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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 09/10 |
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Nazismo Movimento político de caráter autoritário que se desenvolve na
Alemanha durante as sucessivas crises da República de Weimar
(1919-1933). Baseia-se na doutrina do nacional-socialismo, formulada por
Adolf Hitler (1889-1945), que orienta o programa do Partido
Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP). A essência da
ideologia nazista encontra-se sintetizada no livro de Hitler, Minha
Luta (Mein Kampf).
Nacionalista, defende o racismo e a crença na superioridade da raça ariana;
nega as instituições da democracia liberal e a revolução socialista; apóia o campesinato e o totalitarismo; e luta pelo expansionismo
alemão. Ao final da 1ª Guerra Mundial, além de perder territórios para França,
Polônia, Dinamarca e Bélgica, os alemães são obrigados, por determinação do
Tratado de Versalhes, a pagar pesadas reparações financeiras aos países
vencedores. O pagamento dessa penalidade provoca o crescimento da dívida
externa e compromete os investimentos internos, gerando falências, inflação e
desemprego em massa: as tentativas fracassadas de revolução socialista (1919,
1921 e 1923) e as sucessivas quedas de gabinetes de orientação social-democrata
criam condições favoráveis ao surgimento e à expansão do nazismo no país. Utilizando-se de espetáculos de massa (comícios e desfiles) e dos
meios de comunicação (jornais, revistas, rádio e cinema), o Partido Nazista
consegue mobilizar a população através do apelo à ordem e ao revanchismo. Em
1933, Hitler chega ao poder pela via eleitoral, sendo nomeado
primeiro-ministro, com o apoio de nacionalistas, católicos e setores
independentes. Com a morte do presidente Hindenburg
(1934), Hitler torna-se chefe de governo (chanceler) e chefe de Estado
(presidente). Interpreta o papel de führer, o
guia do povo alemão, criando o 3º Reich (Terceiro Império). Com poderes excepcionais, Hitler suprime todos os partidos políticos,
exceto o Nazista; dissolve os sindicatos; cassa o direito de greve; fecha os
jornais de oposição e estabelece a censura à imprensa; e, através das
organizações paramilitares, SA (guarda do Exército), SS (guarda especial), e
da Gestapo (polícia política), implanta o terror com a perseguição e
eliminação dos judeus, dos sindicatos e dos políticos comunistas, socialistas
e de outros partidos. O intervencionismo e a planificação econômica adotados por Hitler
eliminam, no entanto, o desemprego e provocam o rápido desenvolvimento
industrial, estimulando a indústria bélica e a edificação de obras públicas,
além de impedir a retirada do capital estrangeiro do país. O crescimento
vigoroso da economia alemã deve-se em grande parte à atitude dos grandes
grupos do país, tais como Krupp, Siemens e Bayer,
que apóiam Adolf Hitler. Desrespeitando as cláusulas do Tratado de Versalhes, Hitler reinstitui
o serviço militar obrigatório (1935), remilitariza
o país e envia tanques e aviões para amparar as forças conservadoras do
General Franco na Espanha, em 1936. Nesse mesmo ano, cria o Serviço para a
Solução do Problema Judeu, sob a supervisão da SS, que se dedica à
exterminação sistemática dos judeus por meio da deportação para guetos ou
campos de concentração. Anexa a Áustria (operação
chamada, em alemão, de Anchluss) e a
região dos Sudetos na Tchecoslováquia (1938). Ao
invadir a Polônia, em 1939, deflagra o início da 2ª Guerra Mundial
(1939-1945). Terminado o conflito, instala-se, na cidade alemã de Nuremberg, um
Tribunal Internacional com a missão de julgar os crimes de guerra cometidos
pelos nazistas. Realizam-se 13 julgamentos entre 1945 e 1947. Juízes
norte-americanos, britânicos, franceses e soviéticos, que representam as
nações vitoriosas da 2ª Guerra Mundial, condenam à morte 25 alemães, 20 à
prisão perpétua e 97 a penas curtas de prisão. Absolvem 35 indiciados. Dos 21
principais líderes nazistas capturados, dez são executados por enforcamento
na madrugada de 16 de outubro de 1946. O marechal Hermann Goering
suicida-se com veneno em sua cela, pouco antes do cumprimento da pena. Neonazismo A imigração e a dificuldade de assimilação dos trabalhadores das
regiões periféricas da economia européia; a recessão e o desemprego; a
degradação do nível de vida; a diminuição da arrecadação de impostos e o
ressurgimento de velhos preconceitos étnicos e raciais favorecem, a partir
dos anos 80, a retomada de movimentos autoritários e conservadores
denominados "neonazistas". Os movimentos manifestam-se de forma violenta e têm nos estrangeiros o
alvo preferencial de ataque. Valendo-se também da via institucional
parlamentar (Frente Nacional, na França; Liga Lombarda e Movimento Social
Fascista, na Itália) para dar voz ativa às suas reivindicações, os movimentos
neonazistas têm marcado a sua presença no cotidiano europeu, em especial na
Alemanha, Áustria, França e Itália. No Brasil, "carecas", "skinheads"
e "white power" são alguns dos grupos em evidência nos
grandes centros urbanos, que promovem ataques verbais, pichações e agressões
dirigidas principalmente contra os migrantes nordestinos e a comunidade
judaica. |