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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/26 |
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ÊXTASE As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso
central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas
mais "acesas", "ligadas" com "menos sono",
"elétricas", etc. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam
dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos
pré-determinados. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam
noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de
emagrecimento sem o acompanhamento médico. Efeitos no cérebro As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos
do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos
sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e
fala mais rápido ficando "ligada". Assim, o motorista que toma o
"rebite"; para não dormir, o estudante que ingere
"bolinha"; para varar a noite estudando, um gordinho que as engole
regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola
de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água
para ficar "ligadão" ou ter um
"baque" estão na realidade tomando drogas anfetamínicas. A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade
qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais
tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias
voltam embora com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem
com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços
excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a
pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia) ficando
bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem
realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas. As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na
pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (o que em medicina se chama midríase); este efeito é prejudicial para os motoristas,
pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção
contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração
(o que se chama taquicardia) e um aumento da pressão sangüínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já
têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas
sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas. Efeitos tóxicos Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez)
todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer
comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça,
começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado
delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode
aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito
evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido
à contração dos vasos sangüíneos) e taquicardia. Essas intoxicações são
graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação
completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é
bastante perigoso, pois pode levar a convulsões. Finalmente trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o
uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas
células do cérebro. Este achado indica a possibilidade de o uso crônico de
anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas
que abusam destas drogas. Aspectos Gerais Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta
começa a perceber com o tempo que a droga faz a cada dia menos efeito; assim,
para obter o que deseja, precisa ir tomando a cada dia doses maiores. Há até
casos que de 1-2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40-60 comprimidos
diariamente. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por
se acostumar ou ficar tolerante à droga. Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há
tempos e pára de tomar, apresentaria sinais desta interrupção da droga, ou
seja, se teria uma Síndrome de abstinência. Ao que se sabe
algumas pessoas podem ficar nestas condições em um estado de grande
depressão, difícil de ser suportada; entretanto, isto não é uma regra geral,
isto é, não aconteceria com todas as pessoas. A MDMA costuma ser apresentado
sob forma de tablete, cápsula ou em papel impregnado com a substância.
Difundida a partir do final dos anos 80, é chamada, de início, "droga do
amor", por estimular a libido (instintos como "desejo
violento", "paixão" e "luxúria"). Age diretamente na ligação entre os neurônios e
os resultados são sentidos de 20 a 60 minutos depois de ingerida. EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS Após o uso do êxtase podem ocorrer os diversos
sintomas descritos em "Anfetaminas", no início do texto. O MDMA, uma anfetamina modificada, combina a ação
estimulante a efeitos alucinógenos. Pode provocar uma sensação de intensa euforia
e causar ansiedade, delírios, alucinações visuais e auditivas. Altera também
o senso de percepção e avaliação da realidade. O aumento dos batimentos cardíacos pode levar à
parada cardíaca. Há desidratação - o metabolismo acelerado eleva a
temperatura do corpo (hipertermia) para até 42°C, o
que pode levar à morte do usuário. O uso prolongado pode danificar o fígado, o
coração e o cérebro. O índice de tolerância é muito alto, podendo
tornar o usuário dependente facilmente. Numa escala de 1 a 5,
o índice de tolerância (poder da droga de tornar a pessoa viciada) é de 5. |