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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/30 |
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NICOTINA Planta originária do continente americano, o tabaco já era fumado
pelos índios desde antes da chegada dos colonizadores europeus. Esse hábito,
como os demais de mascá-lo ou aspirá-lo, foi sendo adquirido também pelos
viajantes europeus que vinham à América. Foi, somente em 1560, que o uso do tabaco veio a tomar grande impulso
na Europa, a partir da propaganda de Jean Nicot -
diplomata francês cujo nome originou a palavra NICOTINA - de que ela possuía
"maravilhosos poderes curativos". Foi Nicot
que introduziu o seu uso na Franca. Com o passar do tempo, o hábito de fumar tabaco havia se propagado e,
no século XVII, já era um vício generalizado em toda Europa, alcançando também
a África e Ásia. O tabaco perde, contudo, sua auréola de "remédio para
todos os males", restringindo seu uso à população de baixa renda. Mas
aos poucos vai ganhando o gosto da nobreza e da burguesia e, por fim, no
início do século XVIII, é um dos maiores valores de comércio internacional.
O cachimbo no século XVII, o rapé e o hábito de
mascar no século XVIII, assim como o charuto no século XIX, foram formas
muito comuns do uso do tabaco nas respectivas épocas. Mas a grande
"democratização" do consumo de tabaco veio a acontecer no século
XX, com a expansão do hábito de fumar cigarro. Originário dos "papeletes" ou "papelitos" espanhóis do
século XVII e do "cigarette" francês do
século XIX, o cigarro se popularizou de forma impressionante no século XX,
sobretudo depois da Primeira Guerra Mundial. Consumida por via oral ou nasal, a nicotina,
componente do tabaco, é considerada uma droga estimulante. Não possui nenhum
efeito terapêutico, provocando dependência física e psíquica. Provoca tolerância, ou seja, o organismo
adapta-se a sua presença através de um processo biológico, e sujeita a
síndromes de abstinência* os indivíduos que param de fumar de uma maneira
brusca. Entre as 4 mil
substâncias existentes na fumaça do tabaco , a nicotina é a responsável pela
dependência física, caracterizada por sintomas de irritabilidade, palpitação,
tontura, ansiedade e fadiga. A nicotina também pode causar aumento da pressão
arterial, diminuição do fluxo sangüíneo para a pele, diminuindo a
temperatura; faringites, bronquites, falta de
apetite; perturbações da visão; diversos tipos de câncer, doenças
cardiovasculares, angina* e infarto. Síndrome de abstinência: série de reações
decorrentes da interrupção do uso de determinado produto ou substância. Angina: dor espasmódica sufocante. |