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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Ano Bíblico 07/18 |
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ECLESIASTES 1 1 Palavras do pregador, filho de Davi, rei em
Jerusalém. 2 Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de
vaidades, tudo é vaidade. 3 Que proveito tem o homem, de todo o seu
trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? 4 Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a
terra permanece para sempre. 5 O sol nasce, e o sol se põe, e corre de volta
ao seu lugar donde nasce. 6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro vai
para o norte; volve-se e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus
circuitos. 7 Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o
mar não se enche; ao lugar para onde os rios correm, para ali continuam a
correr. 8 Todas as coisas estão cheias de cansaço;
ninguém o pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se
enchem de ouvir. 9 O que tem sido, isso é o que há de ser; e o que
se tem feito, isso se tornará a fazer; nada há que seja novo debaixo do sol. 10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Voê,
isto é novo? ela já existiu nos séculos que foram antes de nós. 11 Já não há lembrança das gerações passadas; nem
das gerações futuras haverá lembrança entre os que virão depois delas. 12 Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em
Jerusalém. 13 E apliquei o meu coração a inquirir e a
investigar com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu;
essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela se
exercitarem. 14 Atentei para todas as obras que se e fazem
debaixo do sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão. 15 O que é torto não se pode endireitar; o que
falta não se pode enumerar. 16 Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me
engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em
Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do
conhecimento. 17 E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e
a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era
desejo vão. 18 Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o
que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza. ECLESIASTES 2 1 Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei
com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade. 2 Do riso disse: Está doido; e da alegria: De que
serve estar. 3 Busquei no meu coração como estimular com vinho
a minha carne, sem deixar de me guiar pela sabedoria, e como me apoderar da
estultícia, até ver o que era bom que os filhos dos homens fizessem debaixo
do céu, durante o número dos dias de sua vida. 4 Fiz para mim obras magníficas: edifiquei casas,
plantei vinhas; 5 fiz hortas e jardins, e plantei neles árvores
frutíferas de todas as espécies. 6 Fiz tanques de águas, para deles regar o bosque
em que reverdeciam as árvores. 7 Comprei servos e servas, e tive servos nascidos
em casa; também tive grandes possessões de gados e de rebanhos, mais do que
todos os que houve antes de mim em Jerusalém. 8 Ajuntei também para mim prata e ouro, e
tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das
delícias dos filhos dos homens, concubinas em grande número. 9 Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do
que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a
minha sabedoria. 10 E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho
neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se
alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu
trabalho. 11 Então olhei eu para todas as obras que as
minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em
fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia
debaixo do sol. 12 Virei-me para contemplar a sabedoria, e a
loucura, e a estultícia; pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que
já se fez! 13 Então vi eu que a sabedoria é mais excelente
do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas. 14 Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas o
louco anda em trevas; contudo percebi que a mesma coisa lhes sucede a ambos. 15 Pelo que eu disse no meu coração: Como
acontece ao estulto, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a
sabedoria; Então respondi a mim mesmo que também isso era vaidade. 16 Pois do sábio, bem como do estulto, a memória
não durará para sempre; porquanto de tudo, nos dias futuros, total
esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o estulto! 17 Pelo que aborreci a vida, porque a obra que se
faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e desejo vão. 18 Também eu aborreci todo o meu trabalho em que
me afadigara debaixo do sol, visto que tenho de deixá-lo ao homem que virá
depois de mim. 19 E quem sabe se será sábio ou estulto? Contudo,
ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que me afadiguei, e em que me
houve sabiamente debaixo do sol; também isso é vaidade. 20 Pelo que eu me volvi e entreguei o meu coração
ao desespero no tocante a todo o trabalho em que me afadigara debaixo do sol. 21 Porque há homem cujo trabalho é feito com
sabedoria, e ciência, e destreza; contudo, deixará o fruto do seu labor para
ser porção de quem não trabalhou nele; também isso é vaidade e um grande mal. 22 Pois, que alcança o homem com todo o seu
trabalho e com a fadiga em que ele anda trabalhando debaixo do sol? 23 Porque todos os seus dias são dores, e o seu
trabalho é vexação; nem de noite o seu coração descansa. Também isso é
vaidade. 24 Não há nada melhor para o homem do que comer e
beber, e fazer que a sua alma goze do bem do seu trabalho. Vi que também isso
vem da mão de Deus. 25 Pois quem pode comer, ou quem pode gozar.
melhor do que eu? 26 Porque ao homem que lhe agrada, Deus dá
sabedoria, e conhecimento, e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele
ajunte e amontoe, a fim de dá-lo àquele que agrada a Deus: Também isso é
vaidade e desejo vão. ECLESIASTES 3 1 Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para
todo propósito debaixo do céu. 2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de
plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; 3 tempo de matar, e tempo de curar; tempo de
derribar, e tempo de edificar; 4 tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de
prantear, e tempo de dançar; 5 tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras;
tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; 6 tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de
guardar, e tempo de deitar fora; 7 tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de
estar calado, e tempo de falar; 8 tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de
guerra, e tempo de paz. 9 Que proveito tem o trabalhador naquilo em que
trabalha? 10 Tenho visto o trabalho penoso que Deus deu aos
filhos dos homens para nele se exercitarem. 11 Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na
mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a
obra que Deus fez desde o princípio até o fim. 12 Sei que não há coisa melhor para eles do que
se regozijarem e fazerem o bem enquanto viverem; 13 e também que todo homem coma e beba, e goze do
bem de todo o seu trabalho é dom de Deus. 14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará
eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada se lhe pode tirar; e isso
Deus faz para que os homens temam diante dele: 15 O que é, já existiu; e o que há de ser, também
já existiu; e Deus procura de novo o que já se passou. 16 Vi ainda debaixo do sol que no lugar da
retidão estava a impiedade; e que no lugar da justiça estava a impiedade
ainda. 17 Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo
e o ímpio; porque há um tempo para todo propósito e para toda obra. 18 Disse eu no meu coração: Isso é por causa dos
filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são
em si mesmos como os brutos. 19 Pois o que sucede aos filhos dos homens, isso
mesmo também sucede aos brutos; uma e a mesma coisa lhes sucede; como morre
um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego; e o homem não tem vantagem
sobre os brutos; porque tudo é vaidade. 20 Todos vão para um lugar; todos são pó, e todos
ao pó tornarão. 21 Quem sabe se o espírito dos filhos dos homens
vai para cima, e se o espírito dos brutos desce para a terra? 22 Pelo que tenho visto que não há coisa melhor
do que alegrar-se o homem nas suas obras; porque esse é o seu quinhão; pois
quem o fará voltar para ver o que será depois dele? ECLESIASTES 4 1 Depois volvi-me, e atentei para todas as
opressões que se fazem debaixo do sol; e eis as lágrimas dos oprimidos, e
eles não tinham consolador; do lado dos seus opressores havia poder; mas eles
não tinham consolador. 2 Pelo que julguei mais felizes os que já
morreram, do que os que vivem ainda. 3 E melhor do que uns e outros é aquele que ainda
não é, e que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol. 4 Também vi eu que todo trabalho e toda destreza em
obras provêm da inveja que o homem tem do seu próximo. Também isso é e
vaidade e desejo vão. 5 O tolo cruza as mãos, e come a sua; própria
carne. 6 Melhor é um punhado com tranqüilidade do que
ambas as mãos cheias com trabalho e vão desejo. 7 Outra vez me volvi, e vi vaidade debaixo do
sol. 8 Há um que é só, não tendo parente; não tem
filho nem irmão e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus
olhos se fartam de riquezas. E ele não pergunta: Para quem estou trabalhando
e privando do bem a minha alma? Também isso é vaidade a e enfadonha ocupação. 9 Melhor é serem dois do que um, porque têm
melhor paga do seu trabalho. 10 Pois se caírem, um levantará o seu
companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o
levante. 11 Também, se dois dormirem juntos, eles se
aquentarão; mas um só como se aquentará? 12 E, se alguém quiser prevalecer contra um, os
dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa. 13 Melhor é o mancebo pobre e sábio do que o rei velho
e insensato, que não se deixa mais admoestar, 14 embora tenha saído do cárcere para reinar, ou
tenha nascido pobre no seu próprio reino. 15 Vi a todos os viventes que andavam debaixo do
sol, e eles estavam com o mancebo, o sucessor, que havia de ficar no lugar do
rei. 16 Todo o povo, à testa do qual se achava, era
inumerável; contudo os que lhe sucederam não se regozijarão a respeito dele.
Na verdade também isso é vaidade e desejo vão. |