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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

09/11

 

 

 

AIDS - A doença do século


Desde 1981, quando foi identificado o 1º caso de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a AIDS, os cientistas batalham pela descoberta da cura. Apesar disso, dez anos depois, a única coisa que se conseguiu foi um outro remédio que prolonga o tempo de vida do doente.

A medicina reconheceu a AIDS como uma doença com características de epidemia, quando registrou grande número de pacientes com as mesmas manifestações. Estes doentes eram homens homossexuais. Algum tempo depois, descobriram que os dependentes de drogas injetáveis pela veia e os hemofílicos que se tratavam com transfusão de sangue apresentavam as mesmas características. Baseados nisso, descobriram como o vírus da AIDS se transmite: da mesma forma que o da hepatite do tipo B, isto é, pelo sangue ou por relação sexual.

A esse vírus, primeiro deram o nome de LAV e HTLV III , depois HIV, que quer dizer Vírus da Imunodeficiência Humana. Ele penetra na corrente sanguinea e fica à espera de um linfócito T um glóbulo branco especial cuja função é avisar os outros glóbulos brancos, que agem como um batalhão de defesa do organismo, de que há um ser estranho por ali. Aprisionado, o linfócito T pára de exercer sua função, passa a hospedar o HIV, que começa a se reproduzir: em 6 horas ele reproduz 6.000.000 de suas cópias. Aí destrói a célula boa, e os HIV passam a nadar livremente na corrente sanguinea à procura de outros glóbulos brancos para aprisionar. Assim, recomeça o processo progressivo de multiplicação do HIV. Quando um número expressivo de glóbulos brancos estiver destruído, a doença se manifesta, embora isso possa levar anos para acontecer.

Estas descobertas demoraram tempo suficiente para a AIDS se alastrar no mundo. Ou seja , enquanto os portadores do vírus não sabiam da existência da doença, não mudaram seus hábitos e contaminaram muitas pessoas, que por sua vez contaminaram outras. Se até há pouco tempo considerava-se que a AIDS só representava perigo para os chamados "grupo de risco", hoje é uma ameaça para qualquer pessoa: como se defender de um vírus que pode estar no sangue de alguém há anos e nem mesmo esta pessoa sabe?

Apesar de ainda não existir cura, a ciência do mundo todo está se dedicando ao estudo da AIDS. Mas até o momento, só o que se pode afirmar é que os meios de prevenção são a informação, o uso sistemático da camisinha, o uso individual de agulhas e seringas descartáveis e, nos casos de necessidade de transfusão, certificar-se de que o sangue foi realmente testado. Resta-nos, em nome da vida, segui-los à risca.

A Síndrome de Imossuficiência Adquirida é o quadro final de uma doença infecciosa, causada por um vírus (HIV- Vírus da Imossuficiência Humana).

As únicas formas comprovadas de contágio são:

- Através do ato sexual, em sua quase totalidade por via anal, na atividade homossexual promíscua;

- Por meio de seringas e agulhas de injeção contaminadas com o vírus;

- Pelo sangue e derivados sanguíneos, provenientes de pessoas infectadas pelo vírus;

- Pela mãe doente, ou portadora de vírus, ao filho em gestação.

Atenção:

O ato de doar sangue não traz riscos para o doador.

Lembrete:

Não existe evidências de qualquer outro tipo de transmissão de AIDS.

As pessoas mais expostas ao risco de contrair a doença são:

- Homossexuais/Bissexuais do sexo masculino que variam frequentemente da parceria sexual;

- Viciados em drogas injetáveis;

- Hemofílicos e politransfusionados;

- Filhos de mães portadoras de AIDS;

- Parceiros heterossexuais de indivíduos portadores de AIDS.

 

Sinais e sintomas de infecção pelo vírus HIV

Alguns sinais podem sugerir a existência de infecção pelo vírus HIV. É o caso da perda de peso em curto espaço de tempo, de febre constante, de perda de apetite, suores noturnos, diarréia persistente, cansaço não relacionado ao excesso de trabalho, atividade física ou stress.

Só o médico é capaz de confirmar ou não o diagnóstico.

Outras doenças

Existem ainda outras doenças sexualmente transmissíveis.

Elas podem causar:

- Corrimento genital: provocado por clamídias, tricomoníases e candidíases;

- Ferida genital: cancro mole e herpes genital, este produzindo pequenas bolinhas no pênis e na vulva que se rompem e se transformam em pequenas feridas dolorosas;

- Verruga genital: provocada por um vírus, conhecida como condiloma acuminado.

Mitos

Para pegar uma doença sexualmente transmissível é preciso haver contato íntimo com o parceiro contaminado.

Os microorganismos responsáveis pelo contágio morrem em poucos minutos quando em contato com a luz e o ar.

Acredite:

Não se pega uma doença sexualmente transmissível nos seguintes lugares e situações:

- No assento do ônibus;

- Na maçaneta da porta;

- Na piscina;

- Andando descalço no chão;

- Na privada.

Verdades:

Qualquer um pode pegar uma DST (doenças sexualmente transmissíveis ).

- Rico ou pobre;

- Jovem ou idoso;

- Mesmo tomando banho todo o dia;

- Mantendo relações sexuais com pessoas do mesmo sexo ou com pessoas do sexo oposto.

Preste ATENÇÃO

Uma mesma pessoa pode pegar uma dessas doenças muitas vezes! (exceto a AIDS).

A variação de parceiros aumenta o risco de contaminação.

Se você estiver com alguns desses sintomas:

- Sensação de ardor intenso na hora de urinar;

- Pus saindo do canal da urina;

- Ferida que não cicatriza nos órgão genitais;

- Manchas vermelhas na pele;

- Corrimento abundante e mau cheiroso;

- Dor na hora da relação ou no baixo ventre;

- Gânglios na virilha, axila e/ou pescoço.

Procure imediatamente uma orientação médica!

Tratamento

A maioria das doenças sexualmente transmissíveis têm diagnóstico e tratamento fácil. Os exames de laboratório são rápidos e seguros.

1- Siga a orientação do seu médico, tomando corretamente o medicamento por ele prescrito.

2- Avisar seu parceiro, significa que você respeita e se preocupa com ele!

Cuidados com a higiene pessoal e manutenção da saúde do corpo são importantes. Lavar-se logo após a relação sexual ajuda a evitar algumas doenças. Existe, porém, uma proteção muito segura durante o ato sexual.

O preservativo (camisinha) é conhecido em todo o mundo como um valioso método anticoncepcional e ainda ajuda a proteger contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis.

É um tubo de borracha transparente e fino, resistente e flexível. Por isso, a interferência do preservativo na sensibilidade é mínima durante a relação sexual, e seu uso não implica na redução do prazer para qualquer um dos parceiros.

Pode ser encontrado nas farmácias e supermercados, em 4 diferentes tipos, todos com reservatório na ponta para prevenir o vazamento de esperma. 

Como usar o preservativo

A proteção oferecida pelos preservativos está diretamente relacionada com o uso correto. É importante, portanto, aprender a colocá-lo corretamente:

- Coloque o preservativo na ponta do pênis ereto, de modo a que possa ser facilmente desenrolado;

- Ao colocar o preservativo, aperte a ponta do reservatório com os dedos. Isto serve para impedir que o ar fique retido, eliminando o risco do preservativo arrebentar durante o ato sexual;

- Após a ejaculação, retire o preservativo, segurando a borda, para evitar vazamento de esperma.

Não use lubrificante tipo vaselina, óleo mineral ou outros derivados de petróleo que danificam qualquer preservativo à base de látex.

Preservativos nunca devem ser usados mais de uma vez!

ATENÇÃO

- Somente retire o preservativo da sua embalagem individual no momento em que for usá-lo;

- Depois de usado, o preservativo deve ser descartado no cesto de lixo, e nunca no vaso sanitário;

- Mantenha o preservativo sempre em temperatura ambiente, protegendo-o da umidade e da luz solar direta;

- Não guarde o produto próximo a fontes de calor como, por exemplo, o porta luvas do carro, etc.