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20/03
O Coliseu, encravado no centro de Roma, é um elo entre o
presente e o passado imperial romano. Os jogos que ali
se disputavam eram uma mistura cruel e espetacular de
caça a animais selvagens, combates de gladiadores,
batalhas simuladas e lutas entre condenados e feras. No
início havia um anfiteatro de madeira, construído em 29
a.C, e que foi destruído pelo grande incêndio de Nero.
Seus sucessores, Vespasiano e Tito, contruíram no local
do antigo anfiteatro o Coliseu. Inaugurado em 80 d.C.,
sua arena, de forma oval, com quase 100 m de
comprimento, foi erguida sobre uma rede de passagens
subterrâneas onde ficavam as jaulas dos animais. Com
capacidade para até 50.000 pessoas, nas primeiras filas
ficavam os senadores e os cidadãos de posição social
elevada. No centro ficava o camarote imperial e, nos
locais mais afastados, os patrícios e, mais atrás, em
pé, os pebleus. Suas bancadas de pedra erguiam-se até
uma altura de 48m.
A festa de inauguração do Coliseu prolongou-se por 100
dias durante os quais morreram cerca de 9.000 animais
selvagens e gladiadores. O anfiteatro caiu em desuso
durante o século VI sofrendo estragos consideráveis nos
séculos XIII e XIV causados por terremotos. Tudo quanto
atualmente resta resume-se a uma concha vazia de pedra e
tijolo - e à memória sanguinária da Roma Antiga.
Há 6 milhões de anos, o Mediterrâneo era um deserto
árido 3.000 m abaixo do nível do Atlântico. Nessa época,
o oceano rompeu o estreito de Gilbratar e suas águas
caíram em cascata na bacia do Mediterrâneo na mais
espetácular queda de água que a Terra jamais contemplou.
Foram necessários quase 1.000 anos para encher a bacia
até o nível atual, um recepiente de 3.000 m de
profundidade e cerca de 3.200 km de comprimento. 42.000
km3 de água deixaram descobertos somente alguns picos
montanhosos que acabaram formando ilhas como as de Malta
e da Sardenha.
Os tornados ocorrem nos dias quentes e úmidos , nas
zonas centrais dos Estados Unidos, das Índias
Ocidentais, do Pacífico Sul e da Austrália. São nuvens
em forma de funil que começam a giram com suavidade e ao
fim de alguns minutos turbilhonam violentamente. O funil
desloca-se para a frente em velocidade entre 40 a 60
km/h. No centro, o ar eleva-se entre 160 e 320 km/h
criando uma força de sucção suficiente para aspirar
objetos de grandes dimensões como carros e casas. Os
objetos são arrastados em espiral até o topo do tornado
e de lá expelidos.
Uma das primeiras metralhadoras do mundo foi construída
pelo advogado inglês James Puckle em 1718. Ela disparava
dois tipos de balas: balas redondas, para serem
utilizadas contra inimigos cristãos, e balas de formato
quadrado, mais devastadoras, para serem usadas contra os
não-cristãos. A metralhadora não era portátil: pesava
muito, tinha um calibre de 62,5 mm e um cano de quase 90
cm de comprimento. Durante uma demonstração pública em
1722, uma metralhadora Puckle disparou 63 balas em 7
minutos o que deixou as autoridades impressionadas. No
entanto, ao revelar-se incômoda e difícil de carregar em
ação, logo não passou a ser uma curiosa peça militar
exposta nos museus (há dois exemplares em Londres e um
em Compenhague). |
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