|
www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 09/18 |
|

|
|
|
Leonardo da Vinci Leonardo Da Vinci resumiu o ideal renascentista do polímata - artista,
contador de anedotas, músico, cientista, matemático e engenheiro-, um homem
de muitos talentos, com uma insaciável curiosidade e sede de conhecimento. Nasceu em Anchiano, um vilarejo perto da
cidadezinha de Vinci, em 15 de abril de 1452. Filho de um tabelião e de uma
camponesa, Catarina, com quem o pai tinha uma ligação um tanto irregular.
Leonardo cresceu no campo, onde desenvolveu um grande amor pela natureza.
Quando menino pediram-lhe que desenhasse um escudo
para um amigo do pai. Dizem que ele fez um bestiário extraordinário, baseado
na observação real de lagartos, grilos, cobras, borboletas, gafanhotos e
morcegos. Segundo os registros, foi nesta ocasião que ele revelou seu
fascínio pelas formas móveis, retorcidas e vivas. Está registrado também que
ele gostava de cavalos e os conhecia profundamente. Eles aparecem com tanto
destaque nos seus trabalhos da maturidade que isto parece ser bastante
provável. Algum tempo antes de 1469, Leonardo foi com pai morar em Florença e,
em 1472, foi aceito como membro da guilda de São
Lucas - a guilda dos pintores. Seu mestre foi
Andrea Verrocchio, e os registros mostram que ele
continuava empregado na oficina de Verrocchio, na
vila dell'Agnolo, em 1476. É difícil avaliar a influência de Verrocchio
sobre o jovem Leonardo. As formas curvas e retorcidas usadas pelo mestre
certamente encontraram eco no seu aluno. As pinturas de Verrocchio
possuem uma certa grandiosidade, mas não despertam
realmente a imaginação, enquanto que as esculturas são mais fortes e parecem
ter influenciado mais Leonardo. Não existem provas consistentes de quando Leonardo foi para Milão, mas
a primeira encomenda lá, documentada, é de 1483. O motivo da sua ida para
aquela cidade não está claro; mas ele pode ter se sentido atraído pela
estimulante atmosfera da corte dos Sforza, com
muitos médicos, cientistas, engenheiros militares e matemáticos. Havia outros
motivos para ele deixar Florença: os altos impostos faziam com que alguns
mecenas nunca pagassem pelo trabalho que encomendavam; a competição
profissional era extremamente dura; e a guerra e a peste eram fortes ameaças
físicas. Leonado se estabeleceu
na corte do Duque Lodovico, onde, além A Dama com
de pintar, seu protetor exigia seus serviços para diferentes tarefas -
supervisionar pagens e instalar "aquecimento
central", por exemplo. Este tipo de papel deve ter agradado imensamente
tanto ao caráter quanto ao intelecto de Leonardo. De fato, numa carta, ele se
descreve como engenheiro e, só de passagem, faz uma referência às suas pintiras. Durante este período também pintou retratos,
executou uma importante encomenda, A Última ceia, e terminou grande parte do
trabalho preliminar para o monumento aos Sforza,
que nunca chegou a ser fundido. Em 2 de outubro de 1498, Leonardo recebeu um
propriedade fora da Porta Vercellina de Milão e foi
indicado ingenere camerale.
Esperava-se uma invasão dos franceses e ele ficou muito ocupado planejando a
defesa da cidade, embora dois outros grandes trabalhos datem deste mesmo
período. Colaborou também com o matemático Luca Pacioli
na Divina Proprotione - os dois homens tinham
ficado muito amigos desde a chegada de Pacioli a
Milão. Os franceses invadiram Milão em 1499 e Lodovico
foi preso e enviado para França. Leonardo, junto com Luca Pacioli,
deixou Milão depois de 18 anos com os Sforza. Provavelmente
foi direto para Mântua, onde fez o retrato de
Isabella D'Este. Em 24 de abril de 1500, ele voltou para Florença e encontrou
uma cidade diferente da que tinha deixado cerca de 20 anos antes, passando
por uma onda de revitalização do interesse religioso e com idéias
republicanas na política. Leonardo conquistou quase de imediato o agrado do
público, após exibir o seu cartão da Virgem e Sant'Ana planejado para ser um retábulo.
Nesta época, Michelangelo tinha já assegurada a sua
reputação em Florença. Estes dois gigantes nunca gostaram um do outro e
Leonardo não fazia segredo do fato de considerar a escultura inferior à
pintura, mas a fama de Michelangelo era um fator de atrito. Novamente, Leonardo trabalhou como engenheiro; drenando pântanos,
desenhando mapas e projetando um sistema de canais. Em Urbino,
conheceu Nicolò Machiavelli,
e este encontro levaria a uma íntima associação e a sua mais importante
encomenda. Enquanto isso, produzia magníficos
desenhos a pastel vermelho de Cesare Borgia. Em 1503, entrou nos seus três anos de maior produção como pintor. Seu
quadro mais famoso, Mona Lisa, com seu sorriso enigmático, pode ter sido
pintado nesta época. Grande parte dos trabalhos de Leonardo em Florença,
feitos no período de 1503 e 1507, se perdeu, inclusive
Leda. Achava a mecânica da pintura uma coisa entediante e prefiriu
consentrar suas habilidades imaginativas no desenho
e no planejamento de suas composições. Como resultado da sua florescente asssociação
com Machiavelli, Leonardo recebeu uma encomenda
para pintar um afresco na Sala del
Gran Consiglio do Palazzo Vecchio. Começou tarbalhar
no cartão para o afresco - a Batalha de Anghiari -
em outubro de 1503, mas parece que o progresso foi lento. Leonardo terminou
seu cartão no final de 1504 e começou a pintar usando uma técnica incomum e
possivelmente incáustica. A tinta secou de forma
desigual e a pintura não deu certo. O aresco ficou
inacabado mas, depois, foi feita uma moldura
especial para a parte terminada e há quem a considere a melhor coisa a se ver
numa visita a Florença. Posteriormente foi repintada por Vasari. Durante o ano de 1507, Leonardo trabalhou para o Rei da França, embora
seu mecenas imediato fosse Charles d'Amboise, lord de Chaumant e governador
de Milão. De muitas formas, d'Amboise reinstalou as
glórias da corte dos Sforza. Leonado
estava no seu elemento, trabalhando como pintor, engenheiro e conselheiro
artístico em geral. D'Amboise morreu em 1511, mas
Leonardo permaneceu em Milão até 24 de setembro de 1513. Depois foi para Roma, levado, como tantos, por Giovani de Medici que havia se
tornado recentemente Papa Leão X. Leonardo se instalou no Belvedere do Vaticano, mas a agitação
provocada pelos principais artistas do país e suas comitivas, vivendo todos
juntos, não lhe agradava. a incontestável posição de
Michelangelo em Roma, resultante do seu trabalho na Capela Sistina, também
lhe era intragável. Talvez a fascinação obsessiva de Leonardo pelo poder da
água e os seus diversos esboços para o Dilúvio reflitam uma turbulência
mental e espiritual. O último quadro pintado por Leonardo que sobreviveu é, quase
certamente, São João e deve ter sido feito em 1514-1515. Em março de 1516,
Leonardo aceitou o convite de Francisco I para morar na França e ganhou uma
propriedade rural perto de Cloux. Em 10 de outubro
de 1517, recebeu a visita do Cardeal Luís de Aragão, cujo secretário escreveu
um relatório do encontro. Ele menciona três quadros, dois que podemos
identificar como sendo Virgem e o Menino com Sant'Ana e São João, o terceiro é um retrato de uma
dama florentina. Ele também afirma que Leonardo estava sofrendo de um tipo de
paralisia na mão direita. Leonardo era canhoto, mas esta observação pode ter,
na verdade, se referido à sua mão "de trabalho", significando a
esquerda. Observando-se os manuscritos, fica óbvio que esta paralisia não
impediu Leonardo de usar os dedos, porque sua letra estava clara e firme como
sempre. Alguns desenhos, entretanto, mostram uma falta de firmeza e precisão
que sugerem que o problema possa ter afetado o movimento do braço. Em 2 de maio de 1519, Leonardo morreu em Cloux. Deixou os desenhos e manuscritos para o amigo fiel
Francesco Melzi, enquanto viveu, Melzi guardou as obras com todo carinho, mas cometeu a
insensatez de não incluir no seu testamento nenhuma cláusula que garantisse a
continuidade deste cuidado. O filho, Orazio, que
não tinha o mínimo interesse por artes ou ciências, deixou que esta
inestimável coleção se deteriorasse, se perdesse, fosse roubada ou
vandalizada de uma maneira que só se pode descrever como criminosa. |