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& NOVIDADES - Como dividir as 4 vozes das partituras usando o ENCORE! Esta semana: sermões da semana de oração jovem 2010. E mais: 40 palestras para jovens, para uso no
programa jovem como em capelas de escolas e colégios! É incrível
como a letra e a melodia desta obra se completam. A letra é absoluta em sua
significação. É tão real que usa a palavra “protagonizou”, e ainda no côro!
Elaborada para que o ouvinte possa assistir um filme, mas daqueles onde as
fotos são apresentadas e você tem tempo para observar as expressões de cada
ator. Esta é uma música para profunda contemplação e reflexão. A melodia e o
arranjo vocal e instrumental aumentam e transcendem a idéia da letra,
tornando tudo tão real que parece que estamos lá, assistindo Jesus sofrer e
morrer. Perceba a dinâmica das cordas iniciais, dando a impressão de um
caminhar, depois o aumento de intensidade, até chegar na nota mais aguda do
côro (E Ele se entregou), mostrando que, de todos os atos, este foi maior
sofrer: entregar-se. O mesmo acontece com o homem, porém é justamente isto
que Ele espera de nós! Todos
os dias do ano você baixa músicas inéditas de vários grupos musicais famosos |
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Melodia moderna, adaptada à letra, sensível em seu
caminho tão único. Letra inteligente, abordando o tema da santificação. Rejeita
o perfeccionismo, admitindo a complexidade humana como a ambigüidade dos
sentimentos, a imperfeição da vida, mas a possibilidade de ser feliz, mesmo
assim, com Deus!
Melodia rigorosamente brasileira, rica em acordes,
em tom menor. Excelente arranjo vocal, explorando a diferença (cor) que as
vozes masculinas podem ter das femininas. Não há acasos, muito menos repetições
cansativas. Cada trecho traz uma nova concepção do tema principal. Perceba a
ponte no final, construção refinada do que há de mais erudito na estrutura
musical da bossa. Já a letra é uma obra prima: uma oração, reconhecendo o lugar
do homem percebendo para isto a grandiosidade de Deus. Para cada necessidade
humana, Deus é a satisfação plena! Escute até furar!!!
Para as mentes
pensantes e abertas, uma belíssima composição. Melodia rica em passagens
alternadas de agudos e graves. Excelente exploração dos metais, pitadas da soul
music (perceba que eles só soam para ornamentar a melodia, tornando-a bem mais
interessante). O último côro, além de usar dissonâncias incomuns para vozes de
grupos, usa os instrumentos, as palmas, as diversas expressões vocais e algo
mais para demonstrar que, tudo o que existe pode ser usado para louvar a Deus. A letra expressa quase tudo o que pensamos e
sentimos sobre o que é louvar. Mas a frase “O louvor é o sorriso da alma” é
impagável: consegue decodificar a expressão de algo tão invisível, tão
impessoal, mas incrivelmente real e perceptível.
Introdução única, de poucas notas e dissonante para
mostrar a misteriosa e transcendente presença do Espírito Santo, em meio ao
caus da alma humana. Melodia clara, bonita, bem trabalhada para construir a
idéia do texto. A letra é uma conversa com a terceira pessoa da trindade,
tratando-O de Amigo, algo singular em nosso linguajar religioso. Também é muito
sensível a última parte, quando o coral canta à capela, mostrando que, tanto o
Espírito Santo, quanto o homem, comunicam entre si por meio de uma voz mansa e
suave! Esta m´suca me marca muito pois foi a música tema do coral durante minha
semana de oração nesse colégio querido, em maio de 2009. Parabéns meninos!
Uma letra pequena, mas com uma verdade bíblica
inquestionável do evangelho. Ela é trabalhada de maneira ímpar com uma melodia
brasileira, e uma orquestração que a torna riquíssima, pois usa os elementos
mais sofisticados da bossa. Os instrumentos são arranjados de tal maneira que,
apesar de grandiosos e impressivos, a atenção do ouvinte para a verdade
revelada não é distorcida. Perceba também que o arranjo vocal privilegia a
distancia das vozes: o grupo lá em cima, e a Regina lá em baixo! As passagens
de uma estrofe para a outra são modernas e ao mesmo tempo tranqüilas, amoldando
todos os objetivos da peça! Vale á pena ser ouvida milhares de vezes!
A canção foi produzida pelo Maestro Costa Júnior na
década de 80, e ficou imortal com o grupo Prisma. Mas veja o que foi feito
aqui: primeiro o uso incomum de acordeon com orquestra e violão, o que dá um
requinte de sofisticação sublime, além da conotação intimista e da devoção da
entrega. Agora a sequência de acordes é de primeira: tanto na introdução quanto
na segunda parte, cada nota recebe um acorde diferente, único, sem repetições.
E mesmo assim, o arranjo ficou simples, direto, e além de não comprometer a
composição, a exalta a seu mais elevado conceito. È uma obra de arte, dessa
cantora que insiste em não apenas cantar, mas cultivar um conceito musical,
relevante e pertinente. Parabéns, Regina!
Que oração tocante, real, e verdadeira, em sua
essência e detalhe. A letra é a expressão mais sincera de um coração contrito,
que enxerga a totalidade do ser humano porque está olhando para o Criador. A
melodia, simples no caminho, mas incrivelmente tocante. A orquestração é
primorosa: tudo foi arranjado em função do que se busca, a completa entrega a
Deus. Boa exploração das cordas, dos graves e agudos, passando a idéia de que
nada ficou reservado no coração que se abriu ao Salvador. A voz (aqui ausente)
do Ronaldo, é, na minha opinião, a voz mais bonita (com mais harmônicos) do
Brasil. Que esta petição seja a nossa realidade diária, pois este será sempre o
maior privilégio do homem: Deus, vive em mim!
Indescritível!!! Medley com o tradicional Meu
Divino Protetor e o Cannon de Pachelbel. O primeiro, obra maiúscula de Charles
Wesley. Ele escreveu esta letra depois de passar por uma tempestade em alto
mar, e vir ali no navio as crianças morávias que, em vez de se desesperarem
ante a morte, cantavam em louvor a Deus. O famoso e conhecido Cannon é outra
obra imortal. Juntas as obras, e tão bem produzidas aqui, levam confiança, tranqüilidade,
paz e amor pelo Criador. Perceba como as duas melodias são distintas, mas
quando “misturadas”, respeitam a individualidade harmônica da outra, sem perder
sua peculiaridade! A sublimidade dos acordes, o andamento tranqüilo e bem
marcado, as passagens suaves e a dignidade da execução exaltam o espírito do
ouvinte. Para mim, o tema expressa: “Senhor, como é bom te amar”.
Música sensível, tocante, um apelo a todo e
qualquer pecador, que jamais deixa de sentir-se atraído por tal convite.
Produzida na década de 70 e gravada pela família Prates em 1981, esta
composição é uma relíquia entre as coisas antigas. A letra mostra o que Deus
sente ao nos ver longe dEle! Tem frases únicas como: “Não precisas chave,
segredo não há, e aluguel não é cobrado ali. Se quiseres achar de teu Mestre o
lar, é só começar procurar, está perto do coração!” Arranjada para quarteto,
com divisão agradável das vozes, no estilo bem americano dos anos 70, por fim
busca nas vozes femininas a força para um apelo ainda mais direto. Escute e
permita que o Senhor lhe traga de volta a Seus braços de amor!
Letra moderna,
admite a transitoriedade da vida (tudo está passando), em contraste com a única
coisa que pode tornar a existência eterna: nossa entrega ao Criador. A melhor
opção no presente é ser de Jesus. E faça-o logo, antes que o tempo se vá. Há
frases muito bem elaboradas, jamais imaginadas em um hino tradicional, mas aqui
tão bem colocadas, como: “Este momento vai passar, como as notas que se perdem
no ar”, “Vou dar minha vida ao Senhor antes que o tempo se vá”. “Este momento
vai acabar, mas Deus é terno e sabe amar”, ou “Este momento não vai voltar,
agora é o tempo de você se entregar”. A melodia sabe explorar os graves e
agudos, expressando os altos e baixos dessa existência descrita. O arranjo,
primoroso, carrega no solo e no uníssono a nostalgia do tempo, e coloca a
harmonia das vozes apenas onde é preciso, respeitando a incrível e doce
fragilidade dos extremos das vozes femininas. Até o vibrato das sílabas foi bem
calculado, a fim de dar a acentuação certa. A dinâmica também é ímpar: não há
pressa, nem morosidade, levando a produção a ter quase 6 minutos de duração, o
que vale muito á pena para uma música de apelo e de profunda introspecção. Usei
esta gravação em inúmeros apelos que fiz, e como valeu á pena!
THANK YOU LORD FOR GRACE - Heralds
Obra do álbum de
2006 dos The King´s Heralds. Orquestração primorosa, suave, graciosa,
representando bem o que a graça é para o pecador. O arranjo vocal é simples,
respeitando rigorosamente as terças (característica dos quartetos americanos),
mas a dinâmica das vozes e as entonações são incrivelmente elaboradas.
Contrariando o estilo atual, o 1 tenor sola de maneira tranqüila, num alcance
de notas pequeno, transmitindo a idéia de que qualquer pecador, independente de
sua situação, pode alcançar e se apropriar dessa graça oferecida. O último
trecho conclui com uma sequência criativa de acordes, requinte brasileiro,
concluindo numa escala ascendente, ensinando que a salvação vem do alto, é só
aceitá-la.!
Composição da
década de 70. Característico das músicas americanas, não há uma grande
criatividade na melodia, em caminhos, em passagens, modulações ou dissonâncias,
mas cumpre seu papel de apresentar a Deus o frágil desejo humano de ser aquilo
que Ele deseja para cada um de nós. A simplicidade da obra também é
significativa: há muita coisa por aí que tenta ser erudita, mas acaba não
atingindo seu objetivo. O respeito ao alcance das vozes, o uníssono tão singelo
das mulheres, a divisão das vozes com os homens – todo o conjunto torna a obra
uma autêntica oração cristã, que exige simplicidade na expressão, profundidade
no desejo, e alcance na mensagem. Perceba também como os instrumentos estão
quase imperceptíveis, para que a voz, a expressão máxima da alma, fique bem
evidente. Que sejam assim também as nossas orações ao querido Pai do Céu.
BEM AVENTURADO – Robson Fonseca
Composição única, que vem para preencher uma lacuna
há muito desprezada, de músicas que falam sobre a morte e a ressurreição dos
justos quando Cristo voltar. Melodia moderna, respeitando o tom escolhido, mas
com dissonâncias calculadas e apropriadas. Boa escolha por colocar as 2
estrofes primeiro para depois colocar o côro. Excelente escolha pelos
instrumentos: as cordas e os sopros soam no momento certo, tanto para
apresentar a nostalgia da perda quando para inspirar a esperança na fé cristã.
Observe também o piano: só trabalha acordes (dando apoio às demais cordas), sem
pressa ou desejo por aparecer, com as notas imprescindíveis, mas sem nenhum
exagero. O grave na passagem do primeiro para o segundo côro é fantástico. Já a
letra é hiper inteligente: além de bíblica, é pertinentemente doutrinária,
moderna, com palavras que quase nunca usamos numa poesia musical, mas que quase
nos levam ás lágrimas ao pensarmos nas pessoas que já perdemos. Amigo, esta é a
nossa certa: Ele ressuscitou, nós o faremos com Ele. Aleluia!
A coleção Songs of Life é de ímpar qualidade. São
10 cds que exploram a instrumentação dos principais e mais conhecidos hinos do
cristianismo protestante. Com arranjos grandiosos, uma dinâmica apropriada,
colocação adequada dos instrumentos na região onde melhor soam, e com uma
simplicidade e minimalismo singular, empolgam o ouvinte com os hinos de
esperança, mas também o tranqüilizam e o fazem descansar e refletir nas
composições intimistas. Nossos hinos tradicionais, que carregam em si o peso da
vida e obra de nossos pais na fé, merecem o valor e a devida exaltação que aqui
recebem. Observe a beleza plástica que o arranjador deu ao Since Jesus Came
Into My Heart. Como as cordas e os sopros andam pela melodia livres, sem
qualquer conflito, e trocam de lugar na harmonia, mostrando ao ouvinte que,
quando Cristo entra no coração, os conflitos pessoais são equilibrados e
dirigidos por Aquele que escolheu habitar em nós. Você já sentiu essa paz em
sua vida
Introdução impecável, grandiosa, sublime, que eleva
a inteligência e o espírito do ouvinte. Com melodia simples, o autor conseguiu
traduzir a intenção do texto: amar precisa ser a expressão mais natural da vida
cristã. Já a letra é um milagre, tanto humano quanto divino: é feita com frases
incrivelmente grandes. Numa poesia musical geralmente evita-se esse tipo de
texto pois dificulta demais o encaixe deste na frase melódica. Mas aqui a
junção é perfeita, porque tanto a melodia colabora quanto a orquestração.
Também são notáveis algumas frases incomuns, mas que expressam verdades
fundamentais do evangelho prático: “É a arma poderosa contra a dor e a
solidão”, “O amor entre as pessoas torna o amor de deus real”, “Eis a fórmula
completa para a lei de Deus cumprir”, “Ver a vida de outra forma, dar a quem
não tem”, ou “Vindo em glória dar coroas a quem hoje só tem cruz”. Este é um
hino que não passará, por sua singela simplicidade, singularidade, e verdade
prática inquestionável: o mundo seria o Céu se nos amássemos!
Gravação de 1980, do álbum Rainbow. Hino
tradicional, que expressa a segurança da salvação que encontramos em Cristo,
nosso Irmão maior, melhor Amigo, Criador e Deus. Jim Teel conseguiu arranjar
para 4 vozes masculinas de maneira tão singular que dificilmente você verá um
outro grupo cantar esse arranjo. Várias modulações, passagens dificílimas,
dinâmica bem calculada, tonalidade apropriada, e a melodia passando pelas 4
vozes em momentos bem diferenciados. Tudo isso para impactar o ouvinte com a
verdade de que a salvação é gratuita, mas o processo é denso, complexo,
envolvendo vitórias e derrotas, alegrias e tristezas. Deus nos declara salvos,
mas a santificação, sendo por toda vida, custa um exaustivo trabalho ao
Espírito, com uma renúncia diária por nossa parte. Mas vale á pena: veja que
cada frase musical, por mais dissonância e caminhos escuros, sempre termina nos
modos maiores! Por mais complicado que seja, em Cristo, tudo terminará bem.
Como já disse, a coleção SONGS OF LIFE é uma
preciosidade ímpar no cenário musical tradicional. Abarcando as principais
composições do cristianismo protestante, preserva essas obras atemporais, com
uma orquestração moderna, pertinente, que traz ao ouvinte paz, reflexão,
tranqüilidade emocional e poder espiritual de decisão. São gravações próprias
para um momento de descanso, ao amanhecer ou entardecer, para o momento da
leitura da Bíblia, para o preparo de um sermão ou mensagem espiritual qualquer,
ou mesmo para o caso do adormecer noturno. Nesta obra específica, veja como as
linhas da orquestra são claras, contrastando os graves dos violoncelos, a
flauta que sola junto ao piano, os arpejos tanto dos sopros quanto da harpa.
Cada detalhe musical, cada entonação das dinâmicas, condiz com a proposta
musical: Senhor, mais perto quero estar, meu Deus de Ti!
Poucas músicas
do mundo evangélico são tão pertinentes, modernas e ao mesmo tempo bíblicas
como esta. A melodia é interessante, não tão rica, mas é de estilo brasileiro,
possibilitando dissonâncias interessantes. Agora a letra é de uma exuberância
ímpar: primeiro descreve Sua Pessoa, atitude básica para que o pecador
penitente possa perceber sua situação, e assim ser salvo. Depois apresenta este
Deus infinito como a solução de cada necessidade humana. Finalmente apela para
que exerçamos fé nEle, afinal, a fé só pode ser uma decisão, humana e racional,
consciente, pessoal. Em sua essência, a fé é uma escolha: eu poderia escolher
crer em outros, em outras coisas, mas decidi confiar nEle, mesmo que não receba
nada em troca por isto. O mais incrível é que, sem merecer, nunca ficamos de
mãos vazias. Ele sempre faz o impossível por nós. Louvado sejas, nosso Criador!
Seguindo
a boa tradição dos quartetos americanos, no estilo barbershop, os The Heralds,
grupo tradicionalíssimo que desde 1927 nos encantam com suas gravações, trazem
esse arranjo moderno e criativo, (2006) dentro dos padrões ianques. Perceba
como as 4 vozes, respeitando as terças, navegam pela melodia, com destaque às
vozes separadamente em trechos diferentes da obra. O baixo crava, o 2 tenor flutua
na melodia, o 1 tenor só na terça, e o barítono dá as entonações agradáveis.
Dissonâncias é o que não faltam. No fim da obra, repare o acorde invertido,
depois a dissonância no agudo, e o epílogo indefinido! Serve como referência
aos grupos brasileiros que tanto desejam cantar obras americanas, mas sempre
escolhem o quadradão monótono, cansativo e pouquíssimo criativo do que vem de
lá!
Introdução só com acordes criativos, que permitem
uma reflexão profunda, e uma exposição da letra com clareza ímpar. A combinação
do piano com as cordas também mostram inteligência e sensibilidade. Já a letra
é primorosa: só escutando e desfrutando para sentir as verdades bíblicas sendo
destiladas aqui. É super moderna, com rimas pouquíssimo exploradas, mas com
pertinência teológica. Apreciei também a qualidade da gravação, que colocou a
voz muito nítida, de cara, e os instrumentos também estão tão bem escritos e
gravados que você consegue perceber a todos sem esforço auditivo! Parabéns
Sopper! A voz é muito bem explorada, sem exagero algum, bem colocada nas
entonações, dicção, altura e interpretação. Uma verdadeira obra de arte
moderna.
For the Beauty – Breath
of Life
Um lindo arranjo para quartetos de um
dos melhores grupos a 4 vozes da história. O Breath of Life surgiu na década de
70, e sempre priorizou arranjos únicos e exclusivos de Walter Arties. Mesclando
criatividade e erudição, o quarteto marcou com os discos Planty Good Room e
Spirituals. Esta é uma gravação de 1988, com orquestração impecável, dinâmica
simples mas bem combinada com os acordes dissonantes bem característicos dos
bons músicos negros ianques. Creio que o arranjo vocal foi pensado junto com o
instrumental, isso é, tudo foi concebido de uma vez só, é uma totalidade. Por
isto soa tão bem. Só pra se ter idéia, o Take 6 tem o grupo como sua primeira
referência musical! (Começaram imitando-os). Curta esse clássico. Virão outras
coisas boas por aí!
Assista e perceba as nuances:
- Minimalismo
- O violão bem colocado, tanto nos acordes quanto
na batida
- A bateria, só para dar o ritmo certo, discreta
mas imprescindível!
- O violino fazendo o contraponto da harmonia,
dando o ar do erudito, mas sem perder a incrível sensibilidade!
- A letra é incrivelmente bíblica, reflexiva, é
tanto um apelo, quanto uma oração, e uma confissão de fidelidade a Jesus,
reconhecendo nEle o ser supremo, que já foi aceito, e agora é amado e seguido
- Acordes extremamente sofisticados nas passagens
de uma frase para outra
- A simplicidade, com sofisticação ímpar
- É uma composição moderna, que em todos os
sentidos tornar-se relevante pois é atemporal.
Perceba a incrível genialidade do grande arranjador
para quartetos Wayne Hooper (1920-2007). Os quartetos da época eram bem
americanos: melodia no segundo tenor, o primeiro fazia a terça acima e o
barítono completava a melodia preenchendo os espaços, e o baixo seguia uma
interminável sequência igual de notas graves. Hooper mudou isto: todos
participavam da melodia e da harmonia. Muito acorde invertido, principalmente
no início e no fim do arranjo, algumas boas dissonâncias, modulações incríveis,
com 3, 4 e até 5 mudanças de tons numa mesma obra, alguns medleys, e tudo isto
sem perder a boa e velha harmonia fechada, que era tão necessária, pois os
grupos cantavam em apenas um microfone, fosse aonde fosse. Esse
negro-spirituals é um clássico, mas aqui transformado em uma obra também
atemporal.
Incrível como a música de valor e significado pode
ser sofisticada, erudita, com roupagem simples e minimalista! Essa é uma
fórmula imbatível! Essa obra, dos meus idos tempos, comprova que os melhores
músicos interpretam suas canções sem qualquer exagero, deixando que tudo fale:
a letra, a instrumentação, a entonação de sua voz, e até os harmônicos, levando
o ouvinte a pensar no que está sendo-lhe exposto, criando naquele momento e
para sempre a emoção e o raciocínio conjugados por aquela apresentação,
lembrados por toda vida. Curta todos os detalhes!
Melodia simples mas impressiva, esse é um clássico,
que tem marcado a vida de centenas de pessoas, ao aceitarem os apelos de seus
pastores em suas congregações usando essa canção. A letra é bem direta,
moderna, e apelativa. A instrumentação foi bem colocada, sem exageros, para que
tudo colaborasse a fim de que o convite fosse sem ruídos. Vale á pena ouvir,
meditar e pensar.
O grupo Glad continua impecável! Suas produções à
capela são verdadeira obras de arte! Valem à pena serem compradas todas, em cd,
para serem apreciadas em alto e bom som, de tão bem gravadas e produzidas. Eles
possuem 6 álbuns assim (se quiser conhecê-lo entre em seu site www.glad-pro.com). O que
caracteriza os arranjos são o baixo imprevisível mas incrivelmente harmônico, o
Ed Nalle solando, e as demais vozes harmonizando, deslizando e ornamentando a
melodia. Além da extrema precisão no ajuste dos acordes e da perfeição da
gravação. Resumo: tudo o que produziram à capela, compre!
No bom estilo brasileiro, violão, bateria e voz,
uma bela composição, com caminhos simples mas ao mesmo tempo criativo, dentro
da estrutura melódica tupiniquim. Vale o registro e a idéia tão singular. Além
da letra, que mostra o que acontece ao pecador verdadeiramente arrependido:
metamorfose total!
Com incomparável singularidade e simplicidade, Paul
Johnson compôs, arranjou e produziu (tocando o piano) essa faixa. Bem a sua
cara, esta obra é de delicadeza ímpar. Começa tranqüilo, vai crescendo nas
idéias e na expressão, até que no momento maior sobe á Deus expressando o
desejo sincero do coração: que eu seja troféu do teu amor. Aliás, que letra!!!
Cada frase é uma declaração profunda das verdades do evangelho, além de uma
confissão de fé, reconhecimento de dependência, e um desejo de ser usado por
Ele. A idéia de ser o troféu de Deus é absolutamente fantástica: que privilègio
é para o crente passar a eternidade na sala de troféus do redentor do Universo!
Obra de 1973, atemporal, relevante por todos os
tempos, tanto que permanece obra única e referência do texto bíblico, merece
ser aqui lembrada. A letra, além de ser bíblica, foi tão bem colocada na
fraseologia da melodia que parece que Salomão não estava orando quando citou
essas palavras, mas cantando diante de Deus seu louvor mais perfeito. O arranjo
vocal e instrumental respeita e valoriza ainda mais o contexto harmônico da
peça. Enquanto o mundo existir, relembraremos esta obra como apelo divino à
nossa condição de pecadores!
Um clássico do Gatiher, principalmente porque os
Arautos o regravaram em 1988 marcando época em nossa terra. A melodia, apesar
de americana, segue por caminhos interessantes, e torna-se muito rica por causa
do arranjo vocal, que explora as 3 vozes mais agudas com alternâncias interessantes.
O contexto é intimista, uma oração sincera e que conta com uma certeza: Deus
quer morar em nós. Tive o privilégio de assistir os Arautos cantando essa obra
ao vivo no Iasp em 1988, com a formação original do disco. Por essas pequenas
coisas, vale á pena viver!
Esquinas Cruéis - João Alexandre
Primeiro, a música brasileira é feita de Joões!!!
Segundo, é tão difícil um músico refinar-se ao ponto de tornar cada obra
composta em uma mensagem relevante para seu tempo como permanete para as
futuras gerações. Mas é justamente essa a marca do ministério musical desse
fabuloso João! Quem teria coragem de compor uma peça falando sobre o drama das
prostitutas, grupo que apesar do trato explícito de Cristo, seus seguidores
continuam segregando de maneira tão flagrante. Curta nessa melodia o que o Deus
dos pecadores, como eu e você, pode realizar na vida delas também!
Essa música me lembra minha juventude, anos 80, na
minha querida Jacuba, pra você Hortolândia! Lembro-me do Prisma cantando na
igreja do Iasp esta e outras músicas americanas, trazendo certa nostalgia
remanescente dos anos 70 com as inovações da época. Obra lançada pelos
Imperious, tornou-se tão famosa na voz de Huss Taff. Melodia pop, simples, mas
de letra com preocupação missionária e relacional, o que era de espantar na
realidade norte-americana. Note as divisões de vozes já longe do arranjo
coral, principalmente o soprano fazendo
o tenor. Matemos a saudade!
Mais uma genialidade de Evaldo Vicente. A melodia
rica por dar beleza à criativa letra, foi muito bem produzida com o
instrumental com cara jovem, além da razoável jogada com as vozes. A letra é
primorosa: criativa, moderna, pertinente, pessoal, atemporal, sensível, e
apelativa. É um registro único do que alguém pode fazer na atualidade usando
recursos da época para construir uma obra relevante sem perder a classe.
Parabéns Evaldo, mesmo que seja à distância de um hemisfério!
Eu estava lá, quando o Prima cantou pela primeira
vez essa música na igreja do Iasp. Simplesmente lindo. Que obra! Letra bíblica,
com uma melodia que adorna o texto. Harmonia “quadrada”, própria também para
quartetos e corais, e de sensibilidade emocional, sem perder o apelo à entrega
racional da alma. Um clássico que vale á pena ser escutado com atenção, para
ser degustado em todos os seus detalhes!
Arranjo impecável, como sempre o Glad produz. Começa
com um estilo gregoriano, depois vem as síncopes tão próprias à modernidade,
dando um contraste singular. As vozes se interpõem de maneira inteligente e
agradável ao ouvido. Tudo isto com o perfi do grupo, sempre com um lead puxando
a melodia, o baixo nas fundamentais, cheias de contra-pontos e os tenores lá
nas alturas, com o 1 tenor dobrando lá em cima. Tudo para cortejar a palavra
Amén! É sempre bom ouvir algo criativo. Detalhe: gravação do Glad Acappela
Project I de 1988. Curta!
Que arranjo! Perceba que na primeira estrofe o
grupo canta sem respirar no meio da frase. É um medley, bem ao estilo das boas
músicas religiosas da década de 70. Tudo colocado à 4 vozes, com o baixo indo
no grave, e cada voz em sua região real de atuação sonora. Na segunda estrofe
da segunda música os homens solam com as mulheres fazendo a boquiusa, e depois
trocam de lugar. Com boa dinânmica, diminuindo e aumentando de intensidade
intencional onde é necessário fazê-lo. Instrumentação bem simples para que tudo
isto seja percebido pelo ouvinte! Um excelente registro de 1985 no disco
Prisma, Fonte de Luz.
Um clássico da música gospel americana. Bem ao
estilo folk, o arranjo magistral de Jim Teel busca valorizar a conhecidíssima
composição, invertendo as vozes, e fazendo contracantos interessantes ao todo.
Observe que a melodia começa com o 1 tenor, depois passa para o baixo, enquanto
os outros adornam a harmonia com os passagens. As vozes não tem medo das
extenções, e num arranjo quase á capela, trabalham 4 oitavas! O piano apenas
enfeita as vozes, sendo tocado como se estivessem num “sallom” ao redor do
pianista. Esta é uma gravação quase esquecida no meio de tanta coisa que os
King´s Heralds produziram, e que vale à pena ser consultada como referencial do
que as gerações passadas produziram!
Obra monumental: ritmo, melodia e harmonia
brasileiríssimas. Note a boa conjunção das cordas com as flautas. A
simplicidade da exposição andando ao lado da complexidade do minimalismo e da
erudição musical. O violão adornando a voz humana. E a letra: bíblica, uma
promessa incrível, apresentando o Senhor como a solução para todas as desgraças
humanas. Podemos nos alegrar no Senhor mesmo diante de tantos momentos tristes
que a vida proporciona. A peça termina dissonante, dando a impressão de que a
vida é contínua, nos ensinando que não devemos parar por causa das tristeza!
Mesmo que as coisas não aconteçam como gostaríamos, alegremo-nos no Senhor!
Descanse nessa paz!
Gravada em 2006 pelos The King´s Heralds, em um
álbum de extrema qualidade de gravação e produção, esta música se destaca.
Melodia simples, mas que nesta produção se reveste de excelente sonoridade. A
orquestração é muito agradável, o arranjo vocal, além de simples, é bem próprio.
O que mais chama atenção é o barítono, que dá um “up” ao todo. Além de
excelentes harmônicos no grave, no agudo ele valoriza ainda mais o arranjo e as
vozes que o cortejam. E para completar, o baixo faz as notas graves oitavadas,
gravando pra valer! Esta peça vale à pena ser degustada!
Tis Is My
Father´s World - Glad
Tudo o que o quinteto
Glad produziu à capela até hoje foi de bom gosto e refinado. Observe esta
gravação: um hino super tradicional das igrejas protestantes, aqui com um
arranjo moderno, as vozes deslizando pela harmonia, cortejando o lead. Como
sempre, o Glad usando 4 oitavas a fim de explorar ao máximo o que é possível
fazer com os acordes. Tanto a produção quanto o gravar foi de um
profissionalismo grandioso, considerando a tecnologia usada aqui no início da
década de 90. Perceba também a entonação e a dinâmica que as vozes usam para
que a peça tenha vários momentos, e assim não apenas entretenha o ouvinte, mas
o faça deleitar-se na certeza de que o Pai celestial é aquele que comanda a
tudo e a todos neste vasto Universo!