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15/02
NÚMEROS 12
1 Ora, falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da
mulher cuchita que este tomara; porquanto tinha tomado
uma mulher cuchita.
2 E disseram: Porventura falou o Senhor somente por
Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu.
3 Ora, Moisés era homem mui manso, mais do que todos os
homens que havia sobre a terra.
4 E logo o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Saí
vos três à tenda da revelação. E saíram eles três.
5 Então o Senhor desceu em uma coluna de nuvem, e se pôs
à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã, e os
dois acudiram.
6 Então disse: Ouvi agora as minhas palavras: se entre
vós houver profeta, eu, o Senhor, a ele me farei
conhecer em visão, em sonhos falarei com ele.
7 Mas não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em
toda a minha casa;
8 boca a boca falo com ele, claramente e não em enigmas;
pois ele contempla a forma do Senhor. Por que, pois, não
temestes falar contra o meu servo, contra Moisés?
9 Assim se acendeu a ira do Senhor contra eles; e ele se
retirou;
10 também a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que
Miriã se tornara leprosa, branca como a neve; e olhou
Arão para Miriã e eis que estava leprosa.
11 Pelo que Arão disse a Moisés: Ah, meu senhor! rogo-te
não ponhas sobre nós este pecado, porque procedemos
loucamente, e pecamos.
12 Não seja ela como um morto que, ao sair do ventre de
sua mãe, tenha a sua carne já meio consumida.
13 Clamou, pois, Moisés ao Senhor, dizendo: Ó Deus,
rogo-te que a cures.
14 Respondeu o Senhor a Moisés: Se seu pai lhe tivesse
cuspido na cara não seria envergonhada por sete dias?
Esteja fechada por sete dias fora do arraial, e depois
se recolherá outra vez.
15 Assim Miriã esteve fechada fora do arraial por sete
dias; e o povo não partiu, enquanto Miriã não se
recolheu de novo.
16 Mas depois o povo partiu de Hazerote, e acampou-se no
deserto de Parã.
NÚMEROS 13
1 Então disse o Senhor a Moisés:
2 Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei
de dar aos filhos de Israel. De cada tribo de seus pais
enviarás um homem, sendo cada qual príncipe entre eles.
3 Moisés, pois, enviou-os do deserto de Parã, segundo a
ordem do Senhor; eram todos eles homens principais
dentre os filhos de Israel.
4 E estes são os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua,
filho de Zacur;
5 da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori;
6 da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;
7 da tribo de Issacar, Ioal, filho de José;
8 da tribo de Efraim, Oséias, filho de Num;
9 da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu;
10 da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sódi;
11 da tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi, filho
de Susi;
12 da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali;
13 da tribo de Aser, Setur, filho de Micael;
14 da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi;
15 da tribo de Gade, Geuel, filho de Maqui.
16 Estes são os nomes dos homens que Moisés enviou a
espiar a terra. Ora, a Oséias, filho de Num, Moisés
chamou Josué.
17 Enviou-os, pois, Moisés a espiar: a terra de Canaã, e
disse-lhes: Subi por aqui para o Negebe, e penetrai nas
montanhas;
18 e vede a terra, que tal é; e o povo que nela habita,
se é forte ou fraco, se pouco ou muito;
19 que tal é a terra em que habita, se boa ou má; que
tais são as cidades em que habita, se arraiais ou
fortalezas;
20 e que tal é a terra, se gorda ou magra; se nela há
árvores, ou não; e esforçai-vos, e tomai do fruto da
terra. Ora, a estação era a das uvas temporãs.
21 Assim subiram, e espiaram a terra desde o deserto de
Zim, até Reobe, à entrada de Hamate.
22 E subindo para o Negebe, vieram até Hebrom, onde
estavam Aimã, Sesai e Talmai, filhos de Anaque. (Ora,
Hebrom foi edificada sete anos antes de Zoã no Egito. )
23 Depois vieram até e vale de Escol, e dali cortaram um
ramo de vide com um só cacho, o qual dois homens
trouxeram sobre uma verga; trouxeram também romãs e
figos.
24 Chamou-se aquele lugar o vale de Escol, por causa do
cacho que dali cortaram os filhos de Israel.
25 Ao fim de quarenta dias voltaram de espiar a terra.
26 E, chegando, apresentaram-se a Moisés e a Arão, e a
toda a congregação dos filhos de Israel, no deserto de
Parã, em Cades; e deram-lhes notícias, a eles e a toda a
congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra.
27 E, dando conta a Moisés, disseram: Fomos à terra a
que nos enviaste. Ela, em verdade, mana leite e mel; e
este é o seu fruto.
28 Contudo o povo que habita nessa terra é poderoso, e
as cidades são fortificadas e mui grandes. Vimos também
ali os filhos de Anaque.
29 Os amalequitas habitam na terra do Negebe; os heteus,
os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas; e os
cananeus habitam junto do mar, e ao longo do rio Jordão.
30 Então Calebe, fazendo calar o povo perante Moisés,
disse: Subamos animosamente, e apoderemo-nos dela;
porque bem poderemos prevalecer contra ela.
31 Disseram, porém, os homens que subiram com ele: Não
poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte
do que nos.
32 Assim, perante os filhos de Israel infamaram a terra
que haviam espiado, dizendo: A terra, pela qual passamos
para espiá-la, é terra que devora os seus habitantes; e
todo o povo que vimos nela são homens de grande
estatura.
33 Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de
Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos
nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos
seus olhos.
NÚMEROS 14
1 Então toda a congregação levantou a voz e gritou; e o
povo chorou naquela noite.
2 E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e
Arão; e toda a congregação lhes disse: Antes tivéssemos
morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste
deserto!
3 Por que nos traz o Senhor a esta terra para cairmos à
espada? Nossas mulheres e nossos pequeninos serão por
presa. Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?
4 E diziam uns aos outros: Constituamos um por chefe o
voltemos para o Egito.
5 Então Moisés e Arão caíram com os rostos por terra
perante toda a assembléia da congregação dos filhos de
Israel.
6 E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que
eram dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes;
7 e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel,
dizendo: A terra, pela qual passamos para a espiar, é
terra muitíssimo boa.
8 Se o Senhor se agradar de nós, então nos introduzirá
nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel.
9 Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não
temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão.
Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco;
não os temais.
10 Mas toda a congregação disse que fossem apedrejados.
Nisso a glória do Senhor apareceu na tenda da revelação
a todos os filhos de Israel.
11 Disse então o Senhor a Moisés: Até quando me
desprezará este povo e até quando não crerá em mim,
apesar de todos os sinais que tenho feito no meio dele?
12 Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e farei de
ti uma nação maior e mais forte do que ele.
13 Respondeu Moisés ao Senhor: Assim os egípcios o
ouvirão, eles, do meio dos quais, com a tua força,
fizeste subir este povo,
14 e o dirão aos habitantes desta terra. Eles ouviram
que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo; pois tu, ó
Senhor, és visto face a face, e a tua nuvem permanece
sobre eles, e tu vais adiante deles numa coluna de nuvem
de dia, e numa coluna de fogo de noite.
15 E se matares este povo como a um só homem, então as
nações que têm ouvido da tua fama, dirão:
16 Porquanto o Senhor não podia introduzir este povo na
terra que com juramento lhe prometera, por isso os matou
no deserto.
17 Agora, pois, rogo-te que o poder do meu Senhor se
engrandeça, segundo tens dito:
18 O Senhor é tardio em irar-se, e grande em
misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao
culpado não tem por inocente, mas visita a iniqüidade
dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração.
19 Perdoa, rogo-te, a iniqüidade deste povo, segundo a
tua grande misericórdia, como o tens perdoado desde o
Egito até, aqui.
20 Disse-lhe o Senhor: Conforme a tua palavra lhe
perdoei;
21 tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do
Senhor encherá toda a terra,
22 nenhum de todos os homens que viram a minha glória e
os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me
tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz,
23 nenhum deles verá a terra que com juramento prometi o
seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá.
24 Mas o meu servo Calebe, porque nele houve outro
espírito, e porque perseverou em seguir-me, eu o
introduzirei na terra em que entrou, e a sua posteridade
a possuirá.
25 Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale;
tornai-vos amanhã, e caminhai para o deserto em direção
ao Mar Vermelho.
26 Depois disse o Senhor a Moisés e Arão:
27 Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura
contra mim? tenho ouvido as murmurações dos filhos de
Israel, que eles fazem contra mim.
28 Dize-lhes: Pela minha vida, diz o Senhor, certamente
conforme o que vos ouvi falar, assim vos hei de fazer:
29 neste deserto cairão os vossos cadáveres; nenhum de
todos vós que fostes contados, segundo toda a vossa
conta, de vinte anos para cima, que contra mim
murmurastes,
30 certamente nenhum de vós entrará na terra a respeito
da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe,
filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
31 Mas aos vossos pequeninos, dos quais dissestes que
seriam por presa, a estes introduzirei na terra, e eles
conhecerão a terra que vós rejeitastes.
32 Quanto a vós, porém, os vossos cadáveres cairão neste
deserto;
33 e vossos filhos serão pastores no deserto quarenta
anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até
que os vossos cadáveres se consumam neste deserto.
34 Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, a
saber, quarenta dias, levareis sobre vós as vossas
iniqüidades por quarenta anos, um ano por um dia, e
conhecereis a minha oposição.
35 Eu, o Senhor, tenho falado; certamente assim o farei
a toda esta má congregação, aos que se sublevaram contra
mim; neste deserto se consumirão, e aqui morrerão.
36 Ora, quanto aos homens que Moisés mandara a espiar a
terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a
congregação contra ele, infamando a terra,
37 aqueles mesmos homens que infamaram a terra morreram
de praga perante o Senhor.
38 Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné,
que eram dos homens que foram espiar a terra, ficaram
com vida.
39 Então Moisés falou estas palavras a todos os filhos
de Israel, pelo que o povo se entristeceu muito.
40 Eles, pois, levantando-se de manhã cedo, subiram ao
cume do monte, e disseram: Eis-nos aqui; subiremos ao
lugar que o Senhor tem dito; porquanto havemos pecado.
41 Respondeu Moisés: Ora, por que transgredis o mandado
do Senhor, visto que isso não prosperará?
42 Não subais, pois o Senhor não está no meio de vós;
para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos.
43 Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante
da vossa face, e caireis à espada; pois, porquanto vos
desviastes do Senhor, o Senhor não estará convosco.
44 Contudo, temerariamente subiram eles ao cume do
monte; mas a arca do pacto do Senhor, e Moisés, não se
apartaram do arraial.
45 Então desceram os amalequitas e os cananeus, que
habitavam na montanha, e os feriram, derrotando-os até
Horma.
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