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O ALCOOLISMO
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O que é estar alcoolizado?
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O indivíduo é considerado alcoolizado se estiver com taxa a
partir de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue.
A taxa de álcool no sangue varia de acordo com o peso, altura e
condições físicas de cada um. Mas, em média, a pessoa não pode ultrapassar
a ingestão de duas latas de cerveja ou duas doses de bebidas destiladas, se
não, já está considerado alcoolizado.
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Com
0,6 g/litro
de sangue,
o risco de
acidente é
50% maior
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Com
0,8 g/litro
de sangue,
o risco de
acidente é
quatro vezes maior
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Com
1,5 g/litro
de sangue,
o risco de
acidente é
25 vezes maior
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Conheça os efeitos do álcool
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Quantidade de
álcool por litro de sangue (em gramas)*
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Efeitos
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0,2 a 0,3 g/l - equivalente a um copo de cerveja, um cálice
pequeno de vinho, uma dose de uísque ou outra bebida destilada
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As funções mentais começam a ficar comprometidas. A percepção da
distância e da velocidade são prejudicadas
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0,3 a 0,5
g/l - dois copos de cerveja, um cálice grande de vinho, duas doses de
bebidas destiladas
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O grau de vigilância diminui, assim como o campo visual. O controle
cerebral relaxa, dando sensação de calma e satisfação
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0,51 a 0,8 g/l - três ou quatro copos de cerveja, três copos de
vinho, três doses de uísque
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Reflexos retardados, dificuldades de adaptação da visão a diferenças
de luminosidade, superestimação das possibilidades e minimização de riscos
e tendência à agressividade
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0,8 a 1,5
g/l - a partir dessa taxa, as quantidades são muito grandes e variam de
acordo com o metabolismo, com o grau de absorção e com as funções hepáticas
de cada indivíduo
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Dificuldades de controlar automóveis, incapacidade de concentração e
falhas na coordenação neuromuscular
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1,5 a 2,0
g/l
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Embriaguez, torpor alcoólico, dupla visão
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2,0 a 5,0
g/l
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Embriaguez profunda
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5,0 g/l
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Coma alcoólica
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* Tomando-se por base a ingestão
de álcool por um indivíduo que pese 70 kg
Fontes: Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo e médicos.
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O Alcoolismo é uma doença
caracterizada por 4 fases:
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Fase 1: (Fase social,
sem dependência física, apenas dependência Emocional). Inicia-se na
primeira vez que se bebe (lembrando-se que dois fatores são fundamentais:
Predisposição Orgânica e Benefícios, do contrário a doença não se
desenvolve). O primeiro sintoma é a dependência Emocional. O
desenvolvimento emocional pára e a pessoa torna-se pouco tolerante. Como
geralmente isso acontece na infância ou na adolescência, a mudança
emocional geralmente não é percebida, pois confunde-se
com malcriação, infantilidade ou temperamento
forte. A partir daí, a doença desenvolve-se mais ou menos devagar,
dependendo da predisposição orgânica. Bebe-se pouco e socialmente, não há
perdas em virtude do uso. Não há problemas físicos.
Fase 2: (Fase social,
sem dependência física, apenas dependência emocional). O organismo
modifica-se: tem-se a tolerância aumentada (bebe-se mais que na fase 1). Não há problemas em conseqüência da ingestão de
álcool. Não há problemas físicos. Não há dependência física, apenas emocional.
Fase 3: (Fase
problemática, com dependência física e emocional). Bebe-se muito (altíssima
tolerância). O beber torna-se um problema. Muitos problemas emocionais,
ressacas constantes, problemas em decorrência da bebida ,
problemas familiares, problemas de relacionamento. Há o inicio da síndrome
de abstinência, começam as "PARADAS ESTRATÉGICAS", pode-se haver internações. Há boas expectativas de
recuperação física. Há muitas perdas. Perda de controle.
Fase 4: (Fase
problemática, com dependência física e emocional). Bebe-se muito pouco,
menos que na fase 1. Inicia-se a atrofia do
cérebro. Pode-se ter delírios. Pode-se
ter as mãos trêmulas por períodos excessivamente longos. Problemas físicos
e emocionais extremos. Pode-se ter Esquizofrenia. Muitas vezes confunde-se
com PMD (psicose maníaco-depressiva). Há poucas expectativas de recuperação
física. Perdas extremas.
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Alcoolismo afeta 15% da
população brasileira
Cerca de 15% da população brasileira
é alcoólatra, de acordo com levantamento realizado pelo Grupo
Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea)
do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Dados
obtidos em outros países giram em torno de 12% a 13%, segundo o coordenador
do grupo, Arthur Guerra de Andrade.
O levantamento, que foi divulgado ontem por Andrade durante o
Encontro Álcool e suas Repercusões
Médico-Sociais, em São Paulo, foi feito com base no cruzamento de dados
obtidos no Grea, na Associação Brasileira de Bedidas (Abrabe), na Ambev e no Ministério da Saúde.
De acordo com os pesquisadores, o País gasta 7,3% do Produto Interno
Bruto (PIB) por ano para tratar de problemas relacionados ao álcool, que
variam desde o tratamento de um dependente até a perda da produtividade por
causa da bebida. Já a indústria do álcool no País movimenta 3,5% do PIB.
"O País gasta o dobro para tratar problemas provocados pelo álcool do
que usa para produzir a bebida", diz Andrade. "Não há nenhum país
onde essa avaliação foi feita que ganhe mais do
que perde com o álcool, mesmo considerando os grandes exportadores mundiais
de bebida."
Produção - Segundo Andrade, o País é o quinto maior produtor de
cerveja do mundo, com a terceira maior empresa da área, a Ambev. Da produção da Ambev,
que representa 70% do total do Brasil, 90% são destinados ao mercado
nacional. "Do total de cervejas produzidas pela empresa, 35 milhões
são engarrafadas por dia", afirma Andrade.
"Não sou contra o álcool", explica Andrade. "A bebida
não provoca danos desde que seja consumida socialmente, de forma
moderada." Para o especialista, as causas do alto
número de pessoas dependentes de bebidas alcoólicas no País deve-se,
principalmente, à cultura nacional. A cerveja, por exemplo, é aceita como
uma bebida tradicional. "Você bebe no frio para esquentar e no calor
para esfriar", diz. "Ela está sempre presente."
Sair para beber também faz parte da cultura do brasileiro, outro
fator que, para Andrade, aumenta o número de usuários. A bebida alcoólica é
facilmente encontrada em vários pontos do País a preços acessíveis. Não há
uma regulação efetiva de quem compra. "A idade em que o adolescente
começa a tomar álcool está cada vez menor", afirma, ressaltando que a
média atual está em torno de 13 anos.
Adolescentes - Para esses adolescentes, a melhor forma de evitar o
consumo precoce é a informação e a educação. Os pais devem dar o exemplo.
Andrade explica que, muitos pais, por beberem, não costumam impedir que
seus filhos o façam. "Geralmente, a principal preocupação dos pais é a
maconha", diz. "Mas é preciso saber que o álcool é a porta de
entrada das drogas."
Um levantamento realizado pelo Grea indica
que os filhos de país alcoólatras têm um risco até quatro vezes maior de
desenvolver a dependência. "Existem também os fatores genéticos que
predispõem ao vício", diz o médico.
Fonte: Jornal o Estado de São
Paulo - Repórter Gabriela Scheinberg.
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Abaixo, alguns números
traumatizantes do alcoolismo.
- 45% dos jovens entre 13 e 19 anos envolvidos em acidentem haviam
ingerido bebida alcoólica. (pesquisa realizada em cinco capitais do país)
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- Motoristas alcoolizados são responsáveis por 65% dos acidentes
fatais em São Paulo.
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- O Alcoolismo é a 3º doença que mais mata no mundo.
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- O abuso do álcool causa 350 doenças físicas e psíquicas.
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No Brasil, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por
dependência de drogas acontecem devido ao álcool.
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- Em geral, o figado leva uma hora para
processar 30 gramas de álcool. (aproximadamente uma lata de cerveja)
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- Um em cada dez usuários de álcool se torna dependente da droga.
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- O uso de álcool aumenta as chances de você ter comportamento de risco
para a AIDS. (transar sem camisinha)
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- O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto como cocaína e crack), é a que mais faz vítimas e é a mais consumida
entre os jovens no Brasil.
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