|
www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 08/29 |
|

|
|
|
SISTEMA ESCRETOR Função Excreção Uréia Distúrbios do Sistema Excretor Das doenças que atacam as pessoas
de países desenvolvidos, os distúrbios renais ocupam o quarto lugar. Muitas
são as causas das doenças renais; infecções, envenenamento por substâncias químicas
(como o mercúrio e o tetracloreto de carbono),
lesões, tumores, formação de "pedras" (cálculos renais), paralisia,
problemas circulatórios, etc. Uma das doenças renais mais
comum é a glomerulonefrite,
em que há lesões dos glomérulos de Malpighi, com
grave prejuízo da função renal. A glomerulonefrite
pode ter diversas causas mas a principal, é a
destruição dos glomérulos pelo próprio sistema de defesa do corpo, o sistema
imunitário. Por motivos ainda não muito bem conhecidos, alguns glóbulos
brancos do sangue passam a produzir anticorpos que atacam os glomérulos
renais. Uma vez que o próprio sistema imunitário volta-se contra o organismo,
fala-se que esse tipo de glomerulonefrite é uma
doença auto-imune. É uma máquina que realiza
hemodiálise, ou seja, filtra artificialmente o sangue, que passa a circular
por tubos de paredes semipermeáveis da máquina de hemodiálise, os quais estão
mergulhados em uma solução constituída por substâncias normalmente presentes
no plasma sanguíneo. Transplante Renal Quando os rins sofrem prejuízo
irreversível de suas funções, pode-se tentar o transplante renal, que é a
substituição de um dos rins do paciente por um rim sadio, podendo ser obtido
por doadores mortos ou vivos. Quando este for vivo, o doador passa a viver
com apenas um rim, o que é perfeitamente compatível com a vida. É necessário esta certa compatibilidade entre os sistemas
imunitários do doador e do receptor para evitar que o rim implantado seja
rejeitado. Mesmo assim, o receptor de um transplante tem de tomar
permanentemente medicamentos que deprimem parcialmente seu sistema imunitário
para evitar a rejeição. O único caso em que não há rejeição é quando o
transplante é feito entre gêmeos univitelinos (idênticos). Graças ao
aprimoramento das técnicas cirúrgicas e, principalmente, ao desenvolvimento
de novos medicamentos imunossupressores (que suprimem as defesas do
organismo), os transplantes de rim tem alcançado
altos índices de sucesso. A maioria dos pacientes transplantados pode ter
vida quase normal durante vários anos. Há diversos casos em que o paciente
mantém-se saudável por mais de 20 anos após a cirurgia. Um sério obstáculo
aos transplantes de rim é a falta de doadores. A doação de órgãos pode salvar
muitas vidas. Cada um de nós deve refletir seriamente sobre essa questão. SISTEMA LINFÁTICO O
sistema linfático compõem-se
de: Capilares linfáticos; Sistema de vasos linfáticos; Linfonodos ou gânglios linfáticos; Baço Capilares Linfáticos Eles coletam a linfa (um líquido
transparente, levemente amarelado ou incolor - 99% dos glóbulos brancos
presentes na linfa são linfócitos) nos
vários órgãos e tecidos. Existem em maior quantidade na derme da pele. Vasos Linfáticos Esses vasos conduzem a linfa dos
capilares linfáticos para a corrente sanguínea. Há vasos linfáticos
superficiais e vasos linfáticos profundos. Os superficiais estão colocados
imediatamente sob a pele e acompanham as veias superficiais. Os profundos, em
menor número, porém maiores que os superficiais, acompanham os vasos
sanguíneos profundos. Todos os vasos linfáticos têm válvulas unidirecionadas que impedem o refluxo, como no sistema
venoso da circulação sanguínea. Gânglios Linfáticos Em diversos pontos da rede
linfática existem gânglios (ou nodos) linfáticos (pequenos órgãos perfurados
por canais). A linfa, em seu caminho para o coração, circula pelo interior
desses gânglios, onde é filtrada. Partículas como vírus, bactérias e resíduos
celulares são fagocitadas pelos linfócitos
existentes nos gânglios linfáticos. Baço SISTEMA MUSCULAR Os músculos são órgãos constituídos
principalmente por tecido muscular,
especializado em contrair e realizar movimentos, geralmente em resposta a um
estímulo nervoso. Tecido Muscular Estriado Esquelético Apresenta, sob observação microscópica, faixas
alternadas transversais, claras e escuras. Essa estriação
resulta do arranjo regular de microfilamentos
formados pelas proteínas actina e miosina,
responsáveis pela contração muscular. A célula muscular estriada chamada
fibra muscular, possui inúmeros núcleos e pode atingir comprimentos que vão
de 1mm a 60cm. Tecido Muscular Liso Está presente em diversos órgãos internos (tubo
digestivo, bexiga, útero etc) e também na parede
dos vasos sanguíneos. As células musculares lisas são uninucleadas e os
filamentos de actina e miosina se dispõem em hélice
em seu interior, sem formar padrão estriado como o tecido muscular
esquelético. A contração dos músculos lisos é geralmente involuntária, ao
contrário da contração dos músculos esqueléticos. Tecido Muscular Estriado Cardíaco Está presente no coração. Ao microscópio,
apresenta estriação transversal. Suas células são
uninucleadas e têm contração involuntária. Sarcômeros Teoria do deslizamento dos
filamentos Quando os músculos se contrai,
as bandas I e H diminuem de largura. A contração muscular se dá pelo
deslizamento dos filamentos de actina sobre os de
miosina. Essa idéia é conhecida como teoria do deslizamento dos filamentos. Nas
pontas dos filamentos de miosina existem pequenas projeções, capazes de
formar ligações com certos sítios dos filamentos de actina
quando o músculo é estimulado. As projeções da miosina puxam os filamentos de
actina como dentes de uma engrenagem, forçando-os a
deslizar sobre os filamentos de miosina, o que leva ao encurtamento das miofibrilas e à conseqüente contração da fibra muscular. Interior de um músculo Contração Muscular O estímulo para a contração é geralmente um
impulso nervoso, que se propaga pela membrana das fibras musculares,
atingindo o retículo sarcoplasmático, (um conjunto de bolsas membranosas
citoplasmáticas onde há cálcio armazenado), que libera íons de cálcio no
citoplasma. Ao entrar em contato com as miofibrilas,
o cálcio desbloqueia os sítios de ligação de actina,
permitindo que se ligue a miosina, iniciando a contração muscular. Assim que
cessa o estímulo, o cálcio é rebombeado para o
interior do retículo sarcoplasmático e cessa a contração muscular. A energia
para contração muscular é suprida por moléculas de ATP (produzidas durante a
respiração celular). O ATP atua na ligação de miosina à actina,
o que resulta na contração muscular. Mas a principal reserva de energia nas
células musculares é a fosfocreatina,
onde grupos de fosfatos, ricos em energia, são transferidos da fosfocreatina para o ADP, que se transforma em ATP.
Quando o trabalho muscular é intenso, as células musculares repõem seus
estoques de ATP e de fosfocreatina, intensificando
a respiração celular, utilizando como combustível, o glicogênio. Tetania e Fadiga Muscular A estimulação contínua faz com que os músculos atinja um grau máximo de contração, o músculo permanece
contraído, condição conhecida como tetania. Uma tetania muito prolongada ocasiona a fadiga muscular. Um
músculo fadigado, após se relaxar, perde por um certo
tempo, a capacidade de se contrair. Pode ocorrer por deficiência de ATP,
incapacidade de propagação do estímulo nervoso através da membrana celular ou
acúmulo de ácido lático. Antagonismo muscular A movimentação de uma parte do corpo depende da
ação de músculos que atuam antagonicamente. Por exemplo, a contração do músculo
bíceps e o relaxamento do tríceps, provocam a flexão do membro superior. Fibras musculares lentas e rápidas As fibras musculares esqueléticas diferem quanto
ao tempo que levam para se contrair, podendo levar um tempo de até 5 vezes maior do que as rápidas para se contrair. As
fibras musculares lentas estão adaptadas à realização de trabalho contínuo, possuem maior quantidade de mitocôndrias, maior irrigação
sanguínea e grande quantidade de mioglobina, capaz
de estocar gás oxigênio. As fibras rápidas, pobres em mioglobina,
estão presentes em músculos adaptados à contrações
rápidas e fortes. Esses dois tipos de fibras podem ser diferenciados apenas
ao microscópio por meio de corantes especiais. Tônus muscular Os músculos mantêm-se normalmente em um estado de
contração parcial, o tônus muscular, que é causado pela estimulação nervosa,
e é um processo inconsciente, que mantém os músculos preparados para entrar
em ação. Quando o nervo que estimula um músculo é cortado, este perde tônus e
se torna flácido. Estados de tensão emocional podem aumentar o tônus
muscular, causando a sensação física de tensão muscular. Nesta condição,
gasta mais energia que o normal e isso causa fadiga. |