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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

09/02

 

 

 

PENÍNSULA ESCANDINÁVIA

No conjunto, os cinco países escandinavos têm cerca de 1,2 milhão de km2 e contam com aproximadamente 22,5 milhões de habitantes. São os países menos populosos da Europa: a densidade média (18,5 hab./km 2 ) corresponde a pouco mais de um quarto da densidade média do contimente. Essa é uma das razões que explicam como e por que esses países se colocam entre os mais desenvolvidos do mundo, embora não disponham de abundantes recursos naturais. A produção agrícola é insuficiente, e há escassez de importantes matérias-primas. No entanto, a Escandinávia pode contar com a pecuária, a pesca, as reservas florestais e certas matérias-primas que, graças ao comércio marítimo e à estabilidade política e social, permitiram um bom desenvolvimento industrial.

A Noruega, a Suécia e a Dinamarca possuem as mais elevadas rendas per capita da Europa, após a Suíça e Luxemburgo. São seguidas pela Alemanha, Finlândia e Islândia.

Fiordes, Montanhas e Planícies

Comuns ao longo da costa atlântica, os fiordes são o elemento físico mais característico da região. Resultam de longos, estreitos e profundos vales escavados por antigas geleiras que chegavam até o mar.

Com o progressivo aquecimento do clima da planeta, aquelas geleiras desapareceram, e os sulcos que criaram foram invadidos pelas águas, tranformando-se em canais navegáveis. Os fiordes adentram o território em direção aos Alpes escandinavos, que ocupam a faixa ocidental da península, e atingem altitudes superiores a 2.000m.

Além dos Alpes, ultrapassada uma região de planaltos, chega-se às planícies costeiras do Mar Báltico e do golfo de Bótnia, depois do qual se estende ao complexo de planícies e lagos da Finlândia.

A região dinamarquesa, no extremo sul, também é plana, enquanto a ilha da Islândia, situada em pleno oceano, é inteiramente montanhosa.

 

ISLÂNDIA

Localizada 1.000 km ao largo da península escandinava, a ilha da Islândia constitui, junto com a Groelândia, uma espécie de ponte entre o continente europeu e a América do Norte.

Banhada pelas últimas ramificações quentes da corrente do Golfo, desfruta de um clima menos frio do que seria de se esperar considerando a latitude em que se encontra. No entanto, esse clima é bastante frio para reduzir a agricultura a algumas plantações de batata e ao cultivo de hortaliças em estufas (aquecidas com o aproveitamento dos gêiseres).

O interior do país apresenta extensas geleiras (que cobrem uma superfície de 13.000 km 2) e intensa atividade vulcânica - tanto primária (nos últimos anos, um terço de toda a lava expelida no mundo teve origem em vulcões islandeses) como secundária (gêiseres, fontes de água quente, fumarolas e solfataras).

Muito peixe, muitas ovelhas

A Islândia, cuja economia se baseia fundamentalmente na pesca, disputa com a Dinamarca a condição de terceiro maior produtor europeu de pescado.

Como matéria-prima, o peixe movimenta uma indústria que produz conservas, oléo e farinha de peixe, atividades que, em 1986, contribuíram com 77% da pauta de exportação do país.

A agricultura é praticada numa porção bem insignificante do território: apenas 8.000 ha - 0,08% da superfície do país.

A pecuária, ao contrário, ocupa uma parte considerável: 2.274.000 ha (22,09%). Tem especial destaque a criação de ovinos, que conta com um rebanho de cerca de 770.000 cabeças (1986) - uma média de três cabeças por habitante (uma das mais elevadas do mundo). Aliás, a importância da criação de ovelhas já foi tão grande que, em islândes, a palavra "lã" também significa "dinheiro".

Ficha da Islâdia

Capital: Reykjavik 
Superfície: 102.829 km 
População: 238.175 habitantes 
Língua: islândes 
Religião: protestantismo
Moeda: coroa islandesa
Principais exportações: peixe fresco, salgado e congelado, óleo e farinha de peixe 
Principais importações: alimentos, matérias-primas, petróleo e derivados, produtos químicos