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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Ano Bíblico 06/05 |
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JÓ 11 1 Então respondeu Zofar, o naamatita, dizendo: 2 Não se dará resposta à multidão de palavras? ou
será justificado o homem falador? 3 Acaso as tuas jactâncias farão calar os homens?
e zombarás tu sem que ninguém te envergonhe? 4 Pois dizes: A minha doutrina é pura, e limpo
sou aos teus olhos. 5 Mas, na verdade, oxalá que Deus falasse e
abrisse os seus lábios contra ti, 6 e te fizesse saber os segredos da sabedoria,
pois é multiforme o seu entendimento; sabe, pois, que Deus exige de ti menos
do que merece a tua iniqüidade. 7 Poderás descobrir as coisas profundas de Deus,
ou descobrir perfeitamente o Todo-Poderoso? 8 Como as alturas do céu é a sua sabedoria; que
poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o Seol; que poderás tu saber? 9 Mais comprida é a sua medida do que a terra, e
mais larga do que o mar. 10 Se ele passar e prender alguém, e chamar a
juízo, quem o poderá impedir? 11 Pois ele conhece os homens vãos; e quando vê a
iniqüidade, não atentará para ela? 12 Mas o homem vão adquirirá entendimento, quando
a cria do asno montês nascer homem. 13 Se tu preparares o teu coração, e estenderes
as mãos para ele; 14 se há iniqüidade na tua mão, lança-a para
longe de ti, e não deixes a perversidade habitar nas tuas tendas; 15 então levantarás o teu rosto sem mácula, e
estarás firme, e não temerás. 16 Pois tu te esquecerás da tua miséria; apenas
te lembrarás dela como das águas que já passaram. 17 E a tua vida será mais clara do que o
meio-dia; a escuridão dela será como a alva. 18 E terás confiança, porque haverá esperança;
olharás ao redor de ti e repousarás seguro. 19 Deitar-te-ás, e ninguém te amedrontará; muitos
procurarão obter o teu favor. 20 Mas os olhos dos ímpios desfalecerão, e para
eles não haverá refúgio; a sua esperança será o expirar. JÓ 12 1 Então Jó respondeu, dizendo: 2 Sem dúvida vós sois o povo, e convosco morrerá
a sabedoria. 3 Mas eu tenho entendimento como, vos; eu não vos
sou inferior. Quem não sabe tais coisas como essas? 4 Sou motivo de riso para os meus amigos; eu, que
invocava a Deus, e ele me respondia: o justo e reto servindo de irrisão! 5 No pensamento de quem está seguro há desprezo
para a desgraça; ela está preparada para aquele cujos pés resvalam. 6 As tendas dos assoladores têm descanso, e os
que provocam a Deus estão seguros; os que trazem o seu deus na mão! 7 Mas, pergunta agora às alimárias, e elas te
ensinarão; e às aves do céu, e elas te farão saber; 8 ou fala com a terra, e ela te ensinará; até os
peixes o mar to declararão. 9 Qual dentre todas estas coisas não sabe que a mão
do Senhor fez isto? 10 Na sua mão está a vida de todo ser vivente, e
o espírito de todo o gênero humano. 11 Porventura o ouvido não prova as palavras,
como o paladar prova o alimento? 12 Com os anciãos está a sabedoria, e na longura
de dias o entendimento. 13 Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem
conselho e entendimento. 14 Eis que ele derriba, e não se pode reedificar;
ele encerra na prisão, e não se pode abrir. 15 Ele retém as águas, e elas secam; solta-as, e
elas inundam a terra. 16 Com ele está a força e a sabedoria; são dele o
enganado e o enganador. 17 Aos conselheiros leva despojados, e aos juízes
faz desvairar. 18 Solta o cinto dos reis, e lhes ata uma corda
aos lombos. 19 Aos sacerdotes leva despojados, e aos
poderosos transtorna. 20 Aos que são dignos da confiança emudece, e
tira aos anciãos o discernimento. 21 Derrama desprezo sobre os príncipes, e afrouxa
o cinto dos fortes. 22 Das trevas descobre coisas profundas, e traz
para a luz a sombra da morte. 23 Multiplica as nações e as faz perecer; alarga
as fronteiras das nações, e as leva cativas. 24 Tira o entendimento aos chefes do povo da
terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho. 25 Eles andam nas trevas às apalpadelas, sem luz,
e ele os faz cambalear como um ébrio. JÓ 13 1 Eis que os meus olhos viram tudo isto, e os
meus ouvidos o ouviram e entenderam. 2 O que vós sabeis também eu o sei; não vos sou
inferior. 3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero
defender-me perante Deus. 4 Vós, porém, sois forjadores de mentiras, e vós
todos, médicos que não valem nada. 5 Oxalá vos calásseis de todo, pois assim
passaríeis por sábios. 6 Ouvi agora a minha defesa, e escutai os
argumentos dos meus lábios. 7 Falareis falsamente por Deus, e por ele
proferireis mentiras? 8 Fareis aceitação da sua pessoa? Contendereis a
favor de Deus? 9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou
zombareis dele, como quem zomba de um homem? 10 Certamente vos repreenderá, se em oculto vos
deixardes levar de respeitos humanos. 11 Não vos amedrontará a sua majestade? E não
cairá sobre vós o seu terror? 12 As vossas máximas são provérbios de cinza; as
vossas defesas são torres de barro. 13 Calai-vos perante mim, para que eu fale, e
venha sobre mim o que vier. 14 Tomarei a minha carne entre os meus dentes, e
porei a minha vida na minha mão. 15 Eis que ele me matará; não tenho esperança;
contudo defenderei os meus caminhos diante dele. 16 Também isso será a minha salvação, pois o
ímpio não virá perante ele. 17 Ouvi atentamente as minhas palavras, e chegue
aos vossos ouvidos a minha declaração. 18 Eis que já pus em ordem a minha causa, e sei
que serei achado justo: 19 Quem é o que contenderá comigo? Pois então me
calaria e renderia o espírito. 20 Concede-me somente duas coisas; então não me
esconderei do teu rosto: 21 desvia a tua mão rara longe de mim, e não me
amedronte o teu terror. 22 Então chama tu, e eu responderei; ou eu
falarei, e me responde tu. 23 Quantas iniqüidades e pecados tenho eu?
Faze-me saber a minha transgressão e o meu pecado. 24 Por que escondes o teu rosto, e me tens por
teu inimigo? 25 Acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E
perseguirás o restolho seco? 26 Pois escreves contra mim coisas amargas, e me
fazes herdar os erros da minha mocidade; 27 também pões no tronco os meus pés, e observas
todos os meus caminhos, e marcas um termo ao redor dos meus pés, 28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se
consome, e como um vestido, ao qual rói a traça. JÓ 14 1 O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e cheio
de inquietação. 2 Nasce como a flor, e murcha; foge também como a
sombra, e não permanece. 3 Sobre esse tal abres os teus olhos, e a mim me
fazes entrar em juízo contigo? 4 Quem do imundo tirará o puro? Ninguém. 5 Visto que os seus dias estão determinados,
contigo está o número dos seus meses; tu lhe puseste limites, e ele não
poderá passar além deles. 6 Desvia dele o teu rosto, para que ele descanse
e, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia. 7 Porque há esperança para a árvore, que, se for
cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos. 8 Ainda que envelheça a sua raiz na terra, e
morra o seu tronco no pó, 9 contudo ao cheiro das águas brotará, e lançará
ramos como uma planta nova. 10 O homem, porém, morre e se desfaz; sim, rende
o homem o espírito, e então onde está? 11 Como as águas se retiram de um lago, e um rio
se esgota e seca, 12 assim o homem se deita, e não se levanta; até
que não haja mais céus não acordará nem será despertado de seu sono. 13 Oxalá me escondesses no Seol, e me ocultasses
até que a tua ira tenha passado; que me determinasses um tempo, e te
lembrasses de mim! 14 Morrendo o homem, acaso tornará a viver? Todos
os dias da minha lida esperaria eu, até que viesse a minha mudança. 15 Chamar-me-ias, e eu te responderia; almejarias
a obra de tuas mãos. 16 Então contarias os meus passos; não estarias a
vigiar sobre o meu pecado; 17 a minha transgressão estaria selada num saco,
e ocultarias a minha iniqüidade. 18 Mas, na verdade, a montanha cai e se desfaz, e
a rocha se remove do seu lugar. 19 As águas gastam as pedras; as enchentes
arrebatam o solo; assim tu fazes perecer a esperança do homem. 20 Prevaleces para sempre contra ele, e ele
passa; mudas o seu rosto e o despedes. 21 Os seus filhos recebem honras, sem que ele o
saiba; são humilhados sem que ele o perceba. 22 Sente as dores do seu próprio corpo somente, e
só por si mesmo lamenta. |