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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/27 |
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HEROÍNA Obtida a partir da morfina, é muito mais potente do que ela. Conhecida
como a "rainha das drogas" por causa de seus efeitos. Foi
sintetizada em 1874, em Berlim. A palavra heroína vem do termo "heroich" que, em alemão, significa potente,
enérgico. De início foi preconizada como substituta da morfina e chegou a
fazer parte dos MEDICAMENTOS analgésicos, antitussígenos e hipnóticos. Hoje
em dia, não tem qualquer indicação médica.
Na sua forma pura, é um pó branco e amargo. Vendida clandestinamente,
tem coloração que varia do branco ao marrom escuro, por causa das impurezas
deixadas pelos processos primitivos de obtenção ou pela presença de talco,
açúcar, corantes químicos, leite em pó etc. A via de administração preferida
pelos usuários de heroína é a endovenosa. Pode ser também aspirada ou fumada. A heroína, também conhecida como "brown sugar" (açúcar mascavo), é uma das mais
devastadoras drogas que existe: basta usar três vezes e a pessoa já se torna
um viciado, não só psicologicamente, como fisicamente. Hoje a papoula que dá
origem à heroína não é mais plantada só no oriente, segundo a agência
americana de combate ao narcotráfico, 64% da heroína apreendida nos EUA é
proveniente da Colômbia, onde o Cartel de Cali iniciou o plantio em 1990. Sua
área de plantio é de 6,3 mil hectares, superior ao da maconha, com 5 mil hectares. O uso de heroína é raro no Brasil. Por outro
lado, os Estados Unidos vivem uma situação epidêmica, cujo início se localiza
por volta da metade da década de 60, coincidindo com o envolvimento dos
americanos na guerra do Vietnã. Milhares de soldados adquiriram o hábito de
tomar heroína junto às populações do sudeste asiático. Foi grande a
quantidade de jovens que retornou da guerra dependente. EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS Os efeitos agudos são semelhantes aos obtidos com
os outros opiáceos: torpor* e tonturas
misturados com um sentimento de leveza e euforia. Também apresenta
aspectos como moderação de emoções, alterações de humor e sensação temporária
de bem-estar e sonolência. As primeiras doses podem provocar náuseas e
vômitos. Depois de instalada a dependência, há necessidade
de ministrá-la mais vezes a fim de prevenir os desprazeres da síndrome de
abstinência*: diarréias, náuseas, vômitos fortes, cólicas, angústia, dores
pelo corpo, letargia*, apatia* e medo. A tolerância instala-se rapidamente. A repetição
das doses nada mais faz a não ser aliviar estes sintomas. A falta da droga
pode provocar morte por desidratação devido a
diarréia e vômitos fortes. Torpor: ausência de resposta a estímulos comuns. Sudorese profunda: aumento excessivo da
transpiração. Síndrome de abstinência: série de reações
decorrentes da interrupção do uso de determinado produto ou substância. Letargia: estado de abatimento moral e físico. Apatia: falta de energia, indolência. |