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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Ano Bíblico 10/25 |
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LUCAS 15 1 Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e
pecadores para o ouvir. 2 E os fariseus e os escribas murmuravam,
dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. 3 Então ele lhes propôs esta parábola: 4 Qual de vós é o homem que, possuindo cem
ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai
após a perdida até que a encontre? 5 E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de
júbilo; 6 e chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e
lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia
perdido. 7 Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu
por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não
necessitam de arrependimento. 8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e
perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com
diligência até encontrá-la? 9 E achando-a, reúne as amigas e vizinhas,
dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido. 10 Assim, digo-vos, há alegria na presença dos
anjos de Deus por um só pecador que se arrepende. 11 Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. 12 O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a
parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. 13 Poucos dias depois, o filho mais moço
ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens,
vivendo dissolutamente. 14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela
terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. 15 Então foi encontrar-se a um dos cidadãos
daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 16 E desejava encher o estômago com as alfarrobas
que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. 17 Caindo, porém, em si, disse: Quantos
empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e
dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho;
trata-me como um dos teus empregados. 20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando
ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo,
lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21 Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e
diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei
depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas
nos pés; 23 trazei também o bezerro, cevado e matai-o;
comamos, e regozijemo-nos, 24 porque este meu filho estava morto, e reviveu;
tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se. 25 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e
quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; 26 e chegando um dos servos, perguntou-lhe que
era aquilo. 27 Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu
pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. 28 Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu
então o pai e instava com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há
tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me
deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos; 30 vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou
os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. 31 Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás
comigo, e tudo o que é meu é teu; 32 era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos,
porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi
achado. LUCAS 16 1 Dizia Jesus também aos seus discípulos: Havia
certo homem rico, que tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de
estar dissipando os seus bens. 2 Chamou-o, então, e lhe disse: Que é isso que
ouço dizer de ti? Presta contas da tua mordomia; porque já não podes mais ser
meu mordomo. 3 Disse, pois, o mordomo consigo: Que hei de
fazer, já que o meu senhor me tira a mordomia? Para cavar, não tenho forças;
de mendigar, tenho vergonha. 4 Agora sei o que vou fazer, para que, quando for
desapossado da mordomia, me recebam em suas casas. 5 E chamando a si cada um dos devedores do seu
senhor, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? 6 Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe
então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinqüenta. 7 Perguntou depois a outro: E tu, quanto deves?
Respondeu ele: Cem coros de trigo. E disse-lhe: Toma a tua conta e escreve
oitenta. 8 E louvou aquele senhor ao injusto mordomo por
haver procedido com sagacidade; porque os filhos deste mundo são mais sagazes
para com a sua geração do que os filhos da luz. 9 Eu vos digo ainda: Granjeai amigos por meio das
riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles
nos tabernáculos eternos. 10 Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito;
quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. 11 Se, pois, nas riquezas injustas não fostes
fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará
o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir dois senhores; porque
ou há de odiar a um e amar ao outro, o há de odiar a um e amar ao outro, o há
de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às
riquezas. 14 Os fariseus, que eram gananciosos, ouviam
todas essas coisas e zombavam dele. 15 E ele lhes disse: Vós sois os que vos
justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos
corações; porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação. 16 A lei e os profetas vigoraram até João; desde
então é anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem forceja por
entrar nele. 17 É, porém, mais fácil passar o céu e a terra do
que cair um til da lei. 18 Todo aquele que repudia sua mulher e casa com
outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido,
também comete adultério. 19 Ora, havia um homem rico que se vestia de
púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente. 20 Ao seu portão fora deitado um mendigo, chamado
Lázaro, todo coberto de úlceras; 21 o qual desejava alimentar-se com as migalhas
que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras. 22 Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos
para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. 23 No inferno, ergueu os olhos, estando em
tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. 24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem
misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do
dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que
em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro de igual modo os males; agora,
porém, ele aqui é consolado, e tu atormentado. 26 E além disso, entre nós e vós está posto um
grande abismo, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não
poderiam, nem os de lá passar para nós. 27 Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o
mandes à casa de meu pai, 28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê
testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento. 29 Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas;
ouçam-nos. 30 Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém
dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. 31 Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a
Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém
dentre os mortos. LUCAS 17 1 Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que
não venham tropeços, mas ai daquele por quem vierem! 2 Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao
pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um
destes pequeninos. 3 Tende cuidado de vós mesmos; se teu irmão
pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe. 4 Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e
sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe perdoarás. 5 Disseram então os apóstolos ao Senhor:
Aumenta-nos a fé. 6 Respondeu o Senhor: Se tivésseis fé como um
grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te, e planta-te no mar;
e ela vos obedeceria. 7 Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a
apascentar gado, lhe dirá, ao voltar ele do campo: chega-te já, e reclina-te
à mesa? 8 Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia, e
cinge-te, e serve-me, até que eu tenha comido e bebido, e depois comerás tu e
beberás? 9 Porventura agradecerá ao servo, porque este fez
o que lhe foi mandado? 10 Assim também vós, quando fizerdes tudo o que
vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos
fazer. 11 E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passava
pela divisa entre a Samária e a Galiléia. 12 Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao
encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, 13 e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem
compaixão de nós! 14 Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e
mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. 15 Um deles, vendo que fora curado, voltou
glorificando a Deus em alta voz; 16 e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de
Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano. 17 Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os
dez? E os nove, onde estão? 18 Não se achou quem voltasse para dar glória a
Deus, senão este estrangeiro? 19 E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te
salvou. 20 Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre
quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com
aparência exterior; 21 nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o
reino de Deus está dentro de vós. 22 Então disse aos discípulos: Dias virão em que
desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis. 23 Dir-vos-ão: Ei-lo ali! ou: Ei-lo aqui! não
vades, nem os sigais; 24 pois, assim como o relâmpago, fuzilando em uma
extremidade do céu, ilumina até a outra extremidade, assim será também o
Filho do homem no seu dia. 25 Mas primeiro é necessário que ele padeça
muitas coisas, e que seja rejeitado por esta geração. 26 Como aconteceu nos dias de Noé, assim também
será nos dias do Filho do homem. 27 Comiam, bebiam, casavam e davam-se em
casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os
destruiu a todos. 28 Como também da mesma forma aconteceu nos dias
de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; 29 mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do
céu fogo e enxofre, e os destruiu a todos; 30 assim será no dia em que o Filho do homem se
há de manifestar. 31 Naquele dia, quem estiver no eirado, tendo os
seus bens em casa, não desça para tirá-los; e, da mesma sorte, o que estiver
no campo, não volte para trás. 32 Lembrai-vos da mulher de Ló. 33 Qualquer que procurar preservar a sua vida,
perdê-la-á, e qualquer que a perder, conservá-la-á. 34 Digo-vos: Naquela noite estarão dois numa
cama; um será tomado, e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão juntas moendo; uma será
tomada, e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo; um será tomado,
e o outro será deixado. 37 Perguntaram-lhe: Onde, Senhor? E
respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres. |