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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 07/09 |
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Por que algumas aves, quando voam
em bando, formam um “V” no céu? - Esta maneira de voar propicia às aves economia de energia. Uma ave que
voa para frente, ao bater as asas deixa para atrás
de si um redemoinho de ar ascendente, e este ar que está subindo sustenta a
ave de trás, que não precisa fazer tanta força com suas asas como a anterior. - As aves se revezam para ocupar a primeira posição do V, já que o líder
é o que se cansa mais. Com o passar do tempo, tende a perder velocidade e
automaticamente fica para trás sendo substituído pela ave que vinha logo após
ele. Fonte:
G C Março 1997. O que é leucemia? É transmissível?
Tem cura? - Leucemia ou câncer do sangue, é o nome
genérico que se dá aos tumores das células sangüíneas. - As leucemias têm altos índices de cura com a quimioterapia. - Quanto mais cedo for descoberta e tratada melhor. - Os transplantes de medula têm obtido excelentes resultados. - A leucemia não é contagiosa. Fonte:
G C Março 1997. A leucemia é uma
doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das
vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de
células jovens (blásticas) anormais (Fig. 1) na medula
óssea, que substituem as células sangüineas
normais. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a
cavidade dos ossos (Fig. 2) (principalmente esterno e bacia) (Fig. 3) e é
conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou
precursoras, que originam os elementos figurados do sangue: glóbulos brancos,
glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas (Fig. 4). Os principais sintomas
da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando
ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos
glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias).Depois de instalada, a doença progride rapidamente,
exigindo com isso que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a
classificação da leucemia. Segundo as Estimativas de
Incidência de Câncer no Brasil para 2006, publicadas pelo INCA, as
leucemias atingirão 5.330 homens e 4.220 mulheres este ano. O tipo de leucemia mais freqüente na criança é a leucemia linfóide
aguda (ou linfoblástica). A leucemia mielóide aguda é mais comum no adulto. Esta última
tem vários subtipos: mieloblástica (menos e mais
diferenciada), promielocítica, mielomonocítica,
monocítica, eritrocítica e megacariocítica. As
manifestações clínicas da leucemia aguda são secundárias à proliferação
excessiva de células imaturas (blásticas) da medula
óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso
central (SNC) e outros. A fadiga, palpitação e anemia aparecem pela redução
da produção dos eritrócitos pela medula óssea. Infecções que podem levar ao
óbito são causadas pela redução dos leucócitos normais (responsáveis pela
defesa do organismo). Verifica-se tendência a sangramentos pela diminuição na
produção de plaquetas (trombocitopenia). Outras manifestações clínicas são
dores nos ossos e nas articulações. Elas são causadas pela infiltração das
células leucêmicas nos ossos. Dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla
e desorientação são causados pelo comprometimento do
SNC. A
suspeita do diagnóstico é reforçada pelo exame físico. O paciente pode
apresentar palidez, febre, aumento do baço (esplenomegalia)
e sinais decorrentes da trombocitopenia, tais como epistaxe
(sangramento nasal), hemorragias conjuntivais,
sangramentos gengivais, petéquias (pontos violáceos
na pele) (Fig. 5) e equimoses (manchas roxas na pele) (Fig. 6). Na análise
laboratorial, o hemograma estará alterado, porém, o diagnóstico é confirmado
no exame da medula óssea (mielograma). Tratamento Entretanto,
as pesquisas comprovam que ainda restam no organismo muitas células
leucêmicas (doença residual), o que obriga a continuação do tratamento para
não haver recaída da doença. Nas etapas seguintes, o
tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia (linfóide ou mielóide), podendo durar mais de dois anos nas linfóides
e menos de um ano nas mielóides. São três fases:
consolidação (tratamento intensivo com substâncias não empregadas
anteriormente); reindução (repetição dos
medicamentos usados na fase de indução da remissão) e manutenção (o
tratamento é mais brando e contínuo por vários meses). Por ser uma poliquimioterapia agressiva, pode ser necessária a
internação do paciente nos casos de infecção decorrente da queda dos glóbulos
brancos normais pelo próprio tratamento.
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- Punção lombar: A medula espinhal é parte do sistema nervoso, que tem a
forma de cordão, e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada
pelas meninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro
denominado líquor. A punção lombar consiste na
aspiração do líquor para exame citológico e também
para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento
(profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir
doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com
anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse último caso, é
indicado em crianças que não cooperam com o exame. 3
- Cateter Venoso Central: Como o tratamento da leucemia aguda pode alcançar
até três anos de duração e requer repetidas transfusões e internações,
recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia
profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sangüíneos
além das freqüentes coletas de sangue para exames, evitando com isso punções
venosas repetidas e dolorosas. 4
- Transfusões: Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os
pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemáceas
e de plaquetas, enquanto a medula óssea não recuperar a hemopoese
(produção e maturação das células do sangue) normal. |