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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Ano Bíblico Jovem 11/30 |
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ATOS 23 1 Fitando Paulo os
olhos no sinédrio, disse: Varões irmãos, até o dia de hoje tenho andado
diante de Deus com toda a boa consciência. 2 Mas o sumo
sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. 3 Então Paulo lhe
disse: Deus te ferirá a ti, parede branqueada; tu estás aí sentado para
julgar-me segundo a lei, e contra a lei mandas que eu seja ferido? 4 Os que estavam
ali disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? 5 Disse Paulo: Não
sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal
do príncipe do teu povo. 6 Sabendo Paulo
que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões
irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da
ressurreição dos mortos que estou sendo julgado. 7 Ora, dizendo ele
isto, surgiu dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. 8 Porque os
saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os
fariseus reconhecem uma e outra coisa. 9 Daí procedeu
grande clamor; e levantando-se alguns da parte dos fariseus, altercavam,
dizendo: Não achamos nenhum mal neste homem. E se algum espírito ou anjo lhe
falou, não resistamos a Deus. 10 E avolumando-se a dissenção, o comandante,
temendo que Paulo fosse por eles despedaçado, mandou que os soldados
descessem e o tirassem do meio deles e o levassem para a fortaleza. 11 Na noite seguinte,
apresentou-se-lhe o Senhor e disse: Tem bom ânimo: porque, como deste
testemunho de mim em Jerusalém, assim importa que o dês também em Roma. 12 Quando já era dia, coligaram-se os judeus e
juraram sob pena de maldição que não comeriam nem beberiam enquanto não
matassem a Paulo. 13 Eram mais de quarenta os que fizeram esta
conjuração; 14 e estes foram ter com os principais sacerdotes
e anciãos, e disseram: Conjuramo-nos sob pena de maldição a não provarmos
coisa alguma até que matemos a Paulo. 15 Agora, pois, vós, com o sinédrio, rogai ao comandante que o mande descer perante vós como se
houvésseis de examinar com mais precisão a sua causa; e nós estamos prontos
para matá-lo antes que ele chegue. 16 Mas o filho da irmã de Paulo, tendo sabido da
cilada, foi, entrou na fortaleza e avisou a Paulo. 17 Chamando Paulo um dos centuriões, disse: Leva
este moço ao comandante, porque tem alguma coisa que lhe comunicar. 18 Tomando-o ele, pois, levou-o ao comandante e
disse: O preso Paulo, chamando-me, pediu-me que trouxesse à tua presença este
moço, que tem alguma coisa a dizer-te. 19 O comandante tomou-o pela mão e, retirando-se
à parte, perguntou-lhe em particular: Que é que tens a contar-me? 20 Disse ele: Os judeus
combinaram rogar-te que amanhã mandes Paulo descer ao sinédrio, como que
tendo de inquirir com mais precisão algo a seu respeito. 21 Tu, pois, não te deixes persuadir por eles;
porque mais de quarenta homens dentre eles armaram ciladas, os quais juraram
sob pena de maldição não comerem nem beberem até que o tenham morto; e agora
estão aprestados, esperando a tua promessa. 22 Então o comandante despediu o moço,
ordenando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo. 23 Chamando dois centuriões, disse: Aprontai para a terceira hora da noite duzentos soldados
de infantaria, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros para irem até
Cesaréia. 24 E mandou que aparelhassem cavalgaduras para
que Paulo montasse, a fim de o levarem salvo ao governador Félix. 25 E escreveu-lhe uma carta nestes termos: 26 Cláudio Lísias, ao
excelentíssimo governador Félix, saúde. 27 Este homem foi preso pelos judeus, e estava a
ponto de ser morto por eles quando eu sobrevim com a tropa e o livrei ao
saber que era romano. 28 Querendo saber a causa por que o acusavam,
levei-o ao sinédrio deles; 29 e achei que era acusado de questões da lei
deles, mas que nenhum crime havia nele digno de morte ou prisão. 30 E quando fui informado que haveria uma cilada
contra o homem, logo to enviei, intimando também aos acusadores que perante
ti se manifestem contra ele. Passa bem. 31 Os soldados, pois, conforme lhes fora mandado,
tomando a Paulo, o levaram de noite a Antipátride. 32 Mas no dia seguinte, deixando aos de cavalaria
irem com ele, voltaram à fortaleza; 33 os quais, logo que chegaram a Cesaréia e
entregaram a carta ao governador, apresentaram-lhe também Paulo. 34 Tendo lido a carta, o governador perguntou de
que província ele era; e, sabendo que era da Cilícia, disse: 35 Ouvir-te-ei quando
chegarem também os teus acusadores; e mandou que fosse guardado no pretório
de Herodes. |