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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

10/08

 

 

 

O ALCOOLISMO

O que é estar alcoolizado?

 

 O indivíduo é considerado alcoolizado se estiver com taxa a partir de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue.

A taxa de álcool no sangue varia de acordo com o peso, altura e condições físicas de cada um. Mas, em média, a pessoa não pode ultrapassar a ingestão de duas latas de cerveja ou duas doses de bebidas destiladas, se não, já está considerado alcoolizado.

Com
0,6 g/litro
de sangue,
o risco de
acidente é
50% maior

Com
0,8 g/litro
de sangue,
o risco de
acidente é
quatro vezes maior

Com
1,5 g/litro
de sangue,
o risco de
acidente é
25 vezes maior

 

Conheça os efeitos do álcool

Quantidade de álcool por litro de sangue (em gramas)*

Efeitos

0,2 a 0,3 g/l - equivalente a um copo de cerveja, um cálice pequeno de vinho, uma dose de uísque ou outra bebida destilada

As funções mentais começam a ficar comprometidas. A percepção da distância e da velocidade são prejudicadas

0,3 a 0,5 g/l - dois copos de cerveja, um cálice grande de vinho, duas doses de bebidas destiladas

O grau de vigilância diminui, assim como o campo visual. O controle cerebral relaxa, dando sensação de calma e satisfação

0,51 a 0,8 g/l - três ou quatro copos de cerveja, três copos de vinho, três doses de uísque

Reflexos retardados, dificuldades de adaptação da visão a diferenças de luminosidade, superestimação das possibilidades e minimização de riscos e tendência à agressividade

0,8 a 1,5 g/l - a partir dessa taxa, as quantidades são muito grandes e variam de acordo com o metabolismo, com o grau de absorção e com as funções hepáticas de cada indivíduo

Dificuldades de controlar automóveis, incapacidade de concentração e falhas na coordenação neuromuscular

1,5 a 2,0 g/l

Embriaguez, torpor alcoólico, dupla visão

2,0 a 5,0 g/l

Embriaguez profunda

5,0 g/l

Coma alcoólica

* Tomando-se por base a ingestão de álcool por um indivíduo que pese 70 kg
Fontes: Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo e médicos.
 

 

O Alcoolismo é uma doença caracterizada por 4 fases:

 

Fase 1: (Fase social, sem dependência física, apenas dependência Emocional). Inicia-se na primeira vez que se bebe (lembrando-se que dois fatores são fundamentais: Predisposição Orgânica e Benefícios, do contrário a doença não se desenvolve). O primeiro sintoma é a dependência Emocional. O desenvolvimento emocional pára e a pessoa torna-se pouco tolerante. Como geralmente isso acontece na infância ou na adolescência, a mudança emocional geralmente não é percebida, pois confunde-se com malcriação, infantilidade ou temperamento forte. A partir daí, a doença desenvolve-se mais ou menos devagar, dependendo da predisposição orgânica. Bebe-se pouco e socialmente, não há perdas em virtude do uso. Não há problemas físicos.

Fase 2: (Fase social, sem dependência física, apenas dependência emocional). O organismo modifica-se: tem-se a tolerância aumentada (bebe-se mais que na fase 1). Não há problemas em conseqüência da ingestão de álcool. Não há problemas físicos. Não há dependência física, apenas emocional.

Fase 3: (Fase problemática, com dependência física e emocional). Bebe-se muito (altíssima tolerância). O beber torna-se um problema. Muitos problemas emocionais, ressacas constantes, problemas em decorrência da bebida , problemas familiares, problemas de relacionamento. Há o inicio da síndrome de abstinência, começam as "PARADAS ESTRATÉGICAS", pode-se haver internações. Há boas expectativas de recuperação física. Há muitas perdas. Perda de controle.

Fase 4: (Fase problemática, com dependência física e emocional). Bebe-se muito pouco, menos que na fase 1. Inicia-se a atrofia do cérebro. Pode-se ter delírios. Pode-se ter as mãos trêmulas por períodos excessivamente longos. Problemas físicos e emocionais extremos. Pode-se ter Esquizofrenia. Muitas vezes confunde-se com PMD (psicose maníaco-depressiva). Há poucas expectativas de recuperação física. Perdas extremas.

 

Alcoolismo afeta 15% da população brasileira

Cerca de 15% da população brasileira é alcoólatra, de acordo com levantamento realizado pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Dados obtidos em outros países giram em torno de 12% a 13%, segundo o coordenador do grupo, Arthur Guerra de Andrade.

O levantamento, que foi divulgado ontem por Andrade durante o Encontro Álcool e suas Repercusões Médico-Sociais, em São Paulo, foi feito com base no cruzamento de dados obtidos no Grea, na Associação Brasileira de Bedidas (Abrabe), na Ambev e no Ministério da Saúde.

De acordo com os pesquisadores, o País gasta 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano para tratar de problemas relacionados ao álcool, que variam desde o tratamento de um dependente até a perda da produtividade por causa da bebida. Já a indústria do álcool no País movimenta 3,5% do PIB. "O País gasta o dobro para tratar problemas provocados pelo álcool do que usa para produzir a bebida", diz Andrade. "Não há nenhum país onde essa avaliação foi feita que ganhe mais do que perde com o álcool, mesmo considerando os grandes exportadores mundiais de bebida."

Produção - Segundo Andrade, o País é o quinto maior produtor de cerveja do mundo, com a terceira maior empresa da área, a Ambev. Da produção da Ambev, que representa 70% do total do Brasil, 90% são destinados ao mercado nacional. "Do total de cervejas produzidas pela empresa, 35 milhões são engarrafadas por dia", afirma Andrade.

"Não sou contra o álcool", explica Andrade. "A bebida não provoca danos desde que seja consumida socialmente, de forma moderada." Para o especialista, as causas do alto número de pessoas dependentes de bebidas alcoólicas no País deve-se, principalmente, à cultura nacional. A cerveja, por exemplo, é aceita como uma bebida tradicional. "Você bebe no frio para esquentar e no calor para esfriar", diz. "Ela está sempre presente."

Sair para beber também faz parte da cultura do brasileiro, outro fator que, para Andrade, aumenta o número de usuários. A bebida alcoólica é facilmente encontrada em vários pontos do País a preços acessíveis. Não há uma regulação efetiva de quem compra. "A idade em que o adolescente começa a tomar álcool está cada vez menor", afirma, ressaltando que a média atual está em torno de 13 anos.

Adolescentes - Para esses adolescentes, a melhor forma de evitar o consumo precoce é a informação e a educação. Os pais devem dar o exemplo. Andrade explica que, muitos pais, por beberem, não costumam impedir que seus filhos o façam. "Geralmente, a principal preocupação dos pais é a maconha", diz. "Mas é preciso saber que o álcool é a porta de entrada das drogas."

Um levantamento realizado pelo Grea indica que os filhos de país alcoólatras têm um risco até quatro vezes maior de desenvolver a dependência. "Existem também os fatores genéticos que predispõem ao vício", diz o médico.

Fonte: Jornal o Estado de São Paulo - Repórter Gabriela Scheinberg.

 

Abaixo, alguns números traumatizantes do alcoolismo.

- 45% dos jovens entre 13 e 19 anos envolvidos em acidentem haviam ingerido bebida alcoólica. (pesquisa realizada em cinco capitais do país)

- Motoristas alcoolizados são responsáveis por 65% dos acidentes fatais em São Paulo.

- O Alcoolismo é a 3º doença que mais mata no mundo.

- O abuso do álcool causa 350 doenças físicas e psíquicas.

No Brasil, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas acontecem devido ao álcool.

- Em geral, o figado leva uma hora para processar 30 gramas de álcool. (aproximadamente uma lata de cerveja)

- Um em cada dez usuários de álcool se torna dependente da droga.

- O uso de álcool aumenta as chances de você ter comportamento de risco para a AIDS. (transar sem camisinha)

- O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto como cocaína e crack), é a que mais faz vítimas e é a mais consumida entre os jovens no Brasil.