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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 03/02 |
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BOMBA ATÔMICA A bomba atômica é uma aplicação bélica da fissão nuclear que utiliza a
imensa quantidade de energia e radiação liberadas numa reação de fissão em
cadeia para causar destruição. Podemos descrever esta ação por etapas: 1-) O início da
explosão de uma bomba atômica corresponde ao início da reação em cadeia que
ocorre em pleno ar. Ao ser detonada atinge
temperaturas da ordem de milhões de graus Celsius. 2-) Após 10/4
segundos, a massa gasosa em que se transformou a bomba emite elevadas
quantidades de raio X e raios ultravioletas, podendo destruir a retina e
cegar pessoas que olharem diretamente. 3-) Entre 10/4 e 6
segundos, a radiação já foi totalmente absorvida pelo ar ao redor, que se
transforma numa enorme bola de fogo cuja expansão provoca a destruição de
todos os materiais inflamáveis num raio médio de 1 km, assim como queimaduras
de primeiro, segundo e terceiro graus. 4-) Após 6 segundos,
a esfera de fogo atinge o solo iniciando uma onda de choques e devastação que
se propaga através de um deslocamento de ar comparável a um furacão com
ventos de 200 a 400 km/h. 5-) Após 2 minutos a
esfera de fogo já se transformou completamente num cogumelo que atinge a
estratosfera. As partículas radioativas se espalham pela atmosfera levadas
pelos ventos fortes e acabam se precipitando em diversos pontos da Terra
durante muitos anos. A palavra fissão significa partição, quebra,
divisão. Fissão nuclear é a quebra de um núcleo atômico pesado e instável
através de bombardeamento desse núcleo com nêutrons moderados, originando
dois núcleos atômicos médios, mais 2 ou 3 nêutrons e
uma quantidade de energia enorme. Enrico Fermi, em 1934, bombardeando núcleos com nêutrons de velocidade
moderada, observou que os núcleos bombardeados
capturavam os nêutrons. Pouco tempo depois, após o bombardeamento de urânio
com nêutrons moderados, a equipe do cientista alemão Otto Hahn
constatou a presença de átomos de bário, vindo a
concluir que, após o bombardeio, núcleos instáveis de urânio, partiam-se
praticamente ao meio. Como os nêutrons não possuem carga elétrica, não sofrem
desvio de sua trajetória, devido ao campo elétromagnético
do átomo. Estando muito acelerado, atravessariam completamente o átomo;
estando a uma velocidade muito lenta, seriam rebatidos; mas com velocidade
moderada, ficam retidos, e o novo núcleo formado, instável, sofre
desintegração posterior com emissão de partículas beta. Somente alguns átomos
são capazes de sofrer fissão, entre eles o urânio-235 e o plutônio. A enorme quantidade de energia produzida numa fissão nuclear provém da
transformação da matéria em energia. Na fissão nuclear há uma significativa
perda de massa, isto é, a massa dos produtos é menor que a massa dos
reagentes. Tal possibilidade está expressa na famosa equação de Einstein:
E=mc2, onde E é energia, m massa e c a velocidade da luz no vácuo. No
processo de fissão, cerca de 87,5% da energia
liberada aparece na forma de energia cinética dos produtos da fissão e cerca
de 12,5% como energia elétromagnética. Reação em Cadeia e Massa Crítica Esse bombardeamento do núcleo de um
átomo com um nêutron causa a fissão do núcleo desse átomo e a liberação de 2 ou 3 novos nêutrons. Esse nêutrons podem provocar a
fissão de 2 ou 3 átomos que irão liberar outros
nêutrons. A reação em cadeia só ocorre acima de determinada massa de urânio. A
mesma ocorre com velocidade máxima quando a amostra do material físsil é
grande suficiente para a maioria dos nêutrons emitidos ser
capturada por outros núcleos. Portanto, a reação em cadeia se mantém, se a
massa do material é superior a um certo valor
característico chamado massa crítica. Para o urânio-235 a massa crítica é de
aproximadamente 3,25 kg. Alguns elementos químicos, como o boro, na forma de ácido bórico ou de
metal, e o cádmio, em barras metálicas, têm a propriedade de absorver
nêutrons, porque seus núcleos podem conter ainda um número de nêutrons
superior ao existente em seu estado natural, resultando na formação de
isótopos de boro e de cádmio. |