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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/05 |
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Câncer de Pulmão O câncer de pulmão é o mais comum
de todos os tumores malignos, apresentando um aumento por ano de 2% na sua
incidência mundial. Em 90% dos casos diagnosticados está associado ao consumo
de derivados de tabaco. No Brasil, a estimativa é de que tenham sido
registrados 19.600 novos casos e 12.750 óbitos em 1999, segundo as
Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer do INCA. Em 2000, o câncer
de pulmão deverá atingir 20.082 pessoas (14.460 homens e 5.622 mulheres) e
causar 14.522 mortes. O câncer de pulmão de células não
pequenas corresponde a um grupo heterogêneo composto de três tipos histológicos
distintos: carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de células grandes, ocorrendo
em cerca de 75% dos pacientes diagnosticados com
câncer de pulmão. Dentre os tipos celulares restantes, destaca-se o carcinoma
indiferenciado de células pequenas, com os três subtipos celulares: o linfocitóide (oat cell), o intermediário e o combinado (de células pequenas
mais carcinoma epidermóide ou adenocarcinoma).
A expressão oat cell
ganhou importância no linguajar médico por trata-se de um subtipo especial de
câncer pulmonar, caracterizado por um rápido crescimento, grande capacidade
de disseminação e, inclusive com invasão cerebral precoce, alto grau de
resposta ao tratamento e, a despeito deste último detalhe, baixo percentual
de cura. Fatores de Risco Independentemente do tipo celular
ou subcelular, o tabagismo é o principal fator de
risco do câncer pulmonar, sendo responsável por 90% dos casos. Outros fatores
relacionados são certos agentes químicos (como o arsênico, asbestos, berílio,
cromo, radônio, níquel, cádmio e cloreto de vinila,
principalmente encontrados no ambiente ocupacional), fatores dietéticos
(baixo consumo de frutas e verduras), a doença pulmonar obstrutiva crônica
(enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à
ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos
policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão. Sintomas Os tumores de localização central
provocam sintomas como tosse, sibilos, estridor (ronco), dor no tórax,
escarros hemópticos (escarro com raias de sangue) ,
dispnéia (falta de ar) e pneumonite (brônquio). Prevenção A mais importante e eficaz
prevenção do câncer de pulmão é a primária, ou seja, o combate ao tabagismo,
com o que se consegue a redução do número de casos (incidência) e de
mortalidade. Câncer de Ovário O câncer de ovário é o mais difícil
de ser diagnosticado, tornando-se assim o mais perigoso: quando descoberto é
letal em 70% dos casos. Embora não seja o que mais mata em termos relativos -
o câncer genital com maior taxa de mortalidade é o do colo do útero - esta
neoplasia também faz muitas vítimas. Fatores de Risco As mulheres que apresentam
diagnóstico de câncer de mama ou intestino, ou têm parentes próximos com
esses tipos de cânceres são propensas a desenvolver o câncer de ovário. As
mulheres que nunca tiveram filhos também têm mais chances de desenvolver a
doença. Nesse caso, a ovulação é incessante, e portanto
a possibilidade de haver problemas no ovário é maior. Já a gravidez e a
menopausa produzem o efeito contrário: reduzem o risco deste tipo de câncer.
A amamentação também protege a mulher contra o câncer de ovário. Prevenção As mulheres devem estar atentas aos
fatores de risco e submeterem-se depois dos 40 anos de idade a exames
pélvicos periódicos e completos (médico e ultra-sonográfico).
O chamado exame preventivo não detecta o câncer de ovário, já que é
específico para detectar o do colo do útero. Tratamento Se a doença for detectada no início
- especialmente nas mulheres mais jovens - é possível remover somente o
ovário. Normalmente a operação é feita com um corte longitudinal longo. Os
tumores menores são mais fáceis de curar. Quando o câncer de ovário é
diagnosticado no início, quando ainda estiver localizado, o índice de
sobrevida é de 90%. Esta taxa, para todos os estágios da doença, cai para
42%, porque somente 23% de todos os casos são detectados na fase inicial. Particularidades do Câncer Infantil O progresso no desenvolvimento do
tratamento do câncer na infância foi espetacular nas últimas 4 décadas. Atualmente, 70% das crianças acometidas de
câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em
centros especializados. A maioria dessas crianças terá vida praticamente
normal. Nos EUA, câncer constitui a segunda
causa de mortalidade entre crianças e adolescentes abaixo de 15 anos de
idade. A incidência anual estimada de câncer infantil é de 124 casos a cada 1 milhão de habitantes brancos, e de 98 casos por milhão
de habitantes negros, sendo que, são estimados 7000 casos novos anualmente.
No Brasil, de acordo com as estimativas do INCA para 1999, deverão ocorrer cerca de 5.238 casos novos e de 2.600 óbitos por câncer
entre pacientes com idade de 0 a 19 anos (faixa pediátrica). Câncer infantil corresponde a um
grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de
células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo.
Neoplasias mais freqüentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos),
tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também
acometem crianças o neuroblastoma (tumor de
gânglios simpáticos), tumor de Wilms (tumor renal),
retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor
germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes
moles). Diferentemente do câncer de adulto,
o câncer da criança geralmente afeta as células do sistema sangüíneo e os
tecidos de sustentação, enquanto que o do adulto afeta
as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (câncer de mama,
câncer de pulmão). Doenças malignas da infância, por serem predominantemente
de natureza embrionária, são constituídas de células indiferenciadas, porém
respondem, em geral, melhor aos métodos terapêuticos atuais. No adulto, em muitas situações, o
surgimento do câncer está associado claramente aos fatores ambientais como,
por exemplo, fumo e câncer de pulmão. Nas malignidades da infância não se
observa claramente essa associação. Logo, prevenção é um desafio para o
futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce. Em nosso meio,
muitos pacientes ainda são encaminhados ao centro de tratamento com
doenças em estágio avançado, o que se deve a vários fatores: desinformação
dos pais, medo do diagnóstico de câncer (podendo levar à negação dos
sintomas), desinformação dos médicos. Mas, algumas vezes, também está
relacionado com as características de determinado tipo de tumor. É muito importante estar atento a
algumas formas de apresentação dos tumores da infância. Nas leucemias, pela invasão da
medula óssea por células anormais, a criança fica suscetível à infecção,
palidez, sangramento e dor óssea. No retinoblastoma,
um sinal importante de manifestação é o chamado "reflexo do olho do
gato", embranquecimento da pupila quando
exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia ou extrabismo. Geralmente, acomete crianças antes dos três
anos de idade. Algumas vezes os pais notam uma
massa no abdome, podendo tratar-se nesse caso, também, de um tumor de Wilms ou neuroblastoma. Tumores sólidos podem se manifestar
pela formação de massa, podendo ser visível e causar dor nos membros,
sintoma, por exemplo, freqüente no osteossarcoma
(tumor em osso em crescimento), mais comum em adolescentes. Tumor de sistema nervoso central
tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações
cognitivas e paralisia de nervos. É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas
e, que ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para
avaliação. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses
sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância. Mas isto não deve
ser motivo para que a visita ao médico seja descartada. O tratamento do câncer começa com o
diagnóstico correto, em que há necessidade da participação de um laboratório
confiável e do estudo de imagens. Pela sua complexidade o tratamento deve ser
efetuado em centro especializado e compreende três modalidades principais
(quimioterapia, cirurgia e radioterapia), sendo aplicado de
forma racional e individualizada para cada tumor específico e de acordo com a
extensão da doença. O trabalho coordenado de vários especialistas
também é fator determinante para o êxito do tratamento (oncologistas
pediatras, cirurgiões pediatras, radioterapeutas, patologistas,
radiologistas), assim como o de outros membros da equipe médica (enfermeiros,
assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos). Tão importante quanto o tratamento
do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que
a criança está inserida no contexto da família. A cura não deve se basear
somente na recuperação biológica, mas também no bem estar e na qualidade de
vida do paciente. Neste sentido, não deve faltar a ele, desde o inicío do tratamento, o apoio psicossocial. |