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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Ano Bíblico 06/12 |
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JÓ 32 1 E aqueles três homens cessaram de responder a Jó;
porque era justo aos seus próprios olhos. 2 Então se acendeu a ira de Eliú, filho de
Baraquel, o buzita, da família de Rão; acendeu-se a sua ira contra Jó, porque
este se justificava a si mesmo, e não a Deus. 3 Também contra os seus três amigos se acendeu a
sua ira, porque não tinham achado o que responder, e contudo tinham condenado
a Jó. 4 Ora, Eliú havia esperado para falar a Jó,
porque eles eram mais idosos do que ele. 5 Quando, pois, Eliú viu que não havia resposta na
boca daqueles três homens, acendeu-se-lhe a ira. 6 Então respondeu Eliú, filho de Baraquel, o
buzita, dizendo: Eu sou de pouca idade, e vós sois, idosos; arreceei-me e
temi de vos declarar a minha opinião. 7 Dizia eu: Falem os dias, e a multidão dos anos
ensine a sabedoria. 8 Há, porém, um espírito no homem, e o sopro do
Todo-Poderoso o faz entendido. 9 Não são os velhos que são os sábios, nem os
anciãos que entendem o que é reto. 10 Pelo que digo: Ouvi-me, e também eu declararei
a minha opinião. 11 Eis que aguardei as vossas palavras, escutei
as vossas considerações, enquanto buscáveis o que dizer. 12 Eu, pois, vos prestava toda a minha atenção, e
eis que não houve entre vós quem convencesse a Jó, nem quem respondesse às
suas palavras; 13 pelo que não digais: Achamos a sabedoria; Deus
é que pode derrubá-lo, e não o homem. 14 Ora ele não dirigiu contra mim palavra alguma,
nem lhe responderei com as vossas palavras. 15 Estão pasmados, não respondem mais; faltam-lhes
as palavras. 16 Hei de eu esperar, porque eles não falam,
porque já pararam, e não respondem mais? 17 Eu também darei a minha resposta; eu também
declararei a minha opinião. 18 Pois estou cheio de palavras; o espírito
dentro de mim me constrange. 19 Eis que o meu peito é como o mosto, sem
respiradouro, como odres novos que estão para arrebentar. 20 Falarei, para que ache alívio; abrirei os meus
lábios e responderei: 21 Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de
lisonjas para com o homem. 22 Porque não sei usar de lisonjas; do contrário,
em breve me levaria o meu Criador. JÓ 33 1 Ouve, pois, as minhas palavras, ó Jó, e dá
ouvidos a todas as minhas declarações. 2 Eis que já abri a minha boca; já falou a minha
língua debaixo do meu paladar. 3 As minhas palavras declaram a integridade do
meu coração, e os meus lábios falam com sinceridade o que sabem. 4 O Espírito de Deus me fez, e o sopro do
Todo-Poderoso me dá vida. 5 Se podes, responde-me; põe as tuas palavras em
ordem diante de mim; apresenta-te. 6 Eis que diante de Deus sou o que tu és; eu
também fui formado do barro. 7 Eis que não te perturbará nenhum medo de mim,
nem será pesada sobre ti a minha mão. 8 Na verdade tu falaste aos meus ouvidos, e eu
ouvi a voz das tuas palavras. Dizias: 9 Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não
há em mim iniqüidade. 10 Eis que Deus procura motivos de inimizade
contra mim, e me considera como o seu inimigo. 11 Põe no tronco os meus pés, e observa todas as
minhas veredas. 12 Eis que nisso não tens razão; eu te
responderei; porque Deus e maior do que o homem. 13 Por que razão contendes com ele por não dar
conta dos seus atos? 14 Pois Deus fala de um modo, e ainda de outro se
o homem não lhe atende. 15 Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono
profundo sobre os homens, quando adormecem na cama; 16 então abre os ouvidos dos homens, e os
atemoriza com avisos, 17 para apartar o homem do seu desígnio, e
esconder do homem a soberba; 18 para reter a sua alma da cova, e a sua vida de
passar pela espada. 19 Também é castigado na sua cama com dores, e
com incessante contenda nos seus ossos; 20 de modo que a sua vida abomina o pão, e a sua
alma a comida apetecível. 21 Consome-se a sua carne, de maneira que
desaparece, e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem. 22 A sua alma se vai chegando à cova, e a sua
vida aos que trazem a morte. 23 Se com ele, pois, houver um anjo, um
intérprete, um entre mil, para declarar ao homem o que lhe é justo, 24 então terá compaixão dele, e lhe dirá: Livra-o,
para que não desça à cova; já achei resgate. 25 Sua carne se reverdecerá mais do que na sua
infância; e ele tornará aos dias da sua juventude. 26 Deveras orará a Deus, que lhe será propício, e
o fará ver a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça. 27 Cantará diante dos homens, e dirá: Pequei, e
perverti o direito, o que de nada me aproveitou. 28 Mas Deus livrou a minha alma de ir para a
cova, e a minha vida verá a luz. 29 Eis que tudo isto Deus faz duas e três vezes
para com o homem, 30 para reconduzir a sua alma da cova, a fim de
que seja iluminado com a luz dos viventes. 31 Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu
falarei. 32 Se tens alguma coisa que dizer, responde-me;
fala, porque desejo justificar-te. 33 Se não, escuta-me tu; cala-te, e ensinar-te-ei
a sabedoria. JÓ 34 1 Prosseguiu Eliú, dizendo: 2 Ouvi, vós, sábios, as minhas palavras; e vós,
entendidos, inclinai os ouvidos para mim. 3 Pois o ouvido prova as palavras, como o paladar
experimenta a comida. 4 O que é direito escolhamos para nós; e
conheçamos entre nós o que é bom. 5 Pois Jó disse: Sou justo, e Deus tirou-me o
direito. 6 Apesar do meu direito, sou considerado
mentiroso; a minha ferida é incurável, embora eu esteja sem transgressão. 7 Que homem há como Jó, que bebe o escárnio como
água, 8 que anda na companhia dos malfeitores, e
caminha com homens ímpios? 9 Porque disse: De nada aproveita ao homem o
comprazer-se em Deus. 10 Pelo que ouvi-me, vós homens de entendimento:
longe de Deus o praticar a maldade, e do Todo-Poderoso o cometer a
iniqüidade! 11 Pois, segundo a obra do homem, ele lhe
retribui, e faz a cada um segundo o seu caminho. 12 Na verdade, Deus não procederá impiamente, nem
o Todo-Poderoso perverterá o juízo. 13 Quem lhe entregou o governo da terra? E quem
lhe deu autoridade sobre o mundo todo? 14 Se ele retirasse para si o seu espírito, e
recolhesse para si o seu fôlego, 15 toda a carne juntamente expiraria, e o homem
voltaria para o pó. 16 Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto,
inclina os ouvidos às palavras que profiro. 17 Acaso quem odeia o direito governará? Quererás
tu condenar aquele que é justo e poderoso? 18 aquele que diz a um rei: Ó vil? e aos
príncipes: Ó ímpios? 19 que não faz acepção das pessoas de príncipes,
nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obra de suas mãos? 20 Eles num momento morrem; e à meia-noite os
povos são perturbados, e passam, e os poderosos são levados não por mão
humana. 21 Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de
cada um, e ele vê todos os seus passos. 22 Não há escuridão nem densas trevas, onde se
escondam os obradores da iniqüidade. 23 Porque Deus não precisa observar por muito
tempo o homem para que este compareça perante ele em juízo. 24 Ele quebranta os fortes, sem inquirição, e põe
outros em lugar deles. 25 Pois conhecendo ele as suas obras, de noite os
transtorna, e ficam esmagados. 26 Ele os fere como ímpios, à vista dos
circunstantes; 27 porquanto se desviaram dele, e não quiseram
compreender nenhum de seus caminhos, 28 de sorte que o clamor do pobre subisse até
ele, e que ouvisse o clamor dos aflitos. 29 Se ele dá tranqüilidade, quem então o
condenará? Se ele encobrir o rosto, quem então o poderá contemplar, quer seja
uma nação, quer seja um homem só? 30 para que o ímpio não reine, e não haja quem
iluda o povo. 31 Pois, quem jamais disse a Deus: Sofri, ainda
que não pequei; 32 o que não vejo, ensina-me tu; se fiz alguma
maldade, nunca mais a hei de fazer? 33 Será a sua recompensa como queres, para que a
recuses? Pois tu tens que fazer a escolha, e não eu; portanto fala o que
sabes. 34 Os homens de entendimento dir-me-ão, e o varão
sábio, que me ouvir: 35 Jó fala sem conhecimento, e às suas palavras
falta sabedoria. 36 Oxalá que Jó fosse provado até o fim; porque
responde como os iníquos. 37 Porque ao seu pecado acrescenta a rebelião;
entre nós bate as palmas, e multiplica contra Deus as suas palavras. |