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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

09/05

 

 

 

Egito

O mistério das pirâmides

As pirâmides egípcias, sobretudo as de Gizé, ainda hoje causam admiração a todo o mundo, sendo objeto de inúmeras pesquisas. Essas pirâmides constituem um grupo de nove monumentos, entre os quais se destacam três: a pirâmide de Queóps, chamada de Grande Pirâmide, a de Quefrém e a de Miquerinos.

A Grande Pirâmide mede 250 metros de cada lado, na base, e 160 metros de altura. Em sua construção foram empregados mais de 2 milhões de blocos de pedra, a maior parte deles com peso médio de 2,5 toneladas. Alguns blocos, no entanto, chegam a pesar 70 toneladas.

Os blocos foram talhados com tanta precisão que, entre eles, não se pode introduzir sequer uma agulha. A superfície é feita de pedra calcária bem polida e de acabamento tão perfeito que é quase impossível ver a junção dos blocos. Segundo o historiador grego Heródoto, para construí-la, trabalharam 100.000 homens durante vinte anos.

Devido a sua grandeza, os antigos consideravam a pirâmide de Queóps uma das Sete Maravilhas do mundo. E não sem razão. Seu interior, com os corredores, as passagens, os condutos de ventilação, a Grande Galeria e a Câmara do Rei, revela toda a capacidade inventiva dos engenheiros egípcios.

Como os egípcios conseguiram realizar, com os escassos recursos técnicos de que dispunham, essa obra monumental, precisa nos menores detalhes?

Supõe-se que teriam construído rampas de cascalho e areia. Depois de talhados e colocados sobre troncos roliços, os blocos de pedra eram arrastados por grupos de homens, rampa acima, com o auxílio de cordas.

Os feitos da engenharia egípcia no transporte, no descarregamento e na colocação dos blocos ainda não foram igualados pela engenharia moderna, por mais sofisticados que sejam seus equipamentos e suas técnicas. Isso ficou claro na construção da represa de Assuã. Antes de encher a represa, para salvar os templos, palácios e estátuas, os especialistas juntaram todos os esforços, requisitaram os recursos mais modernos em técnica e equipamentos. Mesmo assim, não conseguiram levantar muitos blocos de pedra, sendo necessário quebrá-los.

Assim, por mais que os peritos se debrucem sobre o estudo da pirâmide, medindo, calculando, usando produtos químicos e instrumentos de alta precisão, sua construção continua um enigma.

Essa dificuldade de explicação é encontrada também com relação a outras civilizações antigas. A construção dos edifícios da cidade inca de Machu-Picchu (no Peru), por exemplo, continua um mistério. Esses edifícios, bem como outras construções incaicas, são feitos de grandes blocos de granito, alguns dos quais chegam a pesar 3 toneladas. Como os incas não possuíam ferramentas de ferro ou aço, é difícil entender como puderam ser transportados e montados tais blocos.

A vida artística dos egípcios

A arte egípcia foi profundamente marcada pela religião. Os objetos artísticos tinham por motivo os deuses e as cerimônias religiosas e eram feitos em geral para o culto das divindades e dos mortos.

Os egípcios desenvolveram, sobretudo a arquitetura, cujas características principais eram a grandiosidade e a utilização da pedra como material de construção.

Das obras arquitetônicas do Egito Antigo destacam-se os grandes templos e as pirâmides - imensas construções de pedra que serviam de túmulo para os faraós.

Os egípcios distinguiram-se também na escultura, usando-a para representar deuses e reis. Esses trabalhos eram depois colocados nos templos e túmulos. Outra manifestação da escultura egípcia foram os sarcófagos, enormes e ricamente decorados para garantir o bem-estar do morto. O tamanho gigantesco de algumas estátuas pretendia mostrar o poder do faraó e a sua imortalidade

As pinturas encontradas no interior das construções, em geral nas paredes, destacam-se pelo seu colorido; retratam cenas religiosas e de trabalho, ritos fúnebres, caçadas e festas.

Os egípcios não tinham noção de perspectiva. Por isso, nas figuras humanas, o rosto fica de perfil, mesmo quando o corpo está de frente.

É através da pintura egípcia que sabemos muitas coisas sobre essa antiga civilização.

As civilizações do antigo Egito

O Egito, é o país mais isolado por oceanos e mares, só passou a ter contatos frequentes com outros povos numa época relativamente tardia, por volta do século XVIII a.C.

O fato de o faraó ser considerado um deus (enquanto os governantes mesopotâmicos eram apenas representantes de deuses) contribuiu por muito tempo para a estabilidade da região. Para preservar o corpo do faraó falecido e assim perpetuar a sociedade, construíram as pirâmides. Estruturamente ligados ao Nilo, os egípcios concebiam o mundo como reflexo da luta entre o rio (deus Osíris) e o deserto (deus Seth). A vida econômica desse povo dependia do Nilo: agricultura em suas margens, transporte de pessoas e mercadorias em seu leito.

A vitória do Faraó

Quando a Grande Barragem da Assuã foi concluída, em 1970, dezenas construções antigas do sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser.

Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II em Abu Simbel.

Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela UNESCO com recursos de vários países, um total de 40 milhões de dólares, removeu pedra sobre pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou homenagem ao o mais famoso e empreendedor de todos os faraós.

No coração da Pirâmide

Não é muito longo, mas pode ser difícil o caminho que leva ao interior da pirâmide de Queóps, a única cujas galerias podem hoje ser visitadas. Antes de mais nada, desaconselha-se a empreiteira a claustrofóbicos. A entrada da grande pirâmide é a cerca de 10 metros do chão, e chega-se a ela por uma escada entre as pedras. Já dentro, o primeiro corredor é plano, amplo e iluminado. Tudo tranquilo. Chega-se então a uma primeira galeria em diagonal de mais ou menos 50 metros. É preciso ganhar altura para chegar à sala onde foi deixado o corpo do faraó. Há luz elétrica e um corrimão de madeira para a subida leve, mas o calor aumenta e a passagem é apertada - quase não dá para ficar de pé. Tudo bem. Depois numa área arejada, com pouca luz, todos param para respirar - e decidir. O passo decisivo é uma galeria estreita e absolutamente escura. Uma luz no alto da íngreme rampa de 70 metros indica o fim da aventura. Sem lanterna, a saída é ir tateando a rampa de ripas de madeira e o corrimão em busca da luz, que parece mais distante a cada passo. Sangue frio ajuda: se alguém está subindo, ninguém desce, e vice-versa. O prêmio pela vitória é uma sala pequena - uns 15 metros quadrados - de pedras escuras onde está o sarcófago de Queóps. Não há mais nada para se ver, o ar tem de ser injetado por aparelhos e a idéia de estar preso no meio daquela milenar montanha de pedras pode soar assustadora. Mas o que pode ser mais fascinante do que estar no meio da grande pirâmide do Egito?

As Pirâmides

As pirâmides são símbolos máximos da busca da imortalidade pelos primeiros faraós, as três pirâmides de Gizé estão entre as mais antigas e impressionantes obras humanas. Na mais alta, Queóps, é permitido o acesso a sala mortuária do faraó. Quefrém, a segunda pirâmide mais alta, tem 143 metros. A menor, do faraó Miquerinos, 66 metros. Em 1954, arqueólogos encontram soterrado na face sul da pirâmide de Queóps o barco que conduziu o faraó para seu sepultamento. Um pequeno museu foi montado ali para exibi-lo e contar sua história.

Esfinge

Corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Construída pelo faraó Quéfrem à sua imagem e semelhança, a esfinge de Gizé é uma das mais sensíveis heranças do Egito antigo.

Quando foi descoberta, no começo do século XIX, estava totalmente coberta pela areia. Depredada ao longo dos séculos - até hoje não se sabe onde foi parar seu nariz - e vítima da poluição do Cairo, vive em constante restauração. Tem 57 metros de comprimento, e a cabeça 18 metros de altura.

Só uma das sete maravilhas do mundo resistiu ao tempo: as pirâmides

A capacidade latente de permanecer fazendo a História, para o bem ou para o mal, é afinal um dom do Egito. Assim tem sido desde que a sábia civilização do Nilo começou a deixar suas marcas em obras dotadas de incrível precisão simétrica. Em Saqqara, à 35 km do Cairo, estão as construções em pedra mais antigas do país - portanto, do mundo - , como a misteriosa pirâmide escalonada do faraó Djoser, de 2630 a.C.. Em 200 a.C.., os homens fascinados diante da beleza de muitas de suas criações, resolveram consagrar algumas delas como símbolos de sua época - as Sete Maravilhas do Mundo Antigo. O Egito foi contemplado com duas: o Farol de Alexandria e as pirâmides de Gizé, a mais antiga e a única das maravilhas que resistiu ao tempo. Mais do que justo. Ao avistar as pirâmides na rota da expedição militar francesa que descobriu o Egito para o Ocidente, em 1799, o conquistador Napoleão Bonaparte exclamou para seu exército: "Teme, homens, 4 mil anos de história vos contemplam!