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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

09/14

 

 

 

PROBLEMAS OCULARES

Antes de estudarmos a Miopia e a Hipermetropia iremos saber quais são as partes do olho.

O Olho

Para vermos uma imagem, nosso olho capta os raios luminosos que formam as imagens e os envia ao cérebro através do NERVO ÓTICO.

A parte mais externa do globo ocular é a CÓRNEA, que se fizermos uma analogia do olho com um relógio, seria o vidro desse relógio. Essa estrutura do olho é uma lente muito forte, que ajuda na focalização das imagens na RETINA do olho.

A CÓRNEA é uma estrutura transparente, sobre a qual adaptamos as Lentes de Contato, e que quando perdem a transparência necessita sofrer a cirurgia do Transplante de Córnea.

Outras partes do olho são as seguintes:

PÁLPEBRAS: Serve como um escudo de proteção do olho e ajuda na lubrificação ocular espalhando a lágrima sobre toda a parte anterior do olho quando se pisca;

ÍRIS: Trata-se da parte colorida do olho. Em sua parte central existe um buraco (PUPILA) pelo qual, os raios luminosos entram no interior do olho, para serem captados pelas células da RETINA;

PUPILA: É o orifício de tamanho variável do centro da ÍRIS, que controla a quantidade de luz que entra no olho;

LÁGRIMA: Líquido que contem água, muco, gordura e oxigênio que tem a finalidade de manter úmida e transparente a CÓRNEA;

CRISTALINO: Trata-se de uma lente de forte grau, que juntamente com a córnea, focaliza as imagens na RETINA;

RETINA: Tem células que recebem os raios luminosos das imagens externas, para através do NERVO ÓTICO, encaminhá-los ao cérebro onde serão interpretados;

HUMOR VÍTREO: É uma substância gelatinosa transparente que fica localizada entre o CRISTALINO e a RETINA, funcionando com um amortecedor e protetor para a última;

GLÂNDULA LACRIMAL: É uma glândula que produz a parte aquosa da lágrima, se localizando na parte interna do canto ocular externo superior. Através de inúmeros pequenos canais, ela envia a lágrima para os olhos;

CANAL LACRIMAL: Trata-se de um sistema de drenagem da lágrima que é produzida pela GLÂNDULA LACRIMAL e glândulas acessórias. Inicia-se pelos PONTOS LACRIMAIS, que ficam no canto interno das PÁLPEBRAS, e se continua com o SACO LACRIMAL e DUCTO NASO LACRIMAL. Algumas crianças nascem com este DUCTO NASO LACRIMAL entupido, podendo ser necessário uma pequena cirurgia (Sondagem) para desobstruí-lo, caso a lágrima não consiga passar livremente após os primeiros meses de vida da criança;

MÚSCULOS EXTRAOCULARES: É um sistema complexo de MÚSCULOS que fazem a movimentação dos olhos para um lado ou outro. Quando algum desses músculos está paralisado ocorre o Estrabismo (Olho torto). Essa doença pode ocorrer já ao nascimento, necessitando cuidados médicos especializados precocemente. Se o ESTRABISMO (por paralisia dos MÚSCULOS) ocorre na infância mais tardia, adolescência ou vida adulta, pode indicar sérios problemas de saúde corporal ou do SISTEMA NERVOSO CENTRAL, necessitando avaliação do CLÍNICO e do NEUROLOGISTA.

Defeitos visuais e suas correções

Ametropias ou defeitos visuais são os vícios de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo).

Dependendo de seu montante em graus, poderão vir a causar maior ou menor desconforto visual e físico (cefaléia, tonteiras, náuseas, ardência ocular, dores na nuca, etc.), quando não corrigidos adequadamente e dependendo do tempo e do interesse que um trabalho visual exige.

Quando um olho está com o poder de refração e sua dimensão antero-posterior numa relação fisiológica, trabalhará em repouso, com pouco esforço de acomodação e convergência, terá a ametropia (normal).

Quando o diâmetro antero-posterior é maior do que o que deve ser, para que a convergência dos raios luminosos se projetem sobre a retina, sendo os raios projetados posteriormente, temos a miopia. A situação inversa é a hipermetropia, com a imagem sendo projetada posteriormente a retina.

Será míope aquele que se aproxima do objeto de interesse e o hipermétrope o que se afasta, portanto seus mecanismos de reajuste (acomodação, convergência) não são suficientes para a correção necessária, e se o são, dependendo do tempo e/ou volume de trabalho visual, gerarão os desconfortos mencionados.

Resultante de deformação das curvaturas corneanas e/ou cristalíneas temos o astigmatismo, causando diferentes planos de convergência dos raios luminosos para a retina, com distorções de imagens, projetando-as parte anterior e parte posteriormente à retina.

O esforço adicional de acomodação e/ou convergência levará a posturas viciosas da cabeça, que acarretam maior esforço no músculo ciliar, bem como nos músculos cervicais e faciais, e consequente, cefaléia, dores na nuca, tonteiras, náuseas, sonolência, etc.

Com o aumento da idade, como já vimos antes, vai havendo uma deterioração da visão pelo desgaste anatômico das estruturas oculares, e conseqüente redução da capacidade de acomodação, sendo a presbiopia o fenômeno ocasionado por tudo isso.

A insuficiência de convergência, causada por anormalidades no equilíbrio da musculatura extrínseca do olho, dificultando a convergência normal para os objetos de interesse próximos, gerará danos na interação das imagens de cada olho, exigindo esforço adicional para esta musculatura, com conseqüentes sintomas de fadiga, acarretando a Astenopia.

O uso prolongado da visão com vícios de refração não corrigidos, levam as pessoas a terem sensações de turvação, dificuldade de fixação de detalhes, perda de linhas na leitura, cefaléia constante, ardência nos olhos, sonolência, náuseas, dores irradiadas para a nuca e pescoço, pontos móveis no campo de visão, que podem ser negros ou cintilantes e até tremores nas pálpebras.

Na correção dos problemas visuais são utilizadas lentes de vários tipos: divergente para miopia, convergente para hipermetropia, e cilíndrica para astigmatismo.

Haverá uma variação no tamanho da imagem, que será proporcional ao montante de graus a serem corrigidos, ou seja, quanto maior o grau maior será a variação do tamanho da imagem.

As lentes de contato proporcionam a imagem do tamanho mais próximo da realidade, pela diminuição da distância vértice (do olho para a lente corretora).

Haverá necessidade do uso de óculos de distâncias pré-determinadas para a correção de ametropias, ao uso do terminal do vídeo, principalmente para pessoas portadoras de presbiopia, ou seja, acima de 40 anos de idade (lentes bi ou multifocais).

Na regulagem do contraste nos terminais de vídeo é importante se levar em conta, que é necessário haver um contraste para a percepção dos símbolos, em brilho ou em cor, o que aumenta a nitidez dos limites do símbolo em relação ao fundo, sem este contraste esgota-se os níveis de tolerância individual.

Caso esta precaução não seja tomada, podemos nos ver diante de um fenômeno de pós-imagem que é, fundamentalmente, a combinação de cores e padrões.

Quando se esgota a capacidade fisiológica de percepção de uma cor, após longo período de fixação, é realçada sua cor complementar. Por exemplo: em terminais de vídeo verdes formam-se efeitos vermelhos em fundo branco, em âmbar temos efeitos azuis em fundo branco.

MIOPIA

Ocorre quando a imagem é focada antes da retina. Neste caso, os objetos distantes aparecem borrados. Isto deve-se a um maior comprimento do globo ocular ou aumento na curvatura da córnea ou cristalino, resultando em dificuldade para ver longe.

Isto pode ocorrer por um aumento do globo ocular, do poder de refração do cristalino ou da curvatura da córnea, ou ainda por uma combinação destes fatores.

A correção deste tipo de grau pode ser feita através de Óculos, Lentes de Contato ou por cirurgia com o Excime a Laser.

Também chamada de vista curta é a condição em que os olhos podem ver objetos que estão perto, mas não são capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe. A palavra "miopia" vem do grego "olho fechado", porque as pessoas com esta condição, com frequência "apertam" os olhos para ver melhor à distância.

O olho míope tem a córnea muito curva ou o eixo antero-posterior muito longo, não permitindo que a imagem chegue à retina.

O principal fator que influencia o aparecimento da miopia é a hereditariedade. Hábitos como a leitura, utilizar a visão com pouca luz, ou até mesmo deficiências de nutrição não têm qualquer efeito sobre a miopia. Normalmente a miopia aumenta durante a fase de crescimento (até 19 anos).

A miopia pode ser tratada de 3 maneiras:

1- Óculos - o único inconveniente dos óculos é a limitação imposta para o exercício de algumas atividades profissionais e esportivas, além da redução do campo visual e dos reflexos do indivíduo;

2- Lentes de Contato - corrigem muito bem as miopias, satisfazem a estética, mas pode causar intolerância, exigindo maiores cuidados, além de uma certa habilidade na sua manipulação;

3- Cirurgia - Uma técnica recente, as chamadas "cirurgias refratavas" procuram modificar a curva da córnea, provocando um achatamento da parte central, determinando a formação da imagem na retina. As mais conhecidas, e que se propõem a corrigir diferentes graus de miopia, são as ceratotomia radial (em desuso)e a cirurgia através do Excime laser.

Excime Laser

Com este aparelho de última geração da marca SUMMIT, modelo APEX PLUS, é possível se fazer a correção de graus leves , moderados e altos como das seguintes doenças:

- Miopia
- Assigmatismo
- Hipermetropia

Também se pode corrigir graus residuais de cirurgias anteriores.

Possibilita, ainda, a remoção de cicatrizes e irregularidades superficiais da córnea, podendo-se nestes casos evitar-se o transplante de córnea.

Hipermetropia

Nesse tipo de grau a imagem é focada atrás da retina, geralmente dificultando a visão para perto e/ou para longe dependendo da idade e do grau apresentado.

Ocorre em olhos de diâmetros menores e com córneas mais planas. A sua correção pode ser feita por meio de óculos, lentes de contato ou pela cirurgia com o Excime Laser.

Também chamada de vista longa é a situação em que o olho é usualmente menor que o normal. Isso cria uma condição de dificuldade para que o cristalino focalize na retina os objetos colocados próximos ao olho.

Normalmente, a maioria das crianças são hipermétropes de grau moderado, condição que diminui com a idade.