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14/02
NÚMEROS 9
1 Também falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, no
primeiro mês do segundo ano depois que saíram da terra
do Egito, dizendo:
2 Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo
determinado.
3 No dia catorze deste mês, à tardinha, a seu tempo
determinado, a celebrareis; segundo todos os seus
estatutos, e segundo todas as suas ordenanças a
celebrareis.
4 Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que
celebrassem a páscoa.
5 Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro
mês, à tardinha, no deserto de Sinai; conforme tudo o
que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos
de Israel.
6 Ora, havia alguns que se achavam imundos por terem
tocado o cadáver de um homem, de modo que não podiam
celebrar a páscoa naquele dia; pelo que no mesmo dia se
chegaram perante Moisés e Arão;
7 e aqueles homens disseram-lhes: Estamos imundos por
havermos tocado o cadáver de um homem; por que seríamos
privados de oferecer a oferta do Senhor a seu tempo
determinado no meio dos filhos de Israel?
8 Respondeu-lhes Moisés: Esperai, para que eu ouça o que
o Senhor há de ordenar acerca de vós.
9 Então disse o Senhor a Moisés:
10 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se alguém dentre
vós, ou dentre os vossos descendentes estiver imundo por
ter tocado um cadáver, ou achar-se longe, em viagem,
contudo ainda celebrará a páscoa ao Senhor.
11 No segundo mês, no dia: catorze, à tardinha, a
celebrarão; comê-la-ão com pães ázimos e ervas amargas.
12 Dela não deixarão nada até pela manhã, nem quebrarão
dela osso algum; segundo todo o estatuto da páscoa a
celebrarão.
13 Mas o homem que, estando limpo e não se achando em
viagem, deixar de celebrar a páscoa, essa alma será
extirpada do seu povo; porquanto não ofereceu a oferta
do Senhor a seu tempo determinado, tal homem levará o
seu pecado.
14 Também se um estrangeiro peregrinar entre vós e
celebrar a páscoa ao Senhor, segundo o estatuto da
páscoa e segundo a sua ordenança a celebrará; haverá um
só estatuto, quer para o estrangeiro, quer para o
natural da terra.
15 No dia em que foi levantado o tabernáculo, a nuvem
cobriu o tabernáculo, isto é, a própria tenda do
testemunho; e desde a tarde até pela manhã havia sobre o
tabernáculo uma aparência de fogo.
16 Assim acontecia de contínuo: a nuvem o cobria, e de
noite havia aparência de fogo.
17 Mas sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os
filhos de Israel partiam; e no lugar em que a nuvem
parava, ali os filhos de Israel se acampavam.
18 À ordem do Senhor os filhos de Israel partiam, e à
ordem do Senhor se acampavam; por todos os dias em que a
nuvem parava sobre o tabernáculo eles ficavam acampados.
19 E, quando a nuvem se detinha sobre o tabernáculo
muitos dias, os filhos de Israel cumpriam o mandado do
Senhor, e não partiam.
20 Às vezes a nuvem ficava poucos dias sobre o
tabernáculo; então à ordem do Senhor permaneciam
acampados, e à ordem do Senhor partiam.
21 Outras vezes ficava a nuvem desde a tarde até pela
manhã; e quando pela manhã a nuvem se alçava, eles
partiam; ou de dia ou de noite, alçando-se a nuvem,
partiam.
22 Quer fosse por dois dias, quer por um mês, quer por
mais tempo, que a nuvem se detinha sobre o tabernáculo,
enquanto ficava sobre ele os filhos de Israel
permaneciam acampados, e não partiam; mas, alçando-se
ela, eles partiam.
23 À ordem do Senhor se acampavam, e à ordem do Senhor
partiam; cumpriam o mandado do Senhor, que ele lhes dera
por intermédio de Moisés.
NÚMEROS 10
1 Disse mais o Senhor a Moisés:
2 Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as
farás, e elas te servirão para convocares a congregação,
e para ordenares a partida dos arraiais.
3 Quando se tocarem as trombetas, toda a congregação se
ajuntará a ti à porta da tenda da revelação.
4 Mas quando se tocar uma só, a ti se congregarão os
príncipes, os cabeças dos milhares de Israel.
5 Quando se tocar retinindo, partirão os arraiais que
estão acampados da banda do oriente.
6 Mas quando se tocar retinindo, pela segunda, vez,
partirão os arraiais que estão acampados da banda do
sul; para as partidas dos arraiais se tocará retinindo.
7 Mas quando se houver de reunir a congregação,
tocar-se-á sem retinir:
8 Os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e
isto vos será por estatuto perpétuo nas vossas gerações.
9 Ora, quando na vossa terra sairdes à guerra contra o
inimigo que vos estiver oprimindo, fareis retinir as
trombetas; e perante o Senhor vosso Deus sereis tidos em
memória, e sereis salvos dos vossos inimigos.
10 Semelhantemente, no dia da vossa alegria, nas vossas
festas fixas, e nos princípios dos vossos meses,
tocareis as trombetas sobre os vossos holocaustos, e
sobre os sacrifícios de vossas ofertas pacíficas; e eles
vos serão por memorial perante vosso Deus. Eu sou o
Senhor vosso Deus.
11 Ora, aconteceu, no segundo ano, no segundo mês, aos
vinte do mês, que a nuvem se alçou de sobre o
tabernáculo da congregação.
12 Partiram, pois, os filhos de Israel do deserto de
Sinai para as suas jornadas; e a nuvem parou ,no deserto
de Parã.
13 Assim iniciaram a primeira caminhada, à ordem do
Senhor por intermédio de Moisés:
14 partiu primeiramente o estandarte do arraial dos
filhos de Judá segundo os seus exércitos; sobre o seu
exército estava Nasom, filho de Aminadabe;
15 sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar,
Netanel, filho de Zuar;
16 e sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom,
Eliabe, filho de Helom.
17 Então o tabernáculo foi desarmado, e os filhos de
Gérson e os filhos de Merári partiram, levando o
tabernáculo.
18 Depois partiu o estandarte do arraial de Rúben
segundo os seus exércitos; sobre o seu exército estava
Elizur, filho de Sedeur;
19 sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão,
Selumiel, filho de Zurisadai;
20 e sobre o exército da tribo dos filhos de Gade,
Eliasafe, filho de Deuel.
21 Então partiram os coatitas, levando o santuário; e os
outros erigiam o tabernáculo, enquanto estes vinham.
22 Depois partiu o estandarte do arraial dos filhos de
Efraim segundo os seus exércitos; sobre o seu exército
estava Elisama, filho de Amiúde;
23 sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés,
Gamaliel, filho de Pedazur;
24 e sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim,
Abidã, filho de Gideôni.
25 Então partiu o estandarte do arraial dos filhos de
Dã, que era a retaguarda de todos os arraiais, segundo
os seus exércitos; sobre o seu exército estava Aiezer,
filho de Amisadai;
26 sobre o exército da tribo dos filhos de Aser, Pagiel,
filho de Ocrã;
27 e sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali,
Airá, filho de Enã.
28 Tal era a ordem de partida dos filhos de Israel
segundo os seus exércitos, quando partiam.
29 Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o
midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele
lugar de que o Senhor disse: Vo-lo darei. Vai conosco, e
te faremos bem; porque o Senhor falou bem acerca de
Israel.
30 Respondeu ele: Não irei; antes irei à minha terra e à
minha parentela.
31 Tornou-lhe Moisés: Ora, não nos deixes, porquanto
sabes onde devamos acampar no deserto; de olhos nos
serviras.
32 Se, pois, vieres conosco, o bem que o Senhor nos
fizer, também nós faremos a ti.
33 Assim partiram do monte do Senhor caminho de três
dias; e a arca do pacto do Senhor ia adiante deles, para
lhes buscar lugar de descanso.
34 E a nuvem do Senhor ia sobre eles de dia, quando
partiam do arraial.
35 Quando, pois, a arca partia, dizia Moisés:
Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos,
e fujam diante de ti os que te odeiam.
36 E, quando ela pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para
os muitos milhares de Israel.
NÚMEROS 11
1 Depois o povo tornou-se queixoso, falando o que era
mau aos ouvidos do Senhor; e quando o Senhor o ouviu,
acendeu-se a sua ira; o fogo do Senhor irrompeu entre
eles, e devorou as extremidades do arraial.
2 Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor,
e o fogo se apagou.
3 Pelo que se chamou aquele lugar Taberá, porquanto o
fogo do Senhor se acendera entre eles.
4 Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter
grande desejo; pelo que os filhos de Israel também
tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a
comer?
5 Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de
graça, e dos pepinos, dos melões, dos porros, das
cebolas e dos alhos.
6 Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão
este maná diante dos nossos olhos.
7 E era o maná como a semente do coentro, e a sua
aparência como a aparência de bdélio.
8 O povo espalhava-se e o colhia, e, triturando-o em
moinhos ou pisando-o num gral, em panelas o cozia, e
dele fazia bolos; e o seu sabor era como o sabor de
azeite fresco.
9 E, quando o orvalho descia de noite sobre o arraial,
sobre ele descia também o maná.
10 Então Moisés ouviu chorar o povo, todas as suas
famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do
Senhor grandemente se acendeu; e aquilo pareceu mal aos
olhos de Moisés.
11 Disse, pois, Moisés ao Senhor: Por que fizeste mal a
teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos,
pois que puseste sobre mim o peso de todo este povo.
12 Concebi eu porventura todo este povo? dei-o eu à luz,
para que me dissesses: Leva-o ao teu colo, como a ama
leva a criança de peito, para a terra que com juramento
prometeste a seus pais?
13 Donde teria eu carne para dar a todo este povo?
porquanto choram diante de mim, dizendo: Dá-nos carne a
comer.
14 Eu só não posso: levar a todo este povo, porque me é
pesado demais.
15 Se tu me hás de tratar assim, mata-me, peço-te, se
tenho achado graça aos teus olhos; e não me deixes ver a
minha miséria.
16 Disse então o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta
homens dos anciãos de Israel, que sabes serem os anciãos
do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da
revelação, para que estejam ali contigo.
17 Então descerei e ali falarei contigo, e tirarei do
espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e
contigo levarão eles o peso do povo para que tu não o
leves só.
18 E dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e
comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do
Senhor, dizendo: Quem nos dará carne a comer? pois bem
nos ia no Egito. Pelo que o Senhor vos dará carne, e
comereis.
19 Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias,
nem dez dias, nem vinte dias;
20 mas um mês inteiro, até vos sair pelas narinas, até
que se vos torne coisa nojenta; porquanto rejeitastes ao
Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante
dele, dizendo: Por que saímos do Egito?
21 Respondeu Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este
povo no meio do qual estou; todavia tu tens dito:
Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro.
22 Matar-se-ão para eles rebanhos e gados, que lhes
bastem? ou ajuntar-se-ão, para eles todos os peixes do
mar, que lhes bastem?
23 Pelo que replicou o Senhor a Moisés: Porventura
tem-se encurtado a mão do Senhor? agora mesmo verás se a
minha palavra se há de cumprir ou não.
24 Saiu, pois, Moisés, e relatou ao povo as palavras do
Senhor; e ajuntou setenta homens dentre os anciãos do
povo e os colocou ao redor da tenda.
25 Então o Senhor desceu: na nuvem, e lhe falou; e,
tirando do espírito que estava sobre ele, pô-lo sobre
aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o
espírito repousou sobre eles profetizaram, mas depois
nunca mais o fizeram.
26 Mas no arraial ficaram dois homens; chamava-se um
Eldade, e o outro Medade; e repousou sobre eles: o
espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda
que não saíram para irem à tenda; e profetizavam no
arraial.
27 Correu, pois, um moço, e anunciou a Moisés: Eldade e
Medade profetizaram no arraial.
28 Então Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos
seus mancebos escolhidos, respondeu e disse: Meu Senhor
Moisés, proíbe-lho.
29 Moisés, porém, lhe disse: Tens tu ciúmes por mim?
Oxalá que do povo do Senhor todos fossem profetas, que o
Senhor pusesse o seu espírito sobre eles!
30 Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os
anciãos de Israel.
31 Soprou, então, um vento da parte do Senhor e, do lado
do mar, trouxe codornizes que deixou cair junto ao
arraial quase caminho de um dia de um e de outro lado, à
roda do arraial, a cerca de dois côvados da terra.
32 Então o povo, levantando-se, colheu as codornizes por
todo aquele dia e toda aquela noite, e por todo o dia
seguinte; o que colheu menos, colheu dez hômeres. E as
estenderam para si ao redor do arraial.
33 Quando a carne ainda estava entre os seus dentes,
antes que fosse mastigada, acendeu-se a ira do Senhor
contra o povo, e feriu o Senhor ao povo com uma praga,
mui grande.
34 Pelo que se chamou aquele lugar Quibrote-Taavá,
porquanto ali enterraram o povo que tivera o desejo.
35 De Quibrote-Taavá partiu o povo para Hazerote; e
demorou-se em Hazerote.
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