www.4tons.com

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

Curiosidades

10/25

 

 

 

COGUMELOS ALUCINÓGENOS

Seu uso ritual é bastante antigo no México, onde ficou famoso, sendo utilizado pelos nativos daquela região desde antes de Cristo. Sabe-se que o "cogumelo sagrado" atualmente ainda é utilizado por bruxos, em seus rituais, e por alguns pajés. É chamado pelos índios astecas do México de "carne dos deuses", sendo considerado sagrado por certas tribos. Tem o nome cientifico de "Psylocybe mexicana" e dele pode-se extrair uma substância com forte poder alucinógeno: a psilocibina.

Na Tailândia, é comum a venda de cogumelos alucinógenos diretamente aos turistas ou a restaurantes para elaboração de alimentos como sopas e omeletes. Em função da grande quantidade de cogumelos alucinógenos e do elevado consumo em determinados países, os problemas de identificação dos cogumelos em intoxicações agudas tem se agravado.

No Brasil, temos pelo menos duas outras espécies de cogumelos alucinógenos: o "Psylocibe cubensis" e a espécie do gênero "Paneoulus". O cogumelo mais conhecido é o cultivado sobre o esterco de vaca. Os efeitos da intoxicação por cogumelos, pode ser confundida com pânico, ansiedade ou até euforia.

Um caso real conta: "Um jovem arquiteto coleta vários cogumelos. Prepara-os num liquidificador, com leite e leite condensado. Guarda essa mistura na geladeira de sua casa. Mais tarde, com grande sentimento de culpa, depara com sua avó, que bebera a mistura pensando tratar-se de batida de frutas ou vitamina, meio aterrorizada na sala de visitas, com a TV ligada, e discutindo amargamente com os personagens da novela - que haviam saído do aparelho e estavam pela sala."


EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

Os sintomas físicos são poucos salientes. Podem aparecer dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia, náuseas e vômitos.

Não há desenvolvimento de tolerância; também não induzem dependência e não ocorre síndrome de abstinência.

Produzem alucinações e delírios. Estes efeitos são maleáveis e dependem de várias condições, como personalidade e sensibilidade do indivíduo. Pode também provocar hilaridade e euforia.

Estas alucinações podem ser agradáveis. Em outras ocasiões, os fenômenos mentais podem ser desagradáveis (visões terrificantes, sensações de deformação do próprio corpo).

Um dos problemas preocupantes deste alucinógeno, bem como da Datura, Daime, Peyote e o LSD-25, é a possibilidade, felizmente rara, da pessoa ser tomada de um delírio persecutório, delírio de grandeza ou acesso de pânico e, em virtude disto, tomar atitudes prejudiciais a si e aos outros.

Taquicardia: aumento das batidas do coração.

Síndrome de abstinência: série de reações decorrentes da interrupção do uso de determinado produto ou substância.

NOMES POPULARES: Chá, cogumelo.

USO TERAPÊUTICO: Não reconhecido.

DAIME

O Daime é um chá extraído de duas plantas alucinógenas: do "cipó da vida" (Banisteriopsis Caapi) e de uma folha (Psychotria Viridis). Há referências, também, da utilização da planta Chacrona. Essas plantas, das quais se produz o chá, são utilizadas no ritual do Santo Daime ou do Culto da União do Vegetal e várias outras seitas. O cipó da "forca" e a folha, "luz".

 

Estes rituais são bastantes difundidos no Brasil e cultuam as forças e os deuses das florestas. São praticados nas regiões Norte, (Amazônia e Acre), como também na região Centro Oeste, nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

O ritual tem origem na sociedade das populações indígenas e mestiças da Amazônia Ocidental. Seu uso veio dos índios da América do Sul.

O Daime é utilizado para rituais mágicos e religiosos, para receber orientação divina, para comunicar-se com os espíritos que animam as florestas e, também, para determinar a causa de moléstias e cura, bem como produzir interação social através do ritual. As alucinações provocadas pelo chá são chamadas de "mirações".

 

Acredita-se que quando ingerido o chá "libera a alma do seu confinamento corporal". No Brasil, as seitas religiosas Santo Daime e União do Vegetal (UDV) utilizam esta planta, fundamentados nessas tradições indígenas. O uso do chá, causa a chamada impulsão motora, no sentido de aumentar a sensação de bem estar do indivíduo, criando condições de felicidade, contentamento, bom apetite, impulso sexual e equilíbrio. Usuários dos chás já relataram experiências de dependência e fortes crises de abstinência. A ciência ainda caminha nesse estudo, o que se sabe é que a dependência psicológica é alta. A permissão do uso de substâncias alucinógenas por seitas religiosas tem sido repensada ultimamente pelo Conselho Federal de Entorpecentes.

Uma das substâncias sintetizadas por essas plantas é a DMT - Dimetiltriptamina, responsável pelo seus efeitos.

 

 

EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

 

Provoca dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia, náuseas e vômitos.

Perda da discriminação espaço-temporal, ilusões, alucinações e delírios.

 

Não há desenvolvimento de tolerância; comumente, não induz à dependência física, porém cria dependência psíquica e não há comprovadamente síndrome de abstinência.

 

Taquicardia: aumento das batidas do coração.

 

Síndrome de abstinência: série de reações decorrentes da interrupção do uso de determinado produto ou substância. 

 

NOMES POPULARES: Natema, yajé, nepe, caapi. É mais genericamente conhecida pelos índios Quechuas como "Ayahuasca" (ou huasca, ou hoasca), que significa "cipó dos espíritos" e "vinho da vida".

USO TERAPÊUTICO: Foi demonstrado cientificamente que os efeitos desse chá tem eficácia no combate a vermes e protozoários.