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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/02 |
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TIPOS DE CÂNCER Câncer de Boca Este tipo de câncer não é dos mais freqüentes, representando
menos de 5% do total da incidência no âmbito mundial, com as maiores taxas encontradas
na Austrália e Canadá, principalmente em pacientes do sexo masculino,
tabagista e etilista. No Brasil, ele assume importância por causa do câncer
de lábio, uma vez que se trata de um país tropical que sustenta também em sua
economia atividades rurais nas quais os trabalhadores ficam expostos de forma
continuada à luz solar. O câncer de lábio é mais freqüente em pessoas
brancas, e registra maior ocorrência no lábio inferior em relação ao
superior. O câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas e os riscos aumentam quando o tabagista é
também alcoólatra. Fatores de Risco Os fatores que podem levar ao câncer de boca são o vício de
fumar cachimbos e cigarros, o consumo de álcool, a má higiene bucal e o uso
de próteses dentárias mal-ajustadas. Sintomas O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de
feridas na boca que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são
ulcerações superficiais com menos de 2 cm de
diâmetro e indolores, podendo sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou
avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade de fala, mastigação e
deglutição, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço) são sinais
de câncer de boca em estágio avançado. Prevenção e Diagnóstico Precoce O auto-exame da boca deve ser realizado a cada seis meses.
Homens com mais de 40 anos de idade, fumantes e portadores de próteses mal
ajustadas e dentes fraturados devem evitar o fumo e o álcool, promover a higiene
bucal, ter os dentes tratados, realizar o auto-exame da boca e fazer uma
consulta odontológica de controle a cada ano. Outra recomendação é a
manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas. Para prevenir o
câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar
e chapéu de aba longa). O combate ao tabagismo é igualmente importante na
prevenção deste tipo de câncer. O Auto-Exame da Boca O auto-exame deve ser feito em um local bem iluminado, diante
do espelho. O objetivo é identificar lesões precursoras do câncer de boca.
Devem ser observados sinais como mudança na cor da pele e mucosas,
endurecimentos, caroços, feridas, inchações, áreas dormentes, dentes
quebrados ou amolecidos e úlcera rasa, indolor e avermelhada. Tratamento A cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia são, isolada ou
associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca. Em se
tratando de lesões iniciais ou seja, restritas ao
local de origem, sem extensão a tecidos ou estruturas vizinhas e muito menos
a linfonodos regionais ("gânglios"), e
dependendo da sua localização, pode-se optar ou pela cirurgia ou pela
radioterapia, visto que ambas apresentam resultados semelhantes, expressos
por um bom prognóstico (cura em 80% dos casos). Nas demais lesões, se
operáveis, a cirurgia está indicada, associada ou não à radioterapia. Quando
existe linfonodomegalia metastática (aumento dos
"gânglios"), indica-se o esvaziamento cervical do lado afetado,
sendo o prognóstico do caso bastante reservado. A cirurgia radical do câncer
de boca evoluiu sobremaneira, com a incorporação de técnicas de reconstrução
imediata, permitindo largas ressecções e uma melhor recuperação do paciente.
As deformidades, porém, são ainda grandes e o prognóstico dos casos, intermediário.
A quimioterapia é empregada nos casos avançados, visando à redução do tumor,
a fim de possibilitar o tratamento posterior pela radioterapia ou cirurgia. O
prognóstico nestes casos é extremamente grave, tendo em vista a
impossibilidade de controlar-se totalmente as lesões
extensas, a despeito dos tratamentos aplicados. Câncer do Colo do Útero No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o
segundo mais comum na população feminina, só sendo superado pelo de mama.
Este tipo de câncer representa 15% de todos os tumores malignos em mulheres.
É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de
subdesenvolvimento do país. De acordo com as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade
por Câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero
foi responsável pela morte de 6.900 mulheres no Brasil em 1999. Para 2000,
estima-se 3.625 novos óbitos. As estimativas apontam, nesse ano, para o
diagnóstico de 17.251 novos casos. Isto representa um coeficiente de 20,48
novos casos de câncer do colo do útero para cada 100.000 habitantes do sexo
feminino. Fatores de Risco Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do
colo do útero. Os fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como
baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de
idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente
relacionado à quantidade de cigarros fumados), parcos hábitos de higiene e o
uso prolongado de contraceptivos orais são os principais. Prevenção Apesar do conhecimento cada vez maior nesta área, a abordagem
mais efetiva para o controle do câncer do colo do útero continua sendo o
rastreamento através do exame preventivo. É fundamental que os serviços de
saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois a
sua realização periódica permite reduzir em 70% a mortalidade por câncer do
colo do útero na população de risco. O Instituto Nacional de Câncer, por
intermédio do Pro-Onco (Coordenadoria de Programas
de Controle de Câncer) tem realizado diversas campanhas educativas para
incentivar o exame preventivo tanto voltadas para a população quanto para os
profissionais da saúde. Exame Preventivo O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido
popularmente como exame de Papanicolau - é indolor,
barato e eficaz, podendo ser realizado por qualquer profissional da saúde
treinado adequadamente, em qualquer local do país, sem a necessidade de uma
infra-estrutura sofisticada. Ele consiste na coleta de material para exame,
que é tríplice, ou seja, da parte externa do colo (ectocérvice),
da parte interna do colo (endocérvice) e do fundo
do saco posterior da vagina. O material coletado é afixado em lâmina de
vidro, corado pelo método de Papanicolau e, então,
examinado ao microscópio. Quando Fazer o Preventivo? Toda mulher com vida sexual ativa deve submeter-se a exame
preventivo periódico, dos 20 aos 60 anos de idade. Inicialmente o exame deve
ser feito a cada ano. Se dois exames anuais seguidos apresentarem resultado
negativo para displasia ou neoplasia, o exame pode passar a ser feito então a
cada três anos. O exame também deve ser feito nas seguintes eventualidades:
período menstrual prolongado, além do habitual, sangramentos vaginais entre
dois períodos menstruais, ou após relações sexuais ou lavagens vaginais. O
exame deve ser feito dez ou vinte dias após a menstruação, pois a presença de
sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem realizar o
exame. Neste caso, são coletadas amostras do fundo-de-saco
vagina posterior e da ectocérvice, mas não da endocérvice, para não estimular contrações uterinas. Sintomas Quando não se faz prevenção e o câncer do cólo
do útero não é diagnosticado em fase inicial, ele progredirá, ocasionando
sintomas. Os principais sintomas do câncer do colo do útero já localmente
invasivo são o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a
ocorrência de dor durante a relação. Câncer de Fígado Epidemiologia O Câncer Primário do Fígado no Brasil não consta entre os dez
mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional
existentes. Sua taxa de incidência padronizada por 100.000 habitantes varia
de 1,07 em Belém, em 1988, a 9,34, em Porto Alegre, em 1991 em homens; em
mulheres de 0,28, em Belém, em 1988, a 7,04 em Goiânia em 1990. O sudeste da
Ásia, Japão e África do Sul apresentam uma incidência particularmente alta de
carcinoma hepatocelular, enquanto que nos Estados
Unidos, Grã Bretanha e região norte da Europa é raro encontrar este tipo
histológico de tumor, observando-se taxas inferiores a 1
por cada 100.000 habitantes. Fatores etiológicos Cerca de 50% dos pacientes com carcinoma hepatocelular
apresentam cirrose hepática, que pode estar associada ao etilismo ou hepatite
crônica, cujo fator etiológico predominante é a infecção pelo vírus da
hepatite B. Em áreas endêmicas a esquistossomose e a ingestão de alimentos
contaminados por aflatoxinas B1 (derivados do aspergillus flavus),
também são considerados como fatores de risco. O colangiocarcinoma
está relacionado com afecções inflamatórias das vias biliares, principalmente
com a infestação por um trematódio (clonorchis sinensis),
bastante freqüente nos países asiáticos e africanos. Manifestações Clínicas Os sinais e sintomas dos pacientes com o carcinoma hepatocelular são: dor abdominal (40 a 60%), massa
abdominal, distensão (30 a 40%), anorexia, mal estar, icterícia e ascite
(20%). Alguns pacientes poderão evoluir com ruptura espontânea do tumor
caracterizada por dor súbita no hipocôndrio direito de forte intensidade,
seguida de choque hipovolêmico. Diagnóstico A maioria dos pacientes apresenta alguma anormalidade dos
níveis das bilirrubinas, fosfatase alcalina e
transaminases. Em pacientes sabidamente cirróticos, o aumento brusco da fosfatase alcalina, seguida de pequena elevação das bilirrunbinas e transaminases, é sugestivo de
malignidade. A alfafetoproteína sérica se apresenta
elevada em 75% a 90% dos pacientes com carcinoma hepatocelular.
O tipo fibrolamelar não está associado a altos
níveis deste marcador. Nos tumores metastáticos colo-retais,
pode-se notar em geral um aumento exacerbado da dosagem do antígeno carcinoembrionario (CEA). Tratamento Cirúrgico Indicamos o tratamento cirúrgico nos tumores hepáticos
primários, na ausência de metástases à distância e nos tumores hepáticos
metastáticos em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser
ressecada de maneira curativa. A eficácia e segurança na ressecção hepática
são fundamentadas no conhecimento da anatomia e compreensão da fisiologia do
fígado. A indicação de uma cirurgia de ressecção hepática,
dependerá do estado clínico do paciente. Somente pacientes com a
classificação de Child A são candidatos a ressecção
hepática segura. Em estudos realizados por Hughes a única contra-indicação
absoluta para a ressecção da doença metastática hepática é a impossibilidade
de uma garantia de margem de ressecção livre de doença, presença de
comprometimento linfonodal e/ou impossibilidade da
ressecção da lesão primária. A ultrassonografia intra-operatória pode auxiliar muito
na correta indicação cirúrgica. Métodos de controle da perda sanguínea intra-operatória Podemos diminuir a necessidade de hemotransfusão
durante a ressecção hepática utilizando técnicas de exclusão vascular,
hipotermia, hipotensão controlada, aspiração ultrassônica,
coagulação com argônio ou simplesmente nos atendo às técnicas convencionais
de ressecção. Fonte: ABC Technology - Argon Beam
Coagulation - Advanced Electrosurgical Technology (ConMed
Corporation) Tratamento Adjuntivo A radioterapia nos tumores hepáticos é limitada pela baixa
tolerância do parênquima hepático à radiação. A dose tolerada fica abaixo da necessária
para uma efetiva ação antitumoral e controle da lesão, mas acarreta alívio
temporário de sintomatologia. É necessário avaliar os riscos de lesão do
parênquima hepático normal, limitando assim o emprego desta terapêutica. A
droga mais ativa até o momento (quimioterapia) é a Doxorubicina.
Para o tratamento de tumores primários as taxas de respostas giram em torno
de 10%. O fluoracil por via sistêmica é a droga
mais comumente utilizada de forma isolada ou em associação no tratamento de
doença colo-retal metastática com respostas em torno de 20% a 30%. A
quimioterapia intra-arterial possibilita maior concentração da droga no
fígado com menor efeito tóxico sistêmico. Por esta via o Floxuridine
(FUDR) tem sido a droga mais empregada no tratamento do câncer
colo-retal metastático para o fígado. Na quimioembolização
emprega-se a combinação de drogas e partículas (ex: cisplatinum
e lipiodol), que são infundidas até que haja uma
estagnação do fluxo arterial para o tumor, determinando um aumento da
concentração local da droga com simultânea isquemia e necrose. Câncer de Laringe O câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da
cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos
tumores malignos que acometem esta área e 2% de todas as doenças malignas..
Aproximadamente 2/3 desses tumores surgem na corda vocal verdadeira e 1/3
acomete a laringe supraglótica (ou seja,
localizam-se acima das cordas vocais). Sintomas Na história do paciente o primeiro sintoma é o indicativo da
localização da lesão. Assim, odinofagia (dor de
garganta) sugere tumor supraglótico e rouquidão
indica tumor glótico e subglótico. O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais e
sintomas como a alteração na qualidade da voz, disfagia
leve (dificuldade de engolir) e sensação de um "caroço" na
garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, pode
ocorrer dor na garganta, disfagia e dispnéia
(dificuldade para respirar ou falta de ar). Fatores de Risco Há uma nítida associação entre a ingestão excessiva de álcool
e o vício de fumar com o desenvolvimento de câncer nas vias aerodigestivas superiores. O tabagismo é o maior fator de
risco para o desenvolvimento do câncer de laringe. Quando a ingestão
excessiva de álcool é adicionada ao fumo, o risco aumenta para o câncer supraglótico. Pacientes com câncer de laringe que
continuam a fumar e beber têm probabilidade de cura
diminuída e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor primário na
área de cabeça e pescoço. Tratamento O tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço pode causar problemas
nos dentes, fala e deglutição. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior é
a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psico-sociais. É necessária avaliação de um grupo multidisciplinar
composto de dentista, cirurgião-plástico, cirurgião plástico reconstrutivo, fonoaudiólogo, radioterapeuta,
cirurgião e clínico no planejamento do tratamento, fase de reabilitação e
avaliação dos resultados das modalidades terapêuticas utilizadas. |