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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/13 |
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COMPORTAMENTO TÍPICO · Obsessão com o copo - O
alcoólatra raramente o larga. Brinca com ele o tempo todo, mantém o contato
físico. "No meu caso", explica um veterano, "o barman pode
colocar dez daquelas varetinhas de mixar bebida, e
eu jamais abriria mão de fazer girar o gelo do copo com o dedo. Provavelmente
o tato é mais uma forma de participar da bebida. Além de beber quero
tocá-la." · Sofreguidão ao beber- O
alcoólatra não bebe com prazer, e sim para que o efeito comece logo. Prefere
comer um pouco enquanto bebe, para não diminuir o efeito da bebida. Se comer
a oxidação do álcool será maior, sua eliminação da corrente sanguínea, mais
rápida e o efeito menor. · Sono instável- Dorme
pouco e o sono não é reparador. · Comportamento
autoritário- Passa a querer as coisas à sua maneira, com impaciência Com
o tempo alcoolizado ou não, vai se tornando monossilábico, sem vontade de
falar, sobretudo em casa. · Percepção obliterada- Torna-se
vulnerável a bajulações; facilmente enganado por sócios ou parceiros de
trabalho. · Medo de copo vazio- Numa
festa logo que surge uma bandeja, o alcoólatra captura logo seu copo. Passa o
resto da noite vigiando os garçons. Para se garantir, frequentemente
distribui gorjetas desnecessárias. · Isolamento- Só
consegue confraternizar bebendo. Passa a não achar graça em amigos que não
bebem. Começa a não gostar de gente. · Negação permanente- O
uísque, que passa a guardar no escritório, é "para os clientes."
Acredita que ninguém percebe sua dependência da bebida. · Planejamento obsessivo- Vive
de olho no relógio e em estratagemas para não lhe faltar bebida. Quanto tempo
falta para a próxima dose? E para o almoço? Memoriza horários de fechamento
dos bares que frequenta, conhece as empresas aéreas
mais liberais com bebidas, investiga se os donos da casa onde vai jantar
servem bebida farta. Seu planejamento do dia é obsessivo. · Roteiro próprio- Os anos
de bebida levam o alcoólatra a se afastar de quem pode atrapalhá-lo: o chefe,
a mulher, os filhos. A vida passa a ser uma sucessão de "dane-se".
Meteu-se em briga de rua? Dane-se. A mulher saiu de casa? Dane-se. Bateu o
carro? Dane-se. · Soltando as amarras- Enquanto
os filhos são pequenos e estão acordados, ainda
procura dissimular. Quando adormecem, costuma soltar tudo, pois passa o dia
controlando-se no trabalho. É o início da briga conjugal. · Lapsos de memória- Os
"apagamentos" em relação ao que fez ou aconteceu, enquanto esteve
alcoolizado. É capaz de viajar, seduzir estranhos, discutir temas complexos e
não lembrar-se de nada após a bebedeira. Pode acordar no quarto de um hotel
de outra cidade, ao lado de quem não conhece, sem saber como e nem como está
ali. Fica aterrorizado e tenta recaptular - checa
se seu carro está na garagem, se está batido. "É como acordar de uma
anestesia e ver um pedaço de seu corpo faltando", define um dos
entrevistados. · Impotência- Como já
adverti Shakespeare em Macbeth, "o
álcool provoca o desejo, mas rouba a performance".
O homem alcoolizado tem dificuldades em alcançar a ereção ou ejacular. Em
alguns casos, a impotência persiste nos períodos de sobriedade, levando o
alcoólatra à paranóia conjugal: por toda parte vê indícios de infidelidade da
esposa. Começa a chamá-la corriqueiramente de "Vagabunda" e "P...".
A taxa de divórcio entre os que bebem é duas vezes maior que a verificada
entre os que não bebem. |