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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 09/12 |
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Câncer Câncer (ou neoplasia, ou tumor maligno) é uma classe de doenças
caracterizadas pelo crescimento descontrolado de células aberrantes. O câncer
mata pela invasão destrutiva de órgãos normais por estas células, por
extensão direta ou por disseminação à distância, por sangue, linfa ou
superfície serosa. O comportamento anormal das células cancerosas é geralmente espelhada por mutações genéticas, expressões de características
ontológicas, ou secreção anormal de hormônios ou enzimas. Todos os cânceres invadem ou semetastatizam, mas cada tipo específico
tem características clínicas e biológicas, que devem ser estudadas para um
adequado diagnóstico, tratamento e acompanhamento. O câncer é a segunda maior causa de morte nos Estados Unidos, e
espera-se que no século 21 ele já seja a principal. Aproximadamente 1,2
milhões de novos casos de tumores invasivos são diagnosticados por ano, nos
Estados Unidos. Os motivos que levam ao crescimento da incidência do câncer
são o aumento da expectativa de vida da população em geral, associada a maior exposição a fatores de risco. O tipo de câncer que
mais cresce é o de pulmão, principalmente devido à propagação do hábito de
fumar, há 40 anos atrás. Vários fatores podem causar ou contribuir diretamente para uma
seqüência de eventos que levem a um meio do câncer se desenvolver. O caminho
final comum dos cânceres é alguma alteração genética, que converte uma célula
bem constituída, participante do corpo como um todo, numa outra,
"renegada", destrutiva, que não responde mais a comandos de uma
comunidade de células. Promotores (oncogenes) e supressores têm um papel central em muitos
casos. Substâncias químicas como o benzeno, nitrosaminas, agentes físicos,
como radiação gama e ultravioleta, e agentes biológicos, como alguns tipos de
vírus, contribuem para a carcinogênese em algumas circunstâncias. O agente carcinogênico mais importante para a população em geral é o
tabaco, pois ele causa ou contribui para o desenvolvimento de aproximadamente
um terço de todos os cânceres, principalmente em pulmão, esôfago, bexiga e
cabeça e pescoço. O câncer relacionado ao tabaco é também importante devido a sua óbvia,
barata e 100 % eficaz prevenção, que é a abstenção. Quando a prevenção do câncer não é possível, a detecção precoce é a
melhor estratégia para reduzir a mortalidade. Campanhas de esclarecimento da
população, e também de profissionais de saúde são feitas nesse sentido.
Infelizmente, no Brasil são bastante falhas. A oncologia, nos últimos anos, tornou-se uma complexa e interessante
disciplina que conta com o auxílio de outras especialidades, como cirurgia,
pediatria, patologia, radiologia, psiquiatria e outras, que faz do sucesso um
mérito das ações multidisciplinares. Há três passos principais na oncologia,
para o bem do paciente. O primeiro objetivo trata de curar os pacientes, para devolvê-los a um
lugar na sociedade. Deve ser tentado em todos os tipos de câncer, mesmo
naqueles em que a chance de cura é pequena. Requer uma atitude de esperança e
determinação para se derrotar dificuldades e perigos, e às vezes para se
enfrentar insucessos. Se mesmo assim a cura não é possível, o médico deve apontar ao segundo
objetivo, que seria uma longa e satisfatória remissão da doença, deixando o
paciente bem consigo mesmo pelo maior tempo possível, longe de efeitos de uma
longa hospitalização. Quando a chance de remissão é remota, o objetivo passa
a ser controlar a doença e seus sintomas pelo uso correto de terapêutica
paliativa. O objetivo final visa apenas o conforto do paciente, e não apenas o
prolongamento de uma vida sofrida. O médico deve ajudar o paciente a manter a
sua dignidade, entender sua fraqueza, e evitar sentimentos de frustração,
animosidade ou até excessiva amizade, para desenvolver o bom julgamento para
o interesse do paciente. O principal é sensibilidade e bom senso. RADIOTERAPIA: é o mais utilizado
para tumores localizados que não podem ser ressecados totalmente, ou para
tumores que costumam rescidivar localmente após a cirurgia. Tem sérios
efeitos colaterais, principalmente por lesão de tecidos normais adjacentes ao
tumor. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo de tumor, e é
medida em rads. QUIMIOTERAPIA: Foi o primeiro tratamento sistêmico para o câncer. Na maioria da vezes consiste em uma associação de drogas, pouco
eficazes se utilizadas sozinhas, pois nos tumores há subpopulações de células
com sensibilidade diferente às drogas antineoplasicas. Os mecanismos de ação
das drogas são diferentes, mas sempre acabam em lesão de DNA celular. A
toxicidade contra células normais é a causa dos efeitos colaterais (náuseas,
vômitos, mielossupressão). Pode ser usada como tratamento principal
(leucemias, linfomas, câncer de testículo), mas normalmente é adjuvante, após
tratamento cirúrgico ou radioterápico. TERAPIA BIOLÓGICA: Usa-se modificadores da
resposta biológica do corpo frente ao câncer, "ajudando-o" a
combater a doença (linfoquinas, anticorpos monoclonais). Usa-se
também drogas que melhoram a diferenciação das células tumorais, tornando-as
de mais fácil controle. Este tipo de tratamento, em estudo, é o mais
promissor para o futuro. O sucesso da terapia contra o câncer depende da escolha da combinação
de dois ou mais modalidades de tratamento, necessitando muito a cooperação
entre especialidades. Suporte geral também é muito importante, incluindo
controle de distúrbios metabólicos, infecciosos, cardiopulmonares, freqüentes
nos pacientes submetidos a tratamentos agressivos. O câncer é fundamentalmente uma doença genética. Quando o processo
neoplásico se instala, a célula-mãe transmite às células filhas a
característica neoplásica. Isso quer dizer que, no início de todo o processo
está uma alteração no DNA de uma célula. Esta alteração no DNA pode ser causada por vários fatores, fenômenos
químicos, físicos ou biológicos. A esta alteração inicial damos o nome de
estágio de iniciação Temos que ter em mente que uma só alteração no DNA não causa câncer.
São necessárias várias mutações em seqüência, que ao mesmo tempo não sejam
mortais para a célula, e causem lesões estruturais suficientes para causarem
uma desregulação no mecanismo de crescimento e multiplicação. O estágio de promoção é o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as
células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o
efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula
iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que
ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o
agente cancerígeno promotor. Observamos que o câncer ocorre mais freqüentemente em pessoas idosas.
A partir dos 55 anos, a incidência da doença cresce em nível exponencial.
Isso quer dizer que quanto mais tempo uma pessoa tem para expor seu material
genético a um fator qualquer que possa alterá-lo, maior será a chance disso acontecer. As células têm um mecanismo de reparo do DNA. Mutações genéticas
mínimas ocorrem muito freqüentemente, em todas as pessoas. Só que não
desenvolvemos câncer rapidamente porque nossos mecanismos de reparo são em
geral eficientes. Só que quanto mais tempo se passar, maior será a chance de
um "escape". Se vivêssemos até 200 anos, todos provavelmente
teríamos algum tipo de câncer. Isso porque passou tempo suficiente para que
se acumulassem mutações genéticas em nossas células. Se o tempo é um fator importante para permitir ao organismo uma maior
exposição a elementos potencialmente lesivos para o DNA celular, a exposição
a uma maior quantidade desses elementos lesivos também exerce grande
importância no desenvolvimento do câncer. A esses elementos lesivos que acabam por acarretar um aumento na
probabilidade de ocorrência de lesões no DNA, e portanto,
aumento da incidência de neoplasias, é dado o nome de carcinôgenos. A ocorrência de mutações, logicamente, ocorre no momento da divisão
celular. Isso porque a célula deve estar duplicando o seu DNA, e a
possibilidade de erros é maior. Assim, substâncias que levam a um aumento na
população de determinadas células são também, indiretamente, agentes capazes
de aumentar a ocorrência de mutações genéticas. A radiação é um tipo de carcinôgeno que age lesando diretamente o DNA
da célula. A inflamação crônica de algum órgão, como o intestino, por
exemplo, causa aumento da divisão celular, e aumenta a chance de alguma
mutação. Dessa forma, gorduras animais, que causam um tipo de inflamação na
mucosa intestinal, são carcinôgenos "indiretos". É por essa razão que se orienta uma dieta com fibras. Essa dieta
aumenta o volume do bolo fecal, diminuindo o tempo de exposição de todas as
substâncias à mucosa intestinal, além de diminuir a concentração da gordura
animal na massa fecal total. A ação de hormônios é semelhante. Eles aceleram a divisão celular de
alguns tipos de células, facilitando a ocorrência de mutações. O fumo desenvolve uma ação carcinogênica mista. Ele tanto é capaz de
lesar o DNA das células do corpo inteiro, diretamente, quanto são irritantes
da mucosa, causando também uma inflamação crônica nas mucosas da boca,
garganta, brônquios e pulmões. É por isso que o fumo pode causar também
câncer de bexiga e pâncreas, por exemplo, não ficando limitado às vias
aéreas. As alterações específicas geradas no DNA que esses vírus causam ainda
não estão bem determinadas. O que se sabe é que há uma completa integração do
genoma do vírus no genoma (DNA) da célula hospedeira, sendo que esta célula
dará origem à oncogênese. As neoplasias ditas hereditárias estão relacionadas com a perda de
genes supressores de tumor. Isso explica a quase totalidade das doenças
neoplásicas que existem em crianças, geralmente produzidas por um aumento da
predisposição ao desenvolvimento de tumores já ao nascimento. Outras situações em que pode ocorrer lesão direta do DNA é quando ocorre invasão celular por vírus. Como exemplo
mais evidente temos o vírus das hepatites B e C, que a
longo prazo podem causar câncer hepático. Também há a associação do
papilomavirus (HPV) com o câncer de colo de útero. Estágio de progressão é o terceiro e último estágio e se caracteriza
pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse
estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras
manifestações clínicas da doença. Não podemos encarar o câncer como um processo que tenha uma causa
específica. A neoplasia é o produto de um processo genético
inicial, invariavelmente seguido de um outro, e
assim por diante, desencadeando algo como uma cascata de derrubadas de
dominó. Por carcinogênese se entende, portanto, todo o processo que se inicia
na primeira mutação e termina nas alterações moleculares que resultam no
câncer clinicamente detectado. Curiosidades 1- Câncer, é uma palavra derivada do grego
"karkinos"; 2- Câncer não é uma doença única, mas 200 doenças distintas cada uma
delas com suas próprias causas, história natural e tratamento; 3- O câncer compreende um grupo de doenças que aflige a raça humana e
a animal; 4- O câncer é caracterizado por um crescimento autônomo, desordenado e
incontrolado de células que ao alcançarem uma certa
massa, comprimem, invadem e destroem os tecidos normais vizinhos; 5- Não se conhecem a causa ou causas de 85-90% do câncer; 6- Câncer ambiental é aquele em que o meio ambiente tem papel direto
ou indireto em sua causa; 7- Em 1802 na Inglaterra, o "Comitê da Sociedade para melhorar as
condições e conforto dos pobres" colocou entre 13 perguntas a seguinte: "Há alguma influência do clima ou das
condições locais que facilitem qualquer tipo de câncer em qualquer parte do
corpo?"; 8- Os estudos epidemiológicos indicam que os fatores ambientais são
importantes na causa da maioria dos cânceres; 9- De 80% a 90% dos cânceres resultam de fatores ambientais (Higginson
and Doll); 10- Idade é o determinante mais importante para o risco de câncer; 11- Na maioria dos carcinomas (Ca epiteliais) as taxas de incidência
aumentam constantemente com a idade. Isto se explica pelo efeito cumulativo
da exposição à diferentes tipos de carcinôgenos; 12- Para alguns tipos de tumores (leucemias, lla e tumor de testículo)
a maior incidência ocorre nos primeiros 4 anos de
vida e entre os 20-24 anos, respectivamente; 13- Fumar dá câncer; 14- Exposição excessiva ao sol aumenta o risco de câncer da pele; 15- O câncer ocorre a qualquer idade, porem é mais frequente em
pessoas de idade avançada; 16- A cura do câncer é definida como: ausência de tumor após o
tratamento, por um período de vida tão longo como o do aquele que não teve
câncer; 17- O câncer NÃO é uma desgraça social, uma punição divina ou um
estigma pessoal; 18- Os oncologistas, com as novas tecnologias e tratamentos, hoje
oferecem maior índice de cura respeitando a dignidade do ser humano, sua
qualidade de vida e relacionamento familiar e social; 19- A cura do câncer depende de tratamento multidisciplinar; 20- Os fatores ambientais (macro e micro) são responsáveis por 80% dos
tumores malignos, e os fatores endógenos e genéticos responsáveis pelos
outros 20%; 21- América Latina tem alta
incidência de tumores associados com a pobreza (colo do útero e estômago); 22- Os dados de mortalidade mostram que os tumores malígnos ocupam os
primeiros lugares em todos os paises, e a tendência é de aumentar na faixa
etária de 45-65 anos; 23- A faixa de mortalidade por câncer é maior entre as mulheres do que
nos homens em todos os paises, numa faixa etária de 30-64 anos. Isto se
explica pela alta incidência de colo de útero e mama; 24- Alguns tipos de câncer, se diagnosticados em tempo e tratados
corretamente, tem cura; 25- As crianças respondem melhor ao tratamento oncológico. |