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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

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ANFETAMINAS

Sintetizada pela primeira vez em 1887, as anfetaminas são drogas estimulantes, ou seja, alteram nosso psiquismo, aumentando, estimulando ou acelerando o funcionamento do cérebro e do Sistema Nervoso Central.

São drogas sintéticas, fabricadas em laboratório, não sendo, portanto, produtos naturais. Foi lançada no mercado farmacêutico na forma de um inalador indicado como descongestionante nasal, em 1932. Em 1937, iniciou-se o comércio de Benzedrina, um comprimido para revigorar energias e elevar estados de humor. Foi usado, durante a Segunda Guerra Mundial, pelas tropas alemãs para combater a fadiga provocada pelo combate. Os Estados Unidos também permitiram seu uso na Guerra da Coréia.

Por ser uma droga cujo uso terapêutico auxilia principalmente na moderação do apetite, é facilmente encontrada nas farmácias, que são obrigadas a vendê-la sob prescrição médica.

Além de inibidoras de apetite, as anfetaminas podem, também, a partir de uma certa dosagem, provocar um estado de grande excitação e sensação de poder. Esse uso se popularizou após a Segunda Guerra Mundial, na década de 50.

Na gíria, estas drogas são conhecidas, por exemplo, como "rebite" e/ou "bolinha". "Rebite" é como são chamadas as anfetaminas entre os caminhoneiros. Tendo um prazo para entregar determinada mercadoria, eles tomam o "rebite", objetivando dirigir à noite e não pegar no sono, ficando "acesos" e "presos" ao volante. O uso entre jovens passou a ser também freqüente. Usadas com o nome de "bolinha", deixam a pessoa "acesa", "ligadona", provocando um "baque". Procurando varar a noite estudando, uma pessoa pode usá-las com o objetivo de realizar esta tarefa por mais tempo, evitando o cansaço.

Mais ou menos em 1970, inicia-se o controle da comercialização - pois as anfetaminas passaram a ser consideradas drogas psicotrópicas, sendo, portanto, ilegal seu uso sem acompanhamento médico adequado.

O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas. Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.


EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

As anfetaminas provocam dependência física e psíquica, podendo acarretar, com seu uso freqüente, tolerância à droga, assim como a sua interrupção brusca, síndrome de abstinência.

As anfetaminas provocam insônia prolongada, tensão nervosa e desconforto físico e irritabilidade.

Sendo consumidas por via oral ou injetadas, elas são consideradas psicotrópicos estimulantes, por induzir a um estado de grande excitação e sensação de poder, facilitando a exteriorização de impulsos agressivos e incapacidade de julgar adequadamente a realidade. 

O uso prolongado pode provocar forte dependência, sendo que no extremo podem surgir alucinações e delírios, sintomas denominados "psicose anfetamínica".

Síndrome de abstinência: série de reações decorrentes da interupção do uso de determinado produto ou substância. 


NOMES COMERCIAIS:

Dualid, Inibex, Hipofagin, Moderine (substância ativa - Dietilpropiona)

Lipomax, Desobesi (substância ativa - Fenpropex)

Dasten, Absten, Moderamin, Fagolipo, Inobesin, Lipese, Diazinil (substância ativa - Mazindol)

USO TERAPÊUTICO:

Anorexigeno (MEDICAMENTO utilizado para provocar a anorexia, que é aversão ao alimento)

Pervitin (substância ativa - Metanfetamina)

NOME POPULAR:

"Ice" USO TERAPÊUTICO: Não reconhecido.

Ritaline (substância ativa - Metilfenidato)

NOMES POPULARES: Bolinha, bola, rebite, "ice"

USO TERAPÊUTICO: Sistema Hipercinético.