como solo ou grupo, e poderá ser tanto
vocal como instrumental. Ao apresentar um cântico ou uma peça
instrumental, é importante observar as seguintes recomendações:
1.
Deve-se evitar o uso de tonalidades estridentes como o “rock”,
outras distorções da voz e o estilo exagerado dos cantores
populares.
2. Deve-se evitar
movimentos de dança ou gesticulações reprováveis ao apresentar
qualquer número musical.
3.
Evitar a amplificação exagerada, vocal e instrumental.
4.
Cuidar com o uso de instrumentos que se relacione com gêneros
musicais questionáveis.
5.
Evitar personificar um(a) cantor(a) de reputação duvidosa.
Como Melhorar o Culto J.A.
O culto J.A.
não é a única tarefa do Ministério Jovem, mas ocupa um lugar
extremamente importante. Ele é o momento onde os jovens se
desenvolvem e tem momentos de adoração. Por isso, é
preciso buscar maneiras de desenvolvê-lo.
Muitos
líderes tratam o Culto J.A. como uma atividade opcional, e ai
está o motivo do descrédito do programa em muitas igrejas.
Alguns tratam o Culto J.A. como um show que só deve ser feito
quando existem estrelas para participar (Um grupo, um orador,
etc.). Outros o encaram como um compromisso desgastante demais
que não pode ser realizado todo o Sábado porque não existem
idéias, público, colaboradores, e por isso é cansativo.
Alegam que não há fôlego para um ano, sendo assim, é melhor ir
devagar.
Agora, pense
comigo: é justo oferecer apenas shows à igreja, e deixá-la sem
programa quando eles não existem? Será justo deixar de
fazer o Culto J.A. por considerá-lo desgastante? Será que
este é o único programa desgastante da igreja? O que você
e eu diríamos se o Pastor distrital decidisse fazer o culto de
oração da Quarta a noite apenas uma vez por mês, ou se a equipe
da Escola Sabatina fizesse seu programa quinzenalmente?
Isso parece absurdo, não? E Porque muitas vezes achamos
que com o Culto J.A. é diferente?
Para que ele
ocupe seu verdadeiro papel é preciso dar atenção a algumas
questões fundamentais:
PLANEJAMENTO
Para evitar
confusões, tensão, falta de idéias e desmotivação da equipe
J.A., o segredo é gastar tempo estudando o que fazer com
antecedência. Bons programas não acontecem por acaso.
São fruto de planejamento, com dedicação de tempo e esforço.
Organize o
planejamento dos Cultos J.A. reunindo sua equipe e montando um
calendários com duas ênfases:
a.
Anual - De forma geral, apenas separando as datas que não podem
ser esquecidas, ou aquelas que já estão confirmadas durante o
ano, para que não haja conflito com outros programas.
b.
Trimestral - Definindo cada programa do trimestre. Leve em
conta o calendário anual e defina os temas, locais,
participações e programas especiais. A reunião para
definir este planejamento deve ser realizada pelo menos um mês
antes do início do trimestre.
Ao organizar
este planejamento, tendo em vista a realização do Culto J.A.
semanalmente, você pode dividir estilos diferentes de programas
a cada Sábado do mês, repetindo a fórmula a cada mês do ano.
Por exemplo:
1º Sábado
-
Culto J.A. organizado pela direção do departamento jovem.
Pode ser montado um super programa, pois é praticamente o único
no mês feito integralmente em cima da criatividade da equipe
J.A.; 2º Sábado - Culto J.A. Musical - Grupo, solista ou
coral convidado. Não é trabalhoso. É só convidar, promover
e deixar acontecer.
3º
Sábado - Culto J.A. de envolvimento - Mesa redonda,
seminário, dinâmica de grupo, etc., com um tema especial.
Também não é trabalhoso. É só definir o tema, promover e
administrar o andamento das partes;
4º Sábado
-
Culto J.A. feito por algum departamento convidado. Existem
departamentos que sempre se dispõem a fazer programas, até mais
de um, se necessário, como:
·
Departamento
infantil;
·
Ministério
da Mulher;
·
Desbravadores;
·
Lar &
Família;
·
Saúde &
Temperança;
·
Ministério
Pessoal;
·
Música;
·
Ancionato;
·
Diaconato;
·
Pastor
Distrital;
·
Etc.
Você pode
até argumentar, que esta forma de planejamento para o Culto J.A.
pode fazer com que ele se torne simples demais. Seu
argumento tem lógica. Esta é uma sugestão para lhe ajudar
quando há dificuldade para montar programas, mas você pode
melhorá-la. Mas, se a equipe pode preparar uma programação
com a cara jovem para os 52 sábados do ano, ai sim, você tem a
fórmula ideal.
Ao organizar
todo seu planejamento para o Culto J.A., existem três passos
fundamentais. Eles darão menos trabalho e mais
originalidade.
ORAÇÃO
Antes da
seleção final do conteúdo do culto jovem, ore por orientação
divina para estabelecer:
a. O propósito do
programa;
b. Sua forma e conteúdo;
c. Os participantes.
PROPÓSITO
a.
Qual a necessidade ou problema mais urgente que os
jovens da igreja estão enfrentando naquele momento ?
b.Quando
conseguiremos suprir esta necessidade ?
Quando a
equipe J.A. definir as respostas para cada uma destas duas
perguntas, terá alcançando o propósito principal do programa que
está preparando. Monte todas as partes do programa
colocando estas respostas como base.
PROGRAMA
É importante
lembrar que é o programa que constrói ou destrói o culto jovem.
Para que ele seja bem construido:
- Faça de
Cristo o centro de todo o programa;
- Escreva
toda a seqüência da programação e entregue cópias para a equipe
JA e demais participantes;
- Longas
pausas dentro do programa "matam" a reunião;
- Apesar da
prioridade espiritual, os programas também devem ser animados,
atraentes e interessantes.
Ao planejar
o programa que será realizado semanalmente, leve em consideração
a aplicação dos requisitos abaixo. Eles trarão bons
resultados.
O
FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA
Definir a
forma:
Para tornar
o Culto J.A. mais eficiente e menos trabalhoso é necessário
sistematizar seu funcionamento estabelecendo as partes
fundamentais, de modo que seja fácil montá-lo. Por isso,
você vai conhecer agora a fórmula BOLETIM. Cada letra da
palavra significa uma parte que deve ser desenvolvida durante o
programa. Você pode variar a ordem sempre que desejar, o
importante é não perder tempo pensando em como construir o
programa. BOLETIM é uma fórmula que envolve todas as
principais ênfases e propósitos do Ministério Jovem e também do
próprio Culto JA. Conheça cada uma das partes:
·
Bíblia (7
min):
·
Oração (5
min):
·
Louvor (7
min)
·
Envolvimento
(10 min)
·
Testemunho
(7 min)
·
Incentivo/informações(5 min)
·
Mensagem (l5
min)
Tempo Total
do programa - 56 min.
Definir o
Tema:
Deve haver
sempre um motivo para a realização do Culto J.A., de modo que
todos possam sair orientados ao final.
Procure
definir os temas que serão usados nos encontros através de:
a.
Sugestões contidas na revista Ação Jovem;
b.
Reuniões da equipe JA;
c.
Pesquisa junto aos jovens;
d.
Notícias importantes;
e.
Datas comemorativas;
f.
Calendário de atividades da Associação/Missão e da Igreja;
g.Consultas
ao Pastor e à liderança da igreja;
h. Etc.
Propaganda:
A presença
dos jovens ao culto JA é proporcional à promoção realizada, por
isso capriche. Dentre outros, utilize estes recursos:
a.
Cartaz com o título do programa;
b.
Gravação bem trabalhada para ser apresentada no momento dos
anúncios e ao final do culto divino;
c.
Distribuição de convites criativos à saída (papéis enrolados em
forma de pergaminho, guardanapos, caixas de fósforo ou outros
que tenham a ver com o título do programa);
Esforço:
Todo o
sucesso tem o seu preço, por isso, para alcançá-lo, pague-o. Não
creia no sucesso fácil. A dedicação é o preço a ser pago.
Como líder, seja regente de sua equipe, coordenando o esforço de
cada um em sua função buscando a harmonia na equipe.
Divida tarefas, estimule, incentive e cobre.
Ensaio:
-
Estabeleça um horário e local para ensaios, pelo menos uma
semana antes da reunião. Explique a cada um a parte que
deve desempenhar, supervisione a propaganda e poupe o suor e as
lágrimas dos imprevistos de última hora. Telefone, avise
os envolvidos na programação e passe a eles as informações
necessárias.
-
A experiência tem mostrado que programas bem ensaiados são
melhores. Uma hora gasta em ensaiar uma reunião antes da
sua apresentação fará maravilhas em burilar os programas e
revelar as imperfeições. Além disso, o ensaio leva cada um
a se sentir a vontade, permitindo ao organizador a oportunidade
de fazer sugestões para melhorar.
Participação:
a. Nenhum
culto JA irá sobreviver por muito tempo se o responsável é o
único que toma parte, ou ainda se o mesmo grupinho de três ou
quatro jovens participa todas as semanas. As melhores
reuniões são aquelas onde vários jovens, de formações ou grupos
diferentes participam;
b.
Defina quantos participantes serão necessários e o que vão fazer
para o sucesso do programa;
c.
Use principalmente os jovens para participar;
d.
Instrua os participantes quanto ao que se espera deles:
- Sentar na primeira fila;
- Cuidar para que não haja espaços vazios depois da introdução;
- Não deixar para afinar os instrumentos musicais no momento da
apresentação;
- Falar com clareza e firmeza para que todos possam ouvir.
Pontualidade:
a.
Para iniciar o programa – Ninguém gosta de ir a um encontro onde
sabe que vai ficar esperando ou assistindo a ensaios e
ornamentações, e pior ainda, quando tem de esperar do lado de
fora. Isto afugenta o público e desrespeita a Deus.
Procure manter um padrão de horário para começar e cumpra-o.
b.
Para encerrar o programa – Encerre deixando os assistentes com o
gostinho de "quero mais". No caso de prolongamento do
tempo, é melhor cortar o programa e encerrá-lo, do que
"queimá-lo". É melhor que a reunião seja curta e proveitosa, do
que longa e cansativa. O tempo ideal para um programa é de
1 a 1: 15 h.
Andamento:
Um dos
segredos para as boas reuniões é manter "as coisas andando".
a. Não
permita que ocorram quaisquer interrupções; ou que alguma parte
da programação se prolongue até que todos os presentes se sintam
cansados ou entediados. O final do programa deve ser o seu
clímax.
b.
Não permita que os assistentes tenham tempo entre as partes para
adivinhar o que virá em seguida.
CONTEÚDO
FIXO COM FORMA VARIADA
Para evitar
a rotina, que tem deixado muitos Cultos J.A. desinteressantes e
desanimadores, siga três dicas básicas:
a.
Varie a ordem do programa - troque as partes de lugar;
b.
Introduza variedades nas partes do programa - realize as
partes de sempre, mas de maneiras diferentes.
c.
Procure criar atividades novas que se identifiquem com os
jovens.
Algumas
sugestões para ampliar as alternativas das partes básicas do
Culto J.A., mantendo-o dentro do
BOLETIM:
Bíblia: ( 7
min. );
- Texto escolhido na linguagem de hoje;
- Versões diferentes (explicar);
- Bíblia mais antiga/nova;
- Textos difíceis;
- Pessoas falam o verso favorito e por quê:
- Curiosidades Bíblicas;
- História de como a Bíblia transforma vidas;
- Sugestões de quem lê a Bíblia com prazer;
- Leitura Bíblica:
·
Um leitor;
·
Dois
leitores;
·
Jogral;
·
Quatro
leitores alternadamente;
·
Leitura
responsiva por rapazes e moças;
·
Leitura
responsiva feita por um lado do auditório de cada vez;
·
Leitura por
família;
·
Leitura
ilustrada. A medida que a leitura vai sendo feita as
imagens a ilustram;
* Usar um
fundo musical caracterizado.
Oração: ( 5
min. );
·
Oração dois
a dois;
·
Como orar;
·
Oração
silenciosa;
·
Tipos de
oração;
·
Pedidos
especiais;
·
Oração na
Bíblia;
·
Orações
respondidas;
·
Oração em
cadeia;
·
Corrente de
oração;
·
Pessoa
escolhida orando;
·
Alguém que
teve uma oração respondida;
·
Oração
responsiva;
·
Oração em
grupo ou família;
·
Oração
membro + visita;
·
Oração
cantada;
·
Pedidos de
oração em uma frase;
·
Amigo
secreto de oração;
·
Orações por
problemas específicos;
·
Momento de
promessas sobre a oração;
·
Pessoas de
diferentes grupos a cada semana para orar. Avós, pais,
jovens, solteiros, universitários, juvenis, etc.;
·
Oração feita
por três pessoas. Uma responsável pelo louvor, outra por
ações de graças e a terceira pela intercessão;
·
Oração
infantil.
Louvor:
( 7 min. );
·
Cântico
congregacional;
·
Música
especial;
·
Música com
um instrumento raro,
·
Monólogo -
letra lida enquanto a música é tocada;
·
Hino
ilustrado - enquanto é cantado imagens o ilustram;
·
Dados sobre
música;
·
Cântico
novo;
·
Louvor na
Blblia;
·
Talento
musical;
·
Projeto
serenata;
·
Concurso
musical;
·
Noções
elementares sobre música;
·
Conhecendo
instrumentos musicais;
·
Hinos e
cànticos conhecidos e tocantes;
·
Aprender
músicas e cânticos novos;
·
Moças cantam
uma estrofe e rapazes outra;
·
Dividir o
auditório em duas partes;
·
Preparar
história de hinos que tenham ligação com as partes apresentadas;
·
Usar
cânticos em ritmo marcial, hinos devocionais, etc.;
·
Usar Slides,
Transparências, Apresentações em Power Point, com hinos;
·
Hinos em
ordem alfabética (tomar por base algum hinário);
·
Participação
de crianças;
·
Música
instrumental;
·
Solos;
·
Duetos;
·
Trios;
·
Quartetos;
·
Conjuntos;
·
Festivais
(solos ou duetos inéditos, quartetos, conjuntos, corais, etc.);
·
Selecionar
as músicas para evitar os exageros.
Envolvimento: ( 10 min. );
·
Atividades
de grupo;
·
Conheça seu
irmão;
·
Saudação aos
visitantes;
·
Concursos:
·
Por idades;
·
Por equipes;
·
Curiosidades
da Bíblia;
·
Devoção
Matinal;
·
Concurso de
oratória - tema defido no inicio do programa, e discurso
apresentado no final;
·
Se fizer um
concurso com duração além de um programa, não ultrapasse dois
meses para não perder a motivação;
·
a Gincana:
·
Entre
idades;
·
Equipes
livres;
·
Entre GAJAS;
·
Divisão por
sorteio:
·
Atividades
sugestivas:
·
Dividir
partes dos cultos JA entre as equipes;
·
Cegos com
Bíblia em Braile;
·
Discurso de
uma pessoa que nunca falou em público;
·
Trazer
ex-Adventistas;
·
Trazer
alguém importante da região e homenagear-lhe;
·
Casal para
cantar um dueto;
·
Alguém que
toque harpa junto com alguém que cante;
·
Bíblias
antigas;
·
Visitas a
hospitais;
·
Alimentos e
objetos para as Dorcas;
·
Etc.
Evite:
·
Imitar a
televisão;
·
Torcidas
dentro da igreja (Não incentive nem permita);
Tarefas que
não tenham ligação com atividades religiosas ou espirituais.
Testemunho:
( 7 min. );
- Por
que sou Adventista;
- Uma benção da semana;
- História
de minha conversão;
- História
missionária;
- Alguém que
venceu um mau hábito ou pecado;
- Um dia com
Jesus - como Jesus influencia o dia de uma pessoa;
- Testemunho
em vídeo.
Incentivo/Informações: ( 5 min. );
- Ano
Bíblico;
- Meditação
matinal;
- Lição da
Escola Sabatina;
- Clube do livro JA / Juvenis;
- Presença
nos programas:
- Programas
que vem ai;
- Jornal JA;
- Resultados
de atividades;
-
Informações:
- Interrupções planejadas;
*
Recursos audiovisuais;
Perguntas e
respostas;
- Apresentar como se fosse
notícia;
- Duas pessoas dando o anúncio em
uníssono ou de forma alternada;
-
Entregando cartão escrito no sábado pela manhã;
-
Gravar em cassete a mensagem:
-
Desenho num quadro negro;
-
Cartaz.
Mensagem: (
15 min. );
-
Meditação;
-
Ação Jovem;
·
Dinâmica de
grupo;
·
Painel;
·
Um recado de
Ellen White;
·
Pregador
Juvenil;
·
Encenação;
-
Um orador;
-
Alguns oradores;
·
Perguntas e respostas;
·
Vídeo;
·
Slides;
-
Entrevista;
-
Mesa redonda;
-
Reportagem;
-
Lições objetivas;
-
Debate:
-
Palestrante especializado;
-
Discussão entre os jovens com apresentação das definições;
-
Discussão pública;
-
Perguntas a um grupo preparado para responde-Ias;
-
Temas interessantes:
-
Recreação;
-
Cinema/ IV/ Filmes;
-
Casamento;
-
Profissões;
-
Amizades;
-
Moda;
-
Jogo;
-
Sexo;
- Namoro;
- Drogas;
- Homossexualismo/Lesbianismo/Bissexualismo;
- Masturbação;
- Música;
- Pecado;
- Tentação;
- Etc.
É
importante, de vez em quando, variar também, o local:
- Ar livre;
- Beira de
um rio;
- Bosque;
- Beira de
um lago;
- Sitio;
- Em outras
Igrejas;
- Praça
pública;
- Praia;
- Na casa de
um jovem;
- Em uma
Creche ou asilo.
Mais
idéias....
Se você
quiser experimentar outras idéias que podem variar, embelezar e
tornar mais atrativo o Culto JA, aqui vai mais uma lista. É
importante lembrar que elas sempre devem ser encaixadas dentro
da fórmula do BOLETIM, e dentro do tempo designado para
realizá-la:
01.
Apresentação e recomendação de livros: Bons materiais de
assuntos jovens.
02.
Histórias favoritas: Histórias inesquecíveis para alguém
relatadas à igreja.
03.
Painel de perguntas e respostas: Escolha um coordenador,
perguntas por escrito e um bom grupo para responder às
perguntas.
04.
Cartas JA: Cartas para outras sociedades JA.
05.
Partilha tua fé: Os jovens saem por 30 min. a um local definido
para distribuição de literatura, depois voltam para troca de
experiências.
06.
Dia do pai ideal - Dia da mãe ideal.
07.
Programa de colportores.
08.
Programa de profissões.
09.
Momentos de poder: Um espaço para a comunhão e oração.
10.
Jornal JA: Notícias da igreja local, mundial e da ciência.
11.
Entrevistas: Com alguém que seria interessante a igreja conhecer
melhor.
12.
Programa da amizade: Dos homens para as mulheres e vice versa
13.
Minuto profético: Explicações rápidas de profecias da Bíblia.
14.
Homenagem do Dia: Aproveitar as datas importantes da semana
relativas a profissões e convidar alguém abarcado por elas que
não seja Adventista para ser homenageado e entrevistado.
Ao final doar um "Caminho a Cristo", "Paz na Tempestade",
"Terceiro Milênio", etc.
15.
Conheça seu irmão: Entrevistar membros da igreja que tenham
atividades religiosas ou profissionais interessantes, com o
objetivo de passar orientações aos jovens. Ao final abra
um espaço para as perguntas.
16.
Cultura Geral: Rápidas dicas sobre natureza, plantas,
astronomia, etc.
17.
E importantíssimo lembrar que:
·
Os jovens e juvenis devem participar nos programas.
·
Os jovens gostam de colorido, ação, surpresa e variedade.
· O
ano bíblico e os ideais JA devem ser promovidos a cada Sábado.
Para matar o
Culto J.A -
Se você
quiser matar o Culto JA, também existe uma fórmula. Dê uma
lida só para ficar longe dela:
a. Começar tarde;
b.
Prepará-lo de última hora;
c.
Preparar o material de apoio (som, video, ornamentação, etc.) no
último momento;
d.
Falar tão suavemente que ninguém escute-,
e.
Misturar o religioso com o secular;
f.
Torná-lo longo demais;
g.
Deixá-lo cansativo;
h.
Não usá-lo para oferecer alimento espiritual.
Biblioteca Particular Marcelo Carvalho Julho 2006 |