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BOMBA ATÔMICA
A bomba atômica é uma aplicação bélica da fissão nuclear
que utiliza a imensa quantidade de energia e radiação
liberadas numa reação de fissão em cadeia para causar
destruição. Podemos descrever esta ação por etapas:
1-) O início da explosão de uma bomba atômica
corresponde ao início da reação em cadeia que ocorre em
pleno ar. Ao ser detonada atinge temperaturas da ordem
de milhões de graus Celsius.
2-) Após 10/4 segundos, a massa gasosa em que se
transformou a bomba emite elevadas quantidades de raio X
e raios ultravioletas, podendo destruir a retina e cegar
pessoas que olharem diretamente.
3-) Entre 10/4 e 6 segundos, a radiação já foi
totalmente absorvida pelo ar ao redor, que se transforma
numa enorme bola de fogo cuja expansão provoca a
destruição de todos os materiais inflamáveis num raio
médio de 1 km, assim como queimaduras de primeiro,
segundo e terceiro graus.
4-) Após 6 segundos, a esfera de fogo atinge o solo
iniciando uma onda de choques e devastação que se
propaga através de um deslocamento de ar comparável a um
furacão com ventos de 200 a 400 km/h.
5-) Após 2 minutos a esfera de fogo já se transformou
completamente num cogumelo que atinge a estratosfera. As
partículas radioativas se espalham pela atmosfera
levadas pelos ventos fortes e acabam se precipitando em
diversos pontos da Terra durante muitos anos.
A palavra fissão significa partição, quebra, divisão.
Fissão nuclear é a quebra de um núcleo atômico pesado e
instável através de bombardeamento desse núcleo com
nêutrons moderados, originando dois núcleos atômicos
médios, mais 2 ou 3 nêutrons e uma quantidade de energia
enorme.
Enrico Fermi, em 1934, bombardeando núcleos com nêutrons
de velocidade moderada, observou que os núcleos
bombardeados capturavam os nêutrons. Pouco tempo depois,
após o bombardeamento de urânio com nêutrons moderados,
a equipe do cientista alemão Otto Hahn constatou a
presença de átomos de bário, vindo a concluir que, após
o bombardeio, núcleos instáveis de urânio, partiam-se
praticamente ao meio. Como os nêutrons não possuem carga
elétrica, não sofrem desvio de sua trajetória, devido ao
campo elétromagnético do átomo. Estando muito acelerado,
atravessariam completamente o átomo; estando a uma
velocidade muito lenta, seriam rebatidos; mas com
velocidade moderada, ficam retidos, e o novo núcleo
formado, instável, sofre desintegração posterior com
emissão de partículas beta. Somente alguns átomos são
capazes de sofrer fissão, entre eles o urânio-235 e o
plutônio.
A enorme quantidade de energia produzida numa fissão
nuclear provém da transformação da matéria em energia.
Na fissão nuclear há uma significativa perda de massa,
isto é, a massa dos produtos é menor que a massa dos
reagentes. Tal possibilidade está expressa na famosa
equação de Einstein: E=mc2, onde E é energia, m massa e
c a velocidade da luz no vácuo. No processo de fissão,
cerca de 87,5% da energia liberada aparece na forma de
energia cinética dos produtos da fissão e cerca de 12,5%
como energia elétromagnética.
Reação em Cadeia e Massa Crítica Esse bombardeamento do
núcleo de um átomo com um nêutron causa a fissão do
núcleo desse átomo e a liberação de 2 ou 3 novos
nêutrons. Esse nêutrons podem provocar a fissão
de 2 ou 3 átomos que irão liberar outros nêutrons.
A reação em cadeia só ocorre acima de determinada massa
de urânio. A mesma ocorre com velocidade máxima quando a
amostra do material físsil é grande suficiente para a
maioria dos nêutrons emitidos ser capturada por outros
núcleos. Portanto, a reação em cadeia se mantém, se a
massa do material é superior a um certo valor
característico chamado massa crítica. Para o urânio-235
a massa crítica é de aproximadamente 3,25 kg.
Alguns elementos químicos, como o boro, na forma de
ácido bórico ou de metal, e o cádmio, em barras
metálicas, têm a propriedade de absorver nêutrons,
porque seus núcleos podem conter ainda um número de
nêutrons superior ao existente em seu estado natural,
resultando na formação de isótopos de boro e de cádmio. |