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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Ano Bíblico 04/09 |
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2 SAMUEL 22 1 Davi dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico,
no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos
de Saul, dizendo: 2 O Senhor é o meu rochedo, a minha fortaleza e o
meu libertador. 3 É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o
meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio.
O meu Salvador; da violência tu me livras. 4 Ao Senhor invocarei, pois é digno de louvor;
assim serei salvo dos meus inimigos. 5 As ondas da morte me cercaram, as torrentes de
Belial me atemorizaram. 6 Cordas do Seol me cingiram, laços de morte me
envolveram. 7 Na minha angústia invoquei ao Senhor; sim, a
meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou
aos seus ouvidos. 8 Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos
dos céus se moveram; abalaram-se porque ele se irou. 9 Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca um
fogo devorador, que pôs carvões em chamas. 10 Ele abaixou os céus, e desceu; e havia
escuridão debaixo dos seus pés. 11 Montou num querubim, e voou; apareceu sobre as
asas do vento. 12 E por tendas pôs trevas ao redor de si,
ajuntamento de águas, espessas nuvens do céu. 13 Pelo resplendor da sua presença acenderam-se
brasas de fogo. 14 Do céu trovejou o Senhor, o Altíssimo fez soar
a sua voz. 15 Disparou flechas, e os dissipou; raios, e os
desbaratou. 16 Então apareceram as profundezas do mar; os
fundamentos do mundo se descobriram, pela repreensão do Senhor, pelo assopro
do vento das suas narinas. 17 Estendeu do alto a sua mão e tomou-me; tirou-me
das muitas águas. 18 Livrou-me do meu possante inimigo, e daqueles
que me odiavam; porque eram fortes demais para mim. 19 Encontraram-me no dia da minha calamidade,
porém o Senhor se fez o meu esteio. 20 Conduziu-me para um lugar espaçoso; livrou-me,
porque tinha prazer em mim. 21 Recompensou-me o Senhor conforme a minha
justiça; conforme a pureza e minhas mãos me retribuiu. 22 Porque guardei os caminhos do Senhor, e não me
apartei impiamente do meu Deus. 23 Pois todos os seus preceitos estavam diante de
mim, e dos seus estatutos não me desviei. 24 Fui perfeito para com ele, e guardei-me da
minha iniqüidade. 25 Por isso me retribuiu o Senhor conforme a
minha justiça, conforme a minha pureza diante dos meus olhos. 26 Para com o benigno te mostras benigno; para
com o perfeito te mostras perfeito, 27 para com o puro te mostras puro, mas para com
o perverso te mostras avesso. 28 Livrarás o povo que se humilha, mas teus olhos
são contra os altivos, e tu os abaterás. 29 Porque tu, Senhor, és a minha candeia; e o
Senhor alumiará as minhas trevas. 30 Pois contigo passarei pelo meio dum esquadrão;
com o meu Deus transporei um muro. 31 Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito, e a
palavra do Senhor é fiel; é ele o escudo de todos os que nele se refugiam. 32 Pois quem é Deus, senão o Senhor? e quem é
rocha, senão o nosso Deus? 33 Deus é a minha grande fortaleza; e ele torna
perfeito o meu caminho. 34 Faz ele os meus pés como os das gazelas, e me
põe sobre as minhas alturas. 35 Ele instrui as minhas mãos para a peleja, de
modo que os meus braços podem entesar um arco de bronze. 36 Também me deste o escudo da tua salvação, e
tua brandura me engrandece. 37 Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não
vacilaram os meus artelhos. 38 Persegui os meus inimigos e os destruí, e
nunca voltei atrás sem que os consumisse. 39 Eu os consumi, e os atravessei, de modo que
nunca mais se levantaram; sim, cairam debaixo dos meus pés. 40 Pois tu me cingiste de força para a peleja;
prostraste debaixo de mim os que se levantaram contra mim. 41 Fizeste que me voltassem as costas os meus
inimigos, aqueles que me odiavam, para que eu os destruísse. 42 Olharam ao redor, mas não houve quem os
salvasse; clamaram ao Senhor, mas ele não lhes respondeu. 43 Então os moí como o pó da terra; como a lama
das ruas os trilhei e dissipei. 44 Também me livraste das contendas do meu povo;
guardaste-me para ser o cabeça das nações; um povo que eu não conhecia me
serviu. 45 Estrangeiros, com adulação, se submeteram a
mim; ao ouvirem de mim, me obedeceram. 46 Os estrangeiros desfaleceram e, tremendo,
sairam os seus esconderijos. 47 O Senhor vive; bendita seja a minha rocha, e
exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação, 48 o Deus que me deu vingança, e sujeitou povos
debaixo de mim, 49 e me tirou dentre os meus inimigos; porque tu
me exaltaste sobre os meus adversários; tu me livraste do homem violento. 50 Por isso, ó Senhor, louvar-te-ei entre as
nações, e entoarei louvores ao teu nome. 51 Ele dá grande livramento a seu rei, e usa de
benignidade para com o seu ungido, para com Davi e a sua descendência para
sempre. 2 SAMUEL 23 1 São estas as últimas palavras de Davi: Diz
Davi, filho de Jessé, diz a homem que foi exaltado, o ungido do Deus de Jacó,
o suave salmista de Israel. 2 O Espírito do Senhor fala por mim, e a sua
palavra está na minha língua. 3 Falou o Deus de Israel, a Rocha de Israel me
disse: Quando um justo governa sobre os homens, quando governa no temor de
Deus, 4 será como a luz da manhã ao sair do sol, da manhã
sem nuvens, quando, depois da chuva, pelo resplendor do sol, a erva brota da
terra. 5 Pois não é assim a minha casa para com Deus?
Porque estabeleceu comigo um pacto eterno, em tudo bem ordenado e seguro;
pois não fará ele prosperar toda a minha salvação e todo o meu desejo? 6 Porém os ímpios todos serão como os espinhos,
que se lançam fora, porque não se pode tocar neles; 7 mas qualquer que os tocar se armará de ferro e
da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no mesmo lugar. 8 São estes os nomes dos valentes de Davi:
Josebe-Bassebete, o taquemonita; era este principal dos três; foi ele que,
com a lança, matou oitocentos de uma vez. 9 Depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de
Aoí, um dos três valentes que estavam com Davi, quando desafiaram os
filisteus que se haviam reunido para a peleja, enquanto os homens de Israel
se retiravam. 10 Este se levantou, e feriu os filisteus, até
lhe cansar a mão e ficar pegada à espada; e naquele dia o Senhor operou um
grande livramento; e o povo voltou para junto de Eleazar, somente para tomar
o despojo. 11 Depois dele era Samá, filho de Agé, o
hararita. Os filisteus se haviam ajuntado em Leí, onde havia um terreno cheio
de lentilhas; e o povo fugiu de diante dos filisteus. 12 Samá, porém, pondo-se no meio daquele terreno,
defendeu-o e matou os filisteus, e o Senhor efetuou um grande livramento. 13 Também três dos trinta cabeças desceram, no
tempo da sega, e foram ter com Davi, à caverna de Adulão; e a tropa dos
filisteus acampara no vale de Refaim. 14 Davi estava então no lugar forte, e a
guarnição dos filisteus estava em Belém. 15 E Davi, com saudade, exclamou: Quem me dera
beber da água da cisterna que está junto a porta de Belém! 16 Então aqueles três valentes romperam pelo
arraial dos filisteus, tiraram água da cisterna que está junto a porta de
Belém, e a trouxeram a Davi; porém ele não quis bebê-la, mas derramou-a
perante o Senhor; 17 e disse: Longe de mim, ó Senhor, que eu tal
faça! Beberia eu o sangue dos homens que foram com risco das suas vidas? De
maneira que não a quis beber. Isto fizeram aqueles três valentes. 18 Ora, Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia,
era chefe dos trinta; e este alçou a sua lança contra trezentos, e os matou,
e tinha nome entre os três. 19 Porventura não era este o mais nobre dentre os
trinta? portanto se tornou o chefe deles; porém aos primeiros três não
chegou. 20 Também Benaías, filho de Jeoiada, filho dum
homem de Cabzeel, valoroso e de grandes feitos, matou os dois filhos de Ariel
de Moabe; depois desceu, e matou um leão dentro duma cova, no tempo da neve. 21 Matou também um egípcio, homem de temível
aspecto; tinha este uma lança na mão, mas Benaías desceu a ele com um cajado,
arrancou-lhe da mão a lança, e com ela o matou. 22 Estas coisas fez Benaías, filho de Jeoiada,
pelo que teve nome entre os três valentes. 23 Dentre os trinta ele era o mais afamado, porém
aos três primeiros não chegou. Mas Davi o pôs sobre os seus guardas. 24 Asael, irmão de Joabe, era um dos trinta;
El-Hanã, filho de Dodó, de Belém; 25 Samá, o harodita; Elica, o harodita; 26 Jelez, o paltita; Ira, filho de Iques, o
tecoíta; 27 Abiezer, o anatotita; Mebunai, o husatita; 28 Zalmom, o aoíta; Maarai, o netofatita; 29 Helebe, filho de Baaná, o netofatita; Itai, filho
de Ribai, de Gibeá dos filhos de Benjamim; 30 Benaías, o piratonita; Hidai, das torrentes de
Gaás; 31 Abi-Albom, o arbatita; Azmavete, o barumita; 32 Eliabá, o saalbonita; Bene-Jásen; e Jônatas; 33 Samá, o hararita; Aião, filho de Sarar, o
hararita; 34 Elifelete, filho de Acasbai, filho do
maacatita; Eliã, filho de Aitofel, o gilonita; 35 Hezrai, o carmelita; Paarai, o arbita; 36 Igal, filho de Natã, de Zobá; Bani, o gadita; 37 Zeleque, o amonita; Naarai, o beerotita, o que
trazia as armas de Joabe, filho de Zeruia; 38 Ira, o itrita; Garebe, o itrita; 39 Urias, o heteu; trinta e sete ao todo. 2 SAMUEL 24 1 A ira do Senhor tornou a acender-se contra
Israel, e o Senhor incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel
e a Judá. 2 Disse, pois, o rei a Joabe, chefe do exército,
que estava com ele: Percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba,
e numera o povo, para que eu saiba o seu número. 3 Então disse Joabe ao rei: Ora, multiplique o
Senhor teu Deus a este povo cem vezes tanto quanto agora é, e os olhos do rei
meu senhor o vejam. Mas por que tem prazer nisto o rei meu senhor; 4 Todavia a palavra do rei prevaleceu contra
Joabe, e contra os chefes do exército; Joabe, pois, saiu com os chefes do
exército da presença do rei para numerar o povo de Israel. 5 Tendo eles passado o Jordão, acamparam-se em
Aroer, à direita da cidade que está no meio do vale de Gade e na direção de
Jazer; 6 em seguida foram a Gileade, e a terra de
Tatim-Hódsi; dali foram a Da-Jaã, e ao redor até Sidom; 7 depois foram à fortaleza de Tiro, e a todas as
cidades dos heveus e dos cananeus; e saíram para a banda do sul de Judá, em
Berseba. 8 Assim, tendo percorrido todo o país, voltaram a
Jerusalém, ao cabo de nove meses e vinte dias. 9 Joabe, pois, deu ao rei o resultado da
numeração do povo. E havia em Israel oitocentos mil homens valorosos, que
arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil. 10 Mas o coração de Davi o acusou depois de haver
ele numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém
agora, ó Senhor, rogo-te que perdoes a iniqüidade do teu servo, porque tenho
procedido mui nesciamente. 11 Quando, pois, Davi se levantou pela manhã, veio
a palavra do Senhor ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo: 12 Vai, e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três
coisas te ofereço; escolhe qual delas queres que eu te faça. 13 Veio, pois, Gade a Davi, e fez-lho saber
dizendo-lhe: Queres que te venham sete anos de fome na tua terra; ou que por
três meses fujas diante de teus inimigos, enquanto estes te perseguirem; ou
que por três dias haja peste na tua terra? Delibera agora, e vê que resposta
hei de dar àquele que me enviou. 14 Respondeu Davi a Gade: Estou em grande
angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas
misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu. 15 Então enviou o Senhor a peste sobre Israel,
desde a manhã até o tempo determinado; e morreram do povo, desde Dã até Berseba,
setenta mil homens. 16 Ora, quando o anjo estendeu a mão sobre
Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao
anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta; retira agora a tua mão. E o
anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu. 17 E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou
ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas
ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de
meu pai. 18 Naquele mesmo dia veio Gade a Davi, e lhe
disse: Sobe, levanta ao Senhor um altar na eira de Araúna, o jebuseu: 19 Subiu, pois, Davi, conforme a palavra de Gade,
como o Senhor havia ordenado. 20 E olhando Araúna, viu que vinham ter com ele o
rei e os seus servos; saiu, pois, e inclinou-se diante do rei com o rosto em
terra. 21 Perguntou Araúna: Por que vem o rei meu senhor
ao seu servo? Respondeu Davi: Para comprar de ti a eira, a fim de edificar
nela um altar ao Senhor, para que a praga cesse de sobre o povo. 22 Então disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o
rei meu senhor o que bem lhe parecer; eis aí os bois para o holocausto, e os
trilhos e os aparelhos dos bois para lenha. 23 Tudo isto, ó rei, Araúna te oferece. Disse
mais Araúna ao rei: O Senhor teu Deus tome prazer em ti. 24 Mas o rei disse a Araúna: Não! antes to
comprarei pelo seu valor, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus
holocaustos que não me custem nada. Comprou, pois, Davi a eira e os bois por
cinqüenta siclos de prata. 25 E edificou ali um altar ao Senhor, e ofereceu
holocaustos e ofertas pacíficas. Assim o Senhor se tornou propício para com a
terra, e cessou aquela praga de sobre Israel. |