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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

09/16

 

 

 

Cigarro

Cerca de 35% de todos os tumores estão associados ao cigarro, e 15% ao álcool. Se uma pessoa parar de fumar hoje, em pouco mais de um mês já terá o risco de ter um infarto reduzido. Entre dois e cinco anos, serão tão pequenos quanto os de alguém que nunca pôs o cigarro na boca.

Americano usa a própria morte para combater o fumo: na cama de olhos bem semicerrados, a boca aberta no esforço desesperado por ar, a cabeça sem cabelo, os ossos salientes pela magreza do doente terminal. A dois meses antes um homem robusto, loiro. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo Bryan Lee Curtis, um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. O motivo para tornar pública a própria agonia foi alertar sobre os malefícios do cigarro.

Bryan morreu e o cigarro- começou a fumar aos 13 anos, consumia dois maços por dia e só parou ás vésperas da morte, quando lhe faltou força para aspirar a fumaça do cigarro- foi realmente o principal responsável. Ele só soube do câncer em abril, quando procurou ajuda médica, tratava-se de uma das formas mais agressivas do câncer e o fígado já havia sido tomado pelo tumor.

Quando soube que estava condenado a perder a batalha contra o câncer, ele formalizou seu casamento, chamou o filho e uma sobrinha de 9 anos para uma conversa sobre os motivos da morte que se aproximava e decidiu transformar as imagens de sua aflição em bandeira contra o tabagismo.

Os números do tabaco, muitas vezes subestimados, são impressionantes. De acordo com a OMS cerca de 3 milhões de pessoas morrem a cada ano em todo o mundo, vitimas de complicações oriundas do hábito de fumar. Cerca de 200 bilhões de dólares são gastos e perdidos em todo o mundo, por ano, devido ao tabagismo.

Dos milhões de fumantes brasileiros, cerca de 3 milhões são formados por adolescentes e jovens adultos. Contaminados pelo hábito, muitas vezes na infância, muitas vezes aumentarão os números de mortalidade causada pelo mesmo, no futuro.

Há mais de 200 anos que se desconfia que fumar não faz bem a saúde. Porém, somente a partir da década de 60 que começaram a surgir os primeiros trabalho sérios mostrando, sobretudo, a maior incidência de algumas doenças em fumantes. A partir desta época os países mais desenvolvidos iniciaram uma verdadeira guerra contra os produtores de cigarro. Em muitos países do Primeiro Mundo, tais campanhas, incentivadas por organizações governamentais, começaram a surtir seus efeitos. A população informada começou a banir as industrias fumageira, que rapidamente se redirecionou para países do Terceiro Mundo, entre eles o Brasil, um dos maiores consumidores de tabaco do mundo e o maior da América Latina. Infelizmente, a epidemia do tabagismo em países em desenvolvimento ainda dá amostras de incontrolável expansão.

Ao acender o cigarro, o fumante desencadeia um processo de combustão pelo qual são formadas cerca de 5 mil substancias diferentes, que passam a ser inaladas por ele, assim como contaminam, ainda, os ditos fumantes passivos.

Estimam-se que 30% de todas as mortes por câncer no mundo tem no tabaco seu principal vilão.

Os tumores de pulmão foram os principais cancers relacionados ao tabagismo, pois cerca de 90% tem no hábito de fumar a principal explicação para sua gênese. Tumores de cabeça e pescoço (boca, laringe, faringe), esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga urinaria e até colo do útero, estão sabidamente relacionadas as substancias contidas no cigarro.

Há que se salientar que o alcoolismo, visto rotineiramente em pacientes com tumorações de cabeça-e-pescoço, parece potencializar os efeitos maléficos das substâncias inaladas. O tabagismo ainda se relaciona com cerca de 25% das doenças coronarianas e cerebrovasculares. Nas doenças pulmonares do tipo obstrutivas crônicas, o tabagismo está relacionado com cerca de 85% do aparecimento das mesmas. Doenças gástricas como inflamações e ulcerações também estão relacionadas ao cigarro. Rinites, faringites, broncopneumonias e otites, inclusive nos chamados fumantes passivos, também se mostram conectadas ao tabagismo.