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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

04/30

 

 

 

As grandes, e imundas, navegações

Os navios usados nas grandes navegações eram verdadeiros lixões flutuantes, pois as condições de higiene da época não proporcionavam possibilidade de se manter as naus limpas. Os porões eram infestados por ratos e baratas que se multiplicavam a cada dia, sendo esses os locais escolhidos pelos tripulantes para fazer suas necessidades já que o enjôo marítimo dificultava a subido ao convés. Além disso, havia uma moléstia muito comum aos marinheiros chamada de escorbuto, doença causada pela carência de vitamina C, que causava enfraquecimento geral, hemorragias diversas, hálito fétido e inchaço e sangramento nas gengivas. Os marinheiros precisavam conviver a bordo com os doentes até encontrar um lugar para atracar. O que se fazia com toda essa sujeira? A solução para melhorar o cheiro e condições da embarcação era uma só, desinfetar os cômodos à base de vinagre.

Um "dolaro", por favor!

A I Guerra Mundial trouxe grande devastação ao continente europeu, falindo as economias de muitos países. Como tentativa de reconstruir o patrimônio o governo fascista italiano lançou em 1925 uma campanha internacional de arrecadação de fundos chamada de IL Dollaro Per Ia Patria. Tratava-se da venda de uma cédula fantasia, na qual estava escrito no verso: IL Sig ........ ha comtribuito alIa sottoscrizione "Il dolaro per la patria" presso Ia banca popolare italiana (O sr. ........ contribuiu com a subscrição "O dólar pela pátria" junto ao Banco Popular Italiano). O contribuição era de um dólar e chegou a circular no Brasil.

Foi feito nas coxas

Segundo guias turísticos da cidade de Porto Seguro, Bahia, local do descobrimento do Brasil, colonizadores da época obrigavam escravos a utilizar as próprias coxas para moldar telhas, o que fazia com que elas fossem bastante irregulares. Devido a isso, quando um trabalho é malfeito ou fica pior do que o esperado diz-se que "foi feito nas coxas". Essas peças foram usadas na construção da primeira igreja católica do Brasil, localizada na Cidade Histórica, centro cultural da cidade.

A origem do carnaval brasileiro

Por duas rotas chegou o carnaval ao Brasil. A primeira, partindo da África, de onde os negros, junto com seus cantos e danças, contrabandearam inconscientemente a semente do carnaval. A outra veio da Europa através das festas tradicionais de Portugal, como o Entrudo (festa um tanto grosseira, em que as pessoas jogavam de tudo, até urina, umas nas outras). A união dessas duas culturas nos deu, além da mulata, o carnaval.

Retrato desconhecido de Tiradentes

Na polêmica sobre o que é mito ou verdade no episódio da Inconfidência Mineira, está o retrato de Tiradentes. Para dar mais autenticidade ao toque do martírio, foi inventado um alferes de barba, parecido com Cristo, quando nem mesmo a sua fisionomia se conhece. Tiradentes só foi reabilitado como herói a partir de 1870, quando começou a propaganda republicana. Todos os retratos a ele atribuídos, com barbas ou sem barbas, foram pintados a partir do fim do Império.