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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/03 |
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Câncer de Mama O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres devido à
sua alta freqüência, e sobretudo pelos seus efeitos
psicológicos, que afetam a percepção de sexualidade e a própria imagem
pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta
faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das
principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de
sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em
desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de
60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes em suas taxas de incidência
ajustadas por idade nos registros de câncer de base populacional de diversos
continentes. Tem-se documentado também o aumento no risco de mulheres
migrantes de áreas de baixo risco para áreas de risco alto. Nos Estados
Unidos, a Sociedade Americana de Cancerologia indica que uma em cada 10
mulheres tem a probabilidade de desenvolver um câncer de mama durante a sua
vida. No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as
mulheres. Dos 284.205 novos casos de câncer com previsão de serem diagnosticados em 2000, o câncer de mama será o principal
a atingir a população feminina, sendo responsável por 28.340 novos casos e
8.245 óbitos. Sintomas O sintoma do câncer de mama já localmente detectável ao exame físico é
o aparecimento de nódulo ou caroço no seio, com ou sem irritação e dor no
local. Fatores de Risco As causas de câncer de mama são ainda desconhecidas. O histórico
familiar constitui o fator de risco mais importante, especialmente se o
câncer ocorreu na mãe ou em irmã, se foi bilateral e se desenvolveu antes da
menopausa. Outro fator de risco é a exposição à radiação ionizante antes dos
35 anos. A menopausa tardia (além dos 50 anos, em média) está associada a uma
maior incidência, assim como a primeira gravidez após os 30 anos de idade. No
entanto, ainda não está comprovado se a mulher que retarda intencionalmente a
gravidez para depois dos 30 anos tem maior risco de que aquelas cuja gravidez
não pôde ocorrer espontaneamente. Continua sendo alvo de muita controvérsia o uso de contraceptivos
orais no que diz respeito à sua associação com o câncer de mama.
Aparentemente, certos subgrupos de mulheres, com destaque para as que usaram
pílulas com dosagens elevadas de estrogênios ou por longo período de tempo,
têm maior risco. Outro fator de risco é a ingestão regular de álcool, mesmo
que em quantidade moderada, que gera um aumento moderado do risco de câncer
de mama. Detecção Precoce As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o
auto-exame das mamas, o exame clínico e a mamografia. As pesquisas indicam um
impacto significativo do Auto-Exame das Mamas - AEM na detecção precoce do
câncer de mama, registrando-se tumores primários menores e menor número de linfonodos axilares invadidos pelo tumor (ou por células
neoplásicas) nas mulheres que fazem este exame regularmente. A sobrevida em
cinco anos tem sido de 75% entre praticantes do AEM contra 57% entre as
não-praticantes. Esta vantagem na sobrevida persiste quando se ajusta por
idade, método de detecção, histórico familiar e demora na aplicação do
tratamento. O Auto-Exame das Mamas O auto-exame das mamas deve ser realizado uma vez por mês. A melhor
época é uma semana após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam
mais o auto-exame deve ser feito em um mesmo dia de cada mês à sua livre
escolha, como por exemplo todo dia 15. - As mamas nem sempre são rigorosamente iguais No auto-exame, as mulheres devem procurar: Diante do Espelho: Deformação ou alterações no formato das mamas Abaulamentos ou retrações Ferida ao redor do mamilo No Banho ou Deitada: Caroços nas mamas ou axilas Secreção pelos mamilos O Exame Clínico das Mamas O exame clínico é feito por um profissional da saúde treinado, que faz
uma avaliação sistematizada das mamas. A eficiência do exame é proporcional
ao grau de habilidade e experiência do profissional para detectar qualquer
anormalidade nas mamas examinadas. Ele deve ser realizado anualmente, e o
médico indicará a necessidade de mamografia. A Mamografia A mamografia é o exame radiológico dos tecidos moles das mamas e é
considerado um dos mais importantes procedimentos para o rastreio do câncer
ainda impalpável de mama. A sensibilidade da mamografia é alta, ainda que, na
maioria dos estudos feitos, sejam registradas perdas entre 10 a 15% dos casos
de câncer detectáveis ao exame físico. A sensibilidade da prova é muito menor
em mulheres jovens. A mamografia, devido à sua pouca eficácia em mulheres com
menos de 40 anos e mais de 70, em termos epidemiológicos e de saúde pública,
não deve ser utilizada em programas maciços, e sim ser indicada no seguimento
das mulheres de alto risco ou com suspeitas de doenças mamárias. As Recomendações do Instituto
Nacional de Câncer
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