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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 03/27 |
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Bom sono nunca é de mais Estudo publicado em "The
Lancet" revelou que dormir pouco produz resultados surpreendentes a
nível hormonal. Cortar no tempo de sono é cada vez mais frequente nas sociedades industrializadas. Há que ganhar tempo, nem que seja a sacrificar a saúde. Se
em 1910 a média de horas de sono rondava as dez, em 1975 já se dormia somente
sete horas e meia. Esta é uma tendência que se acentua e que faz com que
muitos trabalhadores hoje em dia quase não preguem olho, descansando uma
média de apenas cinco horas. Verificaram-se mudanças na tolerância à glicose
e alterações na função endócrina - mudanças essas que fazem lembrar os
efeitos da idade avançada ou da diabetes - passado menos de uma semana. O estudo consistiu em acompanhar 11 rapazes,
saudáveis, durante 16 noites consecutivas. Nas três primeiras, foram
autorizados a dormir durante oito horas, das 23 às sete. Nas seis noites seguintes,
dormiram apenas quatro horas, da uma às cinco, e,
durante os sete últimos dias, passaram 12 horas na cama, das nove da manhã às
nove da noite. Os investigadores seguiram e monitorizaram constantemente os
níveis de alerta e as batidas cardíacas dos jovens, especialmente nas duas
últimas noites dos períodos em que dormiram quatro e oito horas, bem como no
primeiro dia e nas duas últimas noites em que dormiram as
12 horas seguidas. Quanto aos resultados, os investigadores
chegaram à conclusão que as alterações no metabolismo da glicose se
assemelhavam às que se verificam, tipicamente, em pessoas com diabetes de
tipo 2. Quando testados no período de privação de
sono, os 11 jovens demoravam, em média, 40 por cento a mais de tempo para
regular os seus níveis de açúcar no sangue, depois de uma refeição rica em
hidratos de carbono. A sua capacidade para a segregação de insulina também
decresceu em 30 por cento, um dos sintomas mais frequentes
em diabéticos em início de doença. A falta de sono alterou também a produção e a
ação de hormônios, aumentando os níveis sanguíneos de cortisol. Este fenômeno
é normal em pessoas de idade avançada e normalmente liga-se a problemas com
isso relacionados, como a perda de memória. Todos estes fenômenos se foram
normalizando a partir do momento em que os jovens começaram a dormir 12 horas. Não foi, porém, um processo imediato.
Só passado algum tempo conseguiram repor totalmente as "energias".
Os jovens adultos poderão "funcionar" melhor se dormirem durante
mais tempo. Esta é a conclusão geral deste estudo. |