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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 09/09 |
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1ª e 2ª Guerra 1ª Guerra Mundial O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono
austríaco, em Sarajevo, foi o estopim para a 1ª Guerra Mundial (1914-1918).
Trata-se do primeiro conflito armado a envolver diretamente as grandes
potências imperialistas da Europa e, em seguida, a maior parte dos países do
mundo, causando a morte de mais de 8 milhões de
soldados e 6,5 milhões de civis. Confrontam-se dois grupos de países organizados em pactos antagônicos:
a Tríplice Aliança, liderada pela Alemanha, e a Tríplice Entente, encabeçada
pela França. A vitória ficou com os aliados da França, mas teve como
conseqüência principal a perda, pela Europa, do papel de liderança
planetária. Os Estados Unidos, que entram no conflito só em 1917, ao lado da
Tríplice Entente, passam a ser o centro de poder do capitalismo. A
reorganização do cenário político no continente europeu e as condições
humilhantes impostas ao perdedor, a Alemanha, pelo
Tratado de Versalhes, são consideradas causas da 2ª Guerra Mundial
(1939-1945). O mundo do pós-guerra assiste também à implantação do primeiro
Estado socialista, a União Soviética. O cenário antes da guerra O choque dos interesses imperialistas das diversas nações européias,
aliado ao espírito nacionalista emergente, é o grande fator que desencadeia o
conflito. Na virada deste século, entra em cena a Alemanha, como o país mais
poderoso da Europa Continental após a guerra franco-prussiana (1870/71) e a
arrancada industrial propiciada pela unificação do país em 1871. A nova
potência ameaça os interesses econômicos da Inglaterra e político-militares
da Rússia e da França. Alemães e franceses preparam-se militarmente para a anunciada revanche
francesa pela reconquista dos territórios da Alsácia e Lorena, perdidos para
a Alemanha. Por sua vez, a Rússia estimula o nacionalismo eslavo –
Pan-eslavismo – desde o fim do século XIX e apóia a independência dos povos
dominados pelo Império Austro-Húngaro. Por trás dessa política está o projeto
expansionista russo de alcançar o Mediterrâneo. Preparativos As diferenças nacionalistas entre França e Alemanha são acirradas pela
disputa do Marrocos como colônia. Em 1906, um acordo cede o Marrocos à
França. A Alemanha recebe terras no sudoeste africano, mas também exige da
França parte do território do Congo. Outros enfrentamentos, desta vez entre
Sérvia e Áustria nas Guerras Balcânicas, aumentam a tensão pré-bélica. A
anexação da Bósnia-Herzegóvina pelos austríacos em 1908 causa a explosão do
nacionalismo sérvio, apoiado pela Rússia. Esses conflitos de interesses na Europa levaram à criação de dois
sistemas rivais de alianças. Em 1879, o chanceler da Alemanha, Otto von Bismark, conclui um acordo com o império
Austro-Húngaro contra a Rússia. Três anos depois a Itália, rival da França no
Mediterrâneo, alia-se aos dois países, criando a Tríplice Aliança. O segundo
grupo à beira do confronto tem sua origem na Entente Cordiale, formada em
1904 pelo Reino Unido e pela França, para se opor ao expansionismo germânico.
Em 1907, conquista a adesão da Rússia, formando a Tríplice Entente. O mundo em guerra Francisco José (1830-1916), imperador do Império Austro-Húngaro, aos
84 anos prepara-se para deixar o trono ao herdeiro. Mas, em 28 de junho de
1914, o arquiduque Francisco Ferdinando (1863-1914) e sua esposa são
assassinados durante visita a Sarajevo, na Bósnia-Hezergóvina, pelo estudante
anarquista sérvio Gravilo Princip. Confirmada a cumplicidade de políticos da
Sérvia no atentado, o governo austríaco envia em julho um ultimato ao governo
sérvio. Exige a demissão de ministros suspeitos de ligações com terroristas,
o fechamento de jornais antiaustríacos e a perseguição de sociedades
secretas. Como a Sérvia reluta em atender às exigências, o país é invadido
pelos austríacos em 1º de agosto. O diabólico sistema de alianças, que impera no continente, arrasta o
restante dos países europeus ao conflito. A Rússia declara guerra à Áustria;
a Alemanha adere contra a Rússia. A França, ligada ao governo russo, mobiliza
suas tropas contra os alemães. No dia 3 de agosto de 1914 o mundo está em
guerra. O Reino Unido hesita até o dia seguinte, quando os alemães invadem a
Bélgica, violando a tradicional neutralidade desse país, para daí atingir a
França. Outras nações envolvem-se em seguida: a Turquia, do lado dos alemães,
ataca os portos russos no Mar Negro; Montenegro socorre os sérvios em nome da
afinidade étnica; e o Japão, interessado nos domínios germânicos no Extremo
Oriente, engrossa o bloco contra a Alemanha. Com a guerra, ao lado da França entram 24 outras nações estabelecendo
uma ampla coalizão conhecida como "Os Aliados". Já a Alemanha
recebe a adesão do Império Turco-Otomano, rival da Rússia e da Bulgária,
movida pelos interesses nos Bálcãs. A Itália, embora pertencente à Tríplice
Aliança, fica neutra no início, trocando de lado em 1915, sob a promessa de
receber parte dos territórios turcos e austríacos. Avanço alemão Na frente ocidental, a França contém o avanço dos alemães na Batalha
do Marne, em setembro de 1914. A partir daí, os Exércitos inimigos ocupam no solo francês uma extensa malha de trincheiras
protegida por arame farpado, a Linha Maginot, e dedicam-se a ataques de
efeitos locais. Essa guerra de posição estende-se praticamente até 1918, sem
que nenhum dos lados saia vitorioso. Na frente oriental, os alemães abatem o
numeroso e desorganizado Exército da Rússia. O maior país da Europa,
fragilizado pela derrota na guerra russo-japonesa (1904/5), paga o preço do
atraso industrial e da agitação política interna provocada pelos
revolucionários bolcheviques. Na época, o povo russo atinge o ponto máximo de insatisfação com a
guerra e o colapso do abastecimento. Greves e confrontos internos obrigam o
czar Nicolau II (1868-1918) a renunciar ao poder, e a Revolução Russa termina
por instalar no país um Estado socialista, em 1917. Com a derrota militar russa consumada, os Aliados correm o risco de a
Alemanha avançar pela frente oriental e dar um xeque-mate na França. A
situação leva os Estados Unidos a entrarem diretamente na guerra e a
decidirem a sorte do confronto. Durante os anos em que permanecem neutros, os
norte-americanos tinham enriquecido vendendo armas e alimentos aos Aliados e
dominando os mercados latino-americanos e asiáticos. O objetivo dos EUA na
luta é preservar o equilíbrio de poder na Europa e evitar uma possível
hegemonia alemã. A paz Surgem propostas de paz em 1917 e 1918, mas com pouca ou nenhuma
repercussão. Apenas a do presidente norte-americano Woodrow Wilson
(1856-1924) ganha importância, inclusive entre a população alemã. Ela traz a
idéia de uma "paz sem vencedores" e sem anexações territoriais, em
um programa com 14 itens. Mas, em julho de 1918, forças inglesas, francesas e
norte-americanas lançam um ataque definitivo. A guerra está praticamente
vencida. Turquia, Áustria e Bulgária rendem-se. Os bolcheviques, que com a
queda do czar russo assumem o poder após dois governos provisórios, já
haviam assinado a paz em separado com a Alemanha, em março, pelo Tratado de
Brest-Litovsk. A fome e a saúde precária da população levam a Alemanha à beira de uma
revolução social. Com a renúncia do kaiser, exigida pelos EUA, um
conselho provisório socialista negocia a rendição. Tratado de Versalhes Em 28 de junho de 1919 é assinado o Tratado de Versalhes. Pressionada
por um embargo naval, a Alemanha é obrigada a ratificá-lo. Com ele, perde
todas as colônias, que são repartidas entre os Aliados, e partes do seu
território. Também passa a ser atravessada pelo
chamado "Corredor Polonês", que dava à Polônia acesso ao Mar
Báltico, e divide o país em dois. Deve ainda pagar monumentais indenizações
por todos danos civis causados pela guerra e fica
impedida de formar um Exército regular. Mas essas providências, para evitar
que a Alemanha possa vir a ter condições econômicas e políticas de se lançar
numa nova aventura bélica, terão o efeito contrário. Tanto que o mundo saído
do Tratado de Versalhes é o berço de regimes totalitários em muitas nações,
do comunismo ao fascismo e nazismo, que afiam as armas para, poucas décadas
depois, deflagrar a 2ª Guerra Mundial. O pós-guerra também apresenta um
desenho da Europa, com a dissolução dos impérios Áustro-Húngaro,
Turco-Otomano e Russo, e o surgimento de novos países. 2ª Guerra Mundial A 2ª Guerra Mundial (1939-1945) resulta do choque entre os interesses
das nações que dividiam o mercado internacional desde o fim da 1ª Guerra
Mundial (1914-1918) e as pretensões do Estado alemão de conquistar o mundo.
Envolve países de todos os continentes, com exceção de alguns europeus e
latino-americanos. Consuma o aniquilamento do 3º Reich, de Adolf Hitler
(1889-1945), e o declínio das velhas nações da Europa, que passam a ter, pela
primeira vez, o seu destino à mercê de países não-europeus – os Estados
Unidos e a União Soviética, por excelência, as superpotências emergentes no
pós-guerra. Tudo isso a um preço elevadíssimo, o das perdas humanas,
estimadas em quase 50 milhões de mortos, na maioria, civis. Causas A 1ª Guerra Mundial prepara a irrupção da 2ª Guerra Mundial. O período
de entreguerras deve ser compreendido apenas como uma trégua. As humilhantes
condições impostas à Alemanha, em 1918, propiciam o surgimento do nazismo em
solo alemão. A ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933, é sustentada pela
exaltação ao nacionalismo e por propostas militaristas e expansionistas.
Hitler deseja construir uma "nova ordem", exigindo a participação
alemã na exploração do mundo colonial, rico em matérias-primas, e até então
repartido entre os vitoriosos do primeiro conflito mundial. O Führer ambiciona
também conquistar os mercados vizinhos da Europa Central para controlar o
petróleo da Romênia e do Cáucaso, o carvão e o ferro da Sibéria e o trigo da
Ucrânia. As potências ocidentais pressentem o perigo nazista, mas permitem o
seu crescimento como forma de bloqueio à União Soviética, um "cordão
sanitário" contra o avanço do comunismo sobre a Europa. Em 1935, a Alemanha reinicia a produção de armamentos e restabelece o
serviço militar obrigatório, em claro desrespeito ao Tratado de Versalhes
(1919). Um ano depois, reocupa a Renânia e inicia uma política estratégica de
alianças. Oferece ajuda econômica à Itália fascista de Benito Mussolini
(1883-1945), sob embargo da Liga das Nações por ter invadido a Etiópia. Apóia
Francisco Franco (1892-1975) na Guerra Civil Espanhola (1936-1939),
aproveitando o conflito para testar novos engenhos militares. Assina com o
Japão o Pacto Anti-Comintern, em 1936, a fim de conter a expansão comunista
da União Soviética, com a adesão da Hungria, Itália e Espanha. Justifica a
anexação (Anschluss) da Áustria, em 1938, por se tratar de mais um
povo germânico. No ano seguinte, alcança, com a conivência inglesa e francesa
na Conferência de Munique, a incorporação de parte da Tchecoslováquia,
exatamente a região dos Sudetos, conhecida por abrigar minorias alemãs. Cria
os protetorados da Boêmia e da Moldávia, desmembrando o restante do
território tcheco, em março de 1939. Por fim, aproveita as desconfianças
soviéticas em relação às potências ocidentais para assinar um acordo, por
cinco anos, de não-agressão e neutralidade com o seu arquiinimigo, Josef
Stalin (1879-1953): o Pacto Germânico-Soviético, de 23 de agosto de 1939. Tem
aberto assim o caminho a leste para atacar a Polônia, em nome do que lhe fora
arrebatado pelo Tratado de Versalhes: a devolução da zona conhecida por
"Corredor Polonês", a do porto de Dantzig (futura Gdansk), que une
a Alemanha à Prússia oriental. Ofensiva alemã Diante da negativa da Polônia em ceder Dantzig, as tropas alemãs
invadem o país em 1º de setembro de 1939 e travam uma guerra-relâmpago (blitzkrieg)
com a frágil resistência local. A conquista faz-se em três semanas. É
estabelecido um governo geral nazista e inicia-se a
perseguição aos judeus, vítimas preferenciais da ideologia nazista, ao longo
de todo o conflito mundial. A Inglaterra, comprometida com a defesa polonesa,
e a França, aliada inglesa, declaram guerra à Alemanha. Em seguida, Dinamarca
e Noruega são ocupadas pelo Exército nazista, garantindo o abastecimento
alemão de aço pelos mares Báltico e do Norte. Holanda e Bélgica tornam -se as próximas conquistas. Em Dunquerque, o
Exército belga-anglo-francês sofre a primeira derrota aliada e só escapa do
massacre graças à ação da Marinha inglesa, que consegue evacuar a maioria dos
combatentes. Hitler avança contra a França a partir de maio de 1940. Um mês
mais tarde, a assinatura pela França dos armistícios com a Alemanha e a
Itália, que submetem metade do território francês à ocupação das forças
nazistas, evidenciam o domínio alemão. O primeiro-ministro da França, o marechal Henri Phillipe Pétain
(1856-1951), anti-republicano e conservador, assume
poderes ditatoriais, após acordo com os alemães. Transfere a capital para
Vichy, no sul do país, enquanto Paris permanece ocupada pelos nazistas. É
quando chega à Inglaterra o subsecretário de Defesa Nacional Francesa, o
general Charles de Gaulle (1890-1970). Ele representa o governo da
resistência da França no exílio. Ao mesmo tempo, a Alemanha implanta a sua
"nova ordem" nos territórios ocupados, reativando indústrias
paralisadas e obrigando as populações a trabalhos forçados. Em setembro de 1940, o Eixo, pacto entre Berlim-Roma-Tóquio, é
formalizado, estabelecendo apoio mútuo entre os países membros em caso de
ataque por potência ainda não envolvida na guerra – entenda-se,
os Estados Unidos. A partir de 15 de setembro, intensificam-se os combates na
Inglaterra. Bombardeiros alemães despejam cerca de 20 mil toneladas de bombas
sobre Londres. A ação corajosa da Royal Air Force (RAF), a aviação de combate
inglesa, evita, no entanto, a destruição do país, abatendo inúmeros aviões
inimigos. Mas no norte da África, italianos e alemães ameaçam,
sob as ordens do general Erwin Rommel (1891-1944), o domínio inglês no Egito. Hitler reorienta então a sua máquina de guerra mais uma vez para o
Leste, despertando a preocupação russa. Ao governo de Moscou propõe a
partilha do mundo em zonas de influência, mas as negociações falham e o
território da União Soviética acaba por ser invadido, sem uma declaração
formal de guerra, em 22 de junho de 1941. Por essa época, o domínio alemão já
se faz sentir em vários países do Leste Europeu, como na Romênia, Bulgária e
Hungria, além da Iugoslávia e da Grécia. Mas a heróica resistência soviética
na Batalha de Stalingrado modifica o panorama da 2ª Guerra Mundial (só pela
fome, contam-se 500 mil civis entre os mortos). Ela põe fim ao mito da
invencibilidade alemã e instiga o Exército soviético a avançar, em
contra-ataque, sobre os países-satélites da Alemanha, às voltas agora com
duas frentes de guerra. Dia D Os japoneses precipitam a entrada dos EUA na guerra ao bombardearem,
em 7 de dezembro de 1941, a base naval de Pearl
Harbor, no Havaí. A ofensiva do Japão generaliza-se, e suas forças conquistam
a supremacia no Pacífico e no Sudeste Asiático. Definem-se, assim, as duas
facções em conflito. De um lado, os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão)
e, de outro, os Aliados (Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e China,
este em guerra com o Japão desde 1931). Em todos os territórios ocupados
pelos nazistas, organizam-se movimentos de resistência. Entre 1942 e 1943, a Marinha anglo-americana elimina submarinos
alemães no Atlântico, ao mesmo tempo em que a aviação aliada intensifica o
bombardeio da Alemanha. Os recursos industriais do país começam a sofrer
sérios danos. No norte da África, o Afrikakorps, o Exército
alemão no continente, é levado à rendição em maio de 1943. Os Aliados
desembarcam na Sicília e invadem a Itália. Mussolini é preso em julho e o
novo governo italiano rende-se aos invasores. Com isso, boa parte do país é
ocupada por tropas alemãs, que só capitulam em abril de 1945. Na outra frente,
o Exército soviético alcança vitórias na Romênia, na Bulgária e na Iugoslávia
ao longo de 1944, enquanto Albânia e Grécia expulsam as tropas alemãs. O dia 6 de junho de 1944, o "Dia D", é o golpe mortal às
forças nazistas. Considera-se o desembarque de 155 mil soldados aliados em
Caen, na Normandia francesa, a maior operação aeronaval da História. Envolve
mais de 1.200 navios de guerra e mil aviões, uma operação coroada
de êxito ao enganar as forças alemãs concentradas em Pas-de-Calais.
Paris é libertada em 25 de agosto. Inicia-se o ano decisivo de 1945. Os
russos, pelo leste, e os norte-americanos e britânicos, pelo oeste, disputam
a primazia de chegar primeiro a Berlim. A 30 de abril, os soviéticos fincam a
sua bandeira no alto do Parlamento alemão, o Reichstag, e Hitler
suicida-se junto com a sua mulher, Eva Braun. A capital alemã em ruínas é
ocupada em 2 de maio pelo Exército da URSS, com a
prisão de 135 mil defensores da cidade. Cinco dias mais tarde, a Alemanha
rende-se incondicionalmente. Guerra no Pacífico Na luta contra os japoneses, a situação começa a se inverter a favor
dos Aliados após as vitórias dos Estados Unidos nas batalhas navais de Midway
e do Mar do Coral, em 1942. Os EUA tomam a iniciativa de reconquistar a Ásia
e o Pacífico. No início de 1945, tropas norte-americanas, britânicas e
chinesas reabrem a rota da Birmânia e recuperam as Filipinas. Aperta-se o
cerco aos japoneses, confinados em suas ilhas, alvo de pesados bombardeios. A
19 de fevereiro, ocorre o primeiro desembarque norte-americano em território
do Japão, na Ilha de Iwojima. Mas, ante a resistência feroz dos inimigos, que
sugere um prolongamento indesejável da guerra, os EUA optam em atacar as
cidades japonesas com um novo tipo de arma, a bomba atômica. A primeira,
lançada sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945,
mata 100 mil pessoas. Três dias depois, uma segunda bomba cai sobre Nagasaki,
provocando mais 70 mil vítimas fatais. A partir de 8 de agosto, com a intenção
velada de recuperar territórios perdidos há décadas para o Japão, no Extremo
Oriente, tropas soviéticas expulsam os japoneses da Mandchúria e da Coréia.
Finalmente, a 2 de setembro de 1945, o Japão
rende-se aos Exércitos norte-americanos, numa cerimônia a bordo do
encouraçado Missouri. É o final da 2a Guerra Mundial. À medida que a Europa é libertada da dominação alemã, a humanidade
constata a extensão das atrocidades cometidas durante os quatro anos de luta,
em particular nos campos de concentração e extermínio estabelecidos pelos
nazistas. Cerca de 5,9 milhões de judeus foram ali assassinados, em um dos
maiores genocídios da História. A liderança do 3º Reich é julgada entre 1945
e 1947 pelo Tribunal de Nuremberg, cidade palco dos maiores comícios nazistas
nos anos 30. Os gastos com a guerra chegam a US$ 1,4 trilhão. São os grandes vencedores, Estados Unidos e União Soviética, que agora
determinam os desígnios da política internacional. Zonas de influência acabam
por ser acordadas entre as superpotências. A tensão mundial aumenta sem
provocar conflitos diretos: é a chamada Guerra Fria. |