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www.4tons.com Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho |
Curiosidades 10/31 |
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MORFINA A morfina é a mais conhecida das várias substâncias existentes no pó
de ópio. A palavra morfina vem do deus da mitologia grega Morfeu,
deus dos sonhos. Foi i solada em 1806, sendo uma das mais potentes drogas
analgésicas. Após a constatação das desastrosas conseqüências do seu largo
emprego, a morfina foi relegada a um plano secundário em medicina. Os
mecanismos de fiscalização sobre a sua produção e comercialização são
severos. Só está disponível em soluções injetáveis e comprimidos e seu uso é
restrito a algumas situações médicas onde se impõe o uso de um analgésico
potente (como cânceres, queimaduras extensas, grandes traumatismos). O mercado
clandestino é restrito, quase insignificante. EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS Os efeitos agudos (ou seja, quando ocorrem apenas algumas horas após o
uso) da morfina são semelhantes aos do ópio, mas mais potentes. Tolerância e
dependência também se instalam rapidamente. O dependente de morfina vive em
um estado de torpor* e insensibilidade. Injetada, provoca torpor e uma sensação de euforia. Sua overdose leva
à morte por parada respiratória. A síndrome de abstinência* é muito grave, acompanhada de intensa
angústia, tremores, diarréia, suores e câimbras. A hospitalização é sempre
uma imposição nos tratamentos de desintoxicação. A droga nunca é retirada
bruscamente, havendo necessidade de se estabelecer um programa de retirada
progressiva da droga ou sua substituição por derivados sintéticos mais
seguros. Torpor: ausência de resposta a estímulos comuns. Síndrome de abstinência: série de reações decorrentes da interrupção
do uso de determinado produto ou substância. NOME COMERCIAL: Morfina. ÓPIO Opiáceos ou drogas opiáceas são substâncias derivadas do ópio. Todas
produzem uma analgesia (diminuem a dor) e uma hipnose (aumentam o sono). Em
função disso, recebem o nome de NARCÓTICOS, sendo também chamadas de
HIPNOANALGÉSICOS ou ANALGÉSICOS NARCÓTICOS. São classificadas como substâncias
ENTORPECENTES podendo ser: OPIÁCEOS NATURAIS: Derivados do ópio que não sofreram nenhuma modificação. (Ópio - Po' de Ópio, Morfina, Codeína) OPIÁCEOS SEMI-SINTÉTICOS: Resultantes de modificações parciais das substâncias naturais. (Heroína) OPIÁCEOS SINTÉTICOS ou OPIÓIDES: Totalmente sintéticos, fabricados em laboratório e tem ação semelhante
à dos opiáceos naturais. # (Zipeprol,
Metadona) Ópio ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS O ópio ("suco", em grego) é obtido
a partir de um líquido leitoso da cápsula verde da papoula (Papaver somniferum), planta que
cresce naturalmente na Ásia. É também chamada de "dormideira",
sendo originária do Mediterrâneo e Oriente Médio. Quando seco, o suco passa a se chamar pó de
ópio. O ópio é apresentado em barras de cor marrom e gosto amargo que podem
ser reduzidas a pó; aquecido produz um vapor amarelo que é inalado. Pode ser
dissolvido na boca ou ingerido como chá. A papoula é legalmente cultivada, servindo de
fonte de matéria-prima a laboratórios farmacêuticos; contudo, em sua maioria,
as plantações são ilegais e destinam sua produção ao comércio clandestino de
ópio e heroína. As provas mais antigas do conhecimento do
ópio remontam às plaquinhas de escrever dos sumerianos, que viveram na baixa
Mesopotâmia (hoje o Iraque/Irã) há cerca de 7000 anos. O conhecimento de suas
propriedades medicinais chega depois à Pérsia e ao Egito por intermédio dos
babilônios. Os gregos e os árabes também empregavam o ópio para fins médicos. O primeiro caso conhecido de cultivo da
papoula na Índia data do século XI, no tempo do império Mongol (século XVI).
A produção e o consumo de ópio nesse país já eram fatos normais. O ópio era
conhecido também na Europa, na Idade Média, e o famoso Paracelso ministrava-o
a seus pacientes. Quando utilizado por prazer, era ingerido
como chá. O hábito de fumar ópio conta umas poucas centenas de anos. Em
muitas sociedades orientais tradicionais recorre-se ao ópio contra dores nas
enfermidades do corpo, mas também como tranqüilizante. É também instrumento
do relaxamento e de sociabilidade. No século passado, a "British East Índia Company" produzia ópio na Índia e o vendia para a
China. A insistência do governo chinês em reprimir a venda e o uso da droga
que se alastrava levou a um conflito com a Inglaterra, conhecido como a
"Guerra do Ópio". Os ingleses obrigaram a China a liberar a
importação da droga e como resultado, em 1900, metade da população adulta
masculina chinesa era descrita como dependente da droga. Amplamente aceita como droga recreativa no
Oriente e comprado livremente na Inglaterra e Estados Unidos, até fins do
século passado, o ópio provocou o surgimento de "casas de ópio" na
maioria das cidades européias. Foi somente no início deste século que o seu
consumo começou a ser proibido. EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS Aquecido e inalado, provoca euforia, seguida
de sono. As pessoas não iniciadas podem experimentar
náuseas, vômitos, ansiedade, tonturas e falta de ar. O dependente entra diretamente num estado de
torpor*, sentindo os membros pesados e o raciocínio lento. A dependência e tolerância se desenvolvem
rapidamente e o dependente passa a sentir tudo, menos prazer. Sintomas da crise de abstinência*: tremores,
suores, angústia, cólicas e câimbras. O uso excessivo pode causar parada
respiratória, colapso circulatório e levar à morte. Torpor: ausência de resposta a estímulos
comuns. Crise de abstinência: série de reações
decorrentes da interrupção do uso de determinado produto ou substância, mesmo
que Síndrome de Abstinência. NOMES COMERCIAIS: Tintura de Ópio, Elixir Paregórico, Elixir de
Dover (substância ativa - Pó de ópio). USO TERAPÊUTICO: Anti-diarréico e analgésico. |