|
www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/10 |
|

|
|
|
Existe Cura Para O Alcoolismo? É o que a medicina afirma, mas a maior dificuldade das pessoas é
entender como isso funciona e na verdade, sabemos que não é bem assim. Alguns acham que é falta de vergonha; outros, que é falta de força de
vontade; outros, até, que é coisa do "demônio", outros acham que
leva algum tempo para desenvolver tal "vício". A verdade é que
algumas pessoas nascem com o organismo predisposto a reagir de determinada
maneira quando ingerem o álcool. Aproximadamente dez em cada cem pessoas nascem com essa predisposição,
mas só desenvolverão esta doença se entrarem em contato com o álcool. Portanto, na prática podemos afirmar: NÃO HÁ CURA, mas temos como
estacionar a doença. O alcoolismo é uma doença incurável, de determinação fatal e
progressiva até mesmo em períodos de abstinência, entretanto, existem
tratamentos para interromper o crescimento da doença, como veremos a seguir. Tratamentos psicossociais: As psicoterapias descritas mais adiante têm
sido usadas no tratamento dos transtornos causados pelo uso do álcool. Vários
autores fizeram revisões da eficácia das várias psicoterapias para tais
transtornos. Este tópico faz revisões dos resultados na literatura sobre
terapias comportamentais cognitivas, terapias comportamentais, terapias psicodinâmicas/interpessoais, intervenções breves, terapia
conjugal e familiar, terapia de grupo, aftercare e
grupos de auto-ajuda. Terapias comportamentais cognitivas: Existem muitas evidências de que
os tratamentos comportamentais cognitivos que objetivam a melhora do
autocontrole e das habilidades sociais levam consistentemente à redução do
alcoolismo. Estratégias de autocontrole incluem estabelecimento de metas, automonitorização, análise funcional
dos antecedentes do alcoolismo e possibilidades de aprendizagem de
alternativas para enfrentamento de situações conflitivas.
O treinamento das capacidades sociais concentra-se em desenvolver habilidades
para formar e manter relações interpessoais mais estáveis, positividade e
recusa para aceitar bebidas. Holder et al. relataram que as
intervenções comportamentais para tratamento do estresse foram efetivas em
seis dos dez estudos revistos. Monti et al. descobriram que pacientes
internados que receberam tratamento de exposição a insinuações pareado a
treinamento das habilidades de enfrentamento tiveram melhores resultados que
aqueles que receberam somente tratamento padronizado quando internados.
Intervenções em terapia cognitiva concentradas em identificar e modificar
pensamentos mal-adaptativos e que não incluam um componente comportamental
não têm sido tão efetivas quanto os tratamentos
comportamentais cognitivos. O treinamento do autocontrole consiste em estratégias cognitivas e
comportamentais, inclusive automonitorização,
estabelecimento de metas, recompensas para obtenção de metas, análise
funcional de situações propícias para beber e aprendizagem das habilidades
alternativas para enfrentamento do problema com bebidas. Embora alguns
estudos de treinamento de autocontrole comportamental tenham incluído
alcoolismo controlado, bem como abstinência, como objetivo do tratamento, as
técnicas comportamentais de autocontrole devem ser utilizadas com o objetivo
explícito a longo prazo de abstinência. Em vários estudos, o aumento das respostas de enfrentamento ou
"auto-eficácia" ao final do tratamento predisseram
melhores resultados com a bebida durante o acompanhamento. Os indivíduos que
relatam uso mais freqüente de estratégias cognitivas ou comportamentais com
intuito de resolver ou dominar o problema ("enfrentamento por
aproximação") tipicamente têm melhores resultados que aqueles que
dependem de ficar distantes das situações de alto risco ("enfrentamento
por evitar"). Terapias comportamentais A terapia comportamental individual e a
conjugal têm demonstrado efetividade para pacientes com transtornos causados
pelo uso do álcool. A abordagem mais estudada do tratamento de pacientes com
transtornos causados pelo uso do álcool é a abordagem do reforço da
comunidade, que utiliza princípios comportamentais e, geralmente, inclui
terapia conjunta, treinamento para encontrar trabalho, aconselhamento
enfocado em atividades sociais e recreacionais
livres de álcool, monitorização do dissulfiram e clube social livre de álcool. Usando
designação aleatória para reforço da comunidade ou tratamentos hospitalares
padronizados, Azrin observou que os pacientes no
grupo de reforço da comunidade bebiam menos, passavam menos dias longe de
casa, trabalhavam mais dias e eram menos institucionalizados durante um
acompanhamento de 24 meses. Um segundo estudo controlado comparando a) a abordagem de reforço da comunidade, b) dissulfiram mais um programa comportamental de fidelidade
ao tratamento e c) tratamento ambulatorial regular mostrou que os pacientes
tratados com reforço da comunidade saíram-se substancialmente melhor em todas
as medidas de resultados que aqueles nas outras condições de tratamento. Terapias psicodinâmicas/interpessoais Holder
et al. concluíram que
houve poucas evidências empíricas de estudos controlados de que a
psicoterapia orientada pelo insight ou aconselhamento são tratamentos
efetivos para o alcoolismo. A psicoterapia individual produziu melhores
resultados que uma condição de controle em dois dos oito estudos revistos, e
a terapia de grupo orientada psicodinamicamente produziu melhores resultados
em dois de onze estudos. Abordagens genéricas de aconselhamento
(caracterizadas como primariamente diretivas e de apoio) produziram melhores
resultados que os controles em um de oito estudos revistos. Estudos
existentes sobre essa modalidade podem ser limitados por suas abordagens a curto prazo. Intervenções breves As intervenções breves, em geral, são oferecidas
por uma a três sessões e incluem uma avaliação abreviada da gravidade do
alcoolismo e de problemas relacionados e fornecimento de feedback
motivacional, além de aconselhamento. Em oito das nove experiências de
tratamento controladas revistas por Holder et al., as intervenções breves
demonstraram ser efetivas, embora Chick et al. relatassem resultados negativos. Revisões de Babor e Bien et al. concluíram que
intervenções breves: a) são tipicamente mais efetivas (em termos de uso do
álcool, saúde geral ou funcionamento social); b) muitas vezes têm eficácia
comparável à de programas tradicionais mais intensos e a mais longo prazo; c)
aumentam a efetividade do tratamento posterior. Mesmo as intervenções que
sejam muito breves (isto é, de algumas horas) podem ter algum efeito positivo.
Intervenções breves são utilizadas tipicamente (e têm mais sucesso) para
pacientes afetados menos gravemente e que não tenham recebido tratamento
anterior para um transtorno com o álcool. São necessárias mais pesquisas para
determinar quais pacientes são otimamente servidos pelo recebimento de uma
intervenção breve. Terapia conjugal e familiar O estado do relacionamento do paciente com
familiares ou outras pessoas igualmente significativas pode ser fator crítico
no ambiente pós-tratamento para pacientes que sejam casados ou que vivam com
a família. O’Farrell et al. contrastaram a terapia conjugal comportamental e a
terapia conjugal interacional com um grupo-controle
sem tratamento. Ambos os grupos de tratamento mostraram melhor evolução no
ajuste conjugal, e os grupos de terapia conjugal mostraram maior grau de
sobriedade no decorrer de um período de acompanhamento a
curto prazo. Dois outros estudos mostraram que os pacientes que
receberam terapia conjugal comportamental começaram a ter melhores resultados
com relação ao alcoolismo que aqueles que não a tiveram após um ano de
acompanhamento. Estudos também indicaram que o envolvimento do cônjuge no
tratamento leva à melhora dos resultados conjugais e do uso do álcool
precocemente no período pós-tratamento, que os pacientes em terapia conjunta
têm menor probabilidade de abandonar o tratamento, e que a terapia com o
intuito de melhorar o casamento como um todo parece funcionar melhor que a
terapia de casais concentrada rigidamente nos problemas relacionados ao álcool
(terapia com envolvimento mínimo do cônjuge ou apenas concentrado no álcool). |