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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Ano Bíblico 03/19 |
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JUÍZES 13 1 Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau
aos olhos do Senhor, e ele os entregou na mão dos filisteus por quarenta
anos. 2 Havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo
nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não lhe dera filhos. 3 Mas o anjo do Senhor apareceu à mulher e lhe
disse: Eis que és estéril, e nunca deste à luz; porém conceberás, e terás um
filho. 4 Agora pois, toma cuidado, e não bebas vinho nem
bebida forte, e não comas coisa alguma impura; 5 porque tu conceberás e terás um filho, sobre cuja
cabeça não passará navalha, porquanto o menino será nazireu de Deus desde o
ventre de sua mãe; e ele começara a livrar a Israel da mão dos filisteus. 6 Então a mulher entrou, e falou a seu marido,
dizendo: Veio a mim um homem de Deus, cujo semblante era como o de um anjo de
Deus, em extremo terrível; e não lhe perguntei de onde era, nem ele me disse
o seu nome; 7 porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás
um filho. Agora pois, não bebas vinho nem bebida forte, e não comas coisa impura;
porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre de sua mãe até o dia da
sua morte. 8 Então Manoá suplicou ao Senhor, dizendo: Ah!
Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco
outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. 9 Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus
veio outra vez ter com a mulher, estando ela sentada no campo, porém não
estava com ela seu marido, Manoá. 10 Apressou-se, pois, a mulher e correu para dar
a notícia a seu marido, e disse-lhe: Eis que me apareceu aquele homem que
veio ter comigo o outro dia. 11 Então Manoá se levantou, seguiu a sua mulher
e, chegando à presença do homem, perguntou-lhe: És tu o homem que falou a
esta mulher? Ele respondeu: Sou eu. 12 Então disse Manoá: Quando se cumprirem as tuas
palavras, como se há de criar o menino e que fará ele? 13 Respondeu o anjo do Senhor a Manoá: De tudo
quanto eu disse à mulher se guardará ela; 14 de nenhum produto da vinha comerá; não beberá
vinho nem bebida forte, nem comerá coisa impura; tudo quanto lhe ordenei
cumprirá. 15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que
te detenhamos, para que te preparemos um cabrito. 16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda
que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor
que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor). 17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual
é o teu nome?-para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos. 18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que
perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso? 19 Então Manoá tomou um cabrito com a oferta de
cereais, e o ofereceu sobre a pedra ao Senhor; e fez o anjo maravilhas,
enquanto Manoá e sua mulher o observavam. 20 Ao subir a chama do altar para o céu, subiu
com ela o anjo do Senhor; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto
em terra. 21 E não mais apareceu o anjo do Senhor a Manoá,
nem à sua mulher; então compreendeu Manoá que era o anjo do Senhor. 22 Disse Manoá a sua mulher: Certamente morreremos,
porquanto temos visto a Deus. 23 Sua mulher, porém, lhe respondeu: Se o Senhor
nos quisera matar, não teria recebido da nossa mão o holocausto e a oferta de
cereais, nem nos teria mostrado todas estas coisas, nem agora nos teria dito
semelhantes coisas. 24 Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o
nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou. 25 E o Espírito do Senhor começou a incitá-lo em
Maané-Dã, entre Zorá e Estaol. JUÍZES 14 1 Desceu Sansão a Timnate; e vendo em Timnate uma
mulher das filhas dos filisteus, 2 subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe,
dizendo: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora pois,
tomai-ma por mulher. 3 Responderam-lhe, porém, seu pai e sua mãe: Não
há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o nosso
povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos?
Disse, porém, Sansão a seu pai: Toma esta para mim, porque ela muito me
agrada. 4 Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha
do Senhor, que buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo
os filisteus dominavam sobre Israel. 5 Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe
a Timnate. E, chegando ele às vinhas de Timnate, um leão novo, rugindo,
saiu-lhe ao encontro. 6 Então o Espírito do Senhor se apossou dele, de
modo que ele, sem ter coisa alguma na mão, despedaçou o leão como se fosse um
cabrito. E não disse nem a seu pai nem a sua mãe o que tinha feito. 7 Depois desceu e falou àquela mulher; e ela
muito lhe agradou. 8 Passado algum tempo, Sansão voltou para
recebê-la; e apartando-se de caminho para ver o cadáver do leão, eis que nele
havia um enxame de abelhas, e mel. 9 E tirando-o nas mãos, foi andando e comendo
dele; chegando aonde estavam seu pai e sua mãe, deu-lhes do mel, e eles
comeram; porém não lhes disse que havia tirado o mel do corpo do leão. 10 Desceu, pois, seu pai à casa da mulher; e
Sansão fez ali um banquete, porque assim os mancebos costumavam fazer. 11 E sucedeu que, quando os habitantes do lugar o
viram, trouxeram trinta companheiros para estarem com ele. 12 Disse-lhes, pois, Sansão: Permiti-me
propor-vos um enigma; se nos sete dias das bodas o decifrardes e mo
descobrirdes, eu vos darei trinta túnicas de linho e trinta mantos; 13 mas se não puderdes decifrar, vós me dareis a
mim as trinta túnicas de linho e os trinta mantos. Ao que lhe responderam
eles: Propõe o teu enigma, para que o ouçamos. 14 Então lhes disse: Do que come saiu comida, e
do forte saiu doçura. E em três dias não puderam decifrar o enigma. 15 Ao quarto dia, pois, disseram à mulher de
Sansão: Persuade teu marido a que declare o enigma, para que não queimemos a
fogo a ti e à casa de teu pai. Acaso nos convidastes para nos despojardes? 16 E a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse:
Tão-somente me aborreces, e não me amas; pois propuseste aos filhos do meu
povo um enigma, e não mo declaraste a mim. Respondeu-lhe ele: Eis que nem a
meu pai nem a minha mãe o declarei, e to declararei a ti. 17 Assim ela chorava diante dele os sete dias em
que celebravam as bodas. Sucedeu, pois, que ao sétimo dia lho declarou,
porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo. 18 Os homens da cidade, pois, ainda no sétimo
dia, antes de se pôr o sol, disseram a Sansão: Que coisa há mais doce do que
o mel? e que coisa há mais forte do que o leão? Respondeu-lhes ele: Se vós
não tivésseis lavrado com a minha novilha, não teríeis descoberto o meu
enigma. 19 Então o Espírito do Senhor se apossou dele, de
modo que desceu a Asquelom, matou trinta dos seus homens e, tomando as suas
vestes, deu-as aos que declararam o enigma; e, ardendo em ira, subiu à casa
de seu pai. 20 E a mulher de Sansão foi dada ao seu
companheiro, que lhe servira de paraninfo.: JUÍZES 15 1 Alguns dias depois disso, durante a ceifa do
trigo, Sansão, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher, e disse:
Entrarei na câmara de minha mulher. Mas o pai dela não o deixou entrar, 2 dizendo-lhe: Na verdade, pensava eu que de todo
a aborrecias; por isso a dei ao teu companheiro. Não é, porém, mais formosa
do que ela a sua irmã mais nova? Toma-a, pois, em seu lugar. 3 Então Sansão lhes disse: De agora em diante
estarei sem culpa para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal. 4 E Sansão foi, apanhou trezentas raposas, tomou
fachos e, juntando as raposas cauda a cauda, pôs-lhes um facho entre cada par
de caudas. 5 E tendo chegado fogo aos fachos, largou as
raposas nas searas dos filisteus:, e assim abrasou tanto as medas como o
trigo ainda em pé as vinhas e os olivais. 6 Perguntaram os filisteus: Quem fez isto?
Respondeu-se-lhes: Sansão, o genro do timnita, porque este lhe tomou a sua
mulher, e a deu ao seu companheiro. Subiram, pois, os filisteus, e queimaram
a fogo a ela e a seu pai. 7 Disse-lhes Sansão: É assim que fazeis? pois só
cessarei quando me houver vingado de vós. 8 E de todo os desbaratou, infligindo-lhes grande
mortandade. Então desceu, e habitou na fenda do penhasco de Etã. 9 Então os filisteus subiram, acamparam-se em
Judá, e estenderam-se por Leí. 10 Perguntaram-lhes os homens de Judá: Por que
subistes contra nós. E eles responderam: Subimos para amarrar a Sansão, para
lhe fazer como ele nos fez. 11 Então três mil homens de Judá desceram até a
fenda do penhasco de Etã, e disseram a Sansão: Não sabias tu que os filisteus
dominam sobre nós? por que, pois, nos fizeste isto? E ele lhes disse: Assim
como eles me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles. 12 Tornaram-lhe eles: Descemos para amarrar-te, a
fim de te entregar nas mãos dos filisteus. Disse-lhes Sansão: Jurai-me que
vós mesmos não me acometereis. 13 Eles lhe responderam: Não, não te mataremos,
mas apenas te amarraremos, e te entregaremos nas mãos deles. E amarrando-o
com duas cordas novas, tiraram-no do penhasco. 14 Quando ele chegou a Leí, os filisteus lhe
saíram ao encontro, jubilando. Então o Espírito do Senhor se apossou dele, e
as cordas que lhe ligavam os braços se tornaram como fios de linho que estão
queimados do fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos. 15 E achou uma queixada fresca de jumento e,
estendendo a mão, tomou-a e com ela matou mil homens. 16 Disse Sansão: Com a queixada de um jumento
montões e mais montões! Sim, com a queixada de um jumento matei mil homens. 17 E acabando ele de falar, lançou da sua mão a
queixada; e chamou-se aquele lugar Ramá-Leí. 18 Depois, como tivesse grande sede, clamou ao
Senhor, e disse: Pela mão do teu servo tu deste este grande livramento; e
agora morrerei eu de sede, e cairei nas mãos destes incircuncisos? 19 Então o Senhor abriu a fonte que está em Leí,
e dela saiu água; e Sansão, tendo bebido, recobrou alento, e reviveu; pelo
que a fonte ficou sendo chamada En-Hacore, a qual está em Leí até o dia de
hoje. 20 E julgou a Israel, nos dias dos filisteus,
vinte anos. JUÍZES 16 1 Sansão foi a Gaza, e viu ali uma prostituta, e
entrou a ela. 2 E foi dito aos gazitas: Sansão entrou aqui.
Cercaram-no, pois, e de emboscada à porta da cidade o esperaram toda a noite;
assim ficaram quietos a noite toda, dizendo: Quando raiar o dia,
matá-lo-emos. 3 Mas Sansão deitou-se até a meia-noite; então,
levantando-se, pegou nas portas da entrada da cidade, com ambos os umbrais,
arrancou-as juntamente com a tranca e, pondo-as sobre os ombros, levou-as até
o cume do monte que está defronte de Hebrom. 4 Depois disto se afeiçoou a uma mulher do vale
de Soreque, cujo nome era Dalila. 5 Então os chefes dos filisteus subiram a ter com
ela, e lhe disseram: Persuade-o, e vê em que consiste a sua grande força, e
como poderemos prevalecer contra ele e amarrá-lo, para assim o afligirmos; e
te daremos, cada um de nós, mil e cem moedas de prata. 6 Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me,
peço-te, em que consiste a tua grande força, e com que poderias ser amarrado
para te poderem afligir. 7 Respondeu-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete
cordas de nervos, ainda não secados, então me tornaria fraco, e seria como
qualquer outro homem. 8 Então os chefes dos filisteus trouxeram a
Dalila sete cordas de nervos, ainda não secados, com as quais ela o amarrou. 9 Ora, tinha ela em casa uns espias sentados na
câmara interior. Então ela disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! E ele
quebrou as cordas de nervos, como se quebra o fio da estopa ao lhe chegar o
fogo. Assim não se soube em que consistia a sua força. 10 Disse, pois, Dalila a Sansão: Eis que zombaste
de mim, e me disseste mentiras; declara-me agora com que poderia ser a
amarrado. 11 Respondeu-lhe ele: Se me amarrassem fortemente
com cordas novas, que nunca tivessem sido usadas, então me tornaria fraco, e seria
como qualquer outro homem. 12 Então Dalila tomou cordas novas, e o amarrou
com elas, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! E os espias estavam
sentados na câmara interior. Porém ele as quebrou de seus braços como a um
fio. 13 Disse Dalila a Sansão: Até agora zombaste de
mim, e me disseste mentiras; declara-me pois, agora, com que poderia ser
amarrado. E ele lhe disse: Se teceres as sete tranças da minha cabeça com os
liços da teia. 14 Assim ela as fixou com o torno de tear, e
disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Então ele despertou do seu
sono, e arrancou o torno do tear, juntamente com os liços da teia. 15 Disse-lhe ela: como podes dizer: Eu te amo!
não estando comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim, e ainda não me
declaraste em que consiste a tua força. 16 E sucedeu que, importunando-o ela todos os
dias com as suas palavras, e molestando-o, a alma dele se angustiou até a
morte. 17 E descobriu-lhe todo o seu coração, e
disse-lhe: Nunca passou navalha pela minha cabeça, porque sou nazireu de Deus
desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha
força, e me tornaria fraco, e seria como qualquer outro homem. 18 Vendo Dalila que ele lhe descobrira todo o seu
coração, mandou chamar os chefes dos filisteus, dizendo: Subi ainda esta vez,
porque agora me descobriu ele todo o seu coração. E os chefes dos filisteus
subiram a ter com ela, trazendo o dinheiro nas mãos. 19 Então ela o fez dormir sobre os seus joelhos,
e mandou chamar um homem para lhe rapar as sete tranças de sua cabeça. Depois
começou a afligi-lo, e a sua força se lhe foi. 20 E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti,
Sansão! Despertando ele do seu sono, disse: Sairei, como das outras vezes, e
me livrarei. Pois ele não sabia que o Senhor se tinha retirado dele. 21 Então os filisteus pegaram nele,
arrancaram-lhe os olhos e, tendo-o levado a Gaza, amarraram-no com duas
cadeias de bronze; e girava moinho no cárcere. 22 Todavia o cabelo da sua cabeça, logo que foi
rapado, começou a crescer de novo: 23 Então os chefes dos filisteus se ajuntaram
para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom, e para se regozijar;
pois diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo. 24 semelhantemente o povo, vendo-o, louvava ao
seu deus, dizendo: Nosso Deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, aquele
que destruía a nossa terra, e multiplicava os nossos mortos. 25 E sucedeu que, alegrando-se o seu coração,
disseram: Mandai vir Sansão, para que brinque diante de nós. Mandaram, pois,
vir do cárcere Sansão, que brincava diante deles; e fizeram-no estar em pé
entre as colunas. 26 Disse Sansão ao moço que lhe segurava a mão:
Deixa-me apalpar as colunas em que se sustém a casa, para que me encoste a
elas. 27 Ora, a casa estava cheia de homens e mulheres;
e também ali estavam todos os chefes dos filisteus, e sobre o telhado havia
cerca de três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar. 28 Então Sansão clamou ao Senhor, e disse: Ó
Senhor Deus! lembra-te de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para
que duma só vez me vingue dos filisteus pelos meus dois olhos. 29 Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas
do meio, em que se sustinha a casa, arrimando-se numa com a mão direita, e na
outra com a esquerda. 30 E bradando: Morra eu com os filisteus!
inclinou-se com toda a sua força, e a casa caiu sobre os chefes e sobre todo
o povo que nela havia. Assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que
matara em vida. 31 Então desceram os seus irmãos e toda a casa de
seu pai e, tomando-o, o levaram e o sepultaram, entre Zorá e Estaol, no
sepulcro de Manoá, seu pai. Ele havia julgado a Israel vinte anos. |