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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 09/27 |
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Revolução Industrial Processo histórico de transformação econômica e social da segunda
metade do século XVIII, através do qual um novo modo de produção capitalista
passa a dominar a sociedade. Caracteriza-se pela produção em escala voltada
para o mercado mundial, com o uso intensivo de máquinas, a concentração de
trabalhadores e a divisão social do trabalho. A partir de 1780, a economia
inglesa cresce e o processo produtivo passa por grandes mudanças: máquinas
substituem ferramentas, a energia motriz substitui a
humana e o sistema fabril sobrepõe-se ao doméstico. A indústria já está
mecanizada em 1840 e tem à disposição uma rede nacional de estradas de ferro.
Após 1860, essas transformações estendem-se pela Europa e daí para o mundo. 1ª revolução industrial A passagem da manufatura à mecanização ("maquinofatura")
multiplica o rendimento do trabalho e aumenta a produção. A evolução adianta
a industrialização inglesa em 50 anos em relação à Europa. O pioneirismo
deve-se a vários fatores: o acúmulo de capitais, a reserva de carvão, o
avanço tecnológico, a disponibilidade de mão-de-obra e a existência de
mercados consumidores. Na origem dessa arrancada está a Revolução Inglesa do
século XVII, fortalecendo a burguesia e a hegemonia naval, que abre ao país
os mercados da África, Índia e Américas, para exportar produtos
industrializados e importar matérias-primas. As comunicações e comércio internos são facilitados pela instalação de
redes de estradas e canais navegáveis. A disponibilidade de capital
associa-se a um sistema financeiro eficiente, o que facilita o investimento
dos empresários. Eles passam a construir ferrovias em outros países, exportam
locomotivas, vagões, navios e máquinas. Os campos desde o século XVII vinham
sendo apropriados pela burguesia, no processo chamado de cercamentos
(enclosures), quando são criadas extensas
propriedades rurais que passam a receber investimentos burgueses. Novos
métodos permitem o aumento da produtividade e racionalização do trabalho. Oferta de mão-de-obra Os avanços da Medicina preventiva e sanitária e o controle das
epidemias favorecem o crescimento demográfico, aumentando ainda mais a oferta
de operários. A invenção de mecanismos como lançadeira móvel, máquina a
vapor, fiandeira e tear mecânicos e o ferro obtido com uso de carvão de
coque, revoluciona os modos produtivos. Com a aplicação da força motriz às
máquinas fabris, a mecanização difunde-se na indústria têxtil e na mineração.
Para aumentar a resistência das máquinas, a madeira é substituída por metal,
estimulando o avanço da siderurgia e o surgimento da indústria pesada de
máquinas. A invenção das locomotivas e navios a vapor acelera a circulação
das mercadorias. O novo sistema industrial transforma as relações sociais e cria duas
novas classes antagônicas. De um lado, os empresários donos dos capitais,
prédios, máquinas, matérias-primas e bens produzidos; de outro, os operários,
a maioria, que vende sua força de trabalho aos empresários na produção de
mercadorias em troca de salários. A Revolução Industrial concentra os
trabalhadores em fábricas, promove o desenvolvimento urbano e transforma
radicalmente o caráter do trabalho. Para aumentar o desempenho dos operários,
as fábricas dividem a produção em várias operações, criando a divisão do
trabalho, que mais tarde culminará nas linhas de montagem durante o fordismo (1910). Enquanto no processo anterior o artesão
realizava todas as etapas da produção, agora o operário executa uma única
etapa, sempre da mesma maneira, o que o aliena do processo do seu trabalho. O trabalhador se submete ao regime de funcionamento da máquina e à
gerência direta do empresário. Com a mecanização, o trabalho se desqualifica,
o que tende a reduzir o salário. No início, os empresários impõem duras
condições aos operários, para aumentar a produção e garantir uma margem de
lucro crescente. A falta de iluminação, má circulação de ar e jornadas de
trabalhos que ultrapassam 15 horas geram inúmeros acidentes. Horários de
descansos e férias não são cumpridos, mulheres e crianças não têm tratamento
diferenciado. Nas primeiras manifestações de revolta, os operários depredam máquinas
e instalações fabris. Em 1824, criam associações de ajuda mútua e formação
profissional. Elas passam a ter caráter reivindicatório, dando origem aos
sindicatos ingleses (trade unions) em 1833,
na França em 1864, nos Estados Unidos em 1866 e, em 1869, na Alemanha.
Gradativamente, conquistam melhores condições de trabalho. Conseguem
redução da jornada de trabalho, melhoria de salários, proibição do trabalho
infantil, limitação do trabalho feminino e direito de greve. 2ª revolução industrial Ao longo do século XIX e início do século XX, ocorre o movimento
neocolonial com a expansão político-econômica de potências capitalistas
emergentes da Europa, que culmina com a partilha da África e da Ásia. A
partir de 1860, os novos princípios difundem-se na França, Alemanha, Itália,
Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão. Crescem a indústria de bens de
produção e a concorrência. Dentre as principais mudanças estão as novas formas de energia (a elétrica e a derivada de
petróleo), o aparecimento de novos produtos químicos e a substituição do
ferro pelo aço. Nos países mais desenvolvidos aparece o fantasma do
desemprego. O mercado se globaliza, apoiado na
expansão dos meios de comunicação e de transporte, e o capital produtivo
ganha organização mais complexa. 3ª revolução industrial No século XX, surgem complexos industriais e empresas multinacionais.
Desenvolvem-se a indústria química e eletrônica. Os avanços da automação, da
robótica e da engenharia genética são incorporados ao processo produtivo, que
depende cada vez menos de mão-de-obra e cada vez mais de alta tecnologia. |