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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 08/14 |
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PROBLEMAS DO PLANETA Poluição
Cidades sufocadas O fenômeno conhecido como inversão térmica, bastante freqüente em
cidades como São Paulo, traz sérios problemas de saúde à população. Ele é
assim explicado: normalmente, as camadas inferiores de ar sobre uma cidade
são mais quentes de que as superiores e tendem a subir, carregando as poeiras
em suspensão. Os ventos carregam os poluentes para longe da cidade grande. No
entanto, em certas épocas do ano, há fatores que favorecem o fato de camadas
inferiores ficarem mais frias que as superiores. O ar frio, mais denso, não
sobe; por isso, não há circulação vertical e a concentração de poluentes
aumenta. Se houver além disso falta de ventos, um
denso "manto" de poluentes se mantém sobre a cidade por vários
dias. Poluição de água O petróleo derramado nos mares prejudica a fotossíntese, por
interferir na chegada de luz ao fitoplâncton. São
assim afetadas as cadeias alimentares marinhas. O acúmulo de certos detritos inertes, como poeiras e argilas, também
interfere na transparência da água do mar, de rios e de lagoas e, portanto,
compromete a realização da fotossíntese. O despejo de esgoto no mar pode tornar as praias impróprias para o
banho, transformando-as em fontes de contaminação por vírus e bactérias.
Esgoto orgânico, doméstico ou industrial, lançado nas águas de rios ou
lagoas, pode acabar "matando" o ecossistema. A água quente usada em usinas atômicas, quando lançada nos rios ou nos
mares, diminui a solubilidade do O2 na água; isso afeta os
organismos sensíveis à diminuição do oxigênio. O despejo de substâncias não-biodegradáveis, como detergentes, não
sofre ataque dos decompositores e permanecem muito
tempo nos ecossistemas. Formam montanhas de espuma em rios poluídos. Chuva ácida A chuva ácida é uma das principais conseqüências da poluição do ar. As
queimas de carvão ou de derivados de petróleo liberam resíduos gasosos, como
óxidos de nitrogênio e de enxofre. A reação dessas substâncias com a água
forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva
ácida. Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de
quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das
fontes poluidoras, prejudicando outros países. O solo se empobrece e a
vegetação fica comprometida. A acidificação prejudica os organismos em rios e
lagoas, comprometendo a pesca. Monumentos de mármore são corroídos, aos
poucos, pela chuva ácida. Desmatar leva à destruição dos ecossistemas e à extinção das espécies
que neles vivem. A ciência identificou até hoje cerca de 1,4 milhões de
espécies biológicas. Desconfia-se que devam existir
30 milhões ainda por identificar, a maior parte delas em regiões como as
florestas tropicais úmidas. Calcula-se que desaparecem 100 espécies a cada
dia, por causa do desmatamento. Planeta superlotado A cada segundo, nascem três novos habitantes em nosso planeta. Hoje,
existem 6 bilhões de habitantes. A população humana
está crescendo em 100 milhões de pessoas por ano, o que significa mais um
bilhão de pessoas para a próxima década. 90% desses nascimentos ocorrerão nos
países subdesenvolvidos. Até o ano 2150, estima-se que chegaremos a quase o
dobro da população atual. Buraco na camada de ozônio Os raios ultravioleta, presentes na
luz solar, causam mutações nos seres vivos, modificando suas moléculas de
DNA. No homem, o excesso de ultravioleta pode causar câncer de pele. A camada
de gás ozônio (O3), existente na estratosfera, é um eficiente
filtro de ultravioleta. O ozônio forma-se pela exposição de moléculas de
oxigênio (O2) à radiação solar ou às descargas elétricas. "Um provérbio indígena
questiona se somente quando for ECO 92 - Carta da Terra "A paz, o desenvolvimento e a proteção do meio ambiente são
interdependentes e inseparáveis". Há uma ligação íntima entre os três
fatores: a Política, a Economia e a Ecologia, que devem caminhar juntos. Não
pode haver paz no planeta e nem proteção ao meio ambiente, se a pobreza
continuar existindo em tantas regiões. Os países ricos consomem os recursos
naturais de forma exagerada; por isso, são os que mais poluem. Cabe a eles
uma parcela importante nos esforços para se conseguir um desenvolvimento
sustentado, pelas tecnologias de que dispõem e pelos recursos financeiros que
deverão investir. |