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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 09/01 |
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SISTEMA SENSORIAL Introdução Classificação dos Receptores Sensoriais De acordo com a natureza do estímulo que são capazes de captar, os
receptores sensoriais podem ser classificados: Quimiorreceptores - Detectam substâncias químicas. Exemplo: na língua
e no nariz, responsáveis pelos sentidos do paladar e olfato; De acordo com o local onde captam estímulos, os receptores sensoriais
podem ser classificados: Exterorreceptores - Localizadas na
superfície do corpo, especializadas em captar estímulos provenientes do
ambiente, como a luz, calor, sons e pressão. Exemplo: os órgãos de tato, visão,
audição, olfato e paladar; Propriorreceptores - Localizadas
nos músculos, tendões, juntas e órgãos internos. Captam estímulos do interior
do corpo; Interorreceptores - Percebem
condições internas do corpo (pH, pressão osmótica,
temperatura e composição química do sangue). PALADAR Os receptores de paladar estão localizados na língua, agrupados em
pequenas saliências chamadaspapilas
gustativas (cerca de 10.000), visíveis com lente de aumento. Existem
quatro tipos de receptores gustativos, capazes de reconhecer os quatro
sabores básicos: doce, azedo, salgado e amargo. Esses receptores estão
localizados em diferentes regiões da língua. No desenho abaixo, os receptores
estão representados pela cor amarela. DOCE -FRENTE SALGADO – LADOS DA FRENTE E DE TRÁS AMARGO- MEIO ACRE- LADOSDA FRENTE O sabor dos alimentos não é produzido apenas pela estimulação das
células gustativas, mas também pelas células olfativas. É por isso que quando
o sentido do olfato é prejudicado por um forte resfriado, por exemplo, a
percepção do paladar diminui. OLFATO O sentido de olfato é produzido pela estimulação do epitélio olfativo,
localizado no teto das cavidades nasais. O olfato humano é pouco desenvolvido
em relação ao de outros mamíferos. O epitélio olfativo humano contém cerca de
20 milhões de células sensoriais, cada qual com seis pêlos sensoriais; um
cachorro, tem mais de 100 milhões de células
sensoriais, cada uma com pelo menos 100 pêlos sensoriais. AUDIÇÃO Introdução Como ouvimos os sons. A orelha capta os sons e os direciona para o canal auditivo, que faz
vibrar e é transmitida ao tímpano. A membrana timpânica vibra, movendo o osso
martelo, que faz vibrar o osso bigorna que, por sua vez, faz vibrar o osso
estribo, onde sua base se conecta a uma região da membrana da cóclea (a
janela oval), que faz vibrar, comunicando a vibração ao líquido coclear. O
movimento desse líquido faz vibrar a membrana basiliar
e as células sensoriais. Os pêlos dessas células, ao encostar
na membrana tectórica, geram impulsos
nervosos que são transmitidos pelo nervo auditivo ao centro de audição do
córtex cerebral. VISÃO Introdução Túnicas ou membranas do olho O globo ocular compõe-se de três túnicas: 1) Uma túnica
fibrosa externa, esclera posteriormente, cor branca, constituída
por um tecido conjuntivo resistente que mantém a forma do globo ocular e
de córnea anteriormente, camada que permite a passagem de luz. 2) Uma túnica
intermédia vascular pigmentada, compreendendo a coróide (onde
localiza-se os vasos sangüíneos que nutrem e oxigenam as células do olho),
o corpo ciliar e a íris (disco colorido do olho - no
centro da íris há um orifício de tamanho regulável - a pupila - que ajusta
seu tamanho de modo a regular a quantidade de luz que entra no olho). 3) Uma túnica
interna nervosa, a retina (responsável pela visão das cores),
e bastonetes(responsável pela visão do branco e preto). A retina do olho
humano contém cerca de 6 milhões de cones e 125
milhões de bastonetes. Meios transparentes do olho Córnea: porção transparente da túnica externa; é circular no seu
contorno e de espessura uniforme em toda a extensão. Humor aquoso: preenche as câmaras anterior e
posterior do olho; compõe-se principalmente de água. Cristalino: lente biconvexa coberta por uma membrana transparente. Trajeto dos raios luminosos Os raios luminosos atravessam as córneas e o humor aquoso; passam pela
pupila, atravessam o cristalino e o corpo vítreo; chegam à retina, onde
estimulamos cones e bastonetes. Nesse ponto, a energia luminosa é
transformada em impulsos nervosos, por meio de um mecanismo químico. Esses
impulsos nervosos, por sua vez, penetram nos neurônios da retina, que os
conduzem, através do nervo óptico, aos centros de visão do cérebro. Mecanismo de acomodação do cristalino Devido à sua elasticidade, o cristalino pode modificar sua forma para
fazer com que os raios luminosos, provenientes de objetos próximos ou
distantes, incidam na retina. Defeitos da Visão - Miopia e Hipermetropia Defeitos da visão O daltonismo, ou cegueira para cores, é atribuído a um defeito
congênito da retina e de outras partes nervosas do trato ótico. A presbiopia deve-se à perda da elasticidade dos tecidos oculares com
a idade. PELE Introdução Pele: Principais receptores sensoriais Corpúsculo de Meissner - Tato (presentes nas
regiões mais sensíveis da pele). Corpúsculo de Pacini - Pressão forte Corpúsculo de Krause – Frio Corpúsculo de Ruffini – Calor Terminações nervosas livres - Dor TRAQUÉIA A Traquéia é uma parte do aparelho respiratório, localizada no
pescoço, que se estende à laringe e aos brônquios. É um tubo de
aproximadamente 1,5cm de diâmetro e 10cm de
comprimento, cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Podem-se
sentir os reforços cartilaginosos da traquéia tocando com os dedos a região
anterior da garganta, logo abaixo do pomo-de-adão. Na região superior do
peito a traquéia se bifurca, dando origem aos brônquios. Estes são dois tubos
curtos, também reforçados por anéis de cartilagem, que conduzem o ar aos
pulmões. Tanto a traquéia quanto os brônquios são internamente revestidos por
um epitélio ciliado, rica em células produtoras de muco. Partículas de poeira
e bactérias em suspensão no ar inalado aderem ao muco, sendo
"varridas" em direção à garganta graças ao batimento dos cílios. Ao
chegar à faringe, o muco e as partículas aderidas são engolidas com a saliva. VESÍCULA BILIAR Características VÍRUS Características Capsídio Material Genético Cada espécie viral possui um único tipo de ácido nucléico, que pode
ser DNA ou RNA, onde estão inscritas as informações necessárias para a produção
de novos vírus. Vírion Especificidade viral Um tipo de vírus ataca apenas determinados tipos de células, por que o
vírus só consegue infectar a célula que tiver em sua membrana, substâncias às
quais ele possa se ligar. Por exemplo: o vírus da poliomielite infecta apenas
células nervosas, intestinais e da mucosa da garganta. O vírus da Rubéola já
consegue infectar maior número de tecidos humanos. E o da
gripe são bastante versáteis e podem infectar diversos tipos de
células humanas. Reprodução Bacteriófago Vírus (Bacteriófago) injetando o seu DNA na célula Os genes do vírus são transcritos em moléculas de RNA e traduzidos em
proteínas virais. Isso ocorre por que a célula não diferencia os genes do
invasor de seus próprios genes. Em poucos minutos, a bactéria está totalmente
controlada pelo bacteriófago. O passo seguinte será a produção de proteínas
que constituirão as cabeças e caudas dos novos vírus. E depois se agregam ao
DNA, formando vírions completos. Lise da célula, liberando centenas de novos vírions Vírus da Gripe Existem centenas de variedades desse vírus, e todos portadores de RNA.
A infecção começa quando o vírion adere à substâncias presentes na superfície das células
(geralmente as que revestem as vias respiratórias). O vírus penetra por
inteiro, diferindo-se do vírus bacteriófago, que só injeta o material
genético. No interior da célula já infectada, o capsídio
é digerido por enzimas, liberando o RNA viral no citoplasma celular. O RNA é
capaz de se duplicar, dando origem à inúmeras cópias
dentro da célula hospedeira. A união de ácidos nucléicos e capsídios originam novos vírions
que se libertam das células infectadas. Não há a morte da célula hospedeira,
embora isso possa ocorrer. Retrovírus Câncer e AIDS Muitos retrovírus possuem genes denominados oncogenes,
que induzem as células hospedeiras à divisão descontrolada com a formação de
tumores cancerosos. Há certos retrovírus como o HIV (Human Immunodeficiency Virus)
que ataca os linfócitos T do sangue e é o agente causador da AIDS. Embora a
maioria dos retrovírus não cause doenças graves, a AIDS é mortal e vem se
disseminando rapidamente pelo mundo desde 1981. Por isso, não se esqueça da
camisinha. |