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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 08/13 |
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AIDS
Vírus da AIDS A AIDS se caracteriza por astenia, perda de peso
acentuadas e por uma drástica diminuição no número de linfócitos T
auxiliadores (CD4), justamente as células que ativam os outros
linfócitos que formam o exército de defesa do corpo. O organismo da pessoa
que possui o vírus HIV torna-se incapaz de produzir anticorpos em resposta
aos antígenos mais comuns que nele penetram. Com a imunidade debilitada pelo
HIV, o organismo torna-se susceptível a diversos microorganismos oportunistas
ou a certos tipos de câncer raros (sarcoma de Kaposi,
linfoma cerebral). A pneumonia provocada pelo Pneumocystis
carinii é a infecção oportunista mais
comum, detectada em cerca de 57% dos casos. A
toxoplasmose, a criptococose e as afecções
provocadas por citomegalovírus são outras infecções
freqüentemente encontradas nos indivíduos imunodeprimidos.
As principais causas da morte são infecções banais, contra as quais o
organismo debilitado não consegue reagir. O material hereditário deste vírus
é o RNA, e sua principal característica, é a presença da enzima transcriptase reversa, capaz de produzir moléculas de DNA
a partir do RNA. A membrana desse vírus se funde com a membrana da célula, e
o capsídio viral penetra no citoplasma celular. O
RNA, então, produz uma molécula de DNA, que irá penetrar no núcleo da célula,
introduzir-se em um dos cromossomos do hospedeiro e recombinar-se com o DNA
celular. Esse DNA viral integrado ao cromossomo celular é chamado de provírus, que irá produzir moléculas de RNA, originando
centenas de vírus completos. Uma vez com os genes do provírus
integrados aos da célula, esta irá produzir partículas virais durante toda a
sua vida. Não leva a morte da célula hospedeira, mas esta poderá transmitir o
provírus para suas células filhas. Vírus da AIDS A descoberta do vírus Grande parte dos pacientes com AIDS desenvolve uma doença
neuropsicológica, chamada complexo de demência aidética, que parece resultar
da infecção das células do sistema nervoso central pelo vírus HIV. A AIDS é
uma doença recente. Sendo reconhecida apenas em 1981, embora exista
evidencias de mortes por AIDS cerca de trinta anos antes. A origem do vírus é
ainda desconhecida, sendo uma das hipóteses a de que teria surgido na África
central, como resultado de uma mutação e descendo por via indireta de outro
vírus, não patológico, identificado no macaco (Cercopithecus
aethiops). Em 1984 cientistas americanos e
franceses isolaram, de células de pacientes com AIDS, o vírus HIV, que passou
a ser considerado o causador da doença. "Tratamento" da AIDS A estrutura do vírus HIV é bem conhecida, e bilhões de dólares são
gastos anualmente na pesquisa da AIDS. Mesmo assim, os cientistas não
conseguiram desenvolver nenhum tratamento eficiente para a doença. Como saber se é portador(a) da doença? Uma pessoa pode saber se é ou não portadora do vírus da AIDS por meio
de exames que detectam a presença de anticorpos contra o vírus, ou que
detectam a presença do próprio vírus. Ser portador do vírus não significa que
a pessoa desenvolverá necessariamente a doença. O vírus permanece inativo por
um tempo variável, no interior das células T infectadas, e pode demorar até
10 anos para desencadear a moléstia. Transmissão da doença A AIDS é transmitida através do contato sexual, da transfusão de
sangue contaminado, da mãe para o bebe durante a gravidez ou na amamentação e
ainda pela reutilização de seringas e agulhas entre os usuários de drogas injetáveis.
Como não há cura para a doença, seu combate deve ser feito através de medidas
preventivas, tais como o uso de preservativos (camisinhas), o controle de
qualidade do sangue usado em transfusões e o emprego de seringas e agulhas
descartáveis. Redução do número de parceiros sexuais. Situação de risco Nas Américas e na Europa, a incidência da AIDS é significativa entre
homossexuais ou bissexuais com grande número de parceiros, usuários de drogas
injetáveis, hemofílicos e outras pessoas que recebem muitas transfusões de
sangue. Nos países ocidentais, o maior número de casos ocorreu por
transmissão sexual. Na África central, a situação é distinta: a doença afeta
parte da população indiscriminadamente. Estatísticas da doença Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de pessoas
contaminadas com o vírus da AIDS ultrapassou, em 1996, a marca de 20 milhões.
A estimativa é de que até o ano 2000 a doença atinja cerca de 30 a 40 milhões
de pessoas. Na 11ª Conferência Internacional sobre a AIDS (Vancouver - Canadá
- 1996), os cientistas apresentaram uma nova descoberta que trás esperanças
para os doentes: uma mistura conhecida como "coquetel de drogas"
que diminui em 100 vezes o ritmo de reprodução do vírus, de modo a bloquear
as etapas iniciais do ciclo reprodutivo do vírus nas células humanas. As
drogas atuariam bloqueando a ação de duas enzimas responsáveis pela
multiplicação do vírus: a transcriptase reversa e a
protease. O banco mundial estima que a AIDS venha a custar, até o ano 2000,
1,4% do PIB mundial. Hoje, no Brasil, os heterossexuais representam 38% dos que pegaram
através de relação sexual. Segundo os últimos dados do ministério, de março
de 1998, 6800 brasileiros contraíram AIDS. Desses, cerca de 50% pegaram a
doença durante a relação sexual. Nesse grupo, os heterossexuais representavam
6% em 1988 e agora são 38%. |